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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

A eventual força de um post

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Ontem escrevi um post, que não queria escrever, sobre a minha má experiência no restaurante o Nobre no Campo Pequeno, da Chef Justa Nobre.

 

Em poucos minutos, começaram a aparecer comentários em todas as redes sociais e no blog. Todos a darem-me razão. A lamentar a falta de qualidade. O mau atendimento. O snobismo existente. Os preços excessivos face à qualidade apresentada. No fundo, a desilusão. E, aparentemente, não é algo recente. Há quem já tenha tido a mesma má experiência há uns anos.

 

As visualizações começaram a ganhar números incríveis e, em 24 horas, o blog foi visitado por 15 mil pessoas por causa do post. Repito, 15 mil num dia.

 

Escrevi o post sem o querer escrever, mas depois de tantas visitas, comentários, partilhas e agradecimentos pela "coragem", pelo trabalho, imparcialidade, e por chamar a atenção de algo que está mal, percebo que nunca mais devo hesitar. 

 

Não desejo o mal do restaurante, da equipa ou da Chef. Mas espero que este singelo blog consiga pelo menos mudar algo num restaurante que, em princípio, tinha tudo para ser ótimo, mas que está longe de o ser. Duvido que isso aconteça, mas nunca se sabe. 

Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

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Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

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A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

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Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

SushiCorner

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Recentemente fui experimentar o SushiCorner e fiquei rendido.

 

Pertencente ao SushiCafé, o SushiCorner, presente em diversos espaços comerciais, tem uma ementa bastante diversificada, da responsabilidade de Daniel Rente, o conhecido Chef do SushiCafé Avenida, que tem como objetivo agradar a todos, incluindo aqueles que não gostam de peixe cru.

 

Do já provado, o sushi, nigiri e temaki são frescos e deliciosos, e os preços adequados à quantidade e qualidade servida.

 

Por exemplo:

  

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Super Moriwase (€10,95) - 4 rolos sushi harumaki, 3 rolos salmão maki, 3 nigiri de salmão, 1 nigiri de peixe manteiga, 1 nigiri de robalo e 2 nigiri de atum.

 

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Sushi Mix (€8,95) - 1 temaki simples à escolha, 4 rolos sushi harumaki e 4 rolos sushi califórnia. Neste caso, escolhi um temaki de salmão crocante, que é composto por salmão com maionese japonesa e batata doce crocante.

 

Aos menus é sempre possível juntar uma sopa miso com algas, tofu, alho francês e sésamo por apenas mais €1,00.

 

Podem conhecer a carta completa aqui.

Obras Saldanha e Picoas

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Não é fácil para qualquer um reconhecer a praça do Saldanha e a principal avenida de Picoas nestas duas fotografias antigas da cidade de Lisboa. De facto, com o tempo tudo muda. E, neste caso, mudou muito!

 

Perante isto, não parece assim tão revolucionária a proposta da Câmara de Lisboa, que pretende alterar aquele que é um dos principais eixos rodoviários da cidade, entre o Marquês de Pombal e o Campo Pequeno. As obras devem começar no início do próximo ano.

 

Na Praça Duque de Saldanha mantêm-se as faixas de trânsito principais, que atravessam o centro da praça, mas a circulação em rotunda será transposta para as faixas atualmente utilizadas para estacionamento e praça de táxis.

 

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Nesta proposta, deixa de haver ligação entre a rotunda do Saldanha e a Avenida Praia da Vitória, ficando mais espaço para os peões, com quiosques e esplanadas, nas laterais.

 

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Junto aos passeios da praça será construída uma ciclovia, que terá continuidade até ao Marquês de Pombal através da Avenida Fontes Pereira de Melo. Para já, esta ciclovia vai ligar o Saldanha à Avenida Duque de Ávila (onde já existe uma), mas mais tarde a ligação será até ao Campo Grande.

 

Acho que a cidade e os seus habitantes e visitantes têm a ganhar com este projeto!