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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Só entre nós

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As parvoíces do parto dos gémeos do Clooney e Amal

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Partindo do pressuposto que as informações nesta notícia são verdadeiras:

- George Clooney reservou uma ala inteira do hospital onde nasceram os gémeos. E pela módica quantia de $588 mil por semana. Mais valia fechar as portas do hospital... Eu percebo que eles são famosos, e que há por aí muitos malucos, mas uns seguranças não serviriam? Era preciso gastar meio milhão de dólares por semana para bloquear uma ala inteira de um hospital? Sugiro que bloqueiem também a rua. Não, o bairro inteiro. Ou talvez o país. Será suficiente?

 

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- A Amal não queria estar sozinha no momento do parto e por isso contratou duas doulas . Não uma, mas duas. E não eram duas doulas a trabalhar em Londres (onde nasceram os bebés). Tiveram de ir de LA para Londres. Valor? $30 mil. Coisa pouca. Mas eu percebo... Parece que as doulas de Londres não são grande coisa. Há histórias de doulas de Londres que se limitam a apoiar, ajudar, agarrar as mãos e dizer para respirar fundo, e Amal queria muito mais do que isso. Amal queria que as doulas tivessem os bebés por ela. E estas de LA conseguem isso mesmo. Por $30 mil, mal seria se não conseguissem!

 

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- Como é óbvio, as duas doulas não eram suficientes. A Amal contratou ainda uma massagista. Já se sabe que o George Clooney não vai para novo e aquelas mãos já não são o que eram. Quanto custou a massagista (italiana, atenção!)? $5 mil. Amal, querida, por menos do que 5 mil dólares eu ia a Londres massajar-te. Levo apenas 4 mil dólares. E não se fala mais nisso.


- Acham tudo normal até agora? Talvez seja... Mas e mandar vir um Chef de Itália para ajudar o Chef do hospital a cozinhar a comidinha que o George e a Amal mais gostam? Que tal? Perfeitamente normal... Tal como o preço. $10 mil! Para ajudar o outro Chef a cozinhar umas refeições para o casal. A sério, malta? O dinheiro é assim tanto que já nem conseguem comer algo feito por uma pessoa qualquer? Têm de andar com um Chef atrás?? Ouviram que a comida do hospital é má e decidiram prevenir-se? Eu gozo, mas vou tirando apontamentos. Quando me sair o Euromilhões vou fazer o mesmo. Mas não fico só por um Chef. Já estou a pensar numa equipa para me acompanhar para todo o lado. João Rodrigues, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Pedro Pena Bastos... É que eu com o Euromilhões não arrisco!

 

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- Para terminar, é evidente que a Amal não está a pensar ter qualquer trabalho com os gémeos. Tem mais com que se preocupar. Senão a massagista italiana nem era suficiente. Por isso, a Amal já contratou duas amas para os bebés. Sim, duas. Porque se são dois bebés, tem de haver duas amas. Lógico. Preço? $400 mil por ano. Ora fazendo as contas, dá cerca de $16 mil por mês para cada uma. Amal? Hello? Eu por $20 mil por mês tomo conta dos gémeos. Já viste a poupança? E se juntares mais uns trocos (que aqui são milhares) cozinho para ti e para o George (vocês também não devem comer muito) e ainda faço umas massagens. Mas não ao George. Tudo por um valor bem mais baixo do que aquele que estás a pagar. Que tal? Temos acordo? Pensa nisso, que sei que és uma mulher poupadinha!

Prémios Mesa Marcada 2016

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Mais um ano, mais uma cerimónia de entrega de prémios do blog Mesa Marcada - para mim (e para muitos) o blog gastronómico mais importante em Portugal. Este ano o Só entre nós esteve presente na cerimónia a convite da dupla responsável pelo blog Miguel Pires e Duarte Calvão, e não podíamos, em primeiro lugar, deixar de agradecer pelo convite, e dar novamente os parabéns por todo o trabalho que tiveram e pela ótima cerimónia que conseguiram realizar. Não é qualquer blog que consegue reunir os votos de 147 pessoas, entre chefes de cozinha, responsáveis por restaurantes, jornalistas, bloggers, críticos e gastrónomos, e ter no mesmo espaço os melhores a nível nacional.

 

Parabéns também ao excelente trabalho que a Amuse Bouche tem vindo a fazer na divulgação da gastronomia nacional, e ao Chef Miguel Castro e Silva pela refeição que foi servida. 

 

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Passando aos prémios, destaque evidente para o Chef João Rodrigues, do restaurante Feitoria, com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), que conseguiu destronar o "Rei" José Avillez, vencendo na categoria de melhor Chef e melhor restaurante. Um feito justo e que não surpreende face à qualidade que João Rodrigues e a sua equipa demonstram no Feitoria.

