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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Vila Joya (2 estrelas Michelin) - Valeu a pena regressar ao Paraíso?

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Depois de termos visitado o Vila Joya em 2014 (na altura considerado como o 22º melhor restaurante do mundo pela “The World’s 50 Best Restaurants”) - post aqui - e de termos gostado tanto da experiência, estava na hora de regressar ao paraíso. Ou melhor - a casa.

 

 

Se em 2014 a frase aquando da chegada ao restaurante foi - Bem-vindos ao Paraíso - já em 2017 foi - Bem-vindos a casa.

 

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O Vila Joya, independentemente dos rankings, estrelas ou frases, é, sem qualquer dúvida, um paraíso. A vista, os sons das ondas, dos pássaros, o silêncio... Tudo contribui para que se tenha uma experiência inesquecível. 

 

Mas como ninguém vai ao Vila Joya apenas para usufruir daquele bocado de Paraíso, passemos à refeição.

 

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Pequeno aparte para uma questão que importa a todos os pais de crianças. Apesar do nosso filho de 2 anos já ter mais estrelas Michelins visitadas no "currículo" que muitos críticos gastronómicos, desta vez decidimos ter um almoço mais tranquilo e pedimos, aquando da reserva, para deixar o nosso filho com a babysitter do Vila Joya. O serviço correu lindamente, deixámos o nosso filho com a babysitter antes de irmos para a mesa e depois da refeição lá estava ele à nossa espera todo satisfeito. Não foi barato (podem solicitar mais informações e preços pelo telefone e e-mail do hotel), mas valeu cada euro.

 

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Em relação à ementa, optámos, tal como da outra vez, pelo menu de almoço, por €125 por pessoa.

 

A refeição começou com alguns amuse bouche. 

 

 

Bacon com enguia fumada e gel de ameixa

Beringela com mozarela

Sopa de melão com erva príncipe

Parmesão e carpaccio de novilho

Corneto de queijo de cabra com tapenade de azeitona

Maracujá com fígado de ganso

 

Tudo muito agradável e fresco, sem qualquer ponto negativo a apontar.

 

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Seguiu-se um ceviche de pregado com abacate, kiwi e leche de tigre. Lamentavelmente, ter ou não o pregado era o mesmo, porque o seu sabor foi completamente aniquilado pelos outros existentes. Porém, o sabor final era muito bom.

 

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Vitello tonnato (vitela e atum). Versão perfeita deste prato tradicional. 

 

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Chegou o momento do pão.

 

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Acompanhado por uma deliciosa manteiga e azeite alentejano com 0,1 de acidez. Preferia maior intensidade, mas era bom.

 

Dando início ao menu propriamente dito:

 

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Lavagante do Atlântico, caldeirada e cebolinha pérola. Outra vez o mesmo problema do ceviche. No geral o prato estava muito bom e agradável, mas era praticamente impossível sentir o sabor do lavagante devido à intensidade da caldeirada.

 

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Faltou harmonia.

 

 

Robalo, manteiga de limão e alcachofra. 

 

 

Bife do lombo de vitela, tomate e aipo - muitíssimo bom.

 

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Momento "lúdico" - sumo de manjericão

 

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Para acompanhar umas "espetadas" de praliné de queijo de cabra coberto com geleia de beterraba e framboesa por cima.

 

 

Vacherin, cassis e baunilha - prato lindo e saboroso.

 

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Para terminar, pannacotta com cerejas.

 

Deveria ter vindo ainda o momento das mignardises, mas com a chegada da babysitter com o meu filho, nem eu, nem a minha mulher, nem a equipa do restaurante se lembrou das mignardises... Fica para uma próxima.

 

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Em resumo:

- a vista é perfeita e a sensação de paraíso é mesmo verdadeira;

- todos os pratos agradaram, prém nenhum surpreendeu e sentiu-se falta de harmonia nalguns sabores;

- serviço impecável, mas foi de lamentar o esquecimento das mignardises e a conta com os preços dos jantares em vez dos preços de almoço (eram só mais umas dezenas de euros)... Seja como for, o facto de, durante a refeição, irem dizendo como estava o nosso filho, merece todos os elogios.

 

Valeu a pena regressar? Sem dúvida. Mas também não tenho dúvida que poderia ter sido bem melhor. 

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