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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Pessoas falsas e invejosas

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Só entre nós, odeio pessoas falsas e invejosas. Odeio. Já me disseram que a palavra odiar era demasiado forte e feia para ser usada, no entanto, para pessoas falsas e invejosas, não vejo melhor palavra. 


Imagino que não esteja isolado neste ódio para com as pessoas que, à nossa frente, falam como se gostassem muito de nós, com uma voz doce e cândida; fazem perguntas sobre a nossa vida e familiares, como se estivessem preocupados; dão os parabéns pela compra da casa nova, ou fazem questão de desejar um excelente ano novo, feliz Natal, Páscoa, férias e aniversário, como se verdadeiramente o desejassem,

 

E, na realidade, quando estão a falar connosco, estão a criticar-nos mentalmente; só fazem perguntas para saber mais sobre a nossa vida; esperam que um raio caia no jardim da casa nova, de forma a incendiá-la, preferencialmente connosco lá dentro e, ao mesmo tempo que nos desejam alguma coisa boa, têm os dedos cruzados e um boneco de vodu atrás das costas, pronto a ser violentamente espetado. 


São baixas, reles, más, tristes e, no fundo, não valem absolutamente nada. Porém, graças à difícil arte da falsidade, treinada ao longo de vários anos, conseguem, por vezes, fazer com que acreditemos que já estão melhores. Afinal, a falsidade e inveja foi uma coisa passageira, como uma constipação, pensamos nós.


Dizem-nos: "Vê só como está mais calma. Há três semanas que não fala mal de ti. Acho que está melhor.", e nós acreditamos. Até é verdade. Já há três semanas que nada acontece, e essa pessoa até está cada vez mais simpática e acessível. Porém, na realidade, nada mudou. A falsidade permanece intacta. Só está ligeiramente adormecida, aos nossos olhos. Mas é tudo uma questão de tempo, e lá chegará o dia em que a falsidade e inveja vem à superfície e somos picados.


Não me interessa se essa gente é assim porque não tem namorado há quarenta e dois anos, porque acorda todos os dias mal disposta e com dor de cabeça, ou porque a lua está crescente e preferem minguante. Não existem desculpas para tamanha má formação.


E o ódio ainda fica maior, quando ouvimos essas pessoas falsas e invejosas a dizer que odeiam as pessoas falsas e invejosas. A sério? A falsidade e inveja tomou de tal forma conta do vosso cérebro, que nem se conseguem ver ao espelho?


Correndo o risco de me repetir, odeio pessoas falsas e invejosas. Odeio quando dizem que gostam de nós, mas, por trás, garantem que nunca gostaram; odeio que digam que ficaram preocupados com o acidente de carro que tivemos e, por trás, tenham lamentado o único arranhão sofrido, e odeio que digam que invejam a nossa vida, no bom sentido, quando, na realidade, só não recorrem ao Professor Doutor Mestre Matumbo para a destruírem, porque não têm dinheiro suficiente para unhas e feitiçarias ao mesmo tempo.

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