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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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As parvoíces do parto dos gémeos do Clooney e Amal

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Partindo do pressuposto que as informações nesta notícia são verdadeiras:

- George Clooney reservou uma ala inteira do hospital onde nasceram os gémeos. E pela módica quantia de $588 mil por semana. Mais valia fechar as portas do hospital... Eu percebo que eles são famosos, e que há por aí muitos malucos, mas uns seguranças não serviriam? Era preciso gastar meio milhão de dólares por semana para bloquear uma ala inteira de um hospital? Sugiro que bloqueiem também a rua. Não, o bairro inteiro. Ou talvez o país. Será suficiente?

 

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- A Amal não queria estar sozinha no momento do parto e por isso contratou duas doulas . Não uma, mas duas. E não eram duas doulas a trabalhar em Londres (onde nasceram os bebés). Tiveram de ir de LA para Londres. Valor? $30 mil. Coisa pouca. Mas eu percebo... Parece que as doulas de Londres não são grande coisa. Há histórias de doulas de Londres que se limitam a apoiar, ajudar, agarrar as mãos e dizer para respirar fundo, e Amal queria muito mais do que isso. Amal queria que as doulas tivessem os bebés por ela. E estas de LA conseguem isso mesmo. Por $30 mil, mal seria se não conseguissem!

 

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- Como é óbvio, as duas doulas não eram suficientes. A Amal contratou ainda uma massagista. Já se sabe que o George Clooney não vai para novo e aquelas mãos já não são o que eram. Quanto custou a massagista (italiana, atenção!)? $5 mil. Amal, querida, por menos do que 5 mil dólares eu ia a Londres massajar-te. Levo apenas 4 mil dólares. E não se fala mais nisso.


- Acham tudo normal até agora? Talvez seja... Mas e mandar vir um Chef de Itália para ajudar o Chef do hospital a cozinhar a comidinha que o George e a Amal mais gostam? Que tal? Perfeitamente normal... Tal como o preço. $10 mil! Para ajudar o outro Chef a cozinhar umas refeições para o casal. A sério, malta? O dinheiro é assim tanto que já nem conseguem comer algo feito por uma pessoa qualquer? Têm de andar com um Chef atrás?? Ouviram que a comida do hospital é má e decidiram prevenir-se? Eu gozo, mas vou tirando apontamentos. Quando me sair o Euromilhões vou fazer o mesmo. Mas não fico só por um Chef. Já estou a pensar numa equipa para me acompanhar para todo o lado. João Rodrigues, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Pedro Pena Bastos... É que eu com o Euromilhões não arrisco!

 

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- Para terminar, é evidente que a Amal não está a pensar ter qualquer trabalho com os gémeos. Tem mais com que se preocupar. Senão a massagista italiana nem era suficiente. Por isso, a Amal já contratou duas amas para os bebés. Sim, duas. Porque se são dois bebés, tem de haver duas amas. Lógico. Preço? $400 mil por ano. Ora fazendo as contas, dá cerca de $16 mil por mês para cada uma. Amal? Hello? Eu por $20 mil por mês tomo conta dos gémeos. Já viste a poupança? E se juntares mais uns trocos (que aqui são milhares) cozinho para ti e para o George (vocês também não devem comer muito) e ainda faço umas massagens. Mas não ao George. Tudo por um valor bem mais baixo do que aquele que estás a pagar. Que tal? Temos acordo? Pensa nisso, que sei que és uma mulher poupadinha!

Quando é que vai nascer o bebé? Não faço ideia!!

 

Dica: Se não querem que se vá visitar um bebé, e respetivos pais, quando ele nasce, basta dizer isso mesmo. Se os outros ficarem ofendidos, paciência. Numa altura tão difícil como aquela a seguir a um parto (principalmente nos casos de primeiros filhos) em que os pais ainda se estão a adaptar ao filho e o filho aos pais e ao mundo, é normal que não se goste de ter visitas a entrar constantemente pelo quarto. Avisem com antecedência e digam algo como: agradecemos a compreensão, mas teremos todo o gosto em recebê-los quando já estivermos em casa e tiverem passados alguns dias da saída do hospital.

