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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

14
Jul17

Final de Dexter (spoilers)

Só entre nós

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Este post tem spoilers para quem não viu o final de Dexter.

 

Dexter foi uma das minhas séries preferidas e dificilmente sairá do top 10. É claro que não foi perfeita. Houve momentos claramente desnecessários, desenvolvimentos de personagens que não resultaram e histórias mal conseguidas. Mas, no geral, assistir às oito temporadas foi espetacular.

 

Por isto tudo estava à espera de um final que fosse tão grandioso como a série tinha sido. Pensei no que poderia acontecer várias vezes ao longo das temporadas e, para mim, só havia duas opções. Ou o Dark Passenger era descoberto e Dexter era preso, terminando a série com a sua execução ao mesmo tempo em que se ouvia um monólogo daqueles de nos deixar a chorar toda a noite; ou Dexter fugia com o filho e eventualmente com uma paixão (neste caso Hannah) e viviam felizes longe de tudo e todos, deixando a hipótese em aberto de Dexter continuar a matar no novo destino. Ou seja, um final fechado, com a execução de Dexter, ou um final aberto, com a fuga.

 

Porém, nada disso aconteceu. E porquê? Por falta de coragem dos argumentistas. Só pode ter sido isso. E porque é que escrevo sobre o final de Dexter em 2017? Porque apesar de não gostar de rever séries, decidi rever o último episódio de Dexter para ver se afinal aquilo era melhor do que me lembrava. Mas não. Infelizmente não.

 

Deb morreu e a sua personagem foi atirada para o mar, tendo um final igual ao dos assassinos mortos por Dexter (que maneira ingrata de tratar uma personagem como Deb), Dexter sobrevive miraculosamente a uma tempestade (a série poderia ter acabado com a tempestade e ficávamos a pensar no que teria acontecido - era menos mal), Dexter decide não ir com Hannah e o filho para a Argentina porque percebe o mal que lhes fez (depois de 8 temporadas em que nunca pensou muito nos outros) e decide abandonar tudo e todos fugindo para um sítio qualquer onde, supostamente, não fará mal a ninguém de que gosta.

 

Mas isto faz algum sentido? Só mesmo porque de facto dificilmente haveria maior castigo para Dexter, como defendem os argumentistas. Mas essa não é uma das hipóteses que me parece mais coerente.

 

Presumo que o Dark Passenger não tenha desaparecido e que tenha continuado a matar aqueles que no seu entender deviam morrer. Porque se a redenção foi total, e se Dexter passou a viver como um santo, então a decisão de abandonar o filho para o proteger é ainda mais ridícula. Podia ser um santo na Argentina.

 

Podia ter sido feito muito mais. E, por isso, gostava mesmo muito que decidissem fazer mais uma temporada para afinar algumas pontas (o que, pelas notícias, não está totalmente fora de hipótese).

 

Com Dexter a ir para a Argentina ter com a família, ou Dexter a continuar com o que sempre fez ao longo da série mas no seu exílio. Não precisava de ter um final fechado. Só precisava de ter um final que respeitasse mais as personagens.

30
Ago14

Séries a não perder - Drama (1ª parte)

Só entre nós

 

Muitos dizem que entrámos numa nova era dourada da televisão, e eu acredito que sim. São muitas as séries com qualidade acima da média, roteiristas que não têm medo de inovar e ir mais longe, e dinheiro, muito dinheiro, para contratar excelentes atores e investir em efeitos especiais.

 

Hoje recomendo algumas das minhas séries preferidas - de drama - ainda em emissão ou recentemente terminadas. Se tiverem alguma sugestão, não se esqueçam da caixa de comentários no fim. Todas serão bem-vindas.

 

 

Dexter

 

Terminou no ano passado uma das minhas séries preferidas de todos os tempos, que retrata a vida de Dexter Morgan, um assassino em série que trabalha como analista forense perito em padrões de dispersão de sangue no departamento de polícia de Miami. Aproveitando-se do seu trabalho, Dexter investiga e mata aqueles criminosos que a polícia não consegue apanhar e levar à justiça, seguindo à risca o "Código de Harry".

 

Temos, portanto, um anti-herói como personagem principal, e é esse um dos pormenores mais interessantes de Dexter. Conseguir fazer com que gostemos de um assassino que quer fazer justiça pelas próprias mãos, e cheguemos a torcer por ele, enquanto desejamos que os outros, supostamente os bons da fita, falhem e nunca descubram a terrível verdade por trás daquele perito forense.

