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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Watt - o novo restaurante do Chef Kiko em Lisboa

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Chama-se Watt (e não What), fica na sede da EDP, no Cais do Sodré (daí o nome) e é dedicado à cozinha saudável e sustentável. Ali não entram fritos, refogados, gorduras ou açúcares refinados. Já os pratos cozinhados a vapor ou crus são bem recebidos.

 

 

O espaço é muito bonito (como todos os outros do Chef Kiko) com um estilo retro e industrial, que resulta na perfeição com a modernidade da sede da EDP onde está instalado. 

 

O Chef austríaco Martin Schreiner é quem está ao comando do restaurante, mas Kiko Martins não deixa de passar por lá, como aliás aconteceu no dia em que lá fomos. E é bem "visível" a criatividade e mão do Chef Kiko nos pratos.

 

Antes de passar à comida, destaque para o serviço simpático e atencioso. Algo normal nos restaurantes do Chef Kiko, mas que deve ser sempre destacado. 

Queria um almoço de borla em troca de um post, se faz favor.

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Quem anda atento sabe perfeitamente que não faltam por aí "bloggers" interessados em receber produtos, refeições e serviços à borla em troca de um post e partilhas nas redes sociais. Nada contra esta troca e "prestação de serviços", até porque nós, apesar de recusarmos a larga maioria de parcerias e ofertas de almoços/jantares, já aceitámos alguns convites em troca dos tais posts.

 

A diferença, pelo menos no que respeita ao Só entre nós, é que não prescindimos da imparcialidade (que ao contrário do que muitos julgam, é possível manter) e, por causa disso, já perdemos parcerias por dizermos o que nos apetecia e não o que eles queriam. E nunca andámos atrás de ninguém a pedir o que quer que fosse.

 

Já escrevi mais do que uma vez e repito. Este blog não tem como intuito render absolutamente nada. É apenas um passatempo. Se quisesse, e com a quantidade de propostas que já recebi, já podia ter ganho um dinheiro interessante. Mas não é isso que me/nos interessa.

 

Porém, e como referi, há quem se comporte ao contrário. E é essa parte que não concordo tanto. Bem sei que há quem queira tornar o blog num produto rentável. Deixar até de trabalhar para se dedicar totalmente ao blog. E, como tal, é preciso contactar marcas, empresas, restaurantes... Mas não consigo deixar de achar que fica mal andar a pedir algo. 

 

Ainda há uns tempos, apanhei um pedido no Facebook de um blogger português que queria o contacto do relações públicas de um restaurante da moda que tinha acabado de abrir. Dias depois, lá estava o post. Tudo perfeito, o melhor restaurante da cidade, região, país, continente, mundo.

 

Garret Byrne, Chef do restaurante Campagne em Kilkenny, fartou-se disto tudo e decidiu publicar no Twitter uma proposta de um blogger a pedir um almoço.

 

Muitos aplaudiram de pé, muitos criticaram a atitude do Chef. É que independentemente de tudo, todos sabemos como hoje em dia um post pode fazer milagres por um restaurante (ou o oposto). 

 

Fica portanto a questão. Terá agido bem? E faz sentido um blogger andar atrás de um chef para conseguir uma refeição grátis?

 

Aqui está o tweet com a proposta do blogger. 

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Vamos estar em Kilkenny a 10 de outubro.

 

Em troca de uma refeição vegan para dois (gostaríamos de provar vários pratos do menu), teríamos todo o gosto em providenciar uma significativa visibilidade online nos nossos blogs e redes sociais:

- Entrada nos nossos posts "Guia vegan para a Irlanda e/ou Irlanda do Norte" com links e fotografias permanentes.

- Em muitos casos, também iremos escrever uma review completa e separada para o seu estabelecimento.

- Tweeting em direto, Facebook, Instagram enquanto visitamos o restaurante.

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Uma coisa é certa. Não lhes falta lata para fazer o pedido.

Notícia

Vila Joya (2 estrelas Michelin) - Valeu a pena regressar ao Paraíso?

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Depois de termos visitado o Vila Joya em 2014 (na altura considerado como o 22º melhor restaurante do mundo pela “The World’s 50 Best Restaurants”) - post aqui - e de termos gostado tanto da experiência, estava na hora de regressar ao paraíso. Ou melhor - a casa.

 

 

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

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Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

Esporão - Melhor experiência 2016

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Nalguns casos, ir a um restaurante não é só sentar numa mesa e esperar que a comida chegue. No caso do Azurmendi (*** Michelin), por exemplo, antes da refeição há um passeio pelo exterior do restaurante, e é ainda aí que começa a refeição. No DiverXO (*** Michelin), submergimos no mundo louco de Dabiz Muñoz, que se faz representar pelo espaço, empregados, e teatralidade existente.

 

No caso do Esporão, restaurante da Herdade do Esporão e sob a batuta de Pedro Pena Bastos, há todos os anos uma altura em que os clientes são convidados a participar numa experiência muitíssimo interessante, seguida de almoço especial no restaurante. E foi essa experiência, em 2016, que é agora eleita por nós como a melhor experiência gastronómica de 2016 - As vindimas no Esporão.

 

Tudo começou com um café de boas vindas no alpendre do restaurante, com vista para as vinhas, ao qual se seguiu uma curta viagem de carrinha até às vinhas, onde tivemos a oportunidade de "ajudar" os muitos funcionários que lá trabalham. Todos de uma simpatia extrema.

 

Após a vindima, e com algumas uvas provadas, foi tempo de visitar as caves e adegas, provando alguns dos vinhos da Herdade.

