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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Conselhos para reserva no restaurante Tickets, Barcelona

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Se estiverem a pensar reservar uma mesa no restaurante Tickets em Barcelona, deixo-vos aqui um conselho que, apesar de não fazer sentido, resultou na perfeição.

 

No dia em que forem abrir as reservas para o dia em que querem lá ir, alterem o fuso horário do vosso computador / tablet / telemóvel para o fuso horário de Espanha.

 

Quando li isto num fórum, achei que era uma perfeita parvoíce. Na melhor das hipóteses, ajudaria a ter melhor noção da hora de abertura das reservas (meia noite, horário de Espanha).

 

Porém, a verdade é que só depois de alterar o fuso horário do meu dispositivo é que consegui reservar uma mesa.

 

Quando chegava à meia noite (horário de Espanha) ou as reservas não abriam para o novo dia, ou quando finalmente abriam já não dava para reservar para mesas pequenas. No entanto, bastou mudar o fuso horário de Portugal para Espanha e, à meia noite em ponto, abriram as reservas e consegui uma mesa para dois.

 

Outro conselho - Sejam extremamente rápidos a escrever os vossos dados quando estiverem a fazer a reserva. Eu pensava que estava a ser rápido, mas a verdade é que quando terminei tudo, recebi uma mensagem a dizer que entretanto já não havia vagas para o horário que queria. Felizmente ainda havia disponibilidade para outra hora nesse dia. Mas se tivesse demorado mais um bocado, de certeza que já não ia conseguir fazer a reserva. Ou seja, a data e hora não ficam bloqueadas quando carregam em reservar. Ficam bloqueadas apenas após todos os dados.

 

Bem que já tinha lido que era uma das reservas mais difíceis de conseguir.

A heroína dos atentados de Espanha!!!

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Notícia atualizada - Afinal parece que era um homem. Um herói, portanto.

Artigo corrigido às 21h23: ao contrário do que foi inicialmente avançado, as notícias em vários espanhóis que citam a Agência EFE deixam de identificar o agente como uma mulher. - fonte

 

Ainda não se sabe o nome, mas não deve ser segredo por muito tempo. Certo é que uma agente da polícia (sim, uma, no feminino) matou quatro terroristas que se dirigiam para ela cheios de armas. 

 

Uma mulher, sozinha, perante quatro terroristas armados, que tinham acabado de atropelar pessoas em Cambrils, e que caminhavam na sua direção com facas, machados, machetes, cutelos, sacholas e cintos de explosivos, matou os quatro com a sua arma. 

 

Quem o confirmou foi o chefe da polícia dos Mossos, Josep Lluis Trapero, que explicou que ela está a receber apoio psicológico: “Matar quatro pessoas, mesmo que sejas um profissional, não é fácil de digerir”.

 

Absolutamente incrível. Uma heroína e uma lição. Muitos homens ou mulheres seriam incapazes de enfrentar terroristas armados a caminhar na sua direção. E ainda por cima ter a capacidade de matar todos. 

 

Fonte

 

 

Está na hora de acabar com estes massacres

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De que é que adianta enviar votos de pesar?
Telefonar para os soberanos dos outros países a mostrar solidariedade?
Disponibilizar ajuda?
Fazer marchas pela paz?
Decretar dias de luto nacional?
Debater durante horas/dias em todos os canais de televisão o que aconteceu?

 

De que é que adianta fazerem isto tudo, quando depois em 13 meses há 8 atentados? Quase um por mês. Mais de cem mortos. Centenas de feridos. O que é que precisa de acontecer para começarmos efetivamente a combater isto?

 

Eu sei que a maioria dos atentados é evitada graças aos esforços das nossas polícias e às ajudas de outras forças internacionais. Sei bem que os responsáveis não estão parados a assistir a estes massacres. Mas não poderia ser feita mais qualquer coisa?

 

Mais câmaras de vigilância. Em todas as ruas, todas as esquinas, com equipas a controlar as imagens 24/7 em direto. Permitia ver comportamentos suspeitos e, mesmo que não evitasse um atentado, permitiria seguir alguém ou alguma viatura. E serviria também para outros crimes que não atos terroristas. Tem custos elevados, evidentemente, e nada é 100% eficaz, mas serviria como um elemento atenuante e evitaria muita porcaria, de certeza.

