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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

18
Set17

Os 11 pratos mais arrepiantes do mundo (Proibido para os mais sensíveis!)

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O post que se segue pode ser desconfortável para os mais sensíveis.

Se for o seu caso, não leia.

 

 

07
Set17

Vila Joya (2 estrelas Michelin) - Valeu a pena regressar ao Paraíso?

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Depois de termos visitado o Vila Joya em 2014 (na altura considerado como o 22º melhor restaurante do mundo pela “The World’s 50 Best Restaurants”) - post aqui - e de termos gostado tanto da experiência, estava na hora de regressar ao paraíso. Ou melhor - a casa.

 

 

28
Ago17

A loucura de uma reserva no The Fat Duck (e a opinião do Chef sobre os €400 por pessoa)

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O destino gastronómico internacional 3 estrelas Michelin deste ano já estava escolhido. Depois de em 2014 termos ido ao Azurmendi, em Larrabetzu, Espanha, em 2015 à Osteria Francescana, em Modena, Itália, e El Celler de Can Roca, em Girona, Espanha, e em 2016 ao DiverXO, em Madrid, Espanha, tínhamos decidido ir ao Fäviken, em Järpen, Suécia. Local totalmente inóspito, comida muito diferente daquilo a que estamos habituados, uma viagem previsivelmente espetacular pelo meio da neve...

 

 

21
Ago17

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

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Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

16
Ago17

Esporão - Melhor experiência 2016

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Nalguns casos, ir a um restaurante não é só sentar numa mesa e esperar que a comida chegue. No caso do Azurmendi (*** Michelin), por exemplo, antes da refeição há um passeio pelo exterior do restaurante, e é ainda aí que começa a refeição. No DiverXO (*** Michelin), submergimos no mundo louco de Dabiz Muñoz, que se faz representar pelo espaço, empregados, e teatralidade existente.

 

No caso do Esporão, restaurante da Herdade do Esporão e sob a batuta de Pedro Pena Bastos, há todos os anos uma altura em que os clientes são convidados a participar numa experiência muitíssimo interessante, seguida de almoço especial no restaurante. E foi essa experiência, em 2016, que é agora eleita por nós como a melhor experiência gastronómica de 2016 - As vindimas no Esporão.

 

Tudo começou com um café de boas vindas no alpendre do restaurante, com vista para as vinhas, ao qual se seguiu uma curta viagem de carrinha até às vinhas, onde tivemos a oportunidade de "ajudar" os muitos funcionários que lá trabalham. Todos de uma simpatia extrema.

 

Após a vindima, e com algumas uvas provadas, foi tempo de visitar as caves e adegas, provando alguns dos vinhos da Herdade.

 

Seguiu-se, por fim, um almoço delicioso ao qual já nos habituámos, onde não faltaram os vinhos do Esporão, como não podia deixar de ser.

 

Este ano a experiência repete-se. Se quiserem saber mais, é só consultar o site da Herdade e ver tudo sobre o programa.

03
Ago17

A eventual força de um post

Só entre nós

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Ontem escrevi um post, que não queria escrever, sobre a minha má experiência no restaurante o Nobre no Campo Pequeno, da Chef Justa Nobre.

 

Em poucos minutos, começaram a aparecer comentários em todas as redes sociais e no blog. Todos a darem-me razão. A lamentar a falta de qualidade. O mau atendimento. O snobismo existente. Os preços excessivos face à qualidade apresentada. No fundo, a desilusão. E, aparentemente, não é algo recente. Há quem já tenha tido a mesma má experiência há uns anos.

 

As visualizações começaram a ganhar números incríveis e, em 24 horas, o blog foi visitado por 15 mil pessoas por causa do post. Repito, 15 mil num dia.

 

Escrevi o post sem o querer escrever, mas depois de tantas visitas, comentários, partilhas e agradecimentos pela "coragem", pelo trabalho, imparcialidade, e por chamar a atenção de algo que está mal, percebo que nunca mais devo hesitar. 

 

Não desejo o mal do restaurante, da equipa ou da Chef. Mas espero que este singelo blog consiga pelo menos mudar algo num restaurante que, em princípio, tinha tudo para ser ótimo, mas que está longe de o ser. Duvido que isso aconteça, mas nunca se sabe. 

