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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

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Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

We love sex

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O meu filho adora ver vídeos de bonecos específicos para bebés e crianças no Youtube (como penso que a maioria gosta hoje em dia) e é capaz de ficar longos minutos tranquilo a ver a bonecada, o que me permite ir fazendo algumas coisas sem ter de estar constantemente a prestar-lhe atenção.

 

De vez em quando apercebo-me que o som do vídeo já não é normal e percebo que está a dar publicidade. Normalmente ele não se queixa, e vê aquilo como se fossem os bonecos normais, mas sempre que posso vou lá cancelar o anúncio. Se pus o iPad à sua frente foi para que visse os ratinhos e os patinhos a andar de um lado para o outro, e não publicidade a manteiga ou carros. Seja como for, é publicidade inofensiva, e logo a seguir voltam os bonecos. O problema é que nem sempre é assim.

 

Há uns dias comecei a ouvir uma música e percebi que já era publicidade. Espreitei para o iPad e vi que eram uns bonecos a cantar todos satisfeitos, pelo que decidi deixar tocar. Até estava dentro do tema da bonecada, concluí.

 

Qual não foi o meu espanto quando começo a ouvir “We love sex” repetidamente. Voltei imediatamente para o pé do meu filho e fico a ver o anúncio com ele. Os bonecos, inicialmente “inofensivos”, estavam acompanhados por bonecas em lingerie e todos cantavam “We love sex and rock and roll”. Quando uma boneca praticamente despida começou a dançar num varão decidi parar com o anúncio.

 

É evidente que para o meu filho de 7 meses é indiferente ver aqueles bonecos ou patinhos, ou ouvir “We love sex” ou qualquer outra coisa. Mas e os miúdos mais crescidos?

 

Não estou a ser puritano nem nada do género, mas faz algum sentido não proibir/evitar determinado tipo de anúncios em vídeos específicos para crianças?

 

Custará assim tanto adequar a publicidade ao vídeo em questão?

 

Penso que não.

 

Nota final: acabei por nem perceber qual a marca publicitada.

A TAP e os bebés

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Gosto da TAP. Talvez por ser portuguesa, por estar associada a boas recordações de infância, por nos fazer sentir em casa assim que entramos no avião, mesmo que a milhares de quilómetros do nosso país... E a verdade é que nunca tive grandes razões de queixa. Mas nunca tinha viajado com um bebé. Confesso que fiquei desiludida.

 

Não esperava uma passadeira vermelha, mas as minhas expectativas eram de um tratamento mais cuidadoso. Começa logo no check-in. Não há prioridade para despachar a bagagem, bem pode o bebé espernear com fome meia hora na fila. Depois, na porta de embarque, há prioridade. Somos os primeiros a mostrar o cartão de embarque e passamos para o belo do elevador que nos deixa à espera do autocarro... Aí acabou a prioridade. Lá vamos nós com o carrinho que temos de carregar para dentro do autocarro. Já lá dentro, esperamos (sentados, vá lá!) que o autocarro encha até não caber nem mais uma sardinha dentro da lata. Quase é o bebé que leva os passageiros da TAP ao colo!

 

Depois segue-se uma bela viagem de autocarro desde a Portela até quase ao Campo Grande... E, à chegada, surpresa! Ainda estão a limpar o avião e ficamos todos fechadinhos no autocarro uns belos dez minutos, até que alguém se sente mal e o motorista decide ceder aos apelos de uma vintena de clientes da TAP e lá abre a porta da frente para podermos respirar ar novo... Quando finalmente pudemos sair e entrar no avião (aleluia!), onde é que já estava a prioridade no embarque? Lá fomos nós de bebé ao colo no meio dos outros escada acima, e toca a esperar que meio avião arrumasse as suas malas de mão e se sentasse, para finalmente chegarmos ao nosso lugar!

 

Já quase a descolar, ainda tivemos de pedir o cinto de segurança para o bebé a uma das hospedeiras, porque ninguém se lembrou de o ir buscar espontaneamente... Ainda bem que já sabíamos que existia! Durante o voo, aí sim, pessoal de cabine muito simpático, sempre a perguntar se estava tudo bem com o bebé, que dormia tranquilamente ao colo do pai...

 

E, à chegada ao destino, a mesma prioridade do costume, esperar pela nossa vez e sair tal qual como se não houvesse bebé nenhum. Felizmente, o carrinho já estava à porta à nossa espera! Nem tudo podia ser mau, não é verdade?

