Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

IMG_3522.JPG

 

Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

A eventual força de um post

Post.png

 

Ontem escrevi um post, que não queria escrever, sobre a minha má experiência no restaurante o Nobre no Campo Pequeno, da Chef Justa Nobre.

 

Em poucos minutos, começaram a aparecer comentários em todas as redes sociais e no blog. Todos a darem-me razão. A lamentar a falta de qualidade. O mau atendimento. O snobismo existente. Os preços excessivos face à qualidade apresentada. No fundo, a desilusão. E, aparentemente, não é algo recente. Há quem já tenha tido a mesma má experiência há uns anos.

 

As visualizações começaram a ganhar números incríveis e, em 24 horas, o blog foi visitado por 15 mil pessoas por causa do post. Repito, 15 mil num dia.

 

Escrevi o post sem o querer escrever, mas depois de tantas visitas, comentários, partilhas e agradecimentos pela "coragem", pelo trabalho, imparcialidade, e por chamar a atenção de algo que está mal, percebo que nunca mais devo hesitar. 

 

Não desejo o mal do restaurante, da equipa ou da Chef. Mas espero que este singelo blog consiga pelo menos mudar algo num restaurante que, em princípio, tinha tudo para ser ótimo, mas que está longe de o ser. Duvido que isso aconteça, mas nunca se sabe. 

Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

IMG_3122.JPG

 

Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

IMG_3121.JPG

 

A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

IMG_3123.JPG

 

Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

Chef arrasa com crítica negativa apenas com uma linha

01.jpg

 

Texto original

Por Peter Basildon, a 26 de junho de 2017 no Fine Dining Lovers

 

Sempre que vemos uma resposta do dono de um restaurante a uma crítica negativa temos de fazer o respetivo destaque.

 

As nossas favoritas são normalmente aquelas em que o Chef decide arrasar uma crítica online, principalmente quando o faz com humor.

 

De vez em quando, basta apenas uma resposta curta, direta e honesta, e uma crítica negativa pode ser desfeita de forma muito eficiente.

 

Como aconteceu com a crítica ao restaurante Halal Guys feita por um crítico online que disse que não estava satisfeito com o cordeiro que tinha comido. Qual é o problema? O restaurante não vende cordeiro - nada!

 

"Quando eu quero cordeiro, espero qualidade que esteja de acordo com o preço. Halal Guys não consegue isso.

Para o produto que servem, eles são muito caros. O espaço é interessante, mas simples em comparação com outros estabelecimentos na zona.

E no fim... eles são outro restaurante de fast food... se conseguirem imaginar um sítio pior do que o McDonalds.

 

Não liguem às críticas com 4 ou 5 estrelas. Classifiquem tudo de acordo com o verdadeiro sabor.

 

Se preferir uma excelente variedade de cordeiro de qualidade, visitem Acropolis Cuisine em Metairie.

Se procura por uma refeição rápida em NOLA experimente o Cleo's Mediterranean Cuisine."

 

Resposta do dono do restaurante:

"Olá Patrick, pedimos desculpa pela sua experiência menos satisfatória. Informamos apenas que não há nenhum prato no nosso menu que inclua cordeiro. Os nossas opções para pratos ou sandes são galinha, vaca ou ambas. Obrigado pelo feedback."

 

02.png

 

As parvoíces do parto dos gémeos do Clooney e Amal

6.jpg

 

Partindo do pressuposto que as informações nesta notícia são verdadeiras:

- George Clooney reservou uma ala inteira do hospital onde nasceram os gémeos. E pela módica quantia de $588 mil por semana. Mais valia fechar as portas do hospital... Eu percebo que eles são famosos, e que há por aí muitos malucos, mas uns seguranças não serviriam? Era preciso gastar meio milhão de dólares por semana para bloquear uma ala inteira de um hospital? Sugiro que bloqueiem também a rua. Não, o bairro inteiro. Ou talvez o país. Será suficiente?

 

2.jpg

 

- A Amal não queria estar sozinha no momento do parto e por isso contratou duas doulas . Não uma, mas duas. E não eram duas doulas a trabalhar em Londres (onde nasceram os bebés). Tiveram de ir de LA para Londres. Valor? $30 mil. Coisa pouca. Mas eu percebo... Parece que as doulas de Londres não são grande coisa. Há histórias de doulas de Londres que se limitam a apoiar, ajudar, agarrar as mãos e dizer para respirar fundo, e Amal queria muito mais do que isso. Amal queria que as doulas tivessem os bebés por ela. E estas de LA conseguem isso mesmo. Por $30 mil, mal seria se não conseguissem!

