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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Informação Top Secret (não digam a ninguém...)

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Há 5 anos um familiar muito próximo, e que se move entre pessoas com muito poder em Portugal, contou-me que ia haver um sismo em Lisboa no dia seguinte, com proporções gigantescas, ao estilo de o de 1755. A notícia tinha-lhe sido dada por uma fonte extremamente segura (e importante) e pedida alta confidencialidade para evitar um pânico generalizado entre a população. O meu familiar só soube por causa da forte amizade que tinha com a fonte, e decidiu contrariar o secretismo avisando os familiares mais próximos e exigindo confidencialidade. 

 

Apesar desse familiar ter decidido fugir de Lisboa com a família, e da suposta importância da fonte, decidi armar-me em macho, ignorar o aviso e ir trabalhar no dia seguinte como normal, no prédio onde trabalho (que é quase contemporâneo do sismo de 1755, ou seja, é um verdadeiro caixão vertical).

 

Como é evidente, não houve nenhum sismo em Lisboa de proporções catastróficas nos últimos longos anos.

 

Toda esta minha experiência, e arrependimento por ter contado a um colega meu, já foi contada por mim neste post (que ainda hoje me faz rir quando leio).

 

Terminei esse meu post escrevendo que numa situação idêntica, só havia duas hipóteses. Ou fugia para salvar a pele, ou ficava e não falava com ninguém. 

 

Por isso, quando há umas semanas voltei a ser avisado de uma desgraça eminente em Lisboa, não hesitei e fiquei por uma destas duas hipóteses.

 

Outro familiar, igualmente próximo e com conhecimentos ao mais alto nível, foi informado por alguém com poder em Portugal que havia dois terroristas conhecidos no país e que havia planos para fazer um atentado terrorista nas próximas horas/dias em Lisboa. 

 

Todo o Governo e entidades estavam em alerta máximo e a tentar descobrir o paradeiro destes terroristas para evitar o tal ataque terrorista.

 

Mais uma vez foi pedido sigilo absoluto para evitar um pânico entre a população. 

 

Perante a notícia, decidi imediatamente com a minha mulher que não íamos alterar nada na nossa vida. Nem iríamos contar a ninguém. Um atentado terrorista (e no fundo tal como um sismo) pode acontecer a qualquer altura em qualquer lado. E não havia nada que pudéssemos fazer que garantisse a nossa segurança. 

 

Quando é que seria o atentado? Íamos tirar férias indefinidamente? Íamos andar só em zonas não turísticas? Íamos fugir? Nada fazia sentido. Se tivesse de acontecer, iria acontecer. Mesmo quando logo a seguir soubemos da notícia do roubo de armas, mantivemos a nossa decisão. 

 

Mas o que me deixa mais curioso, é saber se de facto tanto num caso como noutro houve mesmo alertas deste género entre as chefias em Portugal, ou se tudo não passou de loucura/histeria das fontes. 

 

E se é suposto ser tudo extremamente confidencial, porque é que contam a todos os que os rodeiam? É que basta um contar a alguém muito próximo, para esse contar aos seus mais próximos, e por aí adiante. Ou seja, se querem evitar pânico e caos, talvez seja melhor manterem tudo o mais secreto possível.

 

No final de contas, não houve qualquer atentado terrorista em Lisboa (apesar de ser algo que, lamentavelmente, não é improvável de acontecer). Ou foi porque apanharam as pessoas a tempo, ou porque ainda vai ser, ou porque tudo não passou de mais um boato. 

 

Seja como for, já começo a ficar farto destes alertas Top Secret de fontes altamente seguras. É que qualquer dia acontece como na história do Pedro e do lobo...

 

O melhor restaurante do mundo é... português!!

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A conceituada revista Monocle elegeu o Bistro 100 Maneiras como o melhor restaurante do mundo. 

 

Parabéns ao Chef Ljubomir Stanisic e a toda a sua equipa. É um feito incrível! Segue a lista dos 10 melhores restaurantes do mundo segundo a Restaurant Awards 2017:

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Não havia necessidade, UNICEF...

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Há uns dias uma senhora pedia donativos para a UNICEF junto ao Corte Inglês. A minha mulher ia a passar e respondeu educadamente:

"Peço desculpa, mas agora não."

