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soentrenos

Muda de vida se não viveres satisfeito

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Muda de vida se não viveres satisfeito. É muito comum ouvir/ler esta frase. E faz todo o sentido. A vida, ao que tudo indica, é só uma, e é curta. Mesmo que se viva 100 ou mais anos. Por isso, se não estamos satisfeitos, devemos mudar de vida. Mudar de parceiro. Mudar de trabalho. Mudar de cidade. Mudar de país. Mudar qualquer coisa. Mas quantos é que realmente mudam? Mais concretamente, quantos é que mudam só porque não estão satisfeitos e não porque necessitam?

 

A minha mulher termina esta semana mais de uma década no seu local de trabalho. Onde tinha, e teria sempre, trabalho garantido e um ordenado (independentemente de ser tremendamente injusto para as horas de trabalho e responsabilidade inerente) acima da média. E termina esta semana por decisão própria. Porque não estava satisfeita. Porque queria mais e melhor.

 

A minha mulher teve a coragem de mudar. De mudar não porque precisava, mas porque não estava satisfeita. E começará agora uma nova fase onde nada é garantido. Trocou a segurança pela "insegurança", mas uma vida insatisfeita por uma vida em princípio mais satisfeita e melhor.

 

A minha mulher tem muito mais coragem do que alguma vez teria, e deixa-me cada vez mais orgulhoso por ela e pela sua decisão. Apoiei-a desde que começou a pensar em mudar e apoiarei sempre. Dando certo ou errado.

 

Tenho a certeza que a mudança será para muito melhor, mas não podia deixar de enaltecer aqui a sua coragem e determinação, a sua força incrível, e desejar a maior da sorte no novo trabalho que começará para a semana.

 

Só entre nós, és uma inspiração. Adoro-te!

Traições e a merda de sociedade em que vivemos

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Continuando com o post sobre o divórcio estar banalizado (que podem ler aqui), que merda de sociedade é esta em que o traidor, homem, é quem sai em grande de um divórcio?

 

Desculpem a palavra merda, mas desconheço outra melhor para caracterizar esta sociedade triste e machista que temos. 

 

Temos portanto um homem casado, que se "apaixona" por outra, e decide trair a sua mulher durante longos meses até ser descoberta a traição. E o que é que acontece?

 

- Muitas pessoas, homens e mulheres, ouvem a história e comentam: será que ela também não tinha outro homem?

- Quase todos aqueles que são próximos apoiam o traidor. Se estava apaixonado, fez muito bem em terminar o casamento. Esquecem-se, no entanto, que não foi ele quem terminou o casamento, mas sim que este só terminou porque a mulher descobriu a traição ao fim de longos meses.

- Muitos afastam-se da mulher, como se fosse tóxica, depois de dezenas de anos de convívio.

- No caso de festas onde era suposto estar o traidor e a traída, a traída vai e o traidor recusa-se a ir porque a "amante" pode sentir-se mal por estar numa festa com a ex-mulher. E o mais engraçado é que há quem concorde com esta atitude.

 

Mas serei eu que estou louco? Porque é que é a mulher quem tem de ficar por baixo? Porque é que assumem logo que foi ela que traiu? Porque é que expulsam a traída da sua vida, e acolhem com celebração o traidor?

 

E se fosse ao contrário? Se fosse a mulher a trair e o homem traído? Pior ainda!! O homem ainda seria mais consolado. Quando trai, já é coitadinho porque não estava feliz no casamento. Quando é traído, ela é uma p#%& e ele um desgraçado que foi traído e abandonado.

 

Portanto, se ela trair é uma grande p#%&. Se for traída, é só uma p#%&.

 

Ou seja, traída ou traidora, a mulher é sempre uma p#%&, o elo mais fraco. E porquê? Porque vivemos numa merda de sociedade machista e estúpida.

 

E sim, é um homem quem assina este post.

O divórcio está banalizado???

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Na semana passada fiquei a saber que mais um casal da minha família se vai divorciar (já são mais os divorciados do que aqueles que continuam casados com o mesmo companheiro de sempre).

 

Ele traiu-a, ela desconfiou, ele confessou e entre a mulher e amante escolheu a amante. (Sim, foi uma escolha dele. Seria normal que face a uma traição a mulher não o quisesse mais, mas neste caso não é assim).