 

3.jpg

 

- Como é óbvio, as duas doulas não eram suficientes. A Amal contratou ainda uma massagista. Já se sabe que o George Clooney não vai para novo e aquelas mãos já não são o que eram. Quanto custou a massagista (italiana, atenção!)? $5 mil. Amal, querida, por menos do que 5 mil dólares eu ia a Londres massajar-te. Levo apenas 4 mil dólares. E não se fala mais nisso.


- Acham tudo normal até agora? Talvez seja... Mas e mandar vir um Chef de Itália para ajudar o Chef do hospital a cozinhar a comidinha que o George e a Amal mais gostam? Que tal? Perfeitamente normal... Tal como o preço. $10 mil! Para ajudar o outro Chef a cozinhar umas refeições para o casal. A sério, malta? O dinheiro é assim tanto que já nem conseguem comer algo feito por uma pessoa qualquer? Têm de andar com um Chef atrás?? Ouviram que a comida do hospital é má e decidiram prevenir-se? Eu gozo, mas vou tirando apontamentos. Quando me sair o Euromilhões vou fazer o mesmo. Mas não fico só por um Chef. Já estou a pensar numa equipa para me acompanhar para todo o lado. João Rodrigues, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Pedro Pena Bastos... É que eu com o Euromilhões não arrisco!

 

1.jpg

 

- Para terminar, é evidente que a Amal não está a pensar ter qualquer trabalho com os gémeos. Tem mais com que se preocupar. Senão a massagista italiana nem era suficiente. Por isso, a Amal já contratou duas amas para os bebés. Sim, duas. Porque se são dois bebés, tem de haver duas amas. Lógico. Preço? $400 mil por ano. Ora fazendo as contas, dá cerca de $16 mil por mês para cada uma. Amal? Hello? Eu por $20 mil por mês tomo conta dos gémeos. Já viste a poupança? E se juntares mais uns trocos (que aqui são milhares) cozinho para ti e para o George (vocês também não devem comer muito) e ainda faço umas massagens. Mas não ao George. Tudo por um valor bem mais baixo do que aquele que estás a pagar. Que tal? Temos acordo? Pensa nisso, que sei que és uma mulher poupadinha!

Será que podemos criticar um restaurante sem medo de represálias?

Vitor sobral.jpg

 

Em primeiro lugar, obrigado ao João Faria, autor do blog Menu Executivo, (Instagram) por me ter chamado a atenção para esta notícia.


Ora então parece que o conceituado Chef Vítor Sobral vai processar um cliente por causa de uma crítica que fez na Zomato ao seu restaurante Balcão da Esquina no Mercado da Ribeira. 

 

 

 

Eatfish, novo restaurante em Lisboa a não perder

EATFISH - Exterior.JPG

 

Eat fish, feels great!

Este é o mote do mais recente restaurante de peixe fresco de Lisboa, localizado numa zona que tem sofrido um enorme upgrade nos últimos tempos - Cais do Sodré (na Travessa de S. Paulo, n.º 11, mesmo ao pé do Mercado da Ribeira).

 

O conceito é simples. Aposta na qualidade da matéria e sua frescura, sem descurar a criatividade. Tudo isto num ambiente muito interessante de cozinha contemporânea, sem esquecer a parte saudável - cada vez mais pensamos no nosso bem estar (ainda bem) e o peixe é, indiscutivelmente, um produto com inúmeros benefícios para a saúde - e os preços acessíveis.

 

EATFISH - Interior.JPG

 

Na ementa do Eatfish (da autoria do Chef Carlos Soares, que já passou pelo Vila Joya e Tartar-ia) podemos encontrar carpaccios, ceviches, tártaros e tatakis. Mas se não apreciam o peixe cru, não se preocupem pois também podem optar pelo peixe grelhado e assado no forno, servidos com dois de cinco acompanhamentos à escolha.

 

FullSizeRender.jpg

 

Passando então à refeição, esta começou com um couvert muito interessante. Húmus de grão e beterraba, acompanhados por tostas crocantes. Couvert que foge ao tradicional nos restaurantes portugueses, mas que a meu ver resulta na perfeição com o estilo de refeição servida. 

 

FullSizeRender (2).jpg

 

Para entrada optei por um trio de tártaros - salmão, atum e corvina (€16,50). Dose generosa e absolutamente perfeita. E porquê? Por causa do tempero. Quem gosta de tártaros, carpaccios e outras técnicas semelhantes, sabe que um dos problemas recorrentes é a falta de tempero. Ou o tempero errado, que anula o sabor do peixe. E nada mais desagradável do que ter um peixe que não sabe a nada, ou que só sabe ao tempero. Neste caso, isso não aconteceu. Era possível não só sentir o sabor dos três peixes, como o tempero dos mesmos. Havia um equilíbrio adequado e verdadeiramente no ponto. O sal foi usado na perfeição enquanto "lupa de sabores" e os molhos davam gosto sem se sobreporem.