 

Muito pior, mas mesmo muito pior, é tentarem ignorar questões feitas a propósito do nascimento do bebé. Aliás, tentarem ignorar por completo qualquer questão relacionada com o parto. Mesmo que faltem apenas alguns dias para a data prevista.

 

Responder que não sabem quando é que o bebé vai nascer, ou até que não fazem a mínima ideia, ou que isso não interessa, é de loucos! Para além de uma falta de respeito por quem até está educadamente a perguntar. Custa muito dizer que em princípio faltam x dias ou x semanas? Um bebé pode nascer a qualquer momento, todos sabem disso, mas há uma data prevista. E fazer de conta que a ignoram é fazer os outros de parvos, apesar de serem eles quem está a ser parvo.

 

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Vamos parar de fechar os olhos?

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Vamos direto ao assunto. Há milhões de pessoas a passar fome no mundo. Milhões de crianças. Estima-se que 795 milhões de pessoas não têm comida suficiente, e é por isso que a fome mata mais pessoas todos os anos do que o SIDA, a malária e a tuberculose combinadas. No entanto, a fome tem uma solução. E não é assim tão difícil.

 

1 em cada 7 crianças no mundo passa fome.

 

Mas sabiam que alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro custa apenas € 0,40?

 

E sabiam que existem no mundo 2 mil milhões de utilizadores de smartphones? Ou seja, que o número de utilizadores de smartphones supera o número de crianças com fome por 20 a 1? Ou seja, que se todos os utilizadores de smartphones se unissem e dessem uma minúscula contribuição mensal deixava de haver crianças com fome no mundo?

 

Já pensou que se não tomar café 1 dia por mês, e usar esse dinheiro para fazer uma contribuição mensal de 40 cêntimos na app, estará a alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro todos os meses?

 

Como? Através da app Share the meal, que colabora com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

 

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Já não é a primeira vez que escrevo sobre a Share the Meal (podem saber tudo aqui) e certamente não será a última. Porque é um projeto em que acreditamos e um projeto que apoiamos desde que foi criado em 2015.

 

Durante 2015 ajudámos a fornecer refeições às crianças das escolas do Lesoto.

 

No final de 2015, ajudámos a reunir refeições para 20 mil crianças sírias carenciadas do campo de refugiados de Zaatari durante um ano inteiro. 

 

Começámos 2016 a apoiar 2 mil mães e os seus bebés em Homs, na Síria, durante um ano inteiro.

 

A seguir, contribuímos para ajudar 1.400 crianças sírias de três a quatro anos que se encontravam refugiadas em Beirute.

 

1.500 crianças refugiadas sírias no Vale Bekaa do Líbano, a viver em condições terríveis, receberam também assistência alimentar durante um ano inteiro graças a esta app.

 

Ainda em 2016 fizemos parte do grupo que conseguiu angariar refeições escolares a 58 mil crianças no Malawi.

 

E em 2017 começámos a ajudar a alimentar 25 mil crianças nos Camarões.

 

No total, a Share the Meal partilhou até agora mais de 11 milhões de refeições desde 2015.

 

Como infelizmente continua a haver quem necessita da nossa ajuda, surgiu agora uma campanha de emergência.

 

A fome foi declarada no Sudão do Sul. Mais de metade da população necessita urgentemente de assistência alimentar, agrícola e nutricional. O objetivo é conseguir 1 milhão de refeições no menor espaço de tempo possível. 

 

Por mais que nos pareça impossível, podíamos ser nós a precisar desta ajuda. Podiam ser os nossos filhos a passar fome.

 

Vamos parar de fechar os olhos? A app é gratuita, e a doação não podia ser mais simples. 

 

Com €0,40 pode alimentar 1 criança durante 1 dia.

Com €2,80 alimenta 1 criança durante 1 semana.

Com €12,00 alimenta 1 criança durante 1 mês.

Com €36,00 alimenta 1 criança durante 3 meses.

Com €146,00 alimenta 1 criança durante 1 ano.

 

São estas as possibilidades de doação na app. Dê pelo menos €0,40. O que é que são 40 cêntimos?