 

O Prémio Especial Estrella Damm Destaque do Ano foi para o LOCO, do Chef Alexandre Silva, com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui).

 

O Prémio Especial Graham’s Restaurante Novo do Ano calhou ao Bairro do Avillez, do Chef José Avillez, que já visitámos por duas vezes e ainda não nos conseguiu conquistar totalmente. 

 

O Chef Pedro Pena Bastos foi eleito como Chef Revelação do Ano, sem qualquer surpresa e com enorme mérito. O Chef do fantástico Esporão (sobre o qual escrevemos aqui) tem dado que falar e as suas qualidades e criatividade são inquestionáveis.

 

O Prémio Mesa Diária foi, também sem surpresas, para a Taberna da Rua das Flores, do "Mestre" André, que nunca desilude. É daquelas apostas que não falha.

 

Por fim, destaque positivo para o Chef Henrique Sá Pessoa, do restaurante Alma com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), que subiu 5 lugares e foi eleito como o terceiro melhor Chef de Portugal, e o Alma subiu 4 lugares e ficou em quarto lugar na lista dos melhores restaurantes nacionais.

 

Destaque negativo para a descida do Yeatman, 2 estrelas Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), do Chef Ricardo Costa, que desceu um lugar tanto na lista dos Chefs como dos restaurantes, logo no ano em que o Yeatman conseguiu a tão merecida segunda estrela. 

 

Para o ano há mais. Podem consultar as listas completas aqui.

20 novidades e desejos gastronómicos para 2017

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O ano de 2016 foi ótimo para Portugal no que respeita à gastronomia, mas tudo indica que 2017 será ainda melhor. Aqui ficam 20 novidades e desejos gastronómicos para 2017 (sem nenhuma ordem especial):

 

1. Depois da Mercearia, da Taberna e do Páteo, vai ser inaugurado mais um espaço dentro do Bairro do Avillez. Já nos levantaram a ponta do véu, mas como ainda é segredo, prometemos guardá-lo religiosamente (fica a dica e para bom entendedor, meia palavra basta). 

 

2. Em junho, julho, o grande Chef Kiko Martins (que nunca pára) vai abrir um novo restaurante, com um novo conceito. Chama-se Watt e fica no piso térreo da sede da EDP. Depois do Talho, Cevicheria e Asiático, só se pode esperar algo igualmente muito bom.

 

3. Se tudo correr bem, dentro de poucas semanas Henrique Sá Pessoa vai inaugurar o Tapisco no Príncipe Real. Como o nome indica, terá tapas e petiscos, um ambiente acolhedor, informal, com a tradicional barra e comida deliciosa, ou não fosse da responsabilidade de um dos melhores Chefs nacionais. Tivemos a oportunidade de falar pessoalmente com o Chef Henrique Sá Pessoa há umas semanas sobre este novo projeto e ficámos encantados.

 

4. O Leopold vai, finalmente, reabrir as suas portas já este mês, deixando a Mouraria e abraçando o novo projeto no magnífico Palácio Belmonte. Quem acompanha o Só entre nós sabe bem o que achámos do restaurante Leopold, mas isso não quer dizer que não veja com bons olhos esta reabertura e até tenha alguma curiosidade em visitá-lo.

 

5. Marlene Vieira vai voltar a ter um restaurante "fine dining" (graças a Deus)! Poderemos finalmente voltar a provar as suas criações, depois de um Avenue que deixou saudades. Marlene Vieira e João Sá vão então abrir o Verso, no Largo de Camões, em princípio na primeira metade do ano.

 

6. Fala-se muito no regresso de Leonardo Pereira. E depois da nossa espetacular experiência no Areias do Seixo, espero mesmo que se concretize o novo projeto já em 2017.

 

7. Certo é o novo projeto do (cada vez mais) português e italiano Tanka Sapkota. É já em janeiro, segue os sabores italianos do Come Prima e Forno d'Oro, e promete muito.

 

8. A propósito de sabores italianos, parece que Jamie Oliver vai mesmo abrir um restaurante em maio no Príncipe Real. Só falta saber se será um Recipease, Jamie's Italian ou outra novidade.

 

9. O Terraço do Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade vai reabrir com Tiago Bonito a comandar as tropas, depois de deixar a Pousada de Lisboa. Estivemos várias vezes para lá ir em 2016, mas nunca se concretizou. Parece que agora teremos de ir à Avenida para provar as criações de Tiago Bonito. 

 

10. Ao estilo do futebol, houve uma contratação do Chef Diogo Noronha por parte do grupo Multifood ao grupo Mainside. O resultado será a abertura já este ano de um novo restaurante no... Príncipe Real, claro. 

