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Só entre nós

Só entre nós

Quatro mil pais agredidos pelos filhos pediram ajuda

 

Confesso que, de vez em quando, há notícias que me deixam de tal forma espantado, que até fico sem saber o que dizer... Tal como aconteceu com esta notícia do Público, que pega nas estatísticas da APAV publicadas esta semana sob o título Crimes de violência doméstica: filhos que agridem os pais 2004-2012, e revela dados verdadeiramente perturbadores.

 

Em média, nos nove anos de trabalho em estudo, a associação recebeu, por dia, pelo menos um pedido de apoio ou uma denúncia relativos a homens e mulheres vítimas dos filhos — sendo que o número de vítimas do sexo feminino (81%) foi sempre, claramente, superior ao número de vítimas do sexo masculino.

 

A tendência tem sido para um aumento das queixas — e, logo, da abertura de processos de apoio. Em 2012 bateu-se um recorde: 608, contra 299 em 2004.

 

Os maus-tratos físicos e os maus-tratos psíquicos são os mais frequentes e representam 60% do total dos crimes relatados. Mas também há casos de ameaças e coacção, de difamação e injúrias, de violação de obrigação de alimentos, de furtos e roubos, de crimes de natureza sexual, entre outros.

 

E se pensam que são só pais de filhos adultos que apresentam queixa na APAV, estão muito enganados. 227 pais (5,7% dos casos) queixaram-se de agressões perpetradas pelos seus filhos menores.

 

Se isto já é mau, é pior ainda saber que apenas um número residual de pessoas avança com queixa-crime.

 

Para todos aqueles que sofrem de qualquer tipo de violência, seja física ou psicológica, a APAV tem uma Linha de Apoio à Vítima (com o número 707200077) e presta apoio psicológico, jurídico e social.

Telefonema com empresa de ouro

 

A empresa fornecedora de serviços de gás que eu tinha contratado há um ano funcionou sempre mal. Nunca houve leituras de empresa; as estimativas foram sempre surreais, com valores de gás que nunca tinha pago; mesmo com o envio de leituras, continuavam a ser feitas estimativas descabidas; as faturas costumavam chegar meses depois do consumo, e por vezes concentradas num só mês.

 

A juntar a tudo isto, o número de apoio ao cliente fornecido por essa empresa, que tem ouro no nome, nunca funcionou. De todas as vezes que telefonei, e foram muitas ao longo dos meses e a várias horas diferentes, nunca ninguém atendeu. Repito - nunca!

 

Por tudo isto, e depois de deixar arrastar esta situação por mais tempo do que devia, decidimos mudar para a empresa que contratámos para a eletricidade.

 

Poucos dias depois do pedido de mudança, recebo este telefonema:

 

"Boa tarde Sr. xxxxxxx. Eu estou a ligar da empresa" cujo nome não me apetece dizer, mas tem ouro na designação, "porque recebemos aqui um pedido de rescisão de serviços."

"Sim...", respondi.

"O Sr. tem noção de que foi feito este pedido?"

 

Analisemos primeiro esta pergunta: "O Sr. tem noção de que foi feito este pedido?"

Ora bem... Se para rescindir um serviço é preciso que o titular do serviço assine um documento, e se esse titular sou eu, como é que poderia não saber? Apetecia-me responder admirado: "O quê?! Não me diga uma coisa dessas! Não, por favor!! Cancele esse pedido feito em meu nome e assinado por mim! Eu fico desgraçado se me cancelarem o contrato com vocês!!!"

 

"Claro, fui eu que pedi.", limitei-me a responder. Maldita falta de coragem...

"E posso saber o que motivou este pedido?"

 

As justificações que escrevi no início do post vieram-me todas à cabeça, mas como estava a cozinhar e não tinha paciência para falar, disse que era porque a outra empresa já me fornecia a eletricidade e, assim, ficava com gás e eletricidade numa só companhia.

 

"Pois... Mas sabe que a nossa empresa" dourada "também tem eletricidade, por isso o senhor pode ter os dois serviços connosco."

"Mas não quero. E já agora que estamos a falar, coisa que nunca consegui neste ano de contrato, aproveito para dizer que o vosso serviço funciona pessimamente. Nunca fizeram uma leitura de empresa, os valores foram astronómicos, as faturas vieram...

"Muito obrigado, Sr. xxx.", interrompeu-me, desligando o telefone.

 

E esta, hein? Eles telefonam para tentar perceber o que motivou o fim do contrato e convencer o cliente a não mudar, e depois desligam o telefone assim que começam a ouvir o motivo.

 

Por um lado, eu até compreendo que já não queiram falar com o cliente a partir do momento em que percebem que não há nada que possam dizer ou fazer para convencê-lo do contrário. Porém, não só é extremamente indelicado desligar o telefone desta forma a um, ainda, cliente, como demonstra que esta empresa dourada não tem qualquer interesse em ouvir os seus clientes e melhorar os seus serviços.

 

Só entre nós, nem sempre o ouro é precioso.

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Eu já disse que isto é delicioso?

 
 
Eu já aqui escrevi que esta receita é deliciosa, não escrevi? Pois, mas, mesmo assim, repito, porque é mesmo boa! E não é difícil de fazer. (Re)vejam então a receita destes Pennoni (ou outro tipo de massa da vossa preferência) com brócolos, bacon, requeijão, nozes e avelãs e depois digam da vossa justiça. Bom apetite!
 

Ingredientes para 2 pessoas:

- 1 dente de alho

- nozes e avelãs partidas q.b.

- 1 molho de brócolos

- 180g de pennoni (ou outra massa que encontrarem do mesmo género)

- 150g de bacon

- 4 colheres de sopa de natas

- parmesão ralado q.b.

- 1 requeijão


Pique o bacon em pedaços. Retire o veio do alho e lamine-o finamente. Reserve.


Coza a massa em água abundante com sal, durante cerca de 10 minutos.


Enquanto isso, leve o bacon à grelha e grelhe também os brócolos, até estarem “al dente”. Depois de grelhados, junte-os na massa, previamente escorrida e adicione as natas


Cozinhe o alho numa frigideira com azeite, cerca de 30 segundos. Junte à massa. 

 

Polvilhe com um pouco do parmesão ralado, junte o requeijão e envolva bem.


Sirva num prato fundo e decore com as nozes e avelãs.

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Parque de estacionamento interdito II

Recordam-se do post sobre o parque de estacionamento interdito? Aquele em que ninguém estacionou durante meses, apesar de não haver nada a impedir expressamente o seu estacionamento, até ao dia em que um decidiu estacionar; foi colocada uma corrente no dia seguinte a proibir a entrada; e a mesma foi cortada poucas horas depois, passando o parque a ficar sempre cheio todos os dias?

 

As correntes foram entretanto repostas, com a diferença que foi afixada uma placa a dizer que o estacionamento era proibido e estava sujeito a reboque. E o que é que aconteceu menos de vinte e quatro horas depois? As correntes foram cortadas; a placa deitada ao chão e as pessoas continuaram a estacionar como se nada fosse, apesar de lerem a placa que, mesmo no chão, é perfeitamente legível para quem passa de carro.

 

Dá que pensar, não dá?

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