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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

21
Set17

Democràcia?

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Es pot dir que vivim en una democràcia si no podeu votar lliurement?

Podemos dizer que vivemos numa democracia, se não pudermos votar livremente?

 

Quando a população de um país vê um dos direitos mais fundamentais de uma democracia limitado, dificilmente se pode dizer que existe democracia. Deverá ser sempre dada a liberdade à população de votar. Não é o caso na nossa vizinha Espanha. Não sei como isto vai acabar, mas temo pelas consequências da intransigência do Estado Espanhol. 

 

Democracia é votar. Sim ou não, mas votar!

 

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18
Set17

Os 11 pratos mais arrepiantes do mundo (Proibido para os mais sensíveis!)

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O post que se segue pode ser desconfortável para os mais sensíveis.

Se for o seu caso, não leia.

 

 

14
Set17

Embaixadas em Portugal e o desconhecimento da língua portuguesa...

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Eu sei que uma embaixada, enquanto sede da representação diplomática de um Estado, é uma pequena parcela desse território estrangeiro. No entanto, não faria sentido que os seus funcionários, ou pelo menos alguns dos seus funcionários, falassem a língua do país onde a embaixada está?

 

Caso concreto, mas sem revelar países.

 

Há uns meses tive de contactar a embaixada de um país nórdico sediada em Lisboa. Atenderam-me na língua desse país. Tentei falar em português, mas não foi possível. Tentei falar em inglês e foi muito difícil mas lá consegui colocar a minha dúvida.

 

Ontem telefonei para a embaixada de um país árabe em Lisboa e a funcionária que atendia sabia português, mas nenhum dos restantes funcionários com quem falei sabia português ou inglês. Insistiam, num inglês bastante sofrido, que tinha de saber falar árabe. 

 

Ora eu até sei falar algumas línguas, mas não sei árabe. Resultado? Só à quarta chamada, e depois de muita insistência, é que consegui falar com o Embaixador. Que, por sorte, falava inglês.

 

Isto tudo para perguntar: por estarem em Portugal, não deviam saber falar em português? Não seria o mínimo? Ou então inglês, uma vez que é a língua universal.

 

Percebo que a maioria dos interessados em falar com uma embaixada sejam os locais desse país representado. Mas a verdade é que os portugueses também podem querer tratar de assuntos lá... Questões com viagens, vistos...

 

Não posso jurar, mas sou tentado a apostar que nas embaixadas de Portugal espalhadas pelo mundo, não só falam a língua do país onde estão, como ainda falam inglês. Sina de um povo que tem a mania de se esforçar por saber comunicar com todos.

11
Set17

11 de setembro - Antes do atentado

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"We shall never forget, we shall keep this day, we shall keep the events and the tears in our minds, our memory and our hearts and take them with us as we carry on!"

 

Em agosto de 2001, exatamente um mês antes dos terríveis atentados às Twin Towers, estava em Nova Iorque com os meus pais e subimos a uma das torres. Foi o momento mais feliz da minha estadia na cidade que nunca dorme. Na altura desconhecia que pudesse haver tanto mal no mundo e nunca poderia imaginar que, um mês depois, nada daquilo existiria, que milhares de pessoas iriam morrer ali e o mundo iria mudar tanto.

 

Estas foram algumas das fotos que tirei em agosto de 2001.

 

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Em 2010, quando regressei a Nova Iorque, vi apenas o vazio e uma torre que já começava a marcar o horizonte.

 

2016, foi o ano de poder prestar a devida homenagem. Mas deixo isso para amanhã.

 

Termino como comecei. 

 

"Nunca nos deveremos esquecer, devemos manter este dia, devemos manter os acontecimentos e as lágrimas nas nossas mentes, nossa memória e nossos corações e levá-las conosco enquanto continuamos!"

 

(Publicado às 09:11)

23
Ago17

Estrelas na Uber ao estilo Black Mirror

Só entre nós

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Para quem não sabe, na Uber os clientes podem classificar os motoristas após a viagem com uma estrela de 1 a 5. E os motoristas podem fazer exatamente o mesmo, classificando os passageiros com uma estrela de 1 a 5.

 

Mas esta parte não me choca, porque imagino que existam tantos clientes desagradáveis, mal comportados, e que chamam um Uber e não estão no local certo ou demoram imenso a aparecer, que fazem bem em classificar os passageiros e, desta forma, suspender ou bloquear contas se a nota for muito baixa. 

