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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Uma vida de sonho (e muitos milhões)

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Há umas semanas, e a propósito do meu trabalho, tive o prazer de conhecer uma senhora de nacionalidade norte-americana, com aproximadamente cinquenta anos, e o seu pai, que têm como "trabalho" viajar pelo mundo e dar dinheiro a quem mais precisa.

 

Em jeito de resumo, o pai desta senhora ganhou largos milhões com a sua profissão, soube investir o dinheiro nas aplicações corretas e os milhões multiplicaram-se. Após a reforma, decidiu que passaria o resto da sua vida a ajudar os outros, distribuindo os seus milhões. Como esta tarefa de dar milhões não é tão fácil como pode parecer (porque o dinheiro só é dado após estudo e uma séria análise), a sua única filha decidiu ajudá-lo (obviamente), acrescentando os seus conhecimentos financeiros e aumentando, ainda mais, a fortuna do pai.

 

Pai e filha andam assim, há anos, a percorrer o mundo à procura de entidades, associações ou comunidades para ajudar, sendo que ultimamente tem sido mais a filha, devido à idade avançada do pai. E já tiveram a oportunidade de ajudar pessoas em dezenas de países, incluindo Portugal, onde a fome (muitas vezes escondida) e o desemprego os deixam preocupados.

 

Desde há uns anos que ajudam algumas entidades portuguesas, com doações regulares, e este ano regressaram a Portugal para reavaliar as doações - encontrar novas pessoas que precisem, aumentar, ou não, as doações já feitas e ver quais os resultados do dinheiro que têm dado.

 

Do que pude observar, esta "missão" é vista como um verdadeiro trabalho, com enorme profissionalismo. As contas das associações são minuciosamente estudadas e todos os investimentos feitos com o dinheiro que eles dão são analisados. No fundo, tudo é visto à lupa. E se há algo que leva a crer que o dinheiro não está a ser utilizado como deveria, a torneira é imediatamente cortada. Mas também há o inverso.

 

Enquanto estava com este pai e filha, ouvi-os perguntar ao responsável da associação se havia alguém a passar fome. Disseram-lhes que havia vinte e quatro pessoas que se deslocavam frequentemente às suas instalações para pedir comida. Após alguma análise, foi imediatamente estabelecido um montante mensal extra para garantir que todas as vinte e quatro pessoas teriam sempre comida disponível. E a doação, inicialmente prevista, foi largamente aumentada para precaver um aumento do número de pessoas com fome. Por outro lado, foi oferecido dinheiro para evitar que se tivesse de vender património para pagar as despesas mensais.

 

Ou seja, em poucas horas, aquela associação viu as suas contas repostas e um alívio percorreu a cara de todos os presentes, certos que poderiam continuar com o seu bom trabalho e ajudar quem recorresse aos seus serviços.

 

E graças a quem? A um homem que fez uma fortuna, e à sua filha, que não se limitam a viver dos rendimentos e dedicam grande parte do seu tempo a ajudar os outros, estejam a um quarteirão de distância, ou a milhares de quilómetros.

 

É uma vida de sonho. E ainda bem que há quem a possa ter, pois dessa forma muitos também poderão ter uma vida melhor.