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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Uma questão de fé

 

Não sou pessoa de grande fé.

Nasci e cresci no seio de uma família católica, fui batizada e fiz a primeira comunhão. Nunca gostei muito de ir à missa, apesar de considerar que até é um ritual bonito, e também nunca fui obrigada a ir.

Fui educada de acordo com valores e princípios cristãos, mas acima de tudo valores e princípios que me parecem nobres e corretos, segundo os quais tento reger a minha vida e o meu dia-a-dia.

Desde que me lembro de ter começado a interrogar-me sobre a existência de Deus e os dogmas da Igreja, que sinto alguma dificuldade em aceitar tudo isto. Apesar ser uma pessoa muito dada às letras e à filosofia, sou sobretudo uma pessoa da ciência. Gosto de provas, de evidências, de certezas. A fé é o oposto de tudo isto. Pertence a uma outra dimensão - espiritual - para a qual não há razões nem explicações.


Simplesmente, acreditamos ou não acreditamos.


E não falo aqui das religiões e de tudo o que cada uma nos transmite. Só falo sobre a fé em Deus.

 

Deus existe?

 

Creio que nunca consegui responder taxativamente a esta questão com um sim ou um não redondos. Desde o início da adolescência e até há relativamente pouco tempo, tive tendência a acreditar que não. Qual ser superior e sobrenatural? Qual ser omnipotente e omnipresente? A vida é uma realidade física e concreta, com princípio e fim. Cada um controla o seu destino. Se Deus existisse não havia pessoas doentes, pais que perdem os filhos, filhos pequenos que ficam sem pais, pessoas más, guerras, discórdias sem fim, tantas e tantas desgraças...

 

No entanto, o passar do tempo e da vida, já me ensinaram que não controlamos assim tão facilmente o nosso destino. Até podemos tentar e esforçarmo-nos ao máximo. Podemos fazer planos rigorosos, com régua e esquadro, e traçar um caminho em linha reta. Mas rapidamente vêm os cruzamentos e depois as curvas sinuosas e às vezes até as barreiras intransponíveis. E agora? Onde é que está o caminho que eu desenhei? E aí percebemos que afinal há vários caminhos. A vida é um labirinto.

 

E é nestas alturas que começamos a pensar que talvez o nosso caminho neste labirinto tenha sido traçado a outro nível, muito para lá da nossa vontade ou do nosso controlo.

 

E quem sabe se o novo caminho que encontramos não é, afinal, melhor que aquele que tínhamos desenhado?

 

Será tudo uma questão do acaso?

 

Ou será que Deus existe mesmo e está ao comando de tudo isto?

 

Começo a pensar que sim, é bem possível que Deus exista mesmo.

 

E a prova disso são as mensagens que nos vai enviando ao longo da vida, para as quais só temos que estar atentos e de coração aberto.

 

No final, as curvas e contracurvas do caminho podem bem valer a pena. 

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