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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

07
Set17

Vila Joya (2 estrelas Michelin) - Valeu a pena regressar ao Paraíso?

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Depois de termos visitado o Vila Joya em 2014 (na altura considerado como o 22º melhor restaurante do mundo pela “The World’s 50 Best Restaurants”) - post aqui - e de termos gostado tanto da experiência, estava na hora de regressar ao paraíso. Ou melhor - a casa.

 

 

04
Set17

Conselhos para reserva no restaurante Tickets, Barcelona

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Se estiverem a pensar reservar uma mesa no restaurante Tickets em Barcelona, deixo-vos aqui um conselho que, apesar de não fazer sentido, resultou na perfeição.

 

No dia em que forem abrir as reservas para o dia em que querem lá ir, alterem o fuso horário do vosso computador / tablet / telemóvel para o fuso horário de Espanha.

 

Quando li isto num fórum, achei que era uma perfeita parvoíce. Na melhor das hipóteses, ajudaria a ter melhor noção da hora de abertura das reservas (meia noite, horário de Espanha).

 

Porém, a verdade é que só depois de alterar o fuso horário do meu dispositivo é que consegui reservar uma mesa.

 

Quando chegava à meia noite (horário de Espanha) ou as reservas não abriam para o novo dia, ou quando finalmente abriam já não dava para reservar para mesas pequenas. No entanto, bastou mudar o fuso horário de Portugal para Espanha e, à meia noite em ponto, abriram as reservas e consegui uma mesa para dois.

 

Outro conselho - Sejam extremamente rápidos a escrever os vossos dados quando estiverem a fazer a reserva. Eu pensava que estava a ser rápido, mas a verdade é que quando terminei tudo, recebi uma mensagem a dizer que entretanto já não havia vagas para o horário que queria. Felizmente ainda havia disponibilidade para outra hora nesse dia. Mas se tivesse demorado mais um bocado, de certeza que já não ia conseguir fazer a reserva. Ou seja, a data e hora não ficam bloqueadas quando carregam em reservar. Ficam bloqueadas apenas após todos os dados.

 

Bem que já tinha lido que era uma das reservas mais difíceis de conseguir.

28
Ago17

A loucura de uma reserva no The Fat Duck (e a opinião do Chef sobre os €400 por pessoa)

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O destino gastronómico internacional 3 estrelas Michelin deste ano já estava escolhido. Depois de em 2014 termos ido ao Azurmendi, em Larrabetzu, Espanha, em 2015 à Osteria Francescana, em Modena, Itália, e El Celler de Can Roca, em Girona, Espanha, e em 2016 ao DiverXO, em Madrid, Espanha, tínhamos decidido ir ao Fäviken, em Järpen, Suécia. Local totalmente inóspito, comida muito diferente daquilo a que estamos habituados, uma viagem previsivelmente espetacular pelo meio da neve...

 

 

21
Ago17

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

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Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

02
Ago17

Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

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Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

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A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

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Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

19
Jul17

Restaurante dentro da prisão foi eleito o melhor restaurante de Londres!!

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O restaurante The Clink, situado dentro de uma prisão do Sul de Londres (HMP Brixton), foi eleito pelos utilizadores do TripAdvisor como o melhor restaurante de Londres. 

 

Aberto em 2009 em HMP Brixton, o restaurante foi considerado o melhor numa lista de 18 mil restaurantes. Recebeu 5 estrelas e tem 97% de reviews como "excelente" ou "muito bom".

 

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O menu é composto por 3 pratos, custa £30 e representa a gastronomia moderna britânica, com influências mediterrâneas (exemplo de menu). 

 

Cerca de 30 prisioneiros trabalham 40 horas por semana no restaurante e estudam para concluir um curso na área, reconhecido a nível nacional. 

 

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O objetivo deste interessante projeto é providenciar aos presos educação e experiência nesta área, tentando facilitar a integração social pós prisão e reduzir as possibilidades de ser cometido um novo crime. 

 

Segundo um estudo recente, aqueles que trabalham no restaurante têm 41% menos probabilidades de voltar a cometer um crime. 