 

Maior controlo das comunicações. Eu não tenho nada a esconder. Por isso não me importava que controlassem chamadas, mensagens, e-mails, tráfego na internet, etc. É uma invasão da privacidade? Sim. Um abuso? Sim. Mas se isso ajudasse a evitar atentados, então força.

 

Controlo da Dark web. Nenhuma muralha é 100% impenetrável. E de certeza que há muitas pessoas disponíveis, a troco de um salário, claro, para conseguir entrar nos meandros da Dark web. Como já acontece, eu sei, mas não é suficiente. Parece que nunca dá para estarmos à frente de quem quer mal, mas deve dar para estar mais à frente do que estamos agora, de certeza.

 

Controlo nas fronteiras terrestres. Esta ideia de fronteiras abertas e tudo como uma espécie de espaço único é muito bonita, mas num mundo cor de rosa. E o nosso mundo está bem mais preto do que rosa. Está na hora de controlar os acessos terrestres. Fechar fronteiras. Controlar efetivamente quem entra e sai.

 

E não só. Controlar quem não é nacional, entra e cá fica. Basta andar por Lisboa (e tantas outras cidades) para encontrar pessoas que de certeza absoluta não têm visto válido. Estão cá ilegais. São esses a causa do terrorismo? Provavelmente não. E os autores de atentados não podem ser locais? Claro que sim.

 

E tudo isto que eu escrevi não representa uma diminuição dos nossos direitos? Daqueles direitos que não tínhamos e que tantos sofreram para reconquistar? Não vai contra a nossa Constituição e ideias europeus? E não poderão estas ideias dar azo a outras mais restritivas? Sim. Claro que sim.

 

Mas todos concordamos que o nosso mundo não é o mesmo de há 20 anos. Nem de há 2 anos. E se nada for feito, vão continuar a aparecer animais capazes das maiores atrocidades. Nos nossos países. Nas nossas cidades. Nas nossas casas. A atacar os nossos nacionais. Os nossos conhecidos. As nossas famílias. Os nossos filhos.

 

Está na hora de acabar com estes massacres.

Traduções ridículas e surreais no Google Translate!!

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Como é que se escreve Lisboa em espanhol? Madrid.

 

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É isso mesmo. Vão ao Google Translate, escolham Português-Espanhol e escrevam Lisboa. A tradução do Google de Lisboa para espanhol é Madrid. 

 

Descobri ao fazer a tradução de um texto de português para espanhol com a ajuda do Google Translate.

 

Fiquei tão admirado, que decidi fazer mais experiências.

 

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Porto = Puerto Rico. Bem me parecia que a Invicta tinha uns ares de Porto Rico...

 

O problema parece estar só no espanhol...

 

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 E português?

 

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Español, claro. Já o contrário está bem.  

 

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Como se não fosse suficientemente surpreendente, decidi escrever Portugal.

 

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Penso que fomos conquistados por Espanha e nem sabíamos de nada.

 

E as sugestões? Portugal está de luto???

 

Já agora, o contrário não acontece.

 

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Invertendo as línguas, tudo fica bem.

 

Resta-me dizer:

Adiós y gracias.

 

 

Os 50 melhores restaurantes do mundo (2017)

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Depois de conhecermos a segunda parte da lista dos melhores restaurantes do mundo para 2017, onde surge o Belcanto, de José Avillez, chegou a hora de nos ser apresentada a primeira parte da lista. 