E se puder, faça-o todos os meses. Bebe café? Então um dia por mês não beba um café e utilize esse dinheiro para alimentar uma criança durante um dia inteiro. Pode ser?

 

Obrigado.

Share the Meal (podem saber tudo aqui)

Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

 

Por Eli Rosenberg

06 de julho de 2016

Tradução da minha autoria

Original aqui

 

À primeira vista, parece um lugar estranho para deitar um bebé: pouca roupa de cama e um mini saco de dormir dentro de uma caixa de cartão.

 

Ainda assim, é este o primeiro lugar onde muitos bebés Finlandeses deitam as suas cabecinhas. E acredita-se que este simples berço é responsável por a Finlândia ter atualmente uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil no mundo - 2,52 a cada 1000 nascimentos, menos de metade da taxa nos Estados Unidos da América.

 

Na Finlândia todas as futuras mães recebem uma "caixa bebé", mas existe uma condição. Para receber essa caixa, as futuras mães têm de fazer exames médicos durante os primeiros quatro meses de gravidez.

 

Todos os anos o Governo dá aproximadamente 40.000 caixas que trazem roupa de cama e cerca de outros 50 produtos para bebé, incluindo roupas, meias, um casaco quente e até um gorro para suportar o gelado frio nórdico. (As futuras mães que não precisarem de todos estes produtos podem optar por receber €140,00).

 

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O pacote de produtos que vem dentro da caixa contem roupa de verão e inverno, fraldas, brinquedos, um termómetro e outros produtos úteis para o primeiro ano de vida do bebé.

 

Este programa começou no final dos anos 30, quando cerca de 1 em cada 10 bebés morria na Finlândia durante o seu primeiro ano de vida. As caixas eram uma forma barata de encorajar as mulheres a pôr de lado os velhos hábitos e consultarem um médico durante a gravidez. Por outro lado, as caixas também serviam como um lugar seguro fora da cama dos pais para os bebés dormirem, em casas onde apenas havia mobiliário rudimentar.

 

A Finlândia também oferece uma considerável proteção para os pais dos bebés: mais de 10 meses de licença paga e a garantia de que quem quer que fique em casa com o bebé poderá regressar ao seu trabalho quando quiser até o filho fazer 3 anos. 

 

Existem esforços para alargar a ideia da "caixa bebé" a um público maior. Recentemente um hospital em Londres começou a dar as caixas ainda numa fase de teste. No Minnesota, uma organização sem fins lucrativos distribuiu as caixas por famílias carenciadas, motivando o debate entre as entidades estatais. Um estudante de Harvard criou uma organização para distribuir caixas semelhantes no Sul da Ásia.

 

"Quando sais do país, apercebes-te que, "wow", nem todos os países têm uma "caixa bebé", disse Sanna Kangasharju, que trabalha na Embaixada da Finlândia em Washington.

 

"É um sistema muito eficiente".

O meu bebé de 8 meses lê Shakespeare... em Hebraico

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O meu filho tem 8 meses. E sabe ler? Claro que sim, pfff! Adora Fernando Pessoa, e todos os seus heterónimos. Saramago já não o cativa, e agora anda encantado com Shakespeare. Mas prefere ler as edições em Hebraico. É que em Inglês antigo é demasiado previsível.

 

E sabe escrever? Que estupidez de pergunta... Com 5 meses transcreveu a Bíblia, antigo e novo testamento, numa semana (o que muito me preocupou, porque com 5 meses o máximo aceitável para transcrever tudo seriam 2 dias), e agora está cismado com a obra de Florbela Espanca, estando a produzir dez sonetos por dia.

 

Já tem dentes? Com 8 meses? Mal seria se não tivesse... Já os tem e já são os definitivos. E nem perguntem sobre a comida, porque com os dentes todos não aceita papa ou sopa. Adora é um belo joelho de porca e rosbife!

 

E anda? Não. Corre! Inscrevi-o no mês passado no SLB (orgulho!) como ultramaratonista, e anda a treinar para a sua primeira ultramaratona que é já para a semana. Ainda ontem fez 150 km, ao pé coxinho. Parece-me que vai pelo bom caminho.