 

O que me faz confusão é se este sistema se alarga ao resto e passamos a viver numa realidade como a que é retratada no fantástico episódio da série Black Mirror - Nosedive (Em queda livre), onde, no fundo, todas as pessoas vivem preocupadas em agradar todos os que as rodeiam, de forma a obter boas notas e, com isso, poder usufruir de vantagens e não o contrário (más notas, fim de privilégios).

 

No início parece tudo muito bonito, mas depois...

 

Para quem não sabe do que estou a falar, um pequeno vídeo sobre este episódio da série. 

 

 

P.S. Já agora, tenho um rating de 4.94 na Uber (de 1 a 5) e já devo ter feito perto de 100 viagens com a Uber. Se fosse na série da Netflix, tinha de passar a levar uns cupcakes comigo para entregar aos motoristas da Uber. E seria eu quem perguntava se queria uma garrafa de água. E pegava no meu iPhone e punha música a tocar, perguntando se era o estilo de música que gostava, claro. Ah, e levava uma ventoinha comigo em dias de calor e uma botija de água quente em dias frios. Assim lá deveria chegar ao 5. Um pouco de limpa vidros e uma escova, mais um aspirador portátil, seriam um trunfo. Que tal?

18
Ago17

A heroína dos atentados de Espanha!!!

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Notícia atualizada - Afinal parece que era um homem. Um herói, portanto.

Artigo corrigido às 21h23: ao contrário do que foi inicialmente avançado, as notícias em vários espanhóis que citam a Agência EFE deixam de identificar o agente como uma mulher. - fonte

 

Ainda não se sabe o nome, mas não deve ser segredo por muito tempo. Certo é que uma agente da polícia (sim, uma, no feminino) matou quatro terroristas que se dirigiam para ela cheios de armas. 

 

Uma mulher, sozinha, perante quatro terroristas armados, que tinham acabado de atropelar pessoas em Cambrils, e que caminhavam na sua direção com facas, machados, machetes, cutelos, sacholas e cintos de explosivos, matou os quatro com a sua arma. 

 

Quem o confirmou foi o chefe da polícia dos Mossos, Josep Lluis Trapero, que explicou que ela está a receber apoio psicológico: “Matar quatro pessoas, mesmo que sejas um profissional, não é fácil de digerir”.

 

Absolutamente incrível. Uma heroína e uma lição. Muitos homens ou mulheres seriam incapazes de enfrentar terroristas armados a caminhar na sua direção. E ainda por cima ter a capacidade de matar todos. 

 

Fonte

 

 

18
Ago17

Poema ao Santo Drogon a pedir mais um leak... (Game of Thrones)

Só entre nós

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Com eventuais spoilers do episódio 6 da 7ª temporada

 

Drogon, meu Santo,

Fofinho e querido,

Deves estar num pranto,

Mas sê meu amigo!

 

A HBO de Espanha, simpaticamente,

Decidiu o sexto episódio "leakar".

E agora o que eu queria realmente,

Era que tu me pudesses ajudar.

 

Eu sei que o Viserion,

Ups, spoiler, spoiler, spoiler...

Esquece Drogon, desculpa...

 

Já falei com a Daenerys,

E ela disse para me ajudares,

"Diz Dracarys, Dracarys",

E tu todos irias ameaçar.

 

Por isso, força nisso,

Quer dizer, fogo nisso,

E põe as asinhas a voar.

Obriga alguém a fazer leak do episódio 7,

Para que não tenha mais de esperar!

 

Amém

Quer dizer, Valar morghulis, ou qualquer coisa do género.

18
Ago17

Está na hora de acabar com estes massacres

Só entre nós

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De que é que adianta enviar votos de pesar?
Telefonar para os soberanos dos outros países a mostrar solidariedade?
Disponibilizar ajuda?
Fazer marchas pela paz?
Decretar dias de luto nacional?
Debater durante horas/dias em todos os canais de televisão o que aconteceu?

 

De que é que adianta fazerem isto tudo, quando depois em 13 meses há 8 atentados? Quase um por mês. Mais de cem mortos. Centenas de feridos. O que é que precisa de acontecer para começarmos efetivamente a combater isto?

 

Eu sei que a maioria dos atentados é evitada graças aos esforços das nossas polícias e às ajudas de outras forças internacionais. Sei bem que os responsáveis não estão parados a assistir a estes massacres. Mas não poderia ser feita mais qualquer coisa?

 

Mais câmaras de vigilância. Em todas as ruas, todas as esquinas, com equipas a controlar as imagens 24/7 em direto. Permitia ver comportamentos suspeitos e, mesmo que não evitasse um atentado, permitiria seguir alguém ou alguma viatura. E serviria também para outros crimes que não atos terroristas. Tem custos elevados, evidentemente, e nada é 100% eficaz, mas serviria como um elemento atenuante e evitaria muita porcaria, de certeza.

