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Só entre nós

Só entre nós

Nunca poderei ir a um Michelin!

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Ontem, na final da Supper Stars Battle, uma senhora da audiência disse-me que tinha muita inveja porque nunca poderia ir a um restaurante com estrela Michelin só a restaurantes "normais". Poucos minutos depois, curiosamente, o apresentador do concurso, Miguel Braga, pediu-me para explicar à plateia como é que conseguia ir a tantos restaurantes Michelin.

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Este é um assunto que já debati anteriormente e que no fundo é bem mais simples do que parece a muitos. Eu poderia fazer a mesma pergunta às pessoas que vão sucessivamente a jogos de futebol. Ou a concertos. Ou aos que estão sempre a comprar mais uma peça de roupa. Ou mesmo aos que vão periodicamente a restaurantes que não são Michelin.

 

Afinal de contas, não canalizamos todos as nossas poupanças para aquilo que mais gostamos? Eu gosto mais de viajar e ir comer a bons restaurantes (sejam eles Michelin ou mais banais), por isso o meu dinheiro extra vai para aí.

 

E a ideia de que ir a um restaurante Michelin significa ficar com a carteira vazia, não podia ser mais enganadora. Ainda ontem dei o exemplo do Eleven. Tem uma estrela Michelin, uma vista maravilhosa, ótimo serviço e comida sempre irrepreensível. Tudo, ao almoço no menu executivo, por 35€ por pessoa. É caro? Para muitos claro que sim, mas não é impossível.

 

Se, por exemplo, não forem almoçar fora todos os dias, têm esse dinheiro ao fim de uma semana (eu levo sempre comida de casa). Ou se não forem ao café tomar um segundo pequeno-almoço ou lanche, como tantos fazem. Ou se decidirem cortar no café, no tabaco, nas raspadinhas… Entre tantas outras coisas que, mesmo pequenas, fazem a diferença no fim.

 

Por isso não é impossível ir a um Michelin. Basta direcionar o dinheiro para o que se quer.

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