 

FullSizeRender (3).jpg

 

Para prato principal um tataki de atum (€13,00) que brilhou tanto (ou mais) como o trio de tártaros. Examente a mesma perfeição no tempero. Neste prato optei por um saboroso chutney de coentros como molho e como acompanhamentos legumes assados e puré de batata wasabi.

 

FullSizeRender (4).jpg

 

O atum estava irrepreensível, mas o molho e os acompanhamentos não ficavam atrás. No molho apenas pecou a falta de uma espátula para não desperdiçar uma única gota e os acompanhamentos surpreenderam bastante. Não sou fã de legumes assados e não gosto mesmo de cenouras, mas aqui adorei (!), e o puré de wasabi estava bastante equilibrado. Sentia-se o gosto do wasabi, mas sem que este se tornasse agressivo. Eu, que gosto de wasabi em doses agressivas, gostei bastante deste resultado mais razoável.

 

FullSizeRender (5).jpg

 

Para finalizar, não resisti ao trio de mousses de chocolate (€3,00). E ainda bem que o fiz, porque era uma delícia. Três tipos de chocolate, três pecados - branco, preto e blonde (com um gosto ligeiramente a caramelo) todos da Valrhona. 

 

FullSizeRender (1).jpg

 

A acompanhar toda a refeição, uma boa limonada com hortelã (€1,90). 

 

Antes de terminar, destaque positivo para o simpático e rápido serviço, bem como para o espaço muito bonito e descontraído, com um estilo vintage, da autoria dos arquitetos Pedro Ricciardi, João Regal e Hilária Neto.

 

Obrigado à Tinkle Portugal e ao restaurante Eatfish na pessoa do seu proprietário, o gestor e empresário Vasco Oliveira, pelo simpático convite e pelo ótimo almoço (e companhia). 

 

Nota final: a visita ao restaurante Eatfish foi feita a convite do grupo Tinkle Portugal e do restaurante, porém a presente crítica é 100% imparcial, tal como todas as outras. Quando aceito um convite este não pode acarretar qualquer tipo de contrapartida, restrição ou exigência, de forma a poder manter a imparcialidade que pautam as críticas que faço. 

 

Acompanhem-nos também no Instagram, Twitter e Facebook.

DiverXO - A refeição mais incrível da minha vida!

IMG_9444.JPG

 

No céu estrelado do Guia Michelin, existe um restaurante que rompe com todas as formalidades e barreiras, levando os seus clientes para um mundo onírico criado por um génio chamado Dabiz Muñoz.O DiverXO é, no entender de muitos, o restaurante mais extremo do mundo. Mais irracional e mais perfeito. Mais louco. Mais irreverente. Depois de ter lá estado, posso afirmar que o DiverXO é isso tudo e muito mais.

 

Não estamos perante um restaurante normal (e não o afirmo por causa das três estrelas que ostenta). O DiverXO é um verdadeiro espetáculo, parecido com uma peça de teatro, onde a máquina criada por Dabiz Muñoz dá sinais de estar muitíssimo bem treinada e onde tudo tem de estar perfeito. Absolutamente perfeito, ou não fosse Dabiz Muñoz um incansável perfecionista. Para ele não basta um excelente. Tem de estar perfeito. E essa exigência, que faz com que muitos cozinheiros e outros membros da sua equipa abandonem a cozinha no fim do primeiro dia de trabalho, passa para toda a sua equipa e resulta em pratos, ou telas (como gosta de chamar) perfeitos. 

 

davidmunoz.jpg

 

 

 

20 novidades e desejos gastronómicos para 2017

19838948_eZH8H.jpeg

 

O ano de 2016 foi ótimo para Portugal no que respeita à gastronomia, mas tudo indica que 2017 será ainda melhor. Aqui ficam 20 novidades e desejos gastronómicos para 2017 (sem nenhuma ordem especial):

 

1. Depois da Mercearia, da Taberna e do Páteo, vai ser inaugurado mais um espaço dentro do Bairro do Avillez. Já nos levantaram a ponta do véu, mas como ainda é segredo, prometemos guardá-lo religiosamente (fica a dica e para bom entendedor, meia palavra basta). 

