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Só entre nós

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

 

Por Eli Rosenberg

06 de julho de 2016

Tradução da minha autoria

Original aqui

 

À primeira vista, parece um lugar estranho para deitar um bebé: pouca roupa de cama e um mini saco de dormir dentro de uma caixa de cartão.

 

Ainda assim, é este o primeiro lugar onde muitos bebés Finlandeses deitam as suas cabecinhas. E acredita-se que este simples berço é responsável por a Finlândia ter atualmente uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil no mundo - 2,52 a cada 1000 nascimentos, menos de metade da taxa nos Estados Unidos da América.

 

Na Finlândia todas as futuras mães recebem uma "caixa bebé", mas existe uma condição. Para receber essa caixa, as futuras mães têm de fazer exames médicos durante os primeiros quatro meses de gravidez.

 

Todos os anos o Governo dá aproximadamente 40.000 caixas que trazem roupa de cama e cerca de outros 50 produtos para bebé, incluindo roupas, meias, um casaco quente e até um gorro para suportar o gelado frio nórdico. (As futuras mães que não precisarem de todos estes produtos podem optar por receber €140,00).

 

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O pacote de produtos que vem dentro da caixa contem roupa de verão e inverno, fraldas, brinquedos, um termómetro e outros produtos úteis para o primeiro ano de vida do bebé.

 

Este programa começou no final dos anos 30, quando cerca de 1 em cada 10 bebés morria na Finlândia durante o seu primeiro ano de vida. As caixas eram uma forma barata de encorajar as mulheres a pôr de lado os velhos hábitos e consultarem um médico durante a gravidez. Por outro lado, as caixas também serviam como um lugar seguro fora da cama dos pais para os bebés dormirem, em casas onde apenas havia mobiliário rudimentar.

 

A Finlândia também oferece uma considerável proteção para os pais dos bebés: mais de 10 meses de licença paga e a garantia de que quem quer que fique em casa com o bebé poderá regressar ao seu trabalho quando quiser até o filho fazer 3 anos. 

 

Existem esforços para alargar a ideia da "caixa bebé" a um público maior. Recentemente um hospital em Londres começou a dar as caixas ainda numa fase de teste. No Minnesota, uma organização sem fins lucrativos distribuiu as caixas por famílias carenciadas, motivando o debate entre as entidades estatais. Um estudante de Harvard criou uma organização para distribuir caixas semelhantes no Sul da Ásia.

 

"Quando sais do país, apercebes-te que, "wow", nem todos os países têm uma "caixa bebé", disse Sanna Kangasharju, que trabalha na Embaixada da Finlândia em Washington.

 

"É um sistema muito eficiente".

Jogas Pokémon Go? Vem salvar-me!

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Os rebeldes do Exército Livre da Síria arranjaram uma nova forma de chamar a atenção para a guerra civil na Síria, pedindo a todos aqueles que jogam Pokémon Go para dar mais atenção às crianças Sírias, que tanto sofrem, do que aos Pokémon.

 

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"Vem salvar-me!", pedem as crianças nos cartazes que seguram. 

 

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250.000 crianças sofrem maus tratos na Síria e desde 2004 já foram mortas 4.200 crianças.

 

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A ideia é incentivar o mundo ocidental a ir salvar crianças sírias, em vez de Pokémons. Já explicámos no blog como ajudar as crianças Sírias, e nunca é demais fazer mais um apelo. Saibam mais aqui.

 

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Notícia daqui.

Pizzeria ZeroZero, em Lisboa

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A convite do Grupo Multifood fomos conhecer a Pizzeria ZeroZero, uma das mais recentes pizzarias de Lisboa, que promete levar a pizza a um outro nível graças à escolha criteriosa dos produtos utilizados, provenientes, na sua maioria, da região de Véneto, com Denominação de Origem Protegida ou Indicação Geográfica Protegida, como acontece no caso dos queijos, enchidos, vinhos e proseccos.

