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Criticado por não ajudar o Banco Alimentar

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Eu já ajudei o Banco Alimentar por alguns anos. Tanto na sede em Lisboa, a separar as doações, como à porta dos supermercados. Tirando isso, contribuo sempre que há uma campanha. Normalmente comprando produtos no supermercado, mas já comprei vales e ajudei online. 

 

Seja como for, nem eu nem ninguém é obrigado a ajudar. Nem ninguém tem de comprar produtos no supermercado, como ninguém tem de ir ajudar a recolher produtos. 

 

Porém, nesta última campanha do Banco Alimentar, fui criticado por não ajudar. Quando na realidade tinha acabado de ajudar.

 

Fui ao Lidl com o meu filho, enchi um dos sacos do Banco Alimentar com produtos pedidos, e entreguei-o à saída. 

 

Imediatamente a seguir, fui ao Continente (mesmo em frente) comprar mais coisas, onde também estava uma equipa do Banco Alimentar que, com certeza por distração, nem me perguntou se queria um saco para contribuir. 

 

Quando ia a sair, com o meu filho ao colo, vem um menino na minha direção para recolher um saco que pensou que eu tinha no carrinho.

 

Antes de poder dizer alguma coisa, ouvi o homem que parecia ser o responsável por aquele grupo dizer ao miúdo:

 

"Não vale a pena que esse senhor não quis ajudar."

 

Apeteceu-me ir ter com ele e explicar que tinha acabado de dar noutro supermercado.

 

Apeteceu-me dizer que mesmo que não o tivesse feito, ninguém é obrigado a dar.

 

Apeteceu-me mandá-lo à merda.

 

Limitei-me, talvez erradamente, a respirar fundo e seguir em frente com o meu filho, fingindo que não tinha ouvido aquilo.

 

Percebo, porque também já estive no seu lugar, que o que mais queremos é encher carrinhos com sacos. Mas foi muito triste ouvir aquela acusação totalmente desnecessária e injusta.

Incêndio e ajuda (inter)nacional

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Já sabia que a tragédia que tem vindo a assolar Portugal é notícia em todo o mundo, mas hoje já recebi telefonemas de clientes de Espanha, Reino Unido, Turquia e Israel apenas para saber se estava tudo bem e se podiam ajudar de alguma forma. É de facto uma tragédia que tem corrido os noticiários de todo o mundo e, no meio de tanta coisa má, é bom ver como os estrangeiros se preocupam com o que se está a passar e querem ajudar. 

O terror da Rua Augusta

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Sou Lisboeta, adoro Lisboa, adoro passear por Lisboa (algo que tenho a sorte de poder fazer diariamente) e a Baixa está entre os meus bairros preferidos de Lisboa. E talvez seja por tudo isto que me custou tanto passear há dias pela rua Augusta. Não sei se isto que vou descrever acontece todos os dias, mas foi o que presenciei há uns dias, num dia de semana e à hora de almoço.

 

À medida que ia caminhando pela rua, fui interpelado:

- por dezenas de empregados de restaurantes que, fazendo o trabalho que lhes compete, estendiam menus à frente da minha cara, convidando-me a sentar e comer;

- por ciganos que tentavam vender óculos, malas, telemóveis, uns sacos com qualquer coisa estranha lá dentro...;

- por pessoas em segway a tentar vender excursões pela cidade;

- por um homem que insistia que tinha na rua ao lado um tuk tuk e que podia levar-me a Sintra;

- por pessoas de uma associação qualquer que queriam "apenas um minuto" para ajudar alguém;

- por pessoas que pediam desesperadamente por uma moeda para comer/sobreviver;

- por mimos/homens estátua/performers que pediam uma moeda;

- e por uma senhora que queria fazer-me um questionário para qualquer coisa que nem percebi.

 

A juntar a tudo isto, tinha de desviar-me constantemente das centenas de turistas que enchiam a rua e paravam sucessivamente para tirar fotos/selfies e ter atenção aos pombos que rasavam as cabeças de quem por lá andava.

 

Cada um estava a fazer o seu trabalho, nada contra, e é perfeitamente normal que os turistas queiram fotografar tudo (eu faço o mesmo). Mas juntar tudo isto na mesma rua, transforma a agradável experiência de caminhar pela rua Augusta num verdadeiro suplício. 

Vamos parar de fechar os olhos?

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Vamos direto ao assunto. Há milhões de pessoas a passar fome no mundo. Milhões de crianças. Estima-se que 795 milhões de pessoas não têm comida suficiente, e é por isso que a fome mata mais pessoas todos os anos do que o SIDA, a malária e a tuberculose combinadas. No entanto, a fome tem uma solução. E não é assim tão difícil.

