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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Muda de vida se não viveres satisfeito

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Muda de vida se não viveres satisfeito. É muito comum ouvir/ler esta frase. E faz todo o sentido. A vida, ao que tudo indica, é só uma, e é curta. Mesmo que se viva 100 ou mais anos. Por isso, se não estamos satisfeitos, devemos mudar de vida. Mudar de parceiro. Mudar de trabalho. Mudar de cidade. Mudar de país. Mudar qualquer coisa. Mas quantos é que realmente mudam? Mais concretamente, quantos é que mudam só porque não estão satisfeitos e não porque necessitam?

 

A minha mulher termina esta semana mais de uma década no seu local de trabalho. Onde tinha, e teria sempre, trabalho garantido e um ordenado (independentemente de ser tremendamente injusto para as horas de trabalho e responsabilidade inerente) acima da média. E termina esta semana por decisão própria. Porque não estava satisfeita. Porque queria mais e melhor.

 

A minha mulher teve a coragem de mudar. De mudar não porque precisava, mas porque não estava satisfeita. E começará agora uma nova fase onde nada é garantido. Trocou a segurança pela "insegurança", mas uma vida insatisfeita por uma vida em princípio mais satisfeita e melhor.

 

A minha mulher tem muito mais coragem do que alguma vez teria, e deixa-me cada vez mais orgulhoso por ela e pela sua decisão. Apoiei-a desde que começou a pensar em mudar e apoiarei sempre. Dando certo ou errado.

 

Tenho a certeza que a mudança será para muito melhor, mas não podia deixar de enaltecer aqui a sua coragem e determinação, a sua força incrível, e desejar a maior da sorte no novo trabalho que começará para a semana.

 

Só entre nós, és uma inspiração. Adoro-te!

Euromilhões - o que (não) fazer? E vocês?

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Chega a terça e sexta feira e milhões de pessoas começam a pensar - É hoje!!!

 

É hoje que vou ficar super rico! Amanhã já mando todos à m@%& e passo mas é o resto da minha vida no bem bom!

 

Bem, eu pelo menos penso assim... Tenho tudo planeado:

Uma % para os meus pais, uma % para os meus sogros, outra para solidariedade, algum para despesas certas (casa e dois carros novos) e o grande bolo vai para o(s) banco(s) render alguma coisa (sem riscos, até porque mais vale preservar os milhões do que tentar multiplicá-los - com tantos milhões não há necessidade). E depois, é aproveitar a vida sem preocupações com dinheiro.

 

E, se não ficou claro, deixava de trabalhar. Mas, curiosamente, nem todos pensam assim. Daí a razão deste post. É que existe quem diga que continuava a trabalhar como normal. Que não eram capazes de passar o resto da vida ativa em casa. E vocês?

 

Eu até não desgosto do que faço, mas não tenho qualquer dúvida de que largava tudo imediatamente. Não me interessa se só tenho 32 anos. A vida é demasiado curta, e se temos a sorte de ter a oportunidade de passá-la como mais queremos, porque é que não haveremos de aproveitar? 

Obrigado Mário Soares!

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Apesar de já ter aqui escrito sobre o luto que fiz nos dias que se seguiram à morte de Mário Soares, não podia deixar de manifestar a minha tristeza e revolta pelo destilar de ódio nas redes sociais e blogs contra Mário Soares. 

 

Ninguém poderá afirmar que Mário Soares era perfeito. Mas quem é que é perfeito? Todos somos seres humanos e, como tal, erramos. E Mário Soares, ao longo da sua longa vida, errou. Se não o tivesse feito era um santo, e duvido que alguém ande a ponderar pedir a sua canonização.

 

Porém, e se é certo que Mário Soares errou, também é certo que não há necessidade de olhar unicamente para os erros e esquecer o que ele fez por todos nós.

 

Não sei se disse para atirar alguém aos tubarões. Não sei se pisou a bandeira de Portugal. Não sei se ofendeu algum clube de futebol e seus adeptos. Não sei se lidou assim tão mal com a descolonização como alguns afirmam. É provável que seja tudo verdade.

 

Mas sei com certeza que quem festeja agora a sua morte já errou, ofendeu alguém e, de certa forma, já criticou / ofendeu / prejudicou a pátria.

 

E sei também que a maioria pouco fez pela História do país, pela garantia da liberdade, pela luta contra um regime opressor e ditador.

 

Mário Soares nasceu numa família com posses. Podia ter ficado no seu canto, ver a vida passar sem grandes chatices. Podia ficar à espera que alguém fizesse aquilo que ele não tinha coragem. Podia esperar que o regime caísse, que houvesse um milagre, que alguém se mexesse.

 

Não tinha necessidade de ter coragem ou ser louco para ir a eleições num regime ditatorial, de ser perseguido, torturado e preso. Não tinha necessidade de fugir do país, regressar anos mais tarde e passar a sua vida a lutar por um país livre e melhor.

 

É esse Mário Soares que devemos recordar e é essa a vida que deve ser enaltecida. 

 

Mário Soares não foi perfeito, mas lutou pelo nosso país como nós não fizemos e provavelmente nunca iríamos fazer.

 

E é por isso que eu digo, e reitero, mesmo que ninguém concorde,

Obrigado Mário Soares!

A história do Senhor Doutor

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Era uma vez um bebé que nasceu numa pequena aldeia do interior Norte de Portugal, no seio de uma família grande e sem posses. O mais novo de quase uma dezena de irmãos cresceu, estudou na cidade mais próxima da aldeia e, depois de prestar o serviço militar, decidiu rumar até à capital à procura de uma vida melhor.

