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Só entre nós

Só entre nós

Quando é que... me deixam em paz?!?

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Este post é escrito na primeira pessoa, mas tenho a certeza absoluta que este "drama" é comum a muitas pessoas.

 

Quando era criança, recordo-me de perguntarem frequentemente:

E namoradinha? Já tens uma namorada?

 

Quando era adolescente, a mesma pergunta:

Então e namorada?

 

Já com namorada:

Então e para quando é o casamento?

 

Após o casamento:

E filhos? Para quando?

 

Vários anos após o casamento:

Filhos? Então? Quando é que vem um bebé?

 

Quando finalmente nasce o bebé:

Então e um irmãozinho? Já está na altura de pensarem noutro filho. Dois é que é.

 

E que tal deixarem-me em paz? Era boa ideia, não era? Que mania é esta que as pessoas têm de viver obcecadas com a vida dos outros? O que é que lhes interessa se X tem namorada, se vai casar ou tem filhos? O que é que aconteceu para sentirem todos que têm algo a dizer na vida dos outros?

 

Tenho a sensação que todas estas perguntas, para além de revelarem uma tremenda cusquice e falta de educação, também demonstra que não têm nada de jeito para dizer. Por isso, e que tal se fechasse a boquinha? É que se é para fazer estas perguntas tolas sobre a vida dos outros, então estejam calados.

 

Ainda por cima eu tenho a certeza que isto é uma bola de neve. Após o quinto filho de certeza que viria:

Então e o sexto? Meia dúzia? Que tal?

 

E isto nunca vai ter fim. Um familiar meu já chegou a perguntar-me se o meu filho, que ainda nem tem dois anos, já tinha namorada. A sério?

 

E não me venham dizer que é brincadeira, porque não é.

 

Parece-me que a única alternativa é passar ao ataque com a mesma arma. Deixo algumas sugestões:

Então e um segundo filho?

E porque é que não teve um segundo filho?

 

Quando é que se casam?

Quando é que se divorciam?

 

Já tens namorada?

Já tem amante?

 

É capaz de resultar...

Casa de Chá da Boa Nova, 1 estrela Michelin - Maior surpresa 2016

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Começamos os prémios Só entre nós 2016 em grande, com a categoria "Maior surpresa 2016", cujo prémio vai para a incrível Casa de Chá da Boa Nova.

 

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Já conhecíamos o trabalho do Chef Rui Paula (crítica ao DOP aqui) e tínhamos a certeza que a Casa de Chá da Boa Nova deveria ser um ótimo restaurante. Mas nunca imaginámos que fosse assim tão bom. Daí merecer a vitória nesta categoria.

 

A nossa visita foi anterior à divulgação do Guia Michelin 2017 (umas semanas antes), mas ficou imediatamente claro que este era um restaurante merecedor de uma (ou mais) estrelas Michelin.

 

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A começar pelo incrível espaço. Situado em Leça da Palmeira e construído sobre os rochedos a dois metros do mar, este restaurante é um marco arquitetónico português, obra do "nobel" da arquitetura Siza Vieira e classificado como monumento nacional em 2011.

 

Mas para além de um marco arquitetónico, a Casa de Chá da Boa Nova é um marco gastronómico a não perder. Escolhemos o Menu Boa Nova (€85 por pessoa) que começou em cheio:

 

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Rosas (dispostas numa jarra no meio da sala, cortadas e servidas aos clientes) recheadas com guacamole de camarão. Receção agradável e muito fresca.

 

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Corneto de crème fraîche com ovas de salmão.

 

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Um fabuloso "bacalhau espiritual".

 

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Macarron de tinta de choco.

 

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Sempre tudo ao mais alto nível. Seguiram-se os pães: pão de couve portuguesa, pão de azeitonas e pão rústico. 

 

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E as manteigas.

 

Quando era expectável que começasse o menu, foram ainda servidos mais dois momentos verdadeiramente perfeitos.

 

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Tártaro de atum com lima e menta.

 

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Polvo na rocha e salada de polvo. Este último momento estava incrível e foi um dos pontos altos da refeição.

 

Começando então com o menu:

 

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Enguia (beterraba, tutano e pata negra).

 

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Lagostim (porco, ostra e maçã).

 

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Caldeirada (peixe da nossa costa, lula e petinga).

 

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Robalo no seu habitat (bivalves, algas e salsafi).

 

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Antes da passagem para o prato da carne, outro dos momentos da refeição - quando os vidros das janelas descem e o ar, sons e cheiros do mar entram pela sala do restaurante. É um momento incrível, e muito bem pensado. Em segundos o restaurante transforma-se e os dois espaços, interior e exterior, tornam-se num só, aproximando ainda mais o mar dos clientes. Perfeito.

 

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E, claro, a oportunidade de sair e fotografar a vista.

 

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Entre costela de wagyu (cantarelo, amaranto e couve-flor)

 

Todos os pratos conseguiram alcançar o tão desejável (e difícil) equilíbrio de sabores, não apresentando qualquer ponto negativo.

 

Passando à parte mais doce da refeição:

 

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Romeu e Julieta

 

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E duas sobremesas maravilhosas cujos nomes, infelizmente, não apontei.

 

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Para terminar, as mignardises.

 

Serviço excelente, espaço espetacular e comida perfeita.

 

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Só entre nós, a Casa de Chá da Boa Nova foi mesmo a maior surpresa gastronómica de 2016.

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