 

Nada do outro mundo, algo perfeitamente banal e repetido por muitos dos que são abordados por pessoas que estão a pedir dinheiro seja para o que for. 

 

Resposta da senhora:

"Podia pelo menos dar um sorrisinho!"

 

A sério? Ai afinal era um sorrisinho que a UNICEF precisava? Era com um sorrisinho que se conseguia ajudar todos aqueles que mais precisam e que a UNICEF tanto ajuda?

 

Eu percebo, e já escrevi aqui, que deve ser ingrato andar pelas ruas a pedir dinheiro para causas em que acreditamos e pelas quais batalhamos, e receber "nãos" constantemente. Mas a vida é assim e ninguém é obrigado a ajudar. Ninguém tem de dar um cêntimo.

 

E uma pessoa pode não dar a quem pede na rua pela UNICEF, mas contribuir frequentemente através dos outros métodos que a UNICEF disponibiliza. Como acontece connosco.

 

Já ajudámos (e muito) a UNICEF a desempenhar o seu papel essencial neste mundo. Mas ajudamos como queremos e quando queremos.

 

E se não queremos dar a quem pede na rua para a UNICEF, e respondemos com educação, não temos de levar bocas por trás.

 

Se alguém responsável pela UNICEF Portugal estiver a ler isto, veja se aprimora esta questão nas próximas reuniões com os colaboradores, porque é a vossa imagem que fica mal no fim. E muitos, com estas bocas, são bem capazes de nunca mais ajudar. É triste, mas é assim. 

Compra o que vendo, mas não olhes para mim!

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Em primeiro lugar, não tenho nada contra os gordos, nem contra os magros, nem contra os "normais". Este post é apenas sobre uma questão de marketing.

 

Há uns dias passei por uma banca junto a um Pingo Doce onde uma senhora gorda (sem ofensa) fazia publicidade a um produto que prometia uma perda de 6 quilos num mês e ventre liso.

 

Serei só eu a achar isto estranho? Atenção que a senhora não era "um pouquinho gorda". Nada disso, era mesmo bem obesa. 

 

Onde é que está o marketing deste produto? Só vejo 3 hipóteses:

- Ou ela era bem mais gorda e está a passar o testemunho de como já perdeu peso (mas só quem a conhece é que sabe);

- Ou querem mostrar diariamente os efeitos do produto e a pessoa tem de lá passar todos os dias para poder comprovar os resultados (pela campanha de marketing para obrigar as pessoas a passar pelo Pingo Doce diariamente);

- Ou estava a substituir uma colega à hora de almoço...

 

Já sei que muitos vão dizer:

Mas qual é o mal dela ser gorda?

Tens alguma coisa contra os gordos?

Fez-te assim tanta diferença?

Mas os gordos agora não podem trabalhar?

Os gordos não têm os mesmos direitos dos magros?

Vai à m#rda!

 

Mas a verdade é que isto é estranho... No fundo é como haver:

- uma pessoa cheia de acne a vender produtos para acabar com o acne;

- carecas a convencer os outros que têm um produto que devolve o cabelo em 3 dias;

- uma mulher cheia de celulite a vender um creme miraculoso contra a celulite;

- um homem a vender repelentes para as melgas e cravejado de picadas desde a ponta do cabelo à unha do dedo grande do pé...

 

Enfim, tudo meio estranho, não? Se querem vender um produto que deixa o ventre liso, então arranjem uma mulher com o ventre liso. Caso contrário duvido que haja alguém que compre o produto. Isto do marketing já não é o que era... Volta Don Draper! Estás perdoado!

Campo de Ourique é Liiiiindo!!!

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É muito bom ver o meu bairro representado nas Marchas da Avenida. O bairrismo é forte, e é óbvio que gostávamos de ganhar um ano, mas participar é o mais importante. E fazer a festa. Já lá vão uns anos que marchei por Campo de Ourique, mas sei bem como havia muitos que gostavam que o bairro voltasse à Avenida. E, já agora: Campo de Ourique é Liiiiiindo!!!

 

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Fotos

A Nespresso e o cliente mentiroso (eu...)