 

Enfim, não passam de peripécias, não houve nenhum atentado nem acidente. Tivemos muita sorte! Mas a TAP não gosta muito de bebés, já ficámos a saber.

O meu amor por ti

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Lembro-me bem do momento em que senti, pela primeira vez, um bater forte do coração ao olhar para ti. Percebi, nesse instante, que te amava.

 

Não foi amor à primeira vista o nosso. Nada disso. Não vou dizer que não senti nada ou que não foi especial aquele olhar penetrante e inquieto que me lançaste quando nos conhecemos, mas não nasceu ali uma paixão. Não foi amor à primeira vista o nosso.

 

No fundo, levámos os dois algum tempo a conhecer-nos melhor. Entraste na minha vida de repente. Claro que eu estava à tua espera há já algum tempo, mas nada nem ninguém me tinham preparado de verdade para a tua chegada. Deveria ter sido uma coisa natural, mas não foi. Entraste de repente na minha vida e eu fiquei em choque.

 

Aos poucos, dia após dia, noite após noite, fui-te conhecendo e reconhecendo cada vez melhor. E, aos poucos, foste começando a fazer parte da minha vida. E, assim, devagar, o amor foi surgindo e crescendo. Sem pressas, nem atropelos. E agora, de repente, tudo em ti é especial: o cheiro da tua pele, a doçura do teu olhar, a força dos teus braços, a ternura do teu sorriso. E, assim, a cada dia que passa, em cada olhar que trocamos, o nosso amor cresce e fica mais forte.

 

E hoje, meu filho, estou certa de que o nosso amor não será menor por não ter surgido à primeira vista sob a forma de uma paixão avassaladora. No fundo, poderá até vir a ser mais forte. As ervas daninhas crescem rápido, mas não prestam para nada. Os carvalhos crescem devagar, mas são fortes e duradouros.

Toda a verdade sobre recém-nascidos #1 - A amamentação

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Toda a verdade sobre recém-nascidos #1 A amamentação

 

Bem antes de engravidar, já tinha lido sobre o tema da amamentação em vários blogs. Fui percebendo que há quem seja a favor, quem seja indiferente, quem seja contra mesmo sem experimentar e, ainda, quem seja totalmente fundamentalista e não veja outra possibilidade que não a amamentação em exclusivo até aos 20 anos do seu bebé!

 

Confesso que apenas me divertia enquanto lia os posts e respetivos comentários. Nunca pensei muito a sério no assunto. Para mim, era lógico que tendo mamas capazes de produzirem leite, caso tivesse um bebé iria amamentá-lo até voltar ao trabalho. Não pela ideia romântica da amamentação como forma única de criar laços entre mãe e filho, mas simplesmente porque sei, como toda a gente sabe, que o leite materno tem propriedades únicas que fazem dele o melhor alimento que cada mãe pode dar ao seu filho.

 

Já durante a gravidez, procurei informar-me melhor sobre o assunto. Li alguns livros e artigos a este respeito. Concluí que amamentar não seria assim tão simples quanto pôr a maminha de fora e deixar o bebé beber o leite até não querer mais. Comecei a perceber que o leite e a sua produção se vão alterando ao longo do tempo. Comecei a perceber que algumas etapas poderiam ser mais difíceis do que eu antevia, sobretudo quando li sobre a subida do leite e as mastites e por aí adiante... A verdade é que não fiz nenhum curso de preparação para o parto, por considerar (agora reconheço que estupidamente) que qualquer mulher nasce preparada para o parto. Se isto tem um fundo de verdade, certo é que hoje percebo que não há mal nenhum em prepararmo-nos o melhor possível para o parto e, sobretudo, para o pós-parto.

 

Ainda assim, para mim seria impensável não tentar amamentar. Se tivesse leite, deveria dá-lo ao meu filho. E em todo o lado li sempre que o segredo para o sucesso da amamentação é, precisamente, amamentar. Nunca desistir, insistir sempre e manter a calma. Pensei que não seria assim tão complicado. Afinal, há muitos milhares de anos que as mulheres amamentam os seus filhos sem aparentes dificuldades de maior. Nunca, nas minhas relações mais próximas, ouvi alguma mulher queixar-se das agruras da amamentação. Não. Pelo contrário, sempre ouvi (às poucas que falaram disso) que tinham adorado amamentar.