 

História já vista e revista, tanto na realidade como na ficção.

 

O mais surreal para mim é que os filhos não ficaram incomodados com a situação (todos na casa dos 30). Acharam normal.

 

"O pai está apaixonado."

"Ele está mais feliz com a outra."

"Se ele não estava feliz já deveria ter ido embora há mais tempo."

 

A sério?? O divórcio é assim tão comum que já se tornou banal? Algo normal que acaba por acontecer mais cedo ou mais tarde?

 

Não interessa se o pai traiu a mulher com quem estava há mais de 30 anos? Não interessa se andou a traí-la por largos meses? Não interessa que a mãe fique agora sozinha?

 

Pode dar ideia que os filhos não gostam da mãe, mas não é nada disso. Parece-me que nem tomaram um lado. Simplesmente aceitaram esse facto com total normalidade.

 

Mas será que isso é bom? É evidente que é muito melhor do que haver grandes dramas e sofrimento, mas não quererá dizer algo?

 

Será que o casamento deixou de ser encarado como algo para uma vida?

 

Eu não entendo que um casal tem de ficar junto toda a vida independentemente de gostarem ou não do outro. Eu não defendo que um casamento se deva manter por causa de filhos. E considero que é muito melhor terminar uma relação do que andar um dos membros do casal a trair o outro.

 

Mas é esta aparente banalização que me incomoda...

 

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Quando é que... me deixam em paz?!?

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Este post é escrito na primeira pessoa, mas tenho a certeza absoluta que este "drama" é comum a muitas pessoas.

 

Quando era criança, recordo-me de perguntarem frequentemente:

E namoradinha? Já tens uma namorada?

 

Quando era adolescente, a mesma pergunta:

Então e namorada?

 

Já com namorada:

Então e para quando é o casamento?

 

Após o casamento:

E filhos? Para quando?

 

Vários anos após o casamento:

Filhos? Então? Quando é que vem um bebé?

 

Quando finalmente nasce o bebé:

Então e um irmãozinho? Já está na altura de pensarem noutro filho. Dois é que é.

 

E que tal deixarem-me em paz? Era boa ideia, não era? Que mania é esta que as pessoas têm de viver obcecadas com a vida dos outros? O que é que lhes interessa se X tem namorada, se vai casar ou tem filhos? O que é que aconteceu para sentirem todos que têm algo a dizer na vida dos outros?

 

Tenho a sensação que todas estas perguntas, para além de revelarem uma tremenda cusquice e falta de educação, também demonstra que não têm nada de jeito para dizer. Por isso, e que tal se fechasse a boquinha? É que se é para fazer estas perguntas tolas sobre a vida dos outros, então estejam calados.

 

Ainda por cima eu tenho a certeza que isto é uma bola de neve. Após o quinto filho de certeza que viria:

Então e o sexto? Meia dúzia? Que tal?

 

E isto nunca vai ter fim. Um familiar meu já chegou a perguntar-me se o meu filho, que ainda nem tem dois anos, já tinha namorada. A sério?

 

E não me venham dizer que é brincadeira, porque não é.

 

Parece-me que a única alternativa é passar ao ataque com a mesma arma. Deixo algumas sugestões:

Então e um segundo filho?

E porque é que não teve um segundo filho?

 

Quando é que se casam?

Quando é que se divorciam?

 

Já tens namorada?

Já tem amante?

 

É capaz de resultar...

E o bolo de casamento?

 

Todos falam no vestido de casamento de Angelina Jolie, e eu percebo o motivo. Mas há outro pormenor deste casamento sui generis que também merece destaque - o bolo de casamento.

 

Não, não se preocupem que não foi pintado com canetas de feltro pelos filhos, tal como aconteceu com o vestido. Porém, e de acordo com a revista People, foi confecionado pelo filho de 11 anos, Pax (que, se não me engano, é o filho do meio na foto em baixo).

 

 

Ora eu não sei se ele é bom a cozinhar bolos... Até pode ser um verdadeiro Junior Masterchef. Mas era capaz de apostar que o bolo devia estar tão lindo como o vestido da mãe e que só os pais é que devem ter arriscado e comido uma fatia.

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