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Há uns dias passei numa Nespresso para comprar um kit de descalcificação para a minha máquina. E foi com surpresa que ouvi o seguinte:

 

"Kit não temos. Mas porque é que não compra uma máquina nova? Temos agora uma promoção em que a máquina fica apenas por €40. É uma excelente oportunidade."

 

A sério? A minha máquina é recente, está a funcionar bem, e só precisa de um kit de descalcificação. Nada relevante. Porque é que haveria de gastar muito mais dinheiro do que um kit para comprar uma máquina nova, quando tenho uma recente que funciona bem?

 

E que formação é esta que dão aos funcionários para tentar convencer os clientes a comprar máquinas novas?

 

Mas para terminar em beleza:

"Já provou os nossos novos cafés?"

"Sim, comprei esta semana."

"Não, estes ainda não provou!", garantiu, como se soubesse todos os cafés que tinha provado nos últimos dias. 

"Sim, provei! São aqueles cafés especiais e raros do Laos e de outro sítio qualquer. Já comprei."

"Deixe-me ver.", disse, olhando para o computador, sem acreditar no que lhe estava a dizer. "Não, da última vez comprou X, não comprou estes."

"Garanto-lhe que comprei! Não foi nesta Nespresso mas comprei. E se não foi na última compra então foi na anterior. Mas foi esta semana. Esta semana já é a terceira vez que passo numa Nespresso."

Não satisfeita, a empregada continuou a mexer no computador até que:

"Tem razão, já comprou estes cafés novos. Mas não foi na última compra."

 

Perante isto, não dava vontade de mandar esta empregada a um sítio menos próprio? Não acreditou que já tinha provado o café e desconfiou sempre até ao fim. O que é que isso interessava? Bastava perguntar ao cliente se já tinha provado e acreditar no que ele tinha dito. Se fosse mentira, paciência. 

 

Lamentável...

Será que podemos criticar um restaurante sem medo de represálias?

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Em primeiro lugar, obrigado ao João Faria, autor do blog Menu Executivo, (Instagram) por me ter chamado a atenção para esta notícia.


Ora então parece que o conceituado Chef Vítor Sobral vai processar um cliente por causa de uma crítica que fez na Zomato ao seu restaurante Balcão da Esquina no Mercado da Ribeira. 

 

 

 

10 milhões de euros para investir?!

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Há uns dias fui com um cliente a uma agência de um banco em Lisboa onde tem cerca de 10 milhões à ordem.

 

Como é francês, e apesar de eu poder ajudar na tradução, foi solicitada com antecedência a presença de um funcionário do banco que fosse fluente em francês.

 

Resultado?

Apareceu um funcionário (vindo de outra agência) que conseguia falar mais ou menos francês, com umas palavras em inglês e português pelo meio. 

 

Depois de conseguir convencer o cliente a não sair da agência e retirar os 10 milhões da conta, explicando que mesmo assim o senhor lá se conseguia desenrascar com o francês, o funcionário do banco começou a apresentar várias brochuras e papéis com sugestões de investimentos para os 10 milhões.

 

Curiosamente (ou talvez não), não havia um único papel em francês. Nada. Ou estavam em português, ou em inglês. Duas línguas que o cliente não falava. 

 

Ou seja, apesar da reunião ter sido marcada com uma semana de antecedência, e de ser explicado que era preciso alguém que falasse francês pois ele não falava outra língua, o banco apresentou um funcionário que arranhava o francês e levava documentos ilegíveis para o cliente.

 

Cliente este que, repito, tinha 10 milhões na conta para investir. 

 

Ora quando um banco nem tem a preocupação de "agarrar" um cliente com tanto dinheiro (e com muitos outros milhões espalhados pelo mundo), não é de admirar quando nós, meros mortais comuns, vamos ao banco e sentimos que estamos a fazer um favor ao banco por ter lá o nosso dinheiro. Não é admirar que pareça que não há grande interesse ou vontade de ajudar.

 

P.S. O cliente ainda não retirou o dinheiro, mas duvido que lá fique muito tempo. Podia transferir uma parte para a minha posse que eu com esses milhões podia fazer de banco e até arranjar uns investimentos interessantes.

Uma criança pediu-me comida na rua...