 

Seguiu-se, por fim, um almoço delicioso ao qual já nos habituámos, onde não faltaram os vinhos do Esporão, como não podia deixar de ser.

 

Este ano a experiência repete-se. Se quiserem saber mais, é só consultar o site da Herdade e ver tudo sobre o programa.

A eventual força de um post

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Ontem escrevi um post, que não queria escrever, sobre a minha má experiência no restaurante o Nobre no Campo Pequeno, da Chef Justa Nobre.

 

Em poucos minutos, começaram a aparecer comentários em todas as redes sociais e no blog. Todos a darem-me razão. A lamentar a falta de qualidade. O mau atendimento. O snobismo existente. Os preços excessivos face à qualidade apresentada. No fundo, a desilusão. E, aparentemente, não é algo recente. Há quem já tenha tido a mesma má experiência há uns anos.

 

As visualizações começaram a ganhar números incríveis e, em 24 horas, o blog foi visitado por 15 mil pessoas por causa do post. Repito, 15 mil num dia.

 

Escrevi o post sem o querer escrever, mas depois de tantas visitas, comentários, partilhas e agradecimentos pela "coragem", pelo trabalho, imparcialidade, e por chamar a atenção de algo que está mal, percebo que nunca mais devo hesitar. 

 

Não desejo o mal do restaurante, da equipa ou da Chef. Mas espero que este singelo blog consiga pelo menos mudar algo num restaurante que, em princípio, tinha tudo para ser ótimo, mas que está longe de o ser. Duvido que isso aconteça, mas nunca se sabe. 

Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

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Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

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A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

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Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

Restaurante dentro da prisão foi eleito o melhor restaurante de Londres!!

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O restaurante The Clink, situado dentro de uma prisão do Sul de Londres (HMP Brixton), foi eleito pelos utilizadores do TripAdvisor como o melhor restaurante de Londres. 

 

Aberto em 2009 em HMP Brixton, o restaurante foi considerado o melhor numa lista de 18 mil restaurantes. Recebeu 5 estrelas e tem 97% de reviews como "excelente" ou "muito bom".

 

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O menu é composto por 3 pratos, custa £30 e representa a gastronomia moderna britânica, com influências mediterrâneas (exemplo de menu). 

 

Cerca de 30 prisioneiros trabalham 40 horas por semana no restaurante e estudam para concluir um curso na área, reconhecido a nível nacional. 

 

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O objetivo deste interessante projeto é providenciar aos presos educação e experiência nesta área, tentando facilitar a integração social pós prisão e reduzir as possibilidades de ser cometido um novo crime. 

 

Segundo um estudo recente, aqueles que trabalham no restaurante têm 41% menos probabilidades de voltar a cometer um crime. 

 

A empresa responsável pelo projeto tem ainda restaurantes em mais 3 prisões no Reino Unido, sendo que todos alcançaram igualmente o primeiro lugar nos tops dos restaurantes de cada área.

 

Este projeto não é único no Reino Unido, havendo também um restaurante de fine dining numa prisão em Milão.

 

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Fica a sugestão para fazerem o mesmo em Portugal.

 

Saibam mais sobre o restaurante aqui. E atenção que se estiverem a pensar reservar uma mesa, leiam bem as FAQ antes da reserva. Existe um grande número de regras de segurança (e não só) que têm de ser cumpridas, uma vez que o restaurante fica, efetivamente, dentro da prisão. E, já agora, só podem entrar no restaurante maiores de 18 anos. 


Fonte

Chef arrasa com crítica negativa apenas com uma linha

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Texto original

Por Peter Basildon, a 26 de junho de 2017 no Fine Dining Lovers

 

Sempre que vemos uma resposta do dono de um restaurante a uma crítica negativa temos de fazer o respetivo destaque.

 

As nossas favoritas são normalmente aquelas em que o Chef decide arrasar uma crítica online, principalmente quando o faz com humor.

 

De vez em quando, basta apenas uma resposta curta, direta e honesta, e uma crítica negativa pode ser desfeita de forma muito eficiente.

 

Como aconteceu com a crítica ao restaurante Halal Guys feita por um crítico online que disse que não estava satisfeito com o cordeiro que tinha comido. Qual é o problema? O restaurante não vende cordeiro - nada!

 

"Quando eu quero cordeiro, espero qualidade que esteja de acordo com o preço. Halal Guys não consegue isso.

Para o produto que servem, eles são muito caros. O espaço é interessante, mas simples em comparação com outros estabelecimentos na zona.

E no fim... eles são outro restaurante de fast food... se conseguirem imaginar um sítio pior do que o McDonalds.

 

Não liguem às críticas com 4 ou 5 estrelas. Classifiquem tudo de acordo com o verdadeiro sabor.

 

Se preferir uma excelente variedade de cordeiro de qualidade, visitem Acropolis Cuisine em Metairie.

Se procura por uma refeição rápida em NOLA experimente o Cleo's Mediterranean Cuisine."

 

Resposta do dono do restaurante:

"Olá Patrick, pedimos desculpa pela sua experiência menos satisfatória. Informamos apenas que não há nenhum prato no nosso menu que inclua cordeiro. Os nossas opções para pratos ou sandes são galinha, vaca ou ambas. Obrigado pelo feedback."

 

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Será que podemos criticar um restaurante sem medo de represálias?

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Em primeiro lugar, obrigado ao João Faria, autor do blog Menu Executivo, (Instagram) por me ter chamado a atenção para esta notícia.


Ora então parece que o conceituado Chef Vítor Sobral vai processar um cliente por causa de uma crítica que fez na Zomato ao seu restaurante Balcão da Esquina no Mercado da Ribeira.