 

1 em cada 7 crianças no mundo passa fome.

 

Mas sabiam que alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro custa apenas € 0,40?

 

E sabiam que existem no mundo 2 mil milhões de utilizadores de smartphones? Ou seja, que o número de utilizadores de smartphones supera o número de crianças com fome por 20 a 1? Ou seja, que se todos os utilizadores de smartphones se unissem e dessem uma minúscula contribuição mensal deixava de haver crianças com fome no mundo?

 

Já pensou que se não tomar café 1 dia por mês, e usar esse dinheiro para fazer uma contribuição mensal de 40 cêntimos na app, estará a alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro todos os meses?

 

Como? Através da app Share the meal, que colabora com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

 

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Já não é a primeira vez que escrevo sobre a Share the Meal (podem saber tudo aqui) e certamente não será a última. Porque é um projeto em que acreditamos e um projeto que apoiamos desde que foi criado em 2015.

 

Durante 2015 ajudámos a fornecer refeições às crianças das escolas do Lesoto.

 

No final de 2015, ajudámos a reunir refeições para 20 mil crianças sírias carenciadas do campo de refugiados de Zaatari durante um ano inteiro. 

 

Começámos 2016 a apoiar 2 mil mães e os seus bebés em Homs, na Síria, durante um ano inteiro.

 

A seguir, contribuímos para ajudar 1.400 crianças sírias de três a quatro anos que se encontravam refugiadas em Beirute.

 

1.500 crianças refugiadas sírias no Vale Bekaa do Líbano, a viver em condições terríveis, receberam também assistência alimentar durante um ano inteiro graças a esta app.

 

Ainda em 2016 fizemos parte do grupo que conseguiu angariar refeições escolares a 58 mil crianças no Malawi.

 

E em 2017 começámos a ajudar a alimentar 25 mil crianças nos Camarões.

 

No total, a Share the Meal partilhou até agora mais de 11 milhões de refeições desde 2015.

 

Como infelizmente continua a haver quem necessita da nossa ajuda, surgiu agora uma campanha de emergência.

 

A fome foi declarada no Sudão do Sul. Mais de metade da população necessita urgentemente de assistência alimentar, agrícola e nutricional. O objetivo é conseguir 1 milhão de refeições no menor espaço de tempo possível. 

 

Por mais que nos pareça impossível, podíamos ser nós a precisar desta ajuda. Podiam ser os nossos filhos a passar fome.

 

Vamos parar de fechar os olhos? A app é gratuita, e a doação não podia ser mais simples. 

 

Com €0,40 pode alimentar 1 criança durante 1 dia.

Com €2,80 alimenta 1 criança durante 1 semana.

Com €12,00 alimenta 1 criança durante 1 mês.

Com €36,00 alimenta 1 criança durante 3 meses.

Com €146,00 alimenta 1 criança durante 1 ano.

 

São estas as possibilidades de doação na app. Dê pelo menos €0,40. O que é que são 40 cêntimos?

E se puder, faça-o todos os meses. Bebe café? Então um dia por mês não beba um café e utilize esse dinheiro para alimentar uma criança durante um dia inteiro. Pode ser?

 

Obrigado.

Share the Meal (podem saber tudo aqui)

Chefs refugiados e um sabor a casa

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Versão original do New York Times,

Por Alissa J. Rubin

Tradução da minha autoria

Artigo de 5 de julho de 2016

Ver original aqui.

  

Chefs franceses e refugiados juntam-se num invulgar festival gastronómico em Paris.

 

PARIS - Os clientes deste bistrô na margem esquerda do Sena olham admirados para os pratos inesperados que surgem no menu num evento recente: puré de lentilhas laranjas, kebbeh e espinafres; cavala marinada com pimentos doces e tahini; codornizes servidas com freekeh, um grão encontrado no Mediterrâneo oriental.

 

Tudo muito diferente do servido habitualmente no L'Ami Jean, um bistrô tradicional francês, cujo efusivo Chef e proprietário, Stéphane Jégo, é conhecido pela sua interpretação da cozinha Basca.

 

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 Um dos pratos servidos no L'Ami Jean

Mas se naquela noite os clientes tivessem espreitado para a cozinha, teriam visto dois Chefs a preparar dois pratos: Jégo e Mohammad El Khaldy, um Sírio que trabalhou durante 20 anos como cozinheiro na sua cidade natal de Damasco até ser forçado a fugir por causa dos bombardeamentos. 