 

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A juntar à excelente qualidade dos ingredientes, as pizzas seguem técnicas tradicionais na sua confeção, estando o maior "segredo" na massa - a massa das pizzas é feita através de uma mistura de farinha 00 (importada de Itália e que dá o nome à pizzaria) e outras farinhas de moagem lenta em pedra, sofrendo uma pré-fermentação de 14 horas à temperatura controlada de 21ºc, seguida de uma maturação de no mínimo 48 horas do empasto à temperatura de 4ºc. O resultado final é muito agradável, com uma pizza fina e crocante.

 

Presidente Marcelo, arrotos e Pokémons

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Depois do Presidente Marcelo ter condecorado os jogadores da seleção de futebol portuguesa, seguiram-se os campeões no atletismo e agora os campeões no hóquei.

 

E independentemente de fazer ou não sentido estar a condecorar os nossos atletas que conquistam algo a nível internacional, faz todo o sentido que o Presidente passe a condecorar todos os atletas. Se condecora os futebolistas, também tem de condecorar os outros.

 

Mesmo que para isso o Presidente tenha de deixar todos os seus afazeres para passar a dedicar-se exclusivamente à entrega de medalhas. Presumo que não tenha sido para isso que foi eleito e quem votou nele (não foi o meu caso) devia querer que ele fizesse mais alguma coisa. Mas enfim, haja prioridades!

 

Há é um problema. É que aberta a caixa de Pandora, o Presidente Marcelo vai ter de condecorar todos os nossos atletas. E em todos os desportos!

 

Por exemplo, um miúdo que ganhe as olimpíadas de matemática, como acontece tantas vezes, não poderá deixar de ser condecorado.

 

O mesmo deverá suceder com o vencedor do campeonato mundial de arrotos, que de certeza irá presentear o nosso Presidente com o seu arroto vencedor.

 

Ou com o vencedor do campeonato de mais cachorros quentes comidos em cinco minutos.

 

Ou com um eventual vencedor português de um campeonato internacional de Pokémon Go. Aquele que apanhar mais Pokémons terá necessariamente de ser condecorado. E se conseguir apanhar algum nos jardins do Palácio de Belém, ainda deverá receber uma condecoração extra.

 

E o Presidente não poderá ignorar eventuais portugueses vencedores dos seguintes campeonatos (todos verdadeiros):
Pedra, papel e tesoura
Mergulho na lama
Passar a ferro
Pólo com elefantes
Carregamento de esposas
Homem vs cavalo
Hóquei subaquático
Luta livre com óleo
Perseguição com queijo
Boxe xadrez

 

Espera-se que o Presidente dê entretanto instruções para contratar dezenas de pessoas para começar já a fazer várias fornadas de medalhas. É que ele não terá mãos a medir...

 

Mas no fim o nosso Presidente Marcelo será também condecorado. E bem merece! É que dificilmente haverá alguém que atribua tantas medalhas. E essa sim é uma razão para ser condecorado!

 

Chefs refugiados e um sabor a casa

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Versão original do New York Times,

Por Alissa J. Rubin

Tradução da minha autoria

Artigo de 5 de julho de 2016

Ver original aqui.

  

Chefs franceses e refugiados juntam-se num invulgar festival gastronómico em Paris.

 

PARIS - Os clientes deste bistrô na margem esquerda do Sena olham admirados para os pratos inesperados que surgem no menu num evento recente: puré de lentilhas laranjas, kebbeh e espinafres; cavala marinada com pimentos doces e tahini; codornizes servidas com freekeh, um grão encontrado no Mediterrâneo oriental.

 

Tudo muito diferente do servido habitualmente no L'Ami Jean, um bistrô tradicional francês, cujo efusivo Chef e proprietário, Stéphane Jégo, é conhecido pela sua interpretação da cozinha Basca.

 

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 Um dos pratos servidos no L'Ami Jean

Mas se naquela noite os clientes tivessem espreitado para a cozinha, teriam visto dois Chefs a preparar dois pratos: Jégo e Mohammad El Khaldy, um Sírio que trabalhou durante 20 anos como cozinheiro na sua cidade natal de Damasco até ser forçado a fugir por causa dos bombardeamentos. 

 

 

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