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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Restaurante O Nobre - o post que não queria escrever

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Existem restaurantes sobre os quais preferia não escrever. Porque gosto do Chef e seu trabalho, porque adoro o restaurante ou porque sei que existem dias maus. 

 

Neste caso, não queria escrever sobre o restaurante O Nobre (Campo Pequeno) porque respeito muito o trabalho da Chef Justa Nobre e porque já tive a oportunidade de a entrevistar e conhecer pessoalmente.

 

Mas a verdade é que se quero ser imparcial, e ter um blog imparcial (como tanto insisto), não posso limitar-me a fazer elogios.

 

Apesar de passar frequentemente em frente do Nobre, e de já lá ter estado há uns anos para entrevistar a Chef Justa Nobre, nunca lá tinha ido comer. E, honestamente, preferia que tivesse ficado assim. 

 

Todos estavam presentes. A Chef Justa estava na cozinha e andava pelas mesas, o seu marido controlava a sala, a irmã da Chef Justa estava na cozinha... Enfim, não faltava ninguém. A equipa estava completa para servir o que se esperava. Uma ótima refeição. Porém, nem a comida agradou nem o serviço.

 

Ao entrar e dizer o nome da reserva, o empregado assobiou e chamou com o som de beijinhos outro empregado para nos acompanhar até à mesa. Não estava à espera de um serviço à Belcanto, mas também não esperava encontrar um ambiente de tasca (não estou a criticar, vou de vez em quando a "tascas" e não me incomoda o estilo, mas "cada macaco no seu galho").

 

Chegados à mesa, mal se conseguia ver a toalha com a quantidade de entradas que já lá estavam. Não é algo de que gosto, pois obriga o cliente a fazer uma escolha, quando não o tinha de fazer, e acaba sempre por ser constrangedor recusar aquilo tudo. E há entradas que por estarem tanto tempo na mesa à espera já não estão tão bem como deveriam estar na hora de serem consumidas pelos clientes. Ficámos apenas com algumas entradas e não houve nada que nos deixasse rendidos.

 

Chegou a hora de fazer o pedido. Uma sopa de santola, um prato de carne e um prato de peixe.

 

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A sopa de santola estava efetivamente muito boa, apesar de ter demorado quase meia hora para ser servida(!!). Mas confirmei aquilo que já tinha lido tantas vezes.

 

Já os pratos de carne e peixe (que também demoraram imenso tempo para ser servidos) deixaram muito a desejar. Não só porque não deslumbraram (nem nos sabores, nem nas combinações ou apresentação), mas acima de tudo por causa das diferenças de temperatura. Esparregado frio? Batatas mornas?

 

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Faltou atenção na cozinha e, na realidade, ficou a faltar "mão" nos pratos. Que era exatamente aquilo que não deveria faltar ao se ter como Chef a Justa Nobre. Ainda por cima face aos preços apresentados.

 

No fim, o desânimo era tal que nem houve pedido de sobremesa ou café. Foi só pagar a conta (alta para o que se comeu) e desejar ter escolhido outro restaurante. 

 

Em relação ao ambiente, a sala estava cheia e havia demasiado barulho. Mas isso é algo normal e expectável num restaurante cheio. O que não era expectável era sair tão desanimado. A não voltar.

 

Para terminar, a reserva do almoço foi feita via The Fork, supostamente com 30% de desconto sobre o preço final. Adivinham qual foi o desconto final? 0%.

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