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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Mais de 40 crianças adotadas foram devolvidas num ano

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Mais de 40 crianças adotadas foram devolvidas num ano

Das 43 crianças, duas tinham problemas graves de saúde e seis problemas ligeiros, todas as outras era saudáveis.

Notícia aqui.

 

Tão triste... É claro que ninguém pode ser obrigado a nada, mas voltar a ser abandonado, depois de já se ter sido abandonado pelos pais biológicos... Não quero entrar em grandes polémicas, até porque não sei o que se passou em cada caso. Até podem ter sido algumas crianças que não se deram bem com os pais adotivos e quiseram regressar (ou inviabilizaram uma relação). Não sei. Mas sei que é uma situação horrível.

Quando é que vai nascer o bebé? Não faço ideia!!

 

Dica: Se não querem que se vá visitar um bebé, e respetivos pais, quando ele nasce, basta dizer isso mesmo. Se os outros ficarem ofendidos, paciência. Numa altura tão difícil como aquela a seguir a um parto (principalmente nos casos de primeiros filhos) em que os pais ainda se estão a adaptar ao filho e o filho aos pais e ao mundo, é normal que não se goste de ter visitas a entrar constantemente pelo quarto. Avisem com antecedência e digam algo como: agradecemos a compreensão, mas teremos todo o gosto em recebê-los quando já estivermos em casa e tiverem passados alguns dias da saída do hospital.

 

Muito pior, mas mesmo muito pior, é tentarem ignorar questões feitas a propósito do nascimento do bebé. Aliás, tentarem ignorar por completo qualquer questão relacionada com o parto. Mesmo que faltem apenas alguns dias para a data prevista.

 

Responder que não sabem quando é que o bebé vai nascer, ou até que não fazem a mínima ideia, ou que isso não interessa, é de loucos! Para além de uma falta de respeito por quem até está educadamente a perguntar. Custa muito dizer que em princípio faltam x dias ou x semanas? Um bebé pode nascer a qualquer momento, todos sabem disso, mas há uma data prevista. E fazer de conta que a ignoram é fazer os outros de parvos, apesar de serem eles quem está a ser parvo.

 

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O divórcio está banalizado???

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Na semana passada fiquei a saber que mais um casal da minha família se vai divorciar (já são mais os divorciados do que aqueles que continuam casados com o mesmo companheiro de sempre).

 

Ele traiu-a, ela desconfiou, ele confessou e entre a mulher e amante escolheu a amante. (Sim, foi uma escolha dele. Seria normal que face a uma traição a mulher não o quisesse mais, mas neste caso não é assim).

 

História já vista e revista, tanto na realidade como na ficção.

 

O mais surreal para mim é que os filhos não ficaram incomodados com a situação (todos na casa dos 30). Acharam normal.

 

"O pai está apaixonado."

"Ele está mais feliz com a outra."

"Se ele não estava feliz já deveria ter ido embora há mais tempo."

 

A sério?? O divórcio é assim tão comum que já se tornou banal? Algo normal que acaba por acontecer mais cedo ou mais tarde?

 

Não interessa se o pai traiu a mulher com quem estava há mais de 30 anos? Não interessa se andou a traí-la por largos meses? Não interessa que a mãe fique agora sozinha?

 

Pode dar ideia que os filhos não gostam da mãe, mas não é nada disso. Parece-me que nem tomaram um lado. Simplesmente aceitaram esse facto com total normalidade.

 

Mas será que isso é bom? É evidente que é muito melhor do que haver grandes dramas e sofrimento, mas não quererá dizer algo?

 

Será que o casamento deixou de ser encarado como algo para uma vida?

 

Eu não entendo que um casal tem de ficar junto toda a vida independentemente de gostarem ou não do outro. Eu não defendo que um casamento se deva manter por causa de filhos. E considero que é muito melhor terminar uma relação do que andar um dos membros do casal a trair o outro.

 

Mas é esta aparente banalização que me incomoda...

 

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Quando é que... me deixam em paz?!?

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Este post é escrito na primeira pessoa, mas tenho a certeza absoluta que este "drama" é comum a muitas pessoas.

 

Quando era criança, recordo-me de perguntarem frequentemente:

E namoradinha? Já tens uma namorada?

 

Quando era adolescente, a mesma pergunta:

Então e namorada?

 

Já com namorada:

Então e para quando é o casamento?

 

Após o casamento:

E filhos? Para quando?