02
Ago17

Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

Só entre nós

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Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

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A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

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Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

22
Jul17

O melhor restaurante do mundo é... português!!

Só entre nós

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A conceituada revista Monocle elegeu o Bistro 100 Maneiras como o melhor restaurante do mundo. 

 

Parabéns ao Chef Ljubomir Stanisic e a toda a sua equipa. É um feito incrível! Segue a lista dos 10 melhores restaurantes do mundo segundo a Restaurant Awards 2017:

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19
Jul17

Restaurante dentro da prisão foi eleito o melhor restaurante de Londres!!

Só entre nós

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O restaurante The Clink, situado dentro de uma prisão do Sul de Londres (HMP Brixton), foi eleito pelos utilizadores do TripAdvisor como o melhor restaurante de Londres. 

 

Aberto em 2009 em HMP Brixton, o restaurante foi considerado o melhor numa lista de 18 mil restaurantes. Recebeu 5 estrelas e tem 97% de reviews como "excelente" ou "muito bom".

 

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O menu é composto por 3 pratos, custa £30 e representa a gastronomia moderna britânica, com influências mediterrâneas (exemplo de menu). 

 

Cerca de 30 prisioneiros trabalham 40 horas por semana no restaurante e estudam para concluir um curso na área, reconhecido a nível nacional. 

 

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O objetivo deste interessante projeto é providenciar aos presos educação e experiência nesta área, tentando facilitar a integração social pós prisão e reduzir as possibilidades de ser cometido um novo crime. 

 

Segundo um estudo recente, aqueles que trabalham no restaurante têm 41% menos probabilidades de voltar a cometer um crime. 

 

A empresa responsável pelo projeto tem ainda restaurantes em mais 3 prisões no Reino Unido, sendo que todos alcançaram igualmente o primeiro lugar nos tops dos restaurantes de cada área.

 

Este projeto não é único no Reino Unido, havendo também um restaurante de fine dining numa prisão em Milão.

 

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Fica a sugestão para fazerem o mesmo em Portugal.

 

Saibam mais sobre o restaurante aqui. E atenção que se estiverem a pensar reservar uma mesa, leiam bem as FAQ antes da reserva. Existe um grande número de regras de segurança (e não só) que têm de ser cumpridas, uma vez que o restaurante fica, efetivamente, dentro da prisão. E, já agora, só podem entrar no restaurante maiores de 18 anos. 


Fonte

05
Jul17

Está tudo louco na estrela Michelin Alentejana

Só entre nós

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As minhas experiências no L'And, o único restaurante com um estrela Michelin no Alentejo, nunca foram extraordinárias (último post aqui). 

 

Mas a reconquista da estrela dava curiosidade em ir ver como estava entretanto o serviço e a criatividade na cozinha. 

 

Telefonei para lá e fiquei a saber:

  • que o restaurante não está aberto para o público todos os dias;
  • e que mesmo nos dias em que supostamente está aberto, depende da ocupação do hotel onde está inserido o L'And.

 

Em concreto, foi-me dito que no dia que queria ir o restaurante supostamente estaria aberto, mas como o hotel estava com quase todos os quartos reservados, não podiam aceitar reservas para o restaurante por parte de não hóspedes. Tinham de ter mesas disponíveis para os hóspedes.

 

Mais fiquei a saber que para aquele dia ainda não havia reservas de hóspedes para o restaurante, mas podia vir a haver, por isso não dava para mim. 

 

Ou seja, no L'And preferem passar um dia inteiro com a sala praticamente vazia, para poderem ter mesas para hóspedes que não sabem se querem ou não comer lá, em vez de garantirem logo casa cheia com quem quiser reservar. 

 

Não sei se os responsáveis pelo L'And estão loucos, ou se eu que estou errado, mas sei que por mim não contam comigo para lá voltar. Principalmente depois de ouvir:

"Faça assim. Vá telefonando para saber como está a ocupação do hotel e assim pode ser que consiga um dia para cá vir comer."

 

Começo a recear que isto se alastre aos outros restaurantes de hotéis (se é que já não acontece algo semelhante noutros locais). É que bloquear mesas para hóspedes, até faz sentido. Mas bloquear uma sala inteira já é demais.