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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Telefonema com empresa de ouro

 

A empresa fornecedora de serviços de gás que eu tinha contratado há um ano funcionou sempre mal. Nunca houve leituras de empresa; as estimativas foram sempre surreais, com valores de gás que nunca tinha pago; mesmo com o envio de leituras, continuavam a ser feitas estimativas descabidas; as faturas costumavam chegar meses depois do consumo, e por vezes concentradas num só mês.

 

A juntar a tudo isto, o número de apoio ao cliente fornecido por essa empresa, que tem ouro no nome, nunca funcionou. De todas as vezes que telefonei, e foram muitas ao longo dos meses e a várias horas diferentes, nunca ninguém atendeu. Repito - nunca!

 

Por tudo isto, e depois de deixar arrastar esta situação por mais tempo do que devia, decidimos mudar para a empresa que contratámos para a eletricidade.

 

Poucos dias depois do pedido de mudança, recebo este telefonema:

 

"Boa tarde Sr. xxxxxxx. Eu estou a ligar da empresa" cujo nome não me apetece dizer, mas tem ouro na designação, "porque recebemos aqui um pedido de rescisão de serviços."

"Sim...", respondi.

"O Sr. tem noção de que foi feito este pedido?"

 

Analisemos primeiro esta pergunta: "O Sr. tem noção de que foi feito este pedido?"

Ora bem... Se para rescindir um serviço é preciso que o titular do serviço assine um documento, e se esse titular sou eu, como é que poderia não saber? Apetecia-me responder admirado: "O quê?! Não me diga uma coisa dessas! Não, por favor!! Cancele esse pedido feito em meu nome e assinado por mim! Eu fico desgraçado se me cancelarem o contrato com vocês!!!"

 

"Claro, fui eu que pedi.", limitei-me a responder. Maldita falta de coragem...

"E posso saber o que motivou este pedido?"

 

As justificações que escrevi no início do post vieram-me todas à cabeça, mas como estava a cozinhar e não tinha paciência para falar, disse que era porque a outra empresa já me fornecia a eletricidade e, assim, ficava com gás e eletricidade numa só companhia.

 

"Pois... Mas sabe que a nossa empresa" dourada "também tem eletricidade, por isso o senhor pode ter os dois serviços connosco."

"Mas não quero. E já agora que estamos a falar, coisa que nunca consegui neste ano de contrato, aproveito para dizer que o vosso serviço funciona pessimamente. Nunca fizeram uma leitura de empresa, os valores foram astronómicos, as faturas vieram...

"Muito obrigado, Sr. xxx.", interrompeu-me, desligando o telefone.

 

E esta, hein? Eles telefonam para tentar perceber o que motivou o fim do contrato e convencer o cliente a não mudar, e depois desligam o telefone assim que começam a ouvir o motivo.

 

Por um lado, eu até compreendo que já não queiram falar com o cliente a partir do momento em que percebem que não há nada que possam dizer ou fazer para convencê-lo do contrário. Porém, não só é extremamente indelicado desligar o telefone desta forma a um, ainda, cliente, como demonstra que esta empresa dourada não tem qualquer interesse em ouvir os seus clientes e melhorar os seus serviços.

 

Só entre nós, nem sempre o ouro é precioso.

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