 

E o grande vencedor é Eleven Madison Park (como previsto)

 

Em segundo lugar Osteria Francescana Análise no blog Só entre nós - AQUI

 

Em terceiro lugar El Celler de Can Roca Análise no blog Só entre nós - AQUI

 

Em quarto lugar Mirazur

 

Em quinto lugar Central

 

Em sexto lugar Asador Etxebarri

 

Em sétimo lugar Gaggan

 

Em oitavo lugar Maido

 

Em nono lugar Mugaritz

 

Em décimo lugar Steirereck

 

Houve apenas duas saídas do top 10. Narisawa, que passou para 18º lugar e Noma que desaparece da lista! Consequentemente houve a entrada de Maido (13º para 8º lugar) e Gaggan (23º para 7º)

 

Relembro o top 10 de 2016:

No.1 OSTERIA FRANCESCANA - Análise no blog Só entre nós - AQUI

No.2 EL CELLER DE CAN ROCA - Análise no blog Só entre nós - AQUI

No.3 ELEVEN MADISON PARK 

No.4 CENTRAL

No.5 NOMA 

No.6 MIRAZUR

No.7 MUGARITZ

No.8 NARISAWA

No.9 STEIRERECK

No.10 ASADOR ETXEBARRI

Lista completa:

1. Eleven Madison Park, New York (USA) - BEST RESTAURANT IN NORTH AMERICA and BEST RESTAURANT IN THE WORLD

2. Osteria Francescana, Modena (Italy) - BEST RESTAURANT IN EUROPE

3. El Celler de Can Roca, Girona (Spain)

4. Mirazur, Menton (France)

5. Central, Lima (Peru) - BEST RESTAURANT IN SOUTH AMERICA

6. Asador Etxebarri, Atxondo (Spain)

7. Gaggan, Bangkok (Thailand) – BEST RESTAURANT IN ASIA

8. Maido, Lima (Peru)

9. Mugaritz, San Sebastian (Spain)

10. Steirereck, Vienna (Austria)

11. Blue Hill at Stone Barns, Tarrytown (USA) – HIGHEST CLIMBER AWARD

12. Arpège, Paris (France)

13. Alain Ducasse au Plaza Athénée, Paris (France)

14. Restaurant André, Singapore (Singapore)

15. Piazza Duomo, Alba (Italy)

16. D.O.M. , Sao Paulo (Brazil)

17. Le Bernardin, New York (USA)

18. Narisawa, Tokyo (Japan)

19. Geranium, Copenhagen (Denmark)

20. Pujol, Mexico City (Mexico)

21. Alinea, Chicago (USA)

22. Quintonil, Mexico City (Mexico)

23. White Rabbit, Moscow (Russia)

24. Amber, Hong Kong (Hong Kong)

25. Tickets, Barcelona (Spain)

26. The Clove Club, London (UK)

27. The Ledbury, London (UK)

28. Nahm, Bangkok (Thailand)

29. Le Calandre, Rubano (Italy)

30. Arzak, San Sebastian (Spain)

31. Alléno Paris at Pavillon Ledoyen, Paris (France) – HIGHEST NEW ENTRY

32. Attica, Melbourne (Australia) - BEST RESTAURANT IN AUSTRALASIA

33. Astrid Y Gastón, Lima (Peru)

34. De Librije, Zwolle (Netherlands)

35. Septime, Paris (France) – STUSTAINABLE RESTAURANT AWARD

36. Dinner by Heston Blumenthal, London (UK)

37. Saison, San Francisco (USA)

38. Azurmendi, Larrabetzu (Spain)

39. Relae, Copenhagen (Denmark)

40. Cosme, New York (USA)

41. Ultraviolet, Shanghai (China)

42. Boragò, Santiago (Chile)

43. Reale, Castel di Sangro (Italy)

44. Brae, Birregurra (Australia)

45. Den, Tokyo (Japan)

46. L’Astrance, Paris (France)

47. Vendôme, Bergisch Gladbach (Germany)

48. Restaurant Tim Raue, Berlin (Germany)

49. Tegui, Buenos Aires (Argentina)

50. Hof Van Cleve, Kruishoutem (Belgium)

 

Alguns Apontamentos:

Dominique Ansel venceu o prémio de melhor Chef pasteleiro

Septime venceu na qualidade de restaurante sustentável

Maior entrada para Pavillon Ledoyen 72 para 31

Heston Blumenthal recebeu o prémio carreira

Disfrutar foi eleito o restaurante a ter em atenção

Ana Ros recebeu o prémio de melhor Chef mulher do mundo

A escolha dos Chefs foi para Virgilio Martinez, do Central

Prémio hospitalidade para El Celler de Can Roca (análise aqui)