 

O então jovem adulto arranjou um trabalho na capital, começou a estudar na faculdade em horário pós laboral, tirou o curso com alguma dificuldade, casou-se com o amor de infância (da mesma aldeia que o viu nascer), arranjou um trabalho dentro da área do seu curso e começou a trabalhar em part time.

 

A vida não lhe era meiga. Ganhava pouco, morava longe da cidade, não tinha carro, a mulher passava pelas mesmas dificuldades, mas quem lhe deu emprego depois do curso nunca o abandonou.

 

Com muita sorte, a ajuda e proteção sempre constante dessa pessoa, e também graças ao seu mérito, o jovem adulto tornou-se um adulto com sucesso na sua profissão. Nunca foi perfeito profissionalmente, são evidentes as suas falhas, mas o adulto foi-se transformando cada vez mais num Senhor Doutor.

 

Vinte anos depois, e sempre junto da pessoa que o ajudou após o curso, o Senhor Doutor já auferia um ordenado mensal líquido superior a 10.000 euros.

 

A vida corria bem ao Senhor Doutor. Os filhos estudavam onde o Senhor Doutor queria, as viagens só não eram feitas se ele não quisesse, a mulher podia não trabalhar que o dinheiro chegava e sobrava, e a sua presença era frequente nos melhores restaurantes.

 

Porém, e talvez devido à distância entre Lisboa e a pequena aldeia que o viu nascer no interior Norte do país, o Senhor Doutor passou a comportar-se como um verdadeiro Senhor Doutor, no sentido mais pejorativo que possa haver.

 

Hoje em dia o Senhor Doutor não atende um telefone, só se alguém lhe passar a chamada.

O Senhor Doutor recusa-se terminantemente a ir abrir a porta do seu local de trabalho se alguém tocar à campainha e não houver mais ninguém no trabalho. E gaba-se disso mesmo.

O Senhor Doutor recusa-se a fazer uma carta.

O Senhor Doutor recusa-se a receber alguém que apareça sem aviso.

O Senhor Doutor recusa-se, a não ser que não tenha mesmo outra hipótese, a ir cumprimentar pessoas mais pobres (no âmbito do seu trabalho).

O Senhor Doutor faz sempre questão de ir cumprimentar os mais ricos.

O Senhor Doutor vai sempre lavar as mãos assim que se despede de alguém. Se for alguém com poucos recursos, é capaz de lavá-las duas vezes.

O Senhor Doutor acha que é o melhor, o mais importante, alguém imprescindível.

O Senhor Doutor acha que todos os outros ao seu redor não valem nada, não são relevantes, podem ser substituídos por outros.

O Senhor Doutor inveja tudo o que os outros têm ou possam vir a ter, apesar de ele ter muito mais dinheiro do que os outros.

O Senhor Doutor trata mal quem lhe deu a mão. Quem o protegeu. Quem fez com que pudesse ganhar tanto dinheiro e ter a vida que tem.

O Senhor Doutor não dá mérito a ninguém.

O Senhor Doutor é um cobarde que fala mal todos os dias nas costas dos outros.

O Senhor Doutor é um cobarde que a seguir fala muito bem às pessoas que criticou.

 

A criança que nasceu e cresceu numa família humilde, boa e pobre, transformou-se num Doutor que parece uma coisa mas não passa de um pedante, cobarde, invejoso, convencido e mau carácter, que tantos anos depois nem sequer agradece a ajuda que sempre lhe foi dada.

 

O Senhor Doutor sofre de amnésia. Só pode ser isso.

Balanço de fim de ano

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Para mim todos os finais de ano são nostálgicos. Este não é exceção. Acabo sempre por fazer um balanço da vida que vivi no ano que passou. E fico sempre assustada com a perspetiva de todo um novo ano para encher, com tudo aquilo que de bom e mau nos pode trazer um novo ano. É evidente que isto faz pouco sentido, porque a cada dia que passa passou um ano sobre o ano que vivemos desde que esse dia aconteceu no último ano. Quando muito, poderíamos falar em ano novo quando celebramos o nosso aniversário...

 

Mas, enfim, para mim, o fim de cada ano civil implica um balanço e planos para o novo ano. Em relação a 2015, foi um ano incrível! Foi maravilhoso porque comecei o ano com um bebé de 10 cm na barriga, pude conhecê-lo a meio do ano e agora já o tenho aqui, junto a mim, sentado no chão a brincar, sempre com aquele sorriso fácil que me derrete o coração... Claro que, entretanto, viajámos, fomos aos dois melhores restaurantes do mundo (aqui e aqui) e a outros tantos igualmente bons ou menos bons, mas perante a gigantesca mudança que aconteceu nas nossas vidas com o nascimento deste filho tão desejado, o resto da vida passou a ser secundário!

 

E depois deste ano tão preenchido, o que esperar de 2016? Certamente não espero tanto como há um ano esperava de 2015. Mas, por outro lado, entro no novo ano mais tranquila do que há um ano. Com menos incertezas e menos medos. Com a vida mais preenchida e o coração mais cheio. E apenas espero que possamos, juntos, continuar a viver felizes como temos sido e que a cada novo dia vejamos o nosso filho crescer saudável e feliz.

 

Bom ano novo para todos!

Como é que vivem as pessoas nas suas casas?

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A vodka não pode faltar numa cozinha na Polónia? Onde é que os espanhóis realmente fazem a sua sesta? Quais são as regras de uma casa alemã? Afinal, como é que vivem as pessoas nas suas casas?

 

Foi a esta pergunta que a Homify quis responder, tendo para isso recorrido à ajuda dos seus leitores de 16 países (Argentina, Brasil, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Itália, Japão, México, Holanda, Polónia, Portugal, Rússia, Espanha, Coreia e Turquia.

 

Se quer saber tudo sobre estas e outras curiosidades, o resultado já está disponível e pode encontrá-lo aqui.