 

O momento da verdade chegou pouco depois do parto. Ainda na sala onde o meu filho veio à luz, de parto normal, rápido e sem complicações, uma enfermeira perguntou-me se queria amamentar. Já tinha decidido que não havia outra hipótese, pelo que respondi logo que sim. Mal chegámos à sala de recobro, veio então a enfermeira apertar-me o mamilo e enfiá-lo na boquinha do meu filho recém-nascido, que de imediato lhe pegou e começou a sugar com toda a força! Como pode um récem-nascido ter tanta força?! Chamem-me ingénua ou mal preparada ou o que quiserem, mas a minha surpresa foi enorme! Não me queixei a ninguém, exceto ao pai da criança, e continuei a fazer o mesmo de três em três horas, conforme me disseram que fizesse. Durante a primeira noite, em vez daquela ligação especial ente mãe e filho prometida por qualquer defensora da amamentação, o que sentia era dor e uma vontade enorme de que cada mamada terminasse tão depressa quanto possível, para que o pai do meu filho pudesse por fim tirá-lo dos meus braços para eu respirar... No dia seguinte já tinha dores insuportáveis de cada vez que amamentava e os mamilos começaram a gretar, mesmo com o kit amamentação que levei para a maternidade e apliquei desde o primeiro momento (creme anti-fissuras e conchas protetoras, aos quais rapidamente juntei também os discos de hidrogel). A isto junta-se um bebé pequenino que acorda de dia e de noite de hora a hora e as visitas que se sucedem e não saem do quarto no momento da amamentação... No dia da alta, já a minha cabeça estava naufragada em sofrimento físico e pura exaustão psíquica.

 

Ao chegar a casa, as coisas complicaram-se ainda mais. Por um lado, deixou de haver ajuda de enfermeiras e auxiliares, deixou de haver serviço de refeições a horas certas, deixou de haver uma campainha para chamar alguém mais experiente no meio da noite quando o bebé chora desalmadamente e nós não sabemos porquê nem o que fazer para o acalmar... Por outro lado, as visitas mantêm-se, as nossas rotinas são completamente alteradas e deixamos de ter horas mais ou menos certas para tomar banho, para comer, para dormir... E no meio disto tudo, lidamos com o descontrolo hormonal do pós-parto que só nos dá vontade de chorar. Para complicar ainda mais, o bebé mama de duas em duas horas, de noite e de dia, e fica a mamar uma hora de cada vez. Isto faz com que o intervalo entre mamadas, para dormir, para comer ou para tomar banho, se resuma a uma hora, na melhor das hipóteses!!! Quando se percebe que o bebé chora inconsolável no final de cada mamada porque ficou com fome, então a amamentação perde não o encanto (que para mim nunca teve), mas a sua função primordial de alimentar o meu filho recém-nascido que já saiu da maternidade com menos 10% do peso que tinha ao nascer.

 

Apesar de ter tido muita vontade, ainda não tive coragem de desistir totalmente da amamentação, mesmo tendo que oferecer sempre suplemento depois do meu leite, que é realmente pouco. E não desisti porque comecei o processo e agora vou deixar que seja a natureza a encarregar-se de o suprimir quando tiver que ser. Mas não é fácil, não é agradável e, para mim, não é bonito. Quando, ainda por cima, o leite não chega, e é necessário usar o leite da lata para que o bebé engorde, então torna-se inglório. Agora que sei o que é isto da amamentação na prática, não só não critico quem opta por não amamentar à partida, como eu própria sei agora que não amamentarei, para lá do colostro dos primeiros dias, nunca mais na vida, caso venha a ter outro filho. Podem crucificar-me. No fundo, sei agora que o vínculo inicial entre mim e o meu filho seria muito mais forte se tivesse começado logo com biberão e sem sofrimento. E o bem estar da mãe reflete-se no bem estar do bebé, suplantando para mim qualquer uma das maravilhosas vantagens do leite materno, sobretudo sabendo que este não é suficiente, o que faz com que o bebé acabe por beber muito mais leite artificial do que materno...

Natal

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Natal é quando o Homem quiser, não é? Pois para nós passou a haver dois Natais por ano, um em dezembro e agora um também em junho. Nasceu o nosso filho! É mais perfeito do que poderíamos sonhar nos nossos melhores sonhos. Haverá maior motivo de celebração?