Maior subida para Blue Hill at Stone Barns - 48 para 11 (tal como se esperava)

 

Descidas:

Tim Raue - 34 para 48

Vendôme - 35 para 47

Azurmendi - 16 para 38

Arzak - 21 para 30

Le Calandre - 39 para 29

Nahm - 37 para 28

Ledbury - 14 para 27

Alinea - 15 para 21 (nada como estava previsto)

Narisawa - 8 para 18

D.O.M. - 11 para 16

O DiverXO saiu da lista (!!!)

 

Subidas:

L'Astrance - 57 para 46

Den - 77 para 45

Brae - 65 para 44 (correto com a previsão)

Dinner - 45 para 36

Cosme - 96 para 40!!!!

Attica sobe um lugar - 33 para 32

Pujol - 25 para 20

Geranium - 28 para 19

Le Bernardin - 24 para 17

André - 32 para 14

Alain Ducasse Plaza Athénée - 58 para 13

Arpège - 19 para 12

Divulgada a 2ª parte da lista dos melhores restaurantes do mundo

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Foi há pouco divulgada a segunda parte da lista dos 100 melhores restaurantes do mundo pelo "The World's 50 best restaurants" e permanecemos com um restaurante entre os melhores do mundo. O Belcanto, de José Avillez, (podem ler aqui sobre a nossa última visita ao restaurante) mantém-se na lista mas desce 7 posições. Passa de 78º para 85º lugar. Não é mau, mas também não é excelente. Como português, admirador do trabalho de José Avillez e em especial do Belcanto, gostava de o ver, pelo menos, a evoluir na lista. Mas já não é mau assim. 

 

Há diversos pormenores a realçar, mas talvez por ter estado há tão pouco tempo no DiverXO, em Madrid, do genial Dabiz Muñoz (podem ler a análise aqui) tenho de referir o "desaparecimento" do DiverXO da lista. Em 2016 estava em 79º lugar (logo a seguir ao Belcanto) e agora não aparece.

 

Só há duas hipóteses. Ou deixou de pertencer ao restrito grupo de 100 melhores do mundo, ou passou para a primeira parte da lista. Se tiver de apostar, aposto tudo nesta segunda parte. Já achava uma injustiça o DiverXO estar atrás do Belcanto (e de outros que apareciam à sua frente) e não compreendia como poderia estar num lugar tão distante do pódio. Por isso agora acredito, e espero, que tenha galgado uns bons lugares e subido aos 50 melhores do mundo. 

 

Alguns pontos.

Negativos:

- O Per Se, em Nova Iorque, continua a descer. Em 2016 estava em 52º e agora em 87º;

- O Fäviken, em Järpen, passa para a segunda parte da tabela (57º lugar);

- O mesmo com Quique Dacosta, em Dénia, que passa para 62º lugar;

- E ainda The Test Kitchen, na Cidade do Cabo, que passa de 22º para 63º lugar...

 

Positivos:

- A (espetacular) entrada do Disfrutar, em Barcelona, para o 55º lugar;

- A entrada do Hisa Franko, em Kobarid, para o 69º lugar;

- O grande número de países representados nesta metade da lista (26).

 

Mas nada melhor do que deixar a lista:

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DiverXO, 3 estrelas Michelin - Melhor restaurante estrangeiro 2016

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Mais uma categoria nos prémios Só entre nós 2016, desta vez internacional. O prémio para Melhor restaurante estrangeiro em 2016 vai para o inigualável DiverXO, com 3 estrelas Michelin em Madrid. 

 

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Vencedor sem qualquer surpresa, uma vez que o DiverXO conseguiu superar todas as nossas outras experiências gastronómicas, incluindo o El Celler de Can Roca ou a Osteria Francescana. Dabiz Muñoz consegue apresentar uma perfeição surpreendente no seu restaurante e, por isso, o prémio de melhor restaurante estrangeiro em 2016 tinha de ir para o DiverXO.