 

E já sabe o que quer fazer quando for grande? Está ainda um pouco hesitante, o que me tem deixado nervoso. Já era altura de ter tudo definido. Mas pronto, anda a dedicar 15 horas por dia ao estudo, e penso que daqui a 2 meses (e já estou a ser pessimista) deve ter concluído o seu doutoramento em coluna e mestrado em engenharia nuclear. O resto logo se vê, mas espero que não demore muito para poder passar a assinar os seus e-mails com as iniciais PHD, MD, DR e VXFGZAAJ2.

 

Isto tudo para comentar a estupidez de guerra que é travada por tantos pais, que só querem que os seus filhos sejam génios e, acima de tudo, muitíssimo melhores do que todos os outros, teimando em perguntar diariamente sobre os avanços e conquistas dos filhos dos outros, ao mesmo tempo que vão comentando como os seus filhos fizeram isso tudo, e mais um par de botas, bem mais cedo.

 

Sabem o que vos digo? Cresçam e deixem de ser crianças!

We love sex

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O meu filho adora ver vídeos de bonecos específicos para bebés e crianças no Youtube (como penso que a maioria gosta hoje em dia) e é capaz de ficar longos minutos tranquilo a ver a bonecada, o que me permite ir fazendo algumas coisas sem ter de estar constantemente a prestar-lhe atenção.

 

De vez em quando apercebo-me que o som do vídeo já não é normal e percebo que está a dar publicidade. Normalmente ele não se queixa, e vê aquilo como se fossem os bonecos normais, mas sempre que posso vou lá cancelar o anúncio. Se pus o iPad à sua frente foi para que visse os ratinhos e os patinhos a andar de um lado para o outro, e não publicidade a manteiga ou carros. Seja como for, é publicidade inofensiva, e logo a seguir voltam os bonecos. O problema é que nem sempre é assim.

 

Há uns dias comecei a ouvir uma música e percebi que já era publicidade. Espreitei para o iPad e vi que eram uns bonecos a cantar todos satisfeitos, pelo que decidi deixar tocar. Até estava dentro do tema da bonecada, concluí.

 

Qual não foi o meu espanto quando começo a ouvir “We love sex” repetidamente. Voltei imediatamente para o pé do meu filho e fico a ver o anúncio com ele. Os bonecos, inicialmente “inofensivos”, estavam acompanhados por bonecas em lingerie e todos cantavam “We love sex and rock and roll”. Quando uma boneca praticamente despida começou a dançar num varão decidi parar com o anúncio.

 

É evidente que para o meu filho de 7 meses é indiferente ver aqueles bonecos ou patinhos, ou ouvir “We love sex” ou qualquer outra coisa. Mas e os miúdos mais crescidos?

 

Não estou a ser puritano nem nada do género, mas faz algum sentido não proibir/evitar determinado tipo de anúncios em vídeos específicos para crianças?

 

Custará assim tanto adequar a publicidade ao vídeo em questão?

 

Penso que não.

 

Nota final: acabei por nem perceber qual a marca publicitada.

Share The Meal - Ajude quem tem fome

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No final do ano passado, e através da app Share The Meal, ajudámos a garantir que 20 mil crianças sírias refugiadas recebessem refeições escolares durante um ano. 

 

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Este mês, voltámos a cumprir o nosso dever e contribuímos para que mais de 2 mil grávidas e mulheres que estão a amamentar, em Homs, na Síria, tenham durante um ano uma boa nutrição, tão fundamental nesta fase, tanto para os bebés como para as mães.

 

Sabiam que basta €0,40 para alimentar uma criança durante um dia?

 

Sabiam que 1 em cada 7 crianças sofre de fome?

 

Sabiam que existem 2 bilhões de smartphones? Ou seja, que os utilizadores de smartphones superam o número de crianças com fome por 20 a 1, o que significa que se todos ajudassem não havia crianças com fome?

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Podemos contar com a vossa ajuda para que esta meta seja alcançada?

 

A TAP e os bebés

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Gosto da TAP. Talvez por ser portuguesa, por estar associada a boas recordações de infância, por nos fazer sentir em casa assim que entramos no avião, mesmo que a milhares de quilómetros do nosso país... E a verdade é que nunca tive grandes razões de queixa. Mas nunca tinha viajado com um bebé. Confesso que fiquei desiludida.