 

Vários anos após o casamento:

Filhos? Então? Quando é que vem um bebé?

 

Quando finalmente nasce o bebé:

Então e um irmãozinho? Já está na altura de pensarem noutro filho. Dois é que é.

 

E que tal deixarem-me em paz? Era boa ideia, não era? Que mania é esta que as pessoas têm de viver obcecadas com a vida dos outros? O que é que lhes interessa se X tem namorada, se vai casar ou tem filhos? O que é que aconteceu para sentirem todos que têm algo a dizer na vida dos outros?

 

Tenho a sensação que todas estas perguntas, para além de revelarem uma tremenda cusquice e falta de educação, também demonstra que não têm nada de jeito para dizer. Por isso, e que tal se fechasse a boquinha? É que se é para fazer estas perguntas tolas sobre a vida dos outros, então estejam calados.

 

Ainda por cima eu tenho a certeza que isto é uma bola de neve. Após o quinto filho de certeza que viria:

Então e o sexto? Meia dúzia? Que tal?

 

E isto nunca vai ter fim. Um familiar meu já chegou a perguntar-me se o meu filho, que ainda nem tem dois anos, já tinha namorada. A sério?

 

E não me venham dizer que é brincadeira, porque não é.

 

Parece-me que a única alternativa é passar ao ataque com a mesma arma. Deixo algumas sugestões:

Então e um segundo filho?

E porque é que não teve um segundo filho?

 

Quando é que se casam?

Quando é que se divorciam?

 

Já tens namorada?

Já tem amante?

 

É capaz de resultar...

Vou ter um cão! Dicas ou conselhos?

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Se tudo correr bem, no início de outubro a nossa família vai contar com mais um membro - um basset hound - e finalmente vou poder concretizar um sonho que tenho desde criança. Sei bem o trabalho e despesas extras que vamos ter, mas acredito que o amor e alegria que ela (é uma menina) nos vai dar compensará as dores de cabeça. E poder ver a reação do meu filho, que é loucamente apaixonado por cães, vai ser extraordinário.

 

Como será a primeira vez que vou ter um cão, quais os conselhos ou dicas que têm para nos dar?

 

Obrigado!

Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

 

Por Eli Rosenberg

06 de julho de 2016

Tradução da minha autoria

Original aqui

 

À primeira vista, parece um lugar estranho para deitar um bebé: pouca roupa de cama e um mini saco de dormir dentro de uma caixa de cartão.

 

Ainda assim, é este o primeiro lugar onde muitos bebés Finlandeses deitam as suas cabecinhas. E acredita-se que este simples berço é responsável por a Finlândia ter atualmente uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil no mundo - 2,52 a cada 1000 nascimentos, menos de metade da taxa nos Estados Unidos da América.

 

Na Finlândia todas as futuras mães recebem uma "caixa bebé", mas existe uma condição. Para receber essa caixa, as futuras mães têm de fazer exames médicos durante os primeiros quatro meses de gravidez.

 

Todos os anos o Governo dá aproximadamente 40.000 caixas que trazem roupa de cama e cerca de outros 50 produtos para bebé, incluindo roupas, meias, um casaco quente e até um gorro para suportar o gelado frio nórdico. (As futuras mães que não precisarem de todos estes produtos podem optar por receber €140,00).

 

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O pacote de produtos que vem dentro da caixa contem roupa de verão e inverno, fraldas, brinquedos, um termómetro e outros produtos úteis para o primeiro ano de vida do bebé.

 

Este programa começou no final dos anos 30, quando cerca de 1 em cada 10 bebés morria na Finlândia durante o seu primeiro ano de vida. As caixas eram uma forma barata de encorajar as mulheres a pôr de lado os velhos hábitos e consultarem um médico durante a gravidez. Por outro lado, as caixas também serviam como um lugar seguro fora da cama dos pais para os bebés dormirem, em casas onde apenas havia mobiliário rudimentar.

 

A Finlândia também oferece uma considerável proteção para os pais dos bebés: mais de 10 meses de licença paga e a garantia de que quem quer que fique em casa com o bebé poderá regressar ao seu trabalho quando quiser até o filho fazer 3 anos. 

 

Existem esforços para alargar a ideia da "caixa bebé" a um público maior. Recentemente um hospital em Londres começou a dar as caixas ainda numa fase de teste. No Minnesota, uma organização sem fins lucrativos distribuiu as caixas por famílias carenciadas, motivando o debate entre as entidades estatais. Um estudante de Harvard criou uma organização para distribuir caixas semelhantes no Sul da Ásia.

