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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Pãozinho no forno

 

Quando somos crianças, a pergunta que nos é feita com maior frequência, para além do que é que queremos ser quando formos grandes, é se temos namorada. Quando finalmente começamos a namorar, a dúvida está em saber quando é que nos casamos. Quando nos casamos, só querem saber para quando é que há um menino. Quando a criança nasce, temos de ouvir perguntar quando é que temos outro filho. E assim que o nosso filho já é adulto, passam a perguntar quando é que ele se casa e seremos avós.

 

A sério? E se se metessem na vossa vida? É que não só essas perguntas são sinal de cusquice, como ainda demonstram que não têm nada de interessante para dizer. Além disso, essa mania de perguntarem quando é que há um bebé, é do pior que pode haver. Para já, para além dos possíveis pais, ninguém tem nada a ver com isso. E depois, o casal até pode estar há bastante tempo a tentar ter filhos, pode nem conseguir ter, ou até pode ter decidido que não é a altura para ter filhos, e a pergunta, constantemente feita, só magoa. E chateia.

 

Imaginem que estão há dois anos a tentar ter filhos e, como tal, a sofrer há dois anos, e, cada vez que estão com a família ou com conhecidos, a primeira pergunta que ouvem é: "então e para quando um bebé?" Não há paciência, as respostas começam a ser cada vez mais tortas e depois ainda somos nós que passamos por mal educados, quando o problema está nos outros que, pensando que estão a ser simpáticos e educados, só estão a constranger os outros e a tocar em assuntos que não lhes dizem respeito.

 

O problema vai sempre dar ao mesmo: não pensar antes de falar. Porque se, por exemplo, um casal está casado há uns anos e não tem filhos, só há duas hipóteses:

- ou não querem ter;

- ou não podem ter.

 

E, como tal, em ambas as hipóteses, a pergunta "para quando um filho" é totalmente escusada e inconveniente. É importante não esquecer que um casal pode optar por não ter filhos. Ninguém é obrigado a ter filhos, nem é menos do que alguém que é pai. Tudo bem que faz parte do ciclo da vida, mas, felizmente, todos somos livres de decidir o que é que queremos para a nossa vida. Mal seria se não fosse assim.

 

Muitas vezes, também dá a sensação de que quem pergunta se sente superior por ter filhos, ao contrário dos outros, e isso é, no mínimo, bastante triste.

 

E, já agora, o pãozinho no forno não começa a cozer porque alguém nos pergunta por ele. Não é por causa do questionário sobre bebés que, assim que chegar a casa, vou dizer: "Mulher, vamos para a cama porque as nossas tias e primas perguntaram sete vezes cada uma sobre a nossa capacidade para reproduzir."

 

Ter um filho não depende de se carregar num botão. É uma decisão bastante séria, que tem de ser ponderada com calma, aferindo todos os prós e contras. Bem sei que, para muitas pessoas, não é assim. Não lhes interessa se são financeiramente independentes (até porque os paizinhos pagam tudo), se a relação com o companheiro é suficientemente estável (hoje em dia o divórcio até é fácil ou, como casar já não está na moda, está tudo ainda mais facilitado), nem interessa se têm, ou não, a certeza de quererem ter um filho.

 

Ter um filho não é fácil, por diversos motivos.

Por isso, haja paciência e bom senso.

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