 

Podem (re)ler a nossa análise completa ao restaurante.

DiverXO - A refeição mais incrível da minha vida!

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No céu estrelado do Guia Michelin, existe um restaurante que rompe com todas as formalidades e barreiras, levando os seus clientes para um mundo onírico criado por um génio chamado Dabiz Muñoz.O DiverXO é, no entender de muitos, o restaurante mais extremo do mundo. Mais irracional e mais perfeito. Mais louco. Mais irreverente. Depois de ter lá estado, posso afirmar que o DiverXO é isso tudo e muito mais.

 

Não estamos perante um restaurante normal (e não o afirmo por causa das três estrelas que ostenta). O DiverXO é um verdadeiro espetáculo, parecido com uma peça de teatro, onde a máquina criada por Dabiz Muñoz dá sinais de estar muitíssimo bem treinada e onde tudo tem de estar perfeito. Absolutamente perfeito, ou não fosse Dabiz Muñoz um incansável perfecionista. Para ele não basta um excelente. Tem de estar perfeito. E essa exigência, que faz com que muitos cozinheiros e outros membros da sua equipa abandonem a cozinha no fim do primeiro dia de trabalho, passa para toda a sua equipa e resulta em pratos, ou telas (como gosta de chamar) perfeitos. 

 

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20 novidades e desejos gastronómicos para 2017

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O ano de 2016 foi ótimo para Portugal no que respeita à gastronomia, mas tudo indica que 2017 será ainda melhor. Aqui ficam 20 novidades e desejos gastronómicos para 2017 (sem nenhuma ordem especial):

 

1. Depois da Mercearia, da Taberna e do Páteo, vai ser inaugurado mais um espaço dentro do Bairro do Avillez. Já nos levantaram a ponta do véu, mas como ainda é segredo, prometemos guardá-lo religiosamente (fica a dica e para bom entendedor, meia palavra basta). 

 

2. Em junho, julho, o grande Chef Kiko Martins (que nunca pára) vai abrir um novo restaurante, com um novo conceito. Chama-se Watt e fica no piso térreo da sede da EDP. Depois do Talho, Cevicheria e Asiático, só se pode esperar algo igualmente muito bom.

 

3. Se tudo correr bem, dentro de poucas semanas Henrique Sá Pessoa vai inaugurar o Tapisco no Príncipe Real. Como o nome indica, terá tapas e petiscos, um ambiente acolhedor, informal, com a tradicional barra e comida deliciosa, ou não fosse da responsabilidade de um dos melhores Chefs nacionais. Tivemos a oportunidade de falar pessoalmente com o Chef Henrique Sá Pessoa há umas semanas sobre este novo projeto e ficámos encantados.

 

4. O Leopold vai, finalmente, reabrir as suas portas já este mês, deixando a Mouraria e abraçando o novo projeto no magnífico Palácio Belmonte. Quem acompanha o Só entre nós sabe bem o que achámos do restaurante Leopold, mas isso não quer dizer que não veja com bons olhos esta reabertura e até tenha alguma curiosidade em visitá-lo.

 

5. Marlene Vieira vai voltar a ter um restaurante "fine dining" (graças a Deus)! Poderemos finalmente voltar a provar as suas criações, depois de um Avenue que deixou saudades. Marlene Vieira e João Sá vão então abrir o Verso, no Largo de Camões, em princípio na primeira metade do ano.

 

6. Fala-se muito no regresso de Leonardo Pereira. E depois da nossa espetacular experiência no Areias do Seixo, espero mesmo que se concretize o novo projeto já em 2017.

 

7. Certo é o novo projeto do (cada vez mais) português e italiano Tanka Sapkota. É já em janeiro, segue os sabores italianos do Come Prima e Forno d'Oro, e promete muito.

 

8. A propósito de sabores italianos, parece que Jamie Oliver vai mesmo abrir um restaurante em maio no Príncipe Real. Só falta saber se será um Recipease, Jamie's Italian ou outra novidade.