 

Igualmente interessante, é acompanhar a dificuldade que Dexter, um psicopata com poucos sentimentos, tem em viver em sociedade e em relacionar-se com os outros. A ajudar, os desempenhos da maioria dos atores são extraordinários, com especial destaque para as interpretações de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter. Os seus desempenhos foram sempre consistentes ao longo das oito temporadas, notando-se até alguma evolução na forma como faziam transparecer os dilemas das suas personagens. 

 

Por fim, é impossível não fazer referência ao humor de Vince Masuka, que serve como comic relief, e para a fenomenal quarta temporada, obrigatória para qualquer um que goste deste género. John Lithgow esteve perfeito, com o seu Trinity Killer e toda a temporada é uma montanha russa de emoções com uma luta feroz entre duas extraordinárias personagens e respetivos atores.

 

 

Mad Men

 

Gosto muito de séries de época e Mad Men consegue aliar uma série dos anos sessenta a uma das minhas cidades preferidas - Nova Iorque - e um dos temas mais interessantes para mim - a publicidade. O foco da série é a personagem Don Draper, diretor de criação da Sterling Cooper, uma agência de publicidade, bem como as pessoas que fazem parte de seu círculo social.

 

E se é interessante ver o processo criativo por trás dos anúncios e o destaque dado ao trabalho nas agências de publicidade, ainda melhor é observar as mudanças tecnológicas que se fizeram sentir naquela altura, bem como as alterações de comportamento à luz das mudanças sociais ocorridas nos Estados Unidos da época.

 

A juntar a isto tudo, o casting foi muitíssimo bem conseguido, as histórias são cativantes e ainda há Don Draper. E quando existe uma personagem assim, interpretada pelo injustiçado Jon Hamm (nomeado há sete anos seguidos como melhor ator de drama por Mad Men, sem conseguir vencer o prémio), não é preciso mais nada. 

 

Por falar em prémios, Mad Men conta com setenta e nove troféus (incluindo quatro Emmy's por melhor série dramática) e duzentas e quarenta e duas nomeações. Incrível.

 

 

Game of Thrones

 

aqui escrevi sobre Game of Thrones, mas posso acrescentar que é uma série onde há muito mais do que sexo e violência, como tanto gostam de criticar. Há boas histórias, ótimos atores, muitos milhões para efeitos especiais, cenas gravadas em mais de quatro países e, necessariamente, paisagens magníficas para apreciar.

 

Tal como Mad Men, Game of Thrones também é uma série altamente premiada, contando já com oitenta e duas vitórias em quatro temporadas.

 

Esperemos que George R. R. Martin acelere a escrita de mais livros, senão os roteiristas vão ter de passar a inventar ainda mais do que já têm feito, e isso pode ser mau...

 

 

Breaking Bad

 

Considerada pelo Guinness como a série de maior audiência de todos os tempos, classificada no Metacritic com 99/100 (na sua quinta e última temporada) e com noventa e oito troféus e cento e oitenta e duas nomeações, podem esquecer todas as outras séries, porque Breaking Bad é a série a ver.

 

A sua história é passada em Albuquerque, Novo México, e gira em torno de Walter White, um professor de química com um filho adolescente que sofre de paralisia cerebral e uma esposa grávida. Quando é diagnosticado com cancro do pulmão, Walter White decide começar a produzir metanfetameninas com um ex-aluno com o objetivo de assegurar o futuro financeiro da sua família quando morrer.

 

A história é extraordinária, mas existe algo muito melhor do que isso. Aaron Paul e Bryan Cranston. Conhecia Bryan Cranston da série Malcolm in the Middle, mas nunca poderia imaginar que ele pudesse ter tamanho desempenho numa série dramática com a qualidade como a que demonstrou. Verdadeiramente impressionante. Aaron Paul consegue ser igualmente extraordinário. Deu muito gosto vê-lo fazer de Jesse Pinkman e soube ainda melhor ver Bryan e Aaron a contracenar juntos. 

 

Breaking Bad merece, sem qualquer dúvida, a sua visualização e um lugar de grande destaque nas listas de melhores séries de todos os tempos. 

 

Amanhã há mais séries.

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