 

11. Ainda nas contratações, Portugal contratou novamente Vincent Farges. E que bom negócio. Pior para as Caraíbas. O restaurante ficará no Chiado e deverá abrir nos próximos meses. 

 

12. Para quem gosta de comida do Médio Oriente também há boas notícias, com a abertura do Mezze em LIsboa. A não perder. 

 

13. Mais uns desejos. Espero, sinceramente, que se continue a fazer justiça no campo das estrelas Michelin, e que 2017 continue o bom caminho do ano passado, com a atribuição de mais estrelas a restaurantes portugueses. A quantidade interessa, como é óbvio, mas mais importante é que haja justiça nas estrelas atribuídas, o que ainda não há.

 

14. E, já agora, gostava mesmo que a cerimónia do Guia fosse (finalmente) realizada em Portugal.

 

15. Ainda no campo das estrelas, os meus desejos - Que o Belcanto atinja o patamar necessário para lutar pela terceira estrela michelin.

 

16. Que o Feitoria, de João Rodrigues, receba a segunda estrela (não faz sentido que não a tenha).

 

17. Que o Guia acorde do sono profundo em que se encontra e dê a estrela ao Esporão de Pedro Pena Bastos.

 

18. Que o mesmo aconteça com o Ferrugem de Renato Cunha.

 

19. E que a Casa de Chá da Boa Nova suba mais um degrau no guia. Bem merece. Foi uma das melhores surpresas de 2016.

 

20. Por fim, espero que surjam mais restaurantes que nos deixem tão rendidos e apaixonados, como acontece sempre que vamos ao Alma. 

 

Feliz Ano Novo para todos!

Michelin 2017 - E a montanha pariu um rato

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Antes de mais, sempre me disseram que era feio queixar-me de barriga cheia. Mas não resisto a perguntar: Afinal o que é que se passou com o Guia Michelin Portugal 2017?

 

Em primeiro lugar, o que era expectável era que 2017 trouxesse apenas mais uma ou duas estrelas para o céu Michelin português, tendo em conta o triste histórico português neste campo gastronómico. E já não seria nada mau!

 

Eis senão quando o próprio Guia Michelin Portugal Espanha, de forma oficial e na pessoa de Ángel Pardo, vem comunicar a toda a imprensa que este seria um ano bombástico para Portugal. 17 estrelas novas, garantiu por telefone ao Miguel Pires, do Mesa Marcada. Nem mais, nem menos!

 

De imediato se fizeram sentir os efeitos desta declaração, com gritos de felicidade em muitas cozinhas portuguesas, sonhos (quase) concretizados e um sentimento de justiça (finalmente) no coração de quem se interessa por este mundo. Ao mesmo tempo, começaram as previsões. Quais eram essas 17 estrelas? Quem ia subir? Quem devia subir? Muitos deram os seus palpites, incluindo eu, com o Tiago do Ovo Cru a fazer, e muito bem, um resumo de algumas previsões.

 

Porém, e contra tudo o que se poderia antever, no dia da divulgação do guia é anunciado pelo próprio Ángel Pardo (que recordo tinha anunciado 17 estrelas), que afinal haveria 9 novas estrelas. E não 17.

 

Por isso retomo a minha pergunta. O que é que se passou afinal? Só vejo três hipóteses, sendo todas bastante plausíveis:

1- Confirma-se que Portugal não tem qualquer relevância no mundo Michelin e que os responsáveis do guia nem sabem bem quantas estrelas existem ou quantas vão surgir. No fundo o que interessa é Espanha;

 

2- O único objetivo foi criar um hype e gerar uma explosão de publicidade;

 

3- Alguém estava cheio de fome e pôs-se a comer estrelas (Das três hipóteses esta é, sem dúvida, a mais provável. Malditos espanhóis esfomeados...).

 

Pondo de lado esta vergonha (não encontro outra palavra), é claro que fiquei (ficámos) satisfeitos com as 9 estrelas novas. Mas eu não consegui ficar plenamente satisfeito. Desde logo porque sinto que fui enganado. E se se fizeram justiças, há coisas que não consigo perceber...

 

Comecemos pela parte boa...

1 - LOCO ganhou a estrela. Merecida, sem qualquer sombra de dúvida. E espero que agora se calem de vez com aquela treta de que os restaurantes novos, ou muito inovadores, não podem ganhar estrelas;

 

2 - O Alma ganhou a estrela. De todas as estrelas foi a que me deixou mais emocionado. É o nosso restaurante preferido, o Henrique Sá Pessoa é uma pessoa espetacular e um profissional incrível, e todo o seu árduo trabalho só podia resultar numa estrela;

 

3 - O The Yeatman conseguiu a segunda estrela. Não fazia qualquer sentido só ter uma;

 

4 - O L'And reconquistou a estrela. Apesar de não concordar totalmente, de acordo com a nossa última visita lá, fico feliz por eles e conto voltar lá em breve;

 

5 - A estrela para a Casa de Chá da Boa Nova é tremendamente justa. Um dos melhores restaurantes nacionais. Grande Rui Paula;

 

6 - O Antiqvvm ganhou uma estrela, com Vítor Matos a conquistar estrelas por onde vai passando. Não fiquei apaixonado quando lá estive há pouco tempo, mas enfim...