 

"Quando sais do país, apercebes-te que, "wow", nem todos os países têm uma "caixa bebé", disse Sanna Kangasharju, que trabalha na Embaixada da Finlândia em Washington.

 

"É um sistema muito eficiente".

O meu bebé de 8 meses lê Shakespeare... em Hebraico

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O meu filho tem 8 meses. E sabe ler? Claro que sim, pfff! Adora Fernando Pessoa, e todos os seus heterónimos. Saramago já não o cativa, e agora anda encantado com Shakespeare. Mas prefere ler as edições em Hebraico. É que em Inglês antigo é demasiado previsível.

 

E sabe escrever? Que estupidez de pergunta... Com 5 meses transcreveu a Bíblia, antigo e novo testamento, numa semana (o que muito me preocupou, porque com 5 meses o máximo aceitável para transcrever tudo seriam 2 dias), e agora está cismado com a obra de Florbela Espanca, estando a produzir dez sonetos por dia.

 

Já tem dentes? Com 8 meses? Mal seria se não tivesse... Já os tem e já são os definitivos. E nem perguntem sobre a comida, porque com os dentes todos não aceita papa ou sopa. Adora é um belo joelho de porca e rosbife!

 

E anda? Não. Corre! Inscrevi-o no mês passado no SLB (orgulho!) como ultramaratonista, e anda a treinar para a sua primeira ultramaratona que é já para a semana. Ainda ontem fez 150 km, ao pé coxinho. Parece-me que vai pelo bom caminho.

 

E já sabe o que quer fazer quando for grande? Está ainda um pouco hesitante, o que me tem deixado nervoso. Já era altura de ter tudo definido. Mas pronto, anda a dedicar 15 horas por dia ao estudo, e penso que daqui a 2 meses (e já estou a ser pessimista) deve ter concluído o seu doutoramento em coluna e mestrado em engenharia nuclear. O resto logo se vê, mas espero que não demore muito para poder passar a assinar os seus e-mails com as iniciais PHD, MD, DR e VXFGZAAJ2.

 

Isto tudo para comentar a estupidez de guerra que é travada por tantos pais, que só querem que os seus filhos sejam génios e, acima de tudo, muitíssimo melhores do que todos os outros, teimando em perguntar diariamente sobre os avanços e conquistas dos filhos dos outros, ao mesmo tempo que vão comentando como os seus filhos fizeram isso tudo, e mais um par de botas, bem mais cedo.

 

Sabem o que vos digo? Cresçam e deixem de ser crianças!

We love sex

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O meu filho adora ver vídeos de bonecos específicos para bebés e crianças no Youtube (como penso que a maioria gosta hoje em dia) e é capaz de ficar longos minutos tranquilo a ver a bonecada, o que me permite ir fazendo algumas coisas sem ter de estar constantemente a prestar-lhe atenção.

 

De vez em quando apercebo-me que o som do vídeo já não é normal e percebo que está a dar publicidade. Normalmente ele não se queixa, e vê aquilo como se fossem os bonecos normais, mas sempre que posso vou lá cancelar o anúncio. Se pus o iPad à sua frente foi para que visse os ratinhos e os patinhos a andar de um lado para o outro, e não publicidade a manteiga ou carros. Seja como for, é publicidade inofensiva, e logo a seguir voltam os bonecos. O problema é que nem sempre é assim.

 

Há uns dias comecei a ouvir uma música e percebi que já era publicidade. Espreitei para o iPad e vi que eram uns bonecos a cantar todos satisfeitos, pelo que decidi deixar tocar. Até estava dentro do tema da bonecada, concluí.

 

Qual não foi o meu espanto quando começo a ouvir “We love sex” repetidamente. Voltei imediatamente para o pé do meu filho e fico a ver o anúncio com ele. Os bonecos, inicialmente “inofensivos”, estavam acompanhados por bonecas em lingerie e todos cantavam “We love sex and rock and roll”. Quando uma boneca praticamente despida começou a dançar num varão decidi parar com o anúncio.

 

É evidente que para o meu filho de 7 meses é indiferente ver aqueles bonecos ou patinhos, ou ouvir “We love sex” ou qualquer outra coisa. Mas e os miúdos mais crescidos?

 

Não estou a ser puritano nem nada do género, mas faz algum sentido não proibir/evitar determinado tipo de anúncios em vídeos específicos para crianças?