 

Não esperava uma passadeira vermelha, mas as minhas expectativas eram de um tratamento mais cuidadoso. Começa logo no check-in. Não há prioridade para despachar a bagagem, bem pode o bebé espernear com fome meia hora na fila. Depois, na porta de embarque, há prioridade. Somos os primeiros a mostrar o cartão de embarque e passamos para o belo do elevador que nos deixa à espera do autocarro... Aí acabou a prioridade. Lá vamos nós com o carrinho que temos de carregar para dentro do autocarro. Já lá dentro, esperamos (sentados, vá lá!) que o autocarro encha até não caber nem mais uma sardinha dentro da lata. Quase é o bebé que leva os passageiros da TAP ao colo!

 

Depois segue-se uma bela viagem de autocarro desde a Portela até quase ao Campo Grande... E, à chegada, surpresa! Ainda estão a limpar o avião e ficamos todos fechadinhos no autocarro uns belos dez minutos, até que alguém se sente mal e o motorista decide ceder aos apelos de uma vintena de clientes da TAP e lá abre a porta da frente para podermos respirar ar novo... Quando finalmente pudemos sair e entrar no avião (aleluia!), onde é que já estava a prioridade no embarque? Lá fomos nós de bebé ao colo no meio dos outros escada acima, e toca a esperar que meio avião arrumasse as suas malas de mão e se sentasse, para finalmente chegarmos ao nosso lugar!

 

Já quase a descolar, ainda tivemos de pedir o cinto de segurança para o bebé a uma das hospedeiras, porque ninguém se lembrou de o ir buscar espontaneamente... Ainda bem que já sabíamos que existia! Durante o voo, aí sim, pessoal de cabine muito simpático, sempre a perguntar se estava tudo bem com o bebé, que dormia tranquilamente ao colo do pai...

 

E, à chegada ao destino, a mesma prioridade do costume, esperar pela nossa vez e sair tal qual como se não houvesse bebé nenhum. Felizmente, o carrinho já estava à porta à nossa espera! Nem tudo podia ser mau, não é verdade?

 

Enfim, não passam de peripécias, não houve nenhum atentado nem acidente. Tivemos muita sorte! Mas a TAP não gosta muito de bebés, já ficámos a saber.

O meu amor por ti

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Lembro-me bem do momento em que senti, pela primeira vez, um bater forte do coração ao olhar para ti. Percebi, nesse instante, que te amava.

 

Não foi amor à primeira vista o nosso. Nada disso. Não vou dizer que não senti nada ou que não foi especial aquele olhar penetrante e inquieto que me lançaste quando nos conhecemos, mas não nasceu ali uma paixão. Não foi amor à primeira vista o nosso.

 

No fundo, levámos os dois algum tempo a conhecer-nos melhor. Entraste na minha vida de repente. Claro que eu estava à tua espera há já algum tempo, mas nada nem ninguém me tinham preparado de verdade para a tua chegada. Deveria ter sido uma coisa natural, mas não foi. Entraste de repente na minha vida e eu fiquei em choque.

 

Aos poucos, dia após dia, noite após noite, fui-te conhecendo e reconhecendo cada vez melhor. E, aos poucos, foste começando a fazer parte da minha vida. E, assim, devagar, o amor foi surgindo e crescendo. Sem pressas, nem atropelos. E agora, de repente, tudo em ti é especial: o cheiro da tua pele, a doçura do teu olhar, a força dos teus braços, a ternura do teu sorriso. E, assim, a cada dia que passa, em cada olhar que trocamos, o nosso amor cresce e fica mais forte.

 

E hoje, meu filho, estou certa de que o nosso amor não será menor por não ter surgido à primeira vista sob a forma de uma paixão avassaladora. No fundo, poderá até vir a ser mais forte. As ervas daninhas crescem rápido, mas não prestam para nada. Os carvalhos crescem devagar, mas são fortes e duradouros.

Bebés fugitivos

 

O nosso ainda não está nesta fase, mas já começo a temer...