 

Quantos às injustiças:

1 - O que é que aconteceu ao Feitoria? A sério, alguém me responda... O "guia" estava doente quando lá foi? Têm alguma embirração com o João Rodrigues? Não foram lá este ano? O Feitoria não é um restaurante de 1 estrela, é claramente de 2, e confesso que foi a minha maior surpresa/desilusão deste ano com este guia;

 

2 - O Ferrugem continua a ser marginalizado;

 

3 - E o Esporão, inacreditavelmente também...

 

Em resumo, temos portanto mais 9 estrelas. Excelente, muito bom, uma tristeza, uma desilusão (é mais ou menos assim o meu pensamento). Estamos ainda muito longe de um cenário perfeito, mas estamos sem dúvida no bom caminho.

 

Os nossos parabéns a todos aqueles que trabalham nos novos estrelados, mas também a todos aqueles que mantiveram as suas estrelas (um desafio muitas vezes menosprezado, mas mais difícil do que conseguir a primeira). 

  

Esperemos que 2018 seja ainda melhor. Aqui fica a lista definitiva:

 

2 estrelas:

Belcanto, Lisboa, José Avillez (análise aqui)

Vila Joya, Albufeira, Dieter Koschina (análise aqui)

Ocean, Alporchinhos, Hans Neuner

The Yeatman, Vila Nova de Gaia, Ricardo Costa (análise aqui)

Il Gallo d'Oro, Funchal, Benoît Sinthon

 

1 estrela:

Alma, Lisboa, Henrique Sá Pessoa (análise aqui)

LOCO, Lisboa, Alexandre Silva (análise aqui)

Feitoria, Lisboa, João Rodrigues (análise aqui)

Largo do Paço, Amarante, André Silva (análise aqui)

Eleven, Lisboa, Joachim Koerper (análise aqui)

Fortaleza do Guincho, Cascais, Miguel Rocha Vieira (análise aqui)

William, Funchal, Luís Pestana e Joachim Koerper

Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira, Rui Paula (análise em breve)

Antiqvvum, Porto, Vítor Matos (análise em breve)

L'And, Montemor-o-Novo, Miguel Laffan (análise aqui)

LAB, Sintra, Sergi Arola e Milton Anes

Henrique Leis, Almancil, Henrique Leis

Pedro Lemos, Porto, Pedro Lemos

São Gabriel, Almancil, Leonel Pereira

Willie's, Vilamoura, Willie Wurger

Bon Bon, Carvoeiro, Rui Silvestre

Restaurante Alma, um dos melhores do país

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O restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa é, na minha opinião e sem qualquer sombra de dúvida, um dos melhores restaurantes de Lisboa e Portugal. E não foi preciso ir lá quatro vezes para concluir isso, bastou a primeira. Mas nesta quarta visita, e depois de provar o novo menu (mais arrojado do que o primeiro), confirmei mais uma coisa. Este restaurante vai muito longe e Henrique Sá Pessoa confirma, a cada visita, que está no topo dos melhores Chefs nacionais. E merece esse lugar. 

 

Só entre nós, um pequeno aparte antes de passar à refeição. Henrique Sá Pessoa não é só um excelente Chef. Das três vezes que estivemos com ele, o  Chef demonstrou sempre uma enorme simpatia, atenção e humildade. Não tem vergonha ou medo de ir às mesas, não se arma em grande, não faz espetáculos, não se comporta como um ator. Henrique Sá Pessoa é simples, honesto, fala com os clientes com naturalidade, à vontade, simpatia e carinho. Descreve os pratos com satisfação, partilhando o seu amor pela arte da gastronomia, orgulhoso do que serve e convicto de que tudo está bom. E de todos os Chefs com que já falei, nunca conheci outro igual. E esta personalidade só faz com que Alma seja ainda melhor e mais especial.

 

Passando então à refeição, e novamente com o próprio Henrique Sá Pessoa a servir e explicar praticamente todos os pratos, começámos com o novo couvert que substituiu o fantástico couvert existente. A fasquia estava muito alta, mas Henrique Sá Pessoa não teve receio de mudar aquilo que resultava (muito) bem.

 

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Confesso que não fiz bem o trabalho de casa e distraí-me tanto a ouvir o Chef e observar o couvert, que não apontei com exatidão o que era. 