 

A empresa responsável pelo projeto tem ainda restaurantes em mais 3 prisões no Reino Unido, sendo que todos alcançaram igualmente o primeiro lugar nos tops dos restaurantes de cada área.

 

Este projeto não é único no Reino Unido, havendo também um restaurante de fine dining numa prisão em Milão.

 

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Fica a sugestão para fazerem o mesmo em Portugal.

 

Saibam mais sobre o restaurante aqui. E atenção que se estiverem a pensar reservar uma mesa, leiam bem as FAQ antes da reserva. Existe um grande número de regras de segurança (e não só) que têm de ser cumpridas, uma vez que o restaurante fica, efetivamente, dentro da prisão. E, já agora, só podem entrar no restaurante maiores de 18 anos. 


Fonte

05
Jul17

Está tudo louco na estrela Michelin Alentejana

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As minhas experiências no L'And, o único restaurante com um estrela Michelin no Alentejo, nunca foram extraordinárias (último post aqui). 

 

Mas a reconquista da estrela dava curiosidade em ir ver como estava entretanto o serviço e a criatividade na cozinha. 

 

Telefonei para lá e fiquei a saber:

  • que o restaurante não está aberto para o público todos os dias;
  • e que mesmo nos dias em que supostamente está aberto, depende da ocupação do hotel onde está inserido o L'And.

 

Em concreto, foi-me dito que no dia que queria ir o restaurante supostamente estaria aberto, mas como o hotel estava com quase todos os quartos reservados, não podiam aceitar reservas para o restaurante por parte de não hóspedes. Tinham de ter mesas disponíveis para os hóspedes.

 

Mais fiquei a saber que para aquele dia ainda não havia reservas de hóspedes para o restaurante, mas podia vir a haver, por isso não dava para mim. 

 

Ou seja, no L'And preferem passar um dia inteiro com a sala praticamente vazia, para poderem ter mesas para hóspedes que não sabem se querem ou não comer lá, em vez de garantirem logo casa cheia com quem quiser reservar. 

 

Não sei se os responsáveis pelo L'And estão loucos, ou se eu que estou errado, mas sei que por mim não contam comigo para lá voltar. Principalmente depois de ouvir:

"Faça assim. Vá telefonando para saber como está a ocupação do hotel e assim pode ser que consiga um dia para cá vir comer."

 

Começo a recear que isto se alastre aos outros restaurantes de hotéis (se é que já não acontece algo semelhante noutros locais). É que bloquear mesas para hóspedes, até faz sentido. Mas bloquear uma sala inteira já é demais. 

28
Jun17

Chef arrasa com crítica negativa apenas com uma linha

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Texto original

Por Peter Basildon, a 26 de junho de 2017 no Fine Dining Lovers

 

Sempre que vemos uma resposta do dono de um restaurante a uma crítica negativa temos de fazer o respetivo destaque.

 

As nossas favoritas são normalmente aquelas em que o Chef decide arrasar uma crítica online, principalmente quando o faz com humor.

 

De vez em quando, basta apenas uma resposta curta, direta e honesta, e uma crítica negativa pode ser desfeita de forma muito eficiente.

 

Como aconteceu com a crítica ao restaurante Halal Guys feita por um crítico online que disse que não estava satisfeito com o cordeiro que tinha comido. Qual é o problema? O restaurante não vende cordeiro - nada!

 

"Quando eu quero cordeiro, espero qualidade que esteja de acordo com o preço. Halal Guys não consegue isso.

Para o produto que servem, eles são muito caros. O espaço é interessante, mas simples em comparação com outros estabelecimentos na zona.

E no fim... eles são outro restaurante de fast food... se conseguirem imaginar um sítio pior do que o McDonalds.

 

Não liguem às críticas com 4 ou 5 estrelas. Classifiquem tudo de acordo com o verdadeiro sabor.

 

Se preferir uma excelente variedade de cordeiro de qualidade, visitem Acropolis Cuisine em Metairie.

Se procura por uma refeição rápida em NOLA experimente o Cleo's Mediterranean Cuisine."

 

Resposta do dono do restaurante:

"Olá Patrick, pedimos desculpa pela sua experiência menos satisfatória. Informamos apenas que não há nenhum prato no nosso menu que inclua cordeiro. Os nossas opções para pratos ou sandes são galinha, vaca ou ambas. Obrigado pelo feedback."

