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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Os aproveitadores de más prendas de Natal

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Já é quase Natal e, como tal, é época de dar e receber. Como nem todos têm o dom de saber escolher presentes, ou não estão minimamente interessados em pensar no assunto, dando a primeira coisa que encontram à venda, acabamos todos por receber verdadeiros erros de casting no que toca a presentes. A diferença está no que é feito a esses presentes. Enquanto que algumas pessoas decidem deitá-los para o lixo, outros acabam por guardá-los num canto de casa a ganhar pó. Mas há ainda aqueles que vêem nestes presentes uma excelente oportunidade para o futuro.

 

Já de pé atrás, essas pessoas abrem os presentes com o maior cuidado do mundo, dizendo a quem os ofereceu que estão a ter cuidado porque adoram papel de embrulho e até é pena estar a rasgar. Depois de verem o que é, e enquanto dizem que é lindo, maravilhoso e super útil, já estão a pensar nas múltiplas hipóteses de amigos e familiares a quem poderão dar a prenda numa próxima ocasião.

 

Caso já saibam que as prendas de uma determinada pessoa são sempre más, optam por dizer que preferem abrir a prenda em casa, porque é muito mais bonito e emocionante, e confirmam apenas se não há nenhum autocolante com o seu nome, rezando para que a prenda seja efectivamente uma porcaria, já que se vão desfazer dela.

 

Se, por algum acaso, o papel de embrulho ou o saco já não estiver em condições, basta ir a uma gaveta, onde estão propositadamente guardados papéis e sacos semelhantes, e já está. Mesmo que o logótipo do saco novo tenha deixado de ser usado há três anos, o que importa é que não gastaram dinheiro com a prenda.

 

Até há quem dê presentes com a marca do autocolante arrancado, com o nome previamente escrito no autocolante apagado com corrector - "enganei-me no nome, desculpa, foi da emoção" - ou, o pior de tudo, quem ofereça alguma coisa já usada, como uma caneta quase sem tinta e com marcas de uso - como já me aconteceu -, ou um bule ainda com marcas do último chá preparado.

 

Como se tudo isto já não fosse suficiente, ainda há aquelas pessoas que guardam as prendas à espera de uma boa oportunidade e depois, como já passou muito tempo, acabam por já não saber quem é que deu a prenda e dão-a à mesma pessoa que tinha dado o presente. Neste caso, e se têm má memória, escrevam num papelinho o nome de quem deu a prenda e colem-no (com cuidado) no embrulho. Assim nunca correrão riscos.

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