 

Mas posso afirmar que o crocante era delicioso, com um sabor intenso e "cabelos de velha" por cima (única coisa que memorizei...).

 

O gaspacho, com a frescura necessária para contrastar com o crocante, surpreendeu pelas técnicas utilizadas e resultado final - a textura era totalmente líquida, igual à água, e a cor praticamente transparente. Mas o sabor era bem complexo, com todos os sabores do gaspacho concentrados. Muito bem conseguido.

 

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Em seguida, uma perfeita esferificação de "amêijoa à bulhão pato" com pão torrado. Absolutamente divinal.

 

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E para terminar o couvert, um dos pratos do antigo couvert que Henrique Sá Pessoa manteve. E ainda bem que o fez. É daqueles pratos que deve permanecer durante muito tempo. Tempura de pimentos vermelhos assados para molhar num coulis também de pimentos assados. Excelente trabalho, técnica e sabor.

 

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Apesar de parecer impossível conseguir fazer ainda melhor, Henrique Sá Pessoa voltou a surpreender com um prato extra menu. A sua versão de "gamba ao alhinho" deixou-nos K.O. Demasiado bom para descrever.

 

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Seguiu-se o pão, agora com três variedades: pão de batata doce e milho, pão de Mafra e pão de alfarroba.

 

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Para acompanhar, a habitual deliciosa manteiga e o azeite do Chef.

 

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Para entrada, escolhi "Cavala, escabeche de legumes, caldo de mexilhão e percebes, alface do mar". Não só estava lindo, como os sabores eram perfeitos. Frescos e a trazer sabores e memórias do mar. A cavala estava de tal forma fantástica que não apetecia parar de comer.

 

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Já a minha mulher optou pelo "Polvo assado, romesco, casca de batata, alcaparras, paprika fumada". E que bom que estava...

 

Para pratos principais:

 

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Salmonete, caldeirada, xerém, salicórnia - Cores lindas e sabores incríveis. 

 

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Lombo de tamboril, flor de courgette, caril verde, leite de coco, camarão da costa. Um dos pratos que mais queria provar e que não desiludiu. Bem pelo contrário. Texturas diferentes e combinações de sabores e intensidades em plena harmonia.

 

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Para sobremesa, resisti a não escolher a "bomba" e optei pela sobremesa do menu "Costa a costa" - Mar e citrinos. Pelo nome, tive algum receio que me acontecesse o mesmo que aconteceu no LOCO, mas estava bem enganado. Apesar dos nomes e ingredientes, esta é uma verdadeira sobremesa e é deliciosa. 

 

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Já a minha mulher escolheu "Manga, maracujá, coco e sésamo preto". Excelente!

 

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Para terminar, as mignardises:

Profiterole de Alcaçuz 

Pastel de nata (perfeito!)

Trufa de chocolate

 

Notas finais:

O serviço está cada vez melhor. Mais empregados, maior cuidado ainda no serviço, e óptimo tempo de espera ao longo da refeição. Com exceção da sobremesa, que demorou muito tempo a ser servida, em comparação com o resto do menu. Mas Henrique Sá Pessoa está no bom caminho no que toca ao serviço.

 

A apresentação de todos os pratos é maravilhosa. É costume dizer-se que também se come com os olhos, e no Alma ninguém sai desiludido com a beleza dos pratos.

 

Por fim, reitero aquilo que já aqui afirmei. Se o Alma não receber a sua primeira estrela este ano, será uma tremenda injustiça. Seja como for, para nós o Alma já tem uma estrela, e daquelas bem brilhantes.

 

Mais uma vez, muitos parabéns pelo excelente trabalho e obrigado por toda a atenção e simpatia.

Restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa (2ª visita)

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Este post estava "na gaveta" há quase quatro meses, mas, mesmo com atraso, não podia deixar de publicá-lo. E porquê? Porque este restaurante merece.

 

Se é verdade que depois de lá termos ido pela primeira vez (como escrevi aqui) saímos bastante satisfeitos, da segunda vez saímos deslumbrados. O Chef Henrique Sá Pessoa está de parabéns. O Alma é praticamente perfeito e tem tudo para alcançar a tão desejada estrela (ou estrelas).

 

Se quiserem ver fotos do restaurante, ou saber mais informações, vejam aqui o que escrevi da primeira vez. Neste post, focar-me-ei apenas nos pratos e no Chef que, ao contrário de muitos, não se "esconde" na cozinha e, quando aparece, não vem de nariz empinado. Bem pelo contrário. Sabendo que já não era a nossa primeira visita, o Chef Henrique Sá Pessoa serviu-nos pessoalmente as entradas e pratos principais e, no fim, quando viu que nos íamos embora, fez questão de sair da cozinha, vir ter connosco e falar um pouco. 