 

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09
Jun17

Será que podemos criticar um restaurante sem medo de represálias?

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Em primeiro lugar, obrigado ao João Faria, autor do blog Menu Executivo, (Instagram) por me ter chamado a atenção para esta notícia.


Ora então parece que o conceituado Chef Vítor Sobral vai processar um cliente por causa de uma crítica que fez na Zomato ao seu restaurante Balcão da Esquina no Mercado da Ribeira. 

 

 

 

30
Mai17

What do you quer? No plate? Pão?

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Quando vou a um food court, se houver um h3 é muito provável que acabe por comer lá. Os hambúrgueres são bons e apesar das filas muitas vezes terem longos metros, a espera compensa.

 

E a avaliar pelo movimento sempre intenso, e pela quantidade de h3 que já abriram, não sou o único a pensar o mesmo. Mas não só os portugueses que gostam de passar pelo h3. Cada vez vejo mais turistas nas filas.

 

Algo perfeitamente normal, atendendo ao aumento de turistas em Lisboa e Portugal. O que já não acho normal é ver a incapacidade que alguns empregados do h3 têm para falar outras línguas.

 

O normal seria que um estrangeiro se esforçasse por tentar dizer algumas palavras no idioma do país que está a visitar, tal como nós portugueses fazemos assim que saímos do país. Mas em Portugal isso raramente acontece. São poucos aqueles que se esforçam minimamente. Os outros, ou seja nós, é que têm de saber falar a língua deles ou uma língua mais universal.

 

Talvez por isso haja quem defenda com unhas e dentes que não devíamos ceder. Aqueles que nos visitam é que têm de se esforçar por se fazer entender. E eu em parte até concordo. 

 

Mas a verdade é que para um negócio funcionar bem, dá jeito atrair todos os clientes possíveis. E isso implica saber receber os estrangeiros e saber, pelo menos minimamente, comunicar com eles.

 

Porém, no h3 mais perto do meu trabalho, onde cada vez há mais turistas, já presenciei por 2 vezes cenas lamentáveis com turistas. O título deste post é mesmo verdadeiro. 

 

"What do you quer? No plate? Pão?"

 

Sim, eu ouvi mesmo isto. E nenhum dos outros 4 empregados ao balcão foi capaz de ajudar, apesar dos pedidos de ajuda da funcionária aos colegas.

 

Nenhum dos 5 funcionários do balcão do h3 sabia perguntar coisas básicas em inglês. Tive que ser eu a fazer de tradutor. Mas não foi caso único. Umas semanas depois deparei-me com a mesma situação. Um francês, e respetiva família, não percebiam nada sobre o ponto da carne. E a funcionária (diferente da situação anterior), bastante nervosa, só dizia para os colegas:

 

"Eu nem sei dizer em inglês, quanto mais em francês..."

 

Do nada, surgiu entretanto uma funcionária da cozinha que falava francês na perfeição e conseguiu falar com os clientes.

 

Mas atenção que este não é um problema exclusivo do h3 perto de mim. Já assisti a outro caso semelhante no h3 do Corte Inglés.

 

Este post não é uma crítica a nenhum funcionário do h3. Até porque em parte concordo com a teoria de que os outros é que têm de fazer um esforço por comunicar. Eles é que nos estão a visitar. Mas era essencial que, pelo menos, os empregados soubessem fazer aquelas perguntas básicas em inglês. Pelo menos na "língua universal". Não é preciso saber discutir os temas da atualidade. E por isso esta é uma crítica ao próprio h3, que devia, até para seu bem, proporcionar aos seus funcionários uma breve formação em inglês.

 

Não me venham com teorias de custos para a empresa. Em último caso, bastava simplesmente distribuírem um guião em inglês pelos funcionários. E se houvesse dúvidas, era só olhar para lá (ou mostrar aos clientes). Caso isto já aconteça, então peço desculpa ao h3 mas não é isso que parece.

 

Por fim, acredito piamente que isto não é um "problema" exclusivo do h3. Eu é que nunca presenciei situação semelhante noutro local. Bem pelo contrário.

 

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