 

2. Em junho, julho, o grande Chef Kiko Martins (que nunca pára) vai abrir um novo restaurante, com um novo conceito. Chama-se Watt e fica no piso térreo da sede da EDP. Depois do Talho, Cevicheria e Asiático, só se pode esperar algo igualmente muito bom.

 

3. Se tudo correr bem, dentro de poucas semanas Henrique Sá Pessoa vai inaugurar o Tapisco no Príncipe Real. Como o nome indica, terá tapas e petiscos, um ambiente acolhedor, informal, com a tradicional barra e comida deliciosa, ou não fosse da responsabilidade de um dos melhores Chefs nacionais. Tivemos a oportunidade de falar pessoalmente com o Chef Henrique Sá Pessoa há umas semanas sobre este novo projeto e ficámos encantados.

 

4. O Leopold vai, finalmente, reabrir as suas portas já este mês, deixando a Mouraria e abraçando o novo projeto no magnífico Palácio Belmonte. Quem acompanha o Só entre nós sabe bem o que achámos do restaurante Leopold, mas isso não quer dizer que não veja com bons olhos esta reabertura e até tenha alguma curiosidade em visitá-lo.

 

5. Marlene Vieira vai voltar a ter um restaurante "fine dining" (graças a Deus)! Poderemos finalmente voltar a provar as suas criações, depois de um Avenue que deixou saudades. Marlene Vieira e João Sá vão então abrir o Verso, no Largo de Camões, em princípio na primeira metade do ano.

 

6. Fala-se muito no regresso de Leonardo Pereira. E depois da nossa espetacular experiência no Areias do Seixo, espero mesmo que se concretize o novo projeto já em 2017.

 

7. Certo é o novo projeto do (cada vez mais) português e italiano Tanka Sapkota. É já em janeiro, segue os sabores italianos do Come Prima e Forno d'Oro, e promete muito.

 

8. A propósito de sabores italianos, parece que Jamie Oliver vai mesmo abrir um restaurante em maio no Príncipe Real. Só falta saber se será um Recipease, Jamie's Italian ou outra novidade.

 

9. O Terraço do Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade vai reabrir com Tiago Bonito a comandar as tropas, depois de deixar a Pousada de Lisboa. Estivemos várias vezes para lá ir em 2016, mas nunca se concretizou. Parece que agora teremos de ir à Avenida para provar as criações de Tiago Bonito. 

 

10. Ao estilo do futebol, houve uma contratação do Chef Diogo Noronha por parte do grupo Multifood ao grupo Mainside. O resultado será a abertura já este ano de um novo restaurante no... Príncipe Real, claro. 

 

11. Ainda nas contratações, Portugal contratou novamente Vincent Farges. E que bom negócio. Pior para as Caraíbas. O restaurante ficará no Chiado e deverá abrir nos próximos meses. 

 

12. Para quem gosta de comida do Médio Oriente também há boas notícias, com a abertura do Mezze em LIsboa. A não perder. 

 

13. Mais uns desejos. Espero, sinceramente, que se continue a fazer justiça no campo das estrelas Michelin, e que 2017 continue o bom caminho do ano passado, com a atribuição de mais estrelas a restaurantes portugueses. A quantidade interessa, como é óbvio, mas mais importante é que haja justiça nas estrelas atribuídas, o que ainda não há.

 

14. E, já agora, gostava mesmo que a cerimónia do Guia fosse (finalmente) realizada em Portugal.

 

15. Ainda no campo das estrelas, os meus desejos - Que o Belcanto atinja o patamar necessário para lutar pela terceira estrela michelin.

 

16. Que o Feitoria, de João Rodrigues, receba a segunda estrela (não faz sentido que não a tenha).

 

17. Que o Guia acorde do sono profundo em que se encontra e dê a estrela ao Esporão de Pedro Pena Bastos.

 

18. Que o mesmo aconteça com o Ferrugem de Renato Cunha.

 

19. E que a Casa de Chá da Boa Nova suba mais um degrau no guia. Bem merece. Foi uma das melhores surpresas de 2016.

 

20. Por fim, espero que surjam mais restaurantes que nos deixem tão rendidos e apaixonados, como acontece sempre que vamos ao Alma. 

 

Feliz Ano Novo para todos!

A perfeição no restaurante LOCO

IMG_6238.JPG

Análises.png 

O restaurante LOCO do Chef Alexandre Silva estava na minha lista de restaurantes a não perder desde o dia em que ouvi falar nele pela primeira vez, bem antes da sua abertura. Primeiro, porque era um projeto do Chef Alexandre Silva, o que só por si já motivaria uma visita, e segundo pela ousadia que o LOCO apresentaria em Lisboa.