 

A sua simpatia e humildade (que já conhecíamos desde os tempos do antigo Alma) fizeram-me lembrar Eneko Atxa, do restaurante Azurmendi (3 estrelas Michelin, sobre o qual escrevi aqui), e é tão bom ver e conhecer profissionais assim.

 

Passando aos pratos:

 

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Couvert com crocante de tapioca com chouriço de porco preto, brandade de bacalhau com sabores de castanha e macaron de cacau e foie gras - tudo delicioso.

 

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Ao qual se seguiu uma tempura de pimentos vermelhos assados para molhar num coulis também de pimentos assados.

 

Antes dos pratos, azeite extra virgem, Alma, de Beja e uma incrível manteiga fumada, para acompanhar dois tipos de pão - broa de milho e pão de Mafra.

 

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Para entrada, escolhemos os dois as "Vieiras com molho romesco batatinha fumada, vinagrete de tinta de choco, crumble de pão seco e pata negra" (€19) e dificilmente poderíamos ter escolhido melhor. Pratos com vieiras não faltam, mas estas estavam surrealmente boas. Vieiras no ponto (claro) e molho e batatas deliciosas. Só esta entrada já vale uma visita ao Alma.

 

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Para prato principal, eu escolhi o "Filete de pescada com alho francês, avelãs, puré de batata e molho hollandaise com dijon" (€27) e como é bom comer um prato de peixe tão magnífico como este... A sério, foi dos melhores pratos de peixe que comi. A pescada com as avelãs, o puré e o molho hollandaise estavam top (como diria o Chef Kiko Martins).

 

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A minha mulher escolheu outro prato perfeito. "Leitão confitado puré de batata doce, pak choi, jus de laranja" (€25) O leitão do Belcanto (2 estrelas Michelin) é muito bom, o do El Celler de Can Roca (3 estrelas Michelin e melhor restaurante do mundo) é incrível, mas este leitão do Chef Henrique Sá Pessoa consegue ser ainda melhor. Nem é preciso escrever mais.

 

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Para sobremesa eu não resisti a pedir a mesma da outra vez - "Bomba de chocolate e caramelo salgado com sorvete de avelã" (€12). Quando se prova algo tão bom, é difícil não repetir.

 

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A minha querida mulher variou, e não ficou defraudada, bem pelo contrário. "Laranja e amêndoa gelado, biscoito, curd e emulsão de amêndoa amarga" (€10). Ainda hoje pensa naquela sobremesa, e penso que isso mostra bem como é boa.

 

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Para terminar em beleza, as mignardises, com destaque especial para os "pastéis de nata" (que bem podiam ser postos à venda em caixas).

 

Em jeito de resumo, serviço irrepreensível. E, como tal, nota (quase) perfeita.

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 10

Serviço (25%) - 9,8

Ambiente (25%) - 9,5

Pontuação final - 9,825

 

Mais uma vez, parabéns Chef. Regressamos dentro de dias.

Conclusões gastronómicas de 2015

A surpresa (nacional)

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Ferrugem, Portela (Vila Nova de Famalicão) 

 

A certeza

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Eleven, Lisboa

 

O melhor (nacional)

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Alma, Lisboa

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The Yeatman, Vila Nova de Gaia

 

A desilusão (nacional)

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L'And, Montemor-o-Novo

 

A surpresa (internacional)

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Bodega 1900, Barcelona

 

O melhor (internacional)

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El Celler de Can Roca, Girona

 

A desilusão (internacional)

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Osteria Francescana, Modena

O novo Alma, de Henrique Sá Pessoa

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Desde o encerramento do restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa, em Santos que ansiava pela reabertura do mesmo. Foram muitas as vezes em que procurei nas redes sociais e internet por informações sobre o novo projeto, mas tudo o que encontrava era que o Alma ia reabrir, só não se sabia quando.

 

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Quando saiu, finalmente, a notícia de que já havia local e data prevista, vibrei com a ideia de poder voltar a um restaurante de Henrique Sá Pessoa (sem contar com o Cais da Pedra, sobre o qual já escrevi aqui), e não demorei muito a fazer a reserva para uma mesa.

 

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Só entre nós, as expectativas não podiam ser maiores. Henrique Sá Pessoa é um dos melhores Chefs nacionais, a nova localização prometia e as primeiras pessoas a provar os pratos teceram os maiores elogios.

 

Por isso, quando cruzei as portas do novo Alma, estava convicto que ia ter uma das refeições do ano. E, o melhor de tudo, é que as expectativas até foram ultrapassadas.