 

Custará assim tanto adequar a publicidade ao vídeo em questão?

 

Penso que não.

 

Nota final: acabei por nem perceber qual a marca publicitada.

Balanço de fim de ano

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Para mim todos os finais de ano são nostálgicos. Este não é exceção. Acabo sempre por fazer um balanço da vida que vivi no ano que passou. E fico sempre assustada com a perspetiva de todo um novo ano para encher, com tudo aquilo que de bom e mau nos pode trazer um novo ano. É evidente que isto faz pouco sentido, porque a cada dia que passa passou um ano sobre o ano que vivemos desde que esse dia aconteceu no último ano. Quando muito, poderíamos falar em ano novo quando celebramos o nosso aniversário...

 

Mas, enfim, para mim, o fim de cada ano civil implica um balanço e planos para o novo ano. Em relação a 2015, foi um ano incrível! Foi maravilhoso porque comecei o ano com um bebé de 10 cm na barriga, pude conhecê-lo a meio do ano e agora já o tenho aqui, junto a mim, sentado no chão a brincar, sempre com aquele sorriso fácil que me derrete o coração... Claro que, entretanto, viajámos, fomos aos dois melhores restaurantes do mundo (aqui e aqui) e a outros tantos igualmente bons ou menos bons, mas perante a gigantesca mudança que aconteceu nas nossas vidas com o nascimento deste filho tão desejado, o resto da vida passou a ser secundário!

 

E depois deste ano tão preenchido, o que esperar de 2016? Certamente não espero tanto como há um ano esperava de 2015. Mas, por outro lado, entro no novo ano mais tranquila do que há um ano. Com menos incertezas e menos medos. Com a vida mais preenchida e o coração mais cheio. E apenas espero que possamos, juntos, continuar a viver felizes como temos sido e que a cada novo dia vejamos o nosso filho crescer saudável e feliz.

 

Bom ano novo para todos!

A TAP e os bebés

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Gosto da TAP. Talvez por ser portuguesa, por estar associada a boas recordações de infância, por nos fazer sentir em casa assim que entramos no avião, mesmo que a milhares de quilómetros do nosso país... E a verdade é que nunca tive grandes razões de queixa. Mas nunca tinha viajado com um bebé. Confesso que fiquei desiludida.

 

Não esperava uma passadeira vermelha, mas as minhas expectativas eram de um tratamento mais cuidadoso. Começa logo no check-in. Não há prioridade para despachar a bagagem, bem pode o bebé espernear com fome meia hora na fila. Depois, na porta de embarque, há prioridade. Somos os primeiros a mostrar o cartão de embarque e passamos para o belo do elevador que nos deixa à espera do autocarro... Aí acabou a prioridade. Lá vamos nós com o carrinho que temos de carregar para dentro do autocarro. Já lá dentro, esperamos (sentados, vá lá!) que o autocarro encha até não caber nem mais uma sardinha dentro da lata. Quase é o bebé que leva os passageiros da TAP ao colo!

 

Depois segue-se uma bela viagem de autocarro desde a Portela até quase ao Campo Grande... E, à chegada, surpresa! Ainda estão a limpar o avião e ficamos todos fechadinhos no autocarro uns belos dez minutos, até que alguém se sente mal e o motorista decide ceder aos apelos de uma vintena de clientes da TAP e lá abre a porta da frente para podermos respirar ar novo... Quando finalmente pudemos sair e entrar no avião (aleluia!), onde é que já estava a prioridade no embarque? Lá fomos nós de bebé ao colo no meio dos outros escada acima, e toca a esperar que meio avião arrumasse as suas malas de mão e se sentasse, para finalmente chegarmos ao nosso lugar!

 

Já quase a descolar, ainda tivemos de pedir o cinto de segurança para o bebé a uma das hospedeiras, porque ninguém se lembrou de o ir buscar espontaneamente... Ainda bem que já sabíamos que existia! Durante o voo, aí sim, pessoal de cabine muito simpático, sempre a perguntar se estava tudo bem com o bebé, que dormia tranquilamente ao colo do pai...

 

E, à chegada ao destino, a mesma prioridade do costume, esperar pela nossa vez e sair tal qual como se não houvesse bebé nenhum. Felizmente, o carrinho já estava à porta à nossa espera! Nem tudo podia ser mau, não é verdade?

 

Enfim, não passam de peripécias, não houve nenhum atentado nem acidente. Tivemos muita sorte! Mas a TAP não gosta muito de bebés, já ficámos a saber.