 

 

Vamos ajudar as crianças sírias refugiadas no Líbano?

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Primeiro ajudámos a garantir que 20 mil crianças sírias refugiadas recebessem refeições escolares durante um ano.

 

Depois contribuímos para que mais de 2 mil grávidas e mulheres que estão a amamentar, em Homs, na Síria, tivessem durante um ano uma boa nutrição, tão fundamental nesta fase, tanto para os bebés como para as mães.

 

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E agora foi-nos apresentado um novo desafio através da app Share the meal:

 

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Nós já ajudámos:

 

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Podemos contar com a vossa ajuda?

 

Saibam mais sobre a Share the meal aqui e com este vídeo:

Share The Meal - Ajude quem tem fome

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No final do ano passado, e através da app Share The Meal, ajudámos a garantir que 20 mil crianças sírias refugiadas recebessem refeições escolares durante um ano. 

 

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Este mês, voltámos a cumprir o nosso dever e contribuímos para que mais de 2 mil grávidas e mulheres que estão a amamentar, em Homs, na Síria, tenham durante um ano uma boa nutrição, tão fundamental nesta fase, tanto para os bebés como para as mães.

 

Sabiam que basta €0,40 para alimentar uma criança durante um dia?

 

Sabiam que 1 em cada 7 crianças sofre de fome?

 

Sabiam que existem 2 bilhões de smartphones? Ou seja, que os utilizadores de smartphones superam o número de crianças com fome por 20 a 1, o que significa que se todos ajudassem não havia crianças com fome?

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Podemos contar com a vossa ajuda para que esta meta seja alcançada?

 

Ajudar quem mais precisa?!? Nem pensar!!!

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Recentemente, ouvi esta conversa numa loja Worten, que me deixou sem palavras... Há mesmo gente assim? É mesmo verdade? Nem o Natal é capaz de amolecer estes corações? Parece-me que não...

 

Funcionária da Worten, ao fazer a conta a uma cliente - Posso juntar vinte cêntimos à sua conta?

Cliente - Para quê?

Worten - Para ajudar as Aldeias SOS.

Cliente - Isso é o quê?

Worten - É para ajudar as crianças.

Cliente - Se for realmente para ajudar as crianças dou, mas se for para ajudá-la já não dou.

Worten - Para me ajudar?!

Cliente - Sim, eu sei lá se os vinte cêntimos não são para si!

Worten - Para mim?! Mas então está aqui escrito (afirmou apontando para os cartazes afixados junto às caixas de pagamento) que os vinte cêntimos são para as Aldeias SOS, como é que o dinheiro é para mim?

Cliente - Não sei. 

Worten - Não acredita? Já que está assim, eu até lhe passo uma fatura isolada dos vinte cêntimos para poder deduzir no IRS e para ver se acredita... Qual é o seu NIF?

Cliente - Deixe estar, já que insiste eu dou os vinte cêntimos. 

Worten - Olhe, deixe estar. Esqueça, prefiro dar eu vinte cêntimos do meu bolso. Eles não precisam do seu dinheiro!!

Cliente - Mas agora insisto! 

 

A conversa terminou num tom bastante elevado de ambas as partes, com a cliente a atirar a moeda de vinte cêntimos à funcionária.

 

Ainda não refeita do que tinha acontecido, decide atender a cliente seguinte. Depois de fazer a conta, ainda desabafa com a nova cliente - Isto há com cada uma... Tudo por vinte cêntimos... A senhora dá os vinte cêntimos, não dá?

Worten - Oh menina, já me pediu isso ontem, agora não dou outra vez.

Cliente - Por acaso isso é impossível, porque só hoje é que comecei a pedir o dinheiro... 

Worten - Pois então se não foi para isso, pediu-me dinheiro para outra coisa qualquer. Eu não dou nada.

 

Não me vou alongar muito em considerações, mas vou apenas reforçar dois pontos:

- a oferta sugerida era de vinte cêntimos;

- e o dinheiro servia para ajudar crianças necessitadas.

 

Como é que é possível haver estas reações?

Ajudar o Nepal, pelo Facebook

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Ainda é preciso muito para ajudar todos aqueles que sofreram (e sofrem) com a tragédia que assolou o Nepal. Por isso, o Facebook juntou-se à International Medical Corps e decidiu duplicar o valor doado até um total de dois milhões de dólares.

 

Nós já contribuímos, e esperamos que também o façam. Um único euro, multiplicado por tantos milhões de utilizadores do Facebook, pode fazer toda a diferença.

 

Saibam mais aqui