 

Maior controlo das comunicações. Eu não tenho nada a esconder. Por isso não me importava que controlassem chamadas, mensagens, e-mails, tráfego na internet, etc. É uma invasão da privacidade? Sim. Um abuso? Sim. Mas se isso ajudasse a evitar atentados, então força.

 

Controlo da Dark web. Nenhuma muralha é 100% impenetrável. E de certeza que há muitas pessoas disponíveis, a troco de um salário, claro, para conseguir entrar nos meandros da Dark web. Como já acontece, eu sei, mas não é suficiente. Parece que nunca dá para estarmos à frente de quem quer mal, mas deve dar para estar mais à frente do que estamos agora, de certeza.

 

Controlo nas fronteiras terrestres. Esta ideia de fronteiras abertas e tudo como uma espécie de espaço único é muito bonita, mas num mundo cor de rosa. E o nosso mundo está bem mais preto do que rosa. Está na hora de controlar os acessos terrestres. Fechar fronteiras. Controlar efetivamente quem entra e sai.

 

E não só. Controlar quem não é nacional, entra e cá fica. Basta andar por Lisboa (e tantas outras cidades) para encontrar pessoas que de certeza absoluta não têm visto válido. Estão cá ilegais. São esses a causa do terrorismo? Provavelmente não. E os autores de atentados não podem ser locais? Claro que sim.

 

E tudo isto que eu escrevi não representa uma diminuição dos nossos direitos? Daqueles direitos que não tínhamos e que tantos sofreram para reconquistar? Não vai contra a nossa Constituição e ideias europeus? E não poderão estas ideias dar azo a outras mais restritivas? Sim. Claro que sim.

 

Mas todos concordamos que o nosso mundo não é o mesmo de há 20 anos. Nem de há 2 anos. E se nada for feito, vão continuar a aparecer animais capazes das maiores atrocidades. Nos nossos países. Nas nossas cidades. Nas nossas casas. A atacar os nossos nacionais. Os nossos conhecidos. As nossas famílias. Os nossos filhos.

 

Está na hora de acabar com estes massacres.

16
Ago17

Taxistas e condutores da Uber (e outros do mesmo género)...

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Taxistas e condutores da Uber (e outros do mesmo género), por favor não fumem dentro dos carros! Pode ser? E fumar com a janela aberta não conta, está bem? A porcaria do cheiro e fumo acaba por entrar no carro.

 

E não venham com a conversa de que têm de trabalhar X horas seguidas e precisam de fumar... Aproveitem essas X horas de trabalho seguido e deixem de fumar de uma vez por todas! Acreditem que só vos vai fazer bem! 

 

Obrigado.

P.S. Andei num Uber que tresandava a cigarro. É claro que a nota não foi grande coisa. 

11
Ago17

Fiz um louvor a uma funcionária das Finanças

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Há uns dias fiz um um louvor a uma funcionária de um Serviço das Finanças de Lisboa e a funcionária ficou extremamente emocionada e agradecida. Segundo ela, em mais de 15 anos de serviço nunca tinha recebido um louvor por parte de um cliente. E porquê? Porque as Finanças são um bicho papão, os seus funcionários também, nunca nada corre bem e nunca ninguém sai satisfeito (segundo ela).

 

Mas a verdade é que já fui atendido por ela quatro vezes e foi sempre tão atenciosa, tão prestável e tão profissional, que era indecente não lhe fazer um louvor. E atenção, nem sempre saí de lá satisfeito com o resultado, porque não foi aceite o que pedi. Mas em termos de trabalho, a senhora foi impecável.

 

Houve logo quem me dissesse que isso não lhe vai trazer qualquer consequência positiva, mas para mim o mais importante é mostrar ao funcionário que estamos agradecidos pelo seu trabalho e, mais importante ainda, informar as entidades superiores disso mesmo.

 

E sabem que mais? Poucos dias depois tinha uma carta na minha caixa do correio da Autoridade Tributária a dizer que tinham recebido o meu louvor, que era muito importante que os contribuintes o fizessem, e que vão ter em consideração o exposto na avaliação da funcionária.

 

Conclusão? Se estão satisfeitos com o trabalho de alguém, deixem um elogio/louvor. Mesmo que não sirva para nada, serve pelo menos para o funcionário se sentir motivado para continuar a fazer um bom trabalho. Eu num mês fiz 4 elogios porque tive a sorte de encontrar bons funcionários. Se tiver a mesma sorte, não deixe de elogiar. Todos nós gostamos que digam que trabalhamos bem.