 

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Comecemos pela localização - Rua Anchieta, no prédio da "Vida Portuguesa" e tendo como vizinhos o "Largo" e o "Belcanto". Dificilmente poderia haver melhor localização e vizinhança. Valeu a pena o tempo de espera para conseguir arranjar um lugar assim. Até porque é esta mesma localização que permite que o restaurante tenha uma aura diferente, com um pé direito alto e colunas e arcos em pedra.

 

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A decoração, simples e elegante, ficou espetacular. Nota para as maravilhosas mesas de madeira, para as bonitas cadeiras (apesar de ligeiramente desconfortáveis), para os candeeiros e grande "garrafeira", à vista de todos, tal como a cozinha, com a mesa de empratamento virada para a sala. 

 

 

Tudo está lindo, sem esquecer os pormenores do serviço (Cutipol) e dos copos.

 

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A juntar a um espaço tão elegante, nada melhor do que um bom serviço. Todos os empregados foram extremamente simpáticos e educados, mostrando-se disponíveis para esclarecer dúvidas e primando sempre pelo cuidado ao dispor os talheres na mesa e servir os pratos. Não é perfeito, e percebe-se que ainda tem de amadurecer um pouco, mas parece ir pelo bom caminho. 

 

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Passando à comida, por agora só são servidos jantares, mas está prevista a abertura do Alma para almoços já em dezembro. Tanto existe serviço à carta, como menus de degustação, tendo, para esta primeira vez, optado pela carta (interessante, com boa variedade e preços expectáveis).

 

Antes das entradas, foi servido o couvert. E posso desde já adiantar que este foi dos melhores couverts que alguma vez provei. Henrique Sá Pessoa confessou recentemente que o couvert era um dos "problemas" do antigo Alma, por isso esmerou-se neste. E, quanto a isso, não temos qualquer dúvida, sendo o novo couvert do Alma apenas semelhante (em qualidade e segundo a nossa experiência) ao servido no Roca Moo, dos irmãos Roca, em Barcelona. 

 

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A primeira parte do couvert (magnificamente apresentado num tabuleiro feito à medida) é composto por um:

 

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Crocante de tapioca com chouriço de porco preto - tão bonito quando estaladiço e delicioso.

 

Brandade de bacalhau com sabores de castanha - não só fez recordar o Roca Moo, em Barcelona, como nos deixou rendidos ao sabor e textura da brandade. Melhor era impossível.

 

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Macaron de cacau e foie gras - a prova de que até pessoas que nem conseguem conceber a ideia de comer foie gras (caso da minha querida mulher) podem adorar pratos com foie gras, e como, afinal, o chocolate combina com foie gras. Perfeito.

 

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Depois de tamanha perfeição, seguiu-se uma tempura de pimentos vermelhos assados para molhar num coulis também de pimentos assados. Surpreendente, crocante, suave e intenso.

 

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Ainda não refeitos de tamanha qualidade, foi servido um azeite extra virgem, Alma, de Beja e uma incrível manteiga fumada, para acompanhar dois tipos de pão - broa de milho e pão de Mafra - que apenas pecaram pela pouca variedade.

 

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Num restaurante como o Alma, eram expectáveis, pelo menos, quatro tipos de pão, sendo que alguns deveriam ser mais elaborados. Não me refiro a um pão de plâncton, mas algo com frutos secos ou azeitonas resultaria bem. Não é nada de grave, mas esta é a altura certa para acertar alguns pormenores.

 

Para entradas, escolhemos:

 

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Cenouras assadas, queijo de cabra, bulghur de frutos secos, azeite de cominhos €16,00

 

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Canneloni de sapateira e salmão, sabayon de marisco, estragão e salicórnia €17,00

 

E aqui a perfeição desvaneceu-se. Pelo menos para a minha mulher, que não conseguiu comer o prato das cenouras, devido aos intensos sabores relembrando a cozinha marroquina, nem os canneloni, por serem demasiado enjoativos, motivando a vinda do Chef (não o Chef Henrique, que naquela noite estava em terras algarvias) à nossa mesa. Depois de querer entender o porquê da recusa em comer os pratos, pediu muitas desculpas e disponibilizou-se para trazer uma nova entrada, que agradecemos, mas recusámos. Atitude certeira e mais do que louvável. 

 

Mas se a minha querida mulher não gostou das entradas, já eu adorei. As cenouras (que não tinham um sabor muito intenso), combinavam lindamente com o intenso queijo de cabra e com o "exotismo" do bulghur de frutos secos. Muito bom.

 

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Por sua vez, o recheio dos canneloni de sapateira e salmão era muito saboroso (apesar do sabor do salmão ficar ligeiramente anulado), e o sabayon de marisco era do outro mundo. Podiam trazer-me um copo de sabayon que eu bebia com gosto.

 

Após alguma desilusão, tudo voltou a ficar bem com os pratos principais.