 

9. O Terraço do Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade vai reabrir com Tiago Bonito a comandar as tropas, depois de deixar a Pousada de Lisboa. Estivemos várias vezes para lá ir em 2016, mas nunca se concretizou. Parece que agora teremos de ir à Avenida para provar as criações de Tiago Bonito. 

 

10. Ao estilo do futebol, houve uma contratação do Chef Diogo Noronha por parte do grupo Multifood ao grupo Mainside. O resultado será a abertura já este ano de um novo restaurante no... Príncipe Real, claro. 

 

11. Ainda nas contratações, Portugal contratou novamente Vincent Farges. E que bom negócio. Pior para as Caraíbas. O restaurante ficará no Chiado e deverá abrir nos próximos meses. 

 

12. Para quem gosta de comida do Médio Oriente também há boas notícias, com a abertura do Mezze em LIsboa. A não perder. 

 

13. Mais uns desejos. Espero, sinceramente, que se continue a fazer justiça no campo das estrelas Michelin, e que 2017 continue o bom caminho do ano passado, com a atribuição de mais estrelas a restaurantes portugueses. A quantidade interessa, como é óbvio, mas mais importante é que haja justiça nas estrelas atribuídas, o que ainda não há.

 

14. E, já agora, gostava mesmo que a cerimónia do Guia fosse (finalmente) realizada em Portugal.

 

15. Ainda no campo das estrelas, os meus desejos - Que o Belcanto atinja o patamar necessário para lutar pela terceira estrela michelin.

 

16. Que o Feitoria, de João Rodrigues, receba a segunda estrela (não faz sentido que não a tenha).

 

17. Que o Guia acorde do sono profundo em que se encontra e dê a estrela ao Esporão de Pedro Pena Bastos.

 

18. Que o mesmo aconteça com o Ferrugem de Renato Cunha.

 

19. E que a Casa de Chá da Boa Nova suba mais um degrau no guia. Bem merece. Foi uma das melhores surpresas de 2016.

 

20. Por fim, espero que surjam mais restaurantes que nos deixem tão rendidos e apaixonados, como acontece sempre que vamos ao Alma. 

 

Feliz Ano Novo para todos!

Michelin 2017 - E a montanha pariu um rato

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Antes de mais, sempre me disseram que era feio queixar-me de barriga cheia. Mas não resisto a perguntar: Afinal o que é que se passou com o Guia Michelin Portugal 2017?

 

Em primeiro lugar, o que era expectável era que 2017 trouxesse apenas mais uma ou duas estrelas para o céu Michelin português, tendo em conta o triste histórico português neste campo gastronómico. E já não seria nada mau!

 

Eis senão quando o próprio Guia Michelin Portugal Espanha, de forma oficial e na pessoa de Ángel Pardo, vem comunicar a toda a imprensa que este seria um ano bombástico para Portugal. 17 estrelas novas, garantiu por telefone ao Miguel Pires, do Mesa Marcada. Nem mais, nem menos!

 

De imediato se fizeram sentir os efeitos desta declaração, com gritos de felicidade em muitas cozinhas portuguesas, sonhos (quase) concretizados e um sentimento de justiça (finalmente) no coração de quem se interessa por este mundo. Ao mesmo tempo, começaram as previsões. Quais eram essas 17 estrelas? Quem ia subir? Quem devia subir? Muitos deram os seus palpites, incluindo eu, com o Tiago do Ovo Cru a fazer, e muito bem, um resumo de algumas previsões.

 

Porém, e contra tudo o que se poderia antever, no dia da divulgação do guia é anunciado pelo próprio Ángel Pardo (que recordo tinha anunciado 17 estrelas), que afinal haveria 9 novas estrelas. E não 17.

 

Por isso retomo a minha pergunta. O que é que se passou afinal? Só vejo três hipóteses, sendo todas bastante plausíveis:

1- Confirma-se que Portugal não tem qualquer relevância no mundo Michelin e que os responsáveis do guia nem sabem bem quantas estrelas existem ou quantas vão surgir. No fundo o que interessa é Espanha;

 

2- O único objetivo foi criar um hype e gerar uma explosão de publicidade;

 

3- Alguém estava cheio de fome e pôs-se a comer estrelas (Das três hipóteses esta é, sem dúvida, a mais provável. Malditos espanhóis esfomeados...).