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Como sucede frequentemente, os dias de X acabam por se tornar meramente numa data de consumismo, sem se atender ao verdadeiro sentido do dia. Com o dia mundial da criança aconteceu o mesmo. Porém, este dia 1 de junho não serve somente para dar presentes às crianças. Não foi esse o objetivo aquando da sua criação, mas sim sensibilizar o mundo para os problemas que afligem milhões de crianças e, dessa forma, pensar em formas de solucioná-los. Os números são avassaladores. E, infelizmente, a miséria e os problemas que assolam as crianças não são exclusivos de países estrangeiros. Dentro de Portugal temos vários casos de crianças que são mal tratadas, impedidas de ter acesso a coisas básicas ou de crianças que passam fome. Como uma que conheci na semana passada.

 

Estava a andar pelas ruas de Lisboa (perto do Saldanha) quando vi uma criança ao longe que interpelava as pessoas que passavam por ele, ao mesmo tempo que apontava para o fundo da rua. Fui caminhando na sua direção, enquanto observava como todas as pessoas se afastavam e recusavam a ajudar.

 

Não sou hipócrita, por isso confesso que o meu primeiro pensamento foi: Que chatice, lá vem agora um miúdo pedir alguma coisa. Se toda a gente se afasta, vou ver se também arranjo uma forma de escapar.

 

No entanto, como não dava para "fugir", continuei a andar, convencido que o que ele estava a fazer era perguntar por indicações e ninguém lhe sabia responder. 

 

Quando me aproximei, ouvi:

"Desculpe, mas estou cheio de fome, não me podia dar dinheiro para comer?"

 

Infelizmente este não é um discurso novo para mim, nem para aqueles que andam todos os dias pelas ruas de Lisboa. Mas nunca me tinha sido dito por uma criança.

 

"Tenho 11 anos... Já estou aqui há muito tempo, mas ninguém me dá nada... Eu só queria uma torrada e um leite com chocolate. Já fui ali ao café", e apontou para o tal sítio ao fundo da rua, "mas não me quiseram dar porque não tenho dinheiro. Mas estou mesmo com fome..."

 

Senti-me mais pequenino do que ele e triste. Sempre fui muito sensível, mas depois de ter um filho tudo o que tenha a ver com crianças afeta-me muito mais. 

 

"Não te preocupes.", respondi. "Só queres mesmo a torrada e o leite?"

"Sim."

"Então vamos ao café e eu compro-te o que queres."

"Mas tem dinheiro?", perguntou-me, admirado.

"Penso que sim, mas se não tiver eu resolvo.

 

Fui então com ele até ao café, pedi ao empregado a torrada e leite com chocolate, paguei o que tinha a pagar e despedi-me do miúdo quando lhe deram a comida. 

 

Apeteceu-me perguntar onde estavam os pais dele ou porque é que não estava na escola. Mas não tive coragem. Limitei-me a perguntar se precisava de mais alguma coisa e de me afastar, deixando-o para trás sozinho.

 

Já me disseram que devia ter chamado a polícia. Talvez devesse ter feito, mas naquela altura só pensei em tirar a fome ao miúdo... Não sei se agi bem ou não, mas sei que este é um dia em que todos devemos pensar nestas situações, em vez de nos limitarmos a comprar presentes para as crianças que nos rodeiam.

Promessas sexuais para quem quiser ouvir

 

Sabiam que quando estão a falar ao telemóvel no carro, utilizando o sistema bluetooth, é possível a quem passa na rua ouvir o que estão a dizer ao telefone? Principalmente se estiverem com o volume alto e o carro parado? Já pensaram nisso? Aparentemente uma senhora que estava dentro do carro estacionado na 5 de Outubro nunca pensou no assunto... Resultado?

 

Todos os que passavam na rua podiam ouvir o que é que o marido/namorado/amante/pretendente dizia que ia fazer assim que ela chegasse a casa. Sem qualquer pudor nas palavras ou pormenores. Nem o homem julgava que estava a falar para quem quisesse ouvir, nem a mulher se apercebeu que todas aquelas promessas sexuais estavam a ser ouvidas por quem passava no passeio.

 

Uns riam-se à gargalhada, outros passavam e espantavam-se com o que se estava a passar e outros, como eu, riam e procuravam a câmara escondida do programa de apanhados. É que isto é muito mau para ser verdade...

 

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