 

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Calçada de bacalhau, puré de cebola, gema de ovo, €25,00 - mais uma reintrepretação do bacalhau à Brás, com um "Brás" de bacalhau sobre o qual repousava uma gema cozida a baixa temperatura (para rebentar pelo cliente), tapada por finas fatias de bacalhau e apontamentos de azeitona, fazendo recordar a tão típica calçada portuguesa.

 

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A acompanhar, um puré de cebolada e um gel de salsa. Todos os ingredientes certos, num prato excelente.

 

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Entrecôte de novilho, mousseline de aipo, pickle de beterraba, molho barbecue, €27,00 - o rei deste prato era o entrecôte de novilho, servido no ponto e com um sabor intenso, que deixava água na boca. A mousseline de aipo (muito agradável) e os pickles de beterraba conferiam um toque certo ao prato.

 

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Como pré-sobremesa, e limpa palatos, foi servido um incrivelmente saboroso e refrescante gelado de manjericão, acompanhado por uma fatia de ananás desidratado, esferas de ananás macerado e folhas de poejo. 

 

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Para terminar em beleza, uma tarte Tatin de pêra em mil folhas, que antes de ser servida vai ao forno por oito minutos e é acompanhada por um gelado de baunilha e cardamomo, €10,00. Deliciosa. 

 

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Houve ainda espaço para uma Bomba de chocolate e caramelo salgado com sorvete de avelã, €12,00. A bomba é uma espécie de mousse de chocolate negro, com um recheio de caramelo salgado. O segredo, é combinar tudo no prato. E o resultado é de ir ao céu. 

 

Como nota final, não podia deixar de mencionar a beleza de todos os pratos. Dá gosto comer pratos tão bem apresentados e com sabores tão incríveis. A continuar assim, aposto numa estrela já no próximo guia Michelin.

 

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Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9,8

Serviço (25%) - 8,8

Ambiente (25%) - 9,4

Pontuação final - 9,45

Restaurante Cais da Pedra, Lisboa

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É um dos nossos restaurantes preferidos em Lisboa, a escolha acertada para comer os melhores hambúrgueres, o serviço é eficiente e simpático, o restaurante é bonito e tem uma excelente vista para o rio Tejo.

 

Se ainda não ficou convencido, posso acrescentar que o responsável pelo restaurante Cais da Pedra é o talentoso Chef Henrique Sá Pessoa, do extinto Alma, e que a ementa, essencialmente composta por hambúrgueres, também contém outras opções.

 

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Em relação aos hambúrgueres, a estrela da casa, a carne é de alta qualidade e excelente sabor e as batatas fritas com casca a acompanhar dificilmente poderiam ser melhores.

 

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Uma das minhas escolhas habituais é o Bacon & ovo - hambúrguer, barriga de porco fumada, ovo estrelado, queijo cheddar, maionese de alho, alface, tomate e cebola caramelizada.

 

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Para quem acha que o pão é um elemento a mais nos hambúrgueres, também existem as variedades servidas no prato, como este delicioso Florentine - hambúrguer, espinafres, cogumelos, ovo escalfado e molho holandês.

 

Antes da parte doce, destaque especial para o couvert composto por pão morno, azeite, azeitonas e croquetes, e para a limonada que a minha querida mulher tanto adora.

 

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Passando então às sobremesas, o carpaccio de ananás e a mousse de chocolate são de chorar por mais.

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Uma excelente escolha para um delicioso almoço ou jantar.

Ingrediente Secreto, Henrique Sá Pessoa

 

Um Chef normalmente conquista-nos com os sabores dos seus pratos, com a criatividade apresentada na sua confeção e apresentação, com a qualidades dos produtos utilizados, mas também com a sua humildade e simpatia, tal como Henrique Sá Pessoa.

 

Sou um admirador do seu trabalho, dos pratos que já pude experimentar, dos restaurantes que gere, dos programas de televisão que vai apresentando e do seu livro de culinária com as receitas do programa - Ingrediente Secreto.

 

O sucesso do livro e programa já deu origem a mais do que um volume, mas hoje escrevo sobre o primeiro, que reúne 78 receitas originais, repletas de dicas que nos ajudam a cozinhar melhor. Já passei do livro para a minha cozinha várias das receitas apresentadas, e são verdadeiramente deliciosas.

 

Como não podia deixar de ser, o livro está dividido por ingredientes: batata, cogumelos, chocolate, curgete, espargos, arroz, cebola, beringela, massa, frutos secos, salmão, frutos vermelhos e queijo.

 

Um dos pormenores mais interessantes deste livro, é que muitas das receitas incluem códigos para visionamento das mesmas no seu telemóvel ou tablet. Ideia extremamente inteligente e útil, que ajuda a fazer deste livro um must have nas nossas prateleiras de livros de culinária.

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