 

Pondo de lado esta vergonha (não encontro outra palavra), é claro que fiquei (ficámos) satisfeitos com as 9 estrelas novas. Mas eu não consegui ficar plenamente satisfeito. Desde logo porque sinto que fui enganado. E se se fizeram justiças, há coisas que não consigo perceber...

 

Comecemos pela parte boa...

1 - LOCO ganhou a estrela. Merecida, sem qualquer sombra de dúvida. E espero que agora se calem de vez com aquela treta de que os restaurantes novos, ou muito inovadores, não podem ganhar estrelas;

 

2 - O Alma ganhou a estrela. De todas as estrelas foi a que me deixou mais emocionado. É o nosso restaurante preferido, o Henrique Sá Pessoa é uma pessoa espetacular e um profissional incrível, e todo o seu árduo trabalho só podia resultar numa estrela;

 

3 - O The Yeatman conseguiu a segunda estrela. Não fazia qualquer sentido só ter uma;

 

4 - O L'And reconquistou a estrela. Apesar de não concordar totalmente, de acordo com a nossa última visita lá, fico feliz por eles e conto voltar lá em breve;

 

5 - A estrela para a Casa de Chá da Boa Nova é tremendamente justa. Um dos melhores restaurantes nacionais. Grande Rui Paula;

 

6 - O Antiqvvm ganhou uma estrela, com Vítor Matos a conquistar estrelas por onde vai passando. Não fiquei apaixonado quando lá estive há pouco tempo, mas enfim...

 

Quantos às injustiças:

1 - O que é que aconteceu ao Feitoria? A sério, alguém me responda... O "guia" estava doente quando lá foi? Têm alguma embirração com o João Rodrigues? Não foram lá este ano? O Feitoria não é um restaurante de 1 estrela, é claramente de 2, e confesso que foi a minha maior surpresa/desilusão deste ano com este guia;

 

2 - O Ferrugem continua a ser marginalizado;

 

3 - E o Esporão, inacreditavelmente também...

 

Em resumo, temos portanto mais 9 estrelas. Excelente, muito bom, uma tristeza, uma desilusão (é mais ou menos assim o meu pensamento). Estamos ainda muito longe de um cenário perfeito, mas estamos sem dúvida no bom caminho.

 

Os nossos parabéns a todos aqueles que trabalham nos novos estrelados, mas também a todos aqueles que mantiveram as suas estrelas (um desafio muitas vezes menosprezado, mas mais difícil do que conseguir a primeira). 

  

Esperemos que 2018 seja ainda melhor. Aqui fica a lista definitiva:

 

2 estrelas:

Belcanto, Lisboa, José Avillez (análise aqui)

Vila Joya, Albufeira, Dieter Koschina (análise aqui)

Ocean, Alporchinhos, Hans Neuner

The Yeatman, Vila Nova de Gaia, Ricardo Costa (análise aqui)

Il Gallo d'Oro, Funchal, Benoît Sinthon

 

1 estrela:

Alma, Lisboa, Henrique Sá Pessoa (análise aqui)

LOCO, Lisboa, Alexandre Silva (análise aqui)

Feitoria, Lisboa, João Rodrigues (análise aqui)

Largo do Paço, Amarante, André Silva (análise aqui)

Eleven, Lisboa, Joachim Koerper (análise aqui)

Fortaleza do Guincho, Cascais, Miguel Rocha Vieira (análise aqui)

William, Funchal, Luís Pestana e Joachim Koerper

Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira, Rui Paula (análise em breve)

Antiqvvum, Porto, Vítor Matos (análise em breve)

L'And, Montemor-o-Novo, Miguel Laffan (análise aqui)

LAB, Sintra, Sergi Arola e Milton Anes

Henrique Leis, Almancil, Henrique Leis

Pedro Lemos, Porto, Pedro Lemos

São Gabriel, Almancil, Leonel Pereira

Willie's, Vilamoura, Willie Wurger

Bon Bon, Carvoeiro, Rui Silvestre