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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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O roubo de 2 cêntimos!

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Há uns dias estava num Pingo Doce, à espera da minha vez para pagar, quando ouço o seguinte atrás de mim:

 

"Trouxeste o saco?", perguntou uma mulher.

"Qual saco?", replicou um homem.

"O saco das compras! Trouxeste?"

"Eu sei lá onde é que ele está!"

"Oh... Então tu não sabes que os sacos são pagos no Pingo Doce? Custam dois cêntimos! E agora, por tua causa, vamos ter de pagar dois cêntimos!"

 

Naquele instante, olhei para trás para ver quem estava a ter aquela conversa. Era um casal com cerca de cinquenta anos, ambos bem vestidos e ar cuidado. Bem sei que quem vê caras não vê corações, nem carteiras, mas pelo aspeto, não parecia que estivessem assim com tantas dificuldades que não pudessem pagar mais dois cêntimos. Nem os produtos que tinham no carrinho levavam a entender isso.

 

No entanto, como no poupar é que está o ganho, e nada como poupar dois cêntimos numa compra de supermercado, ignorei e voltei a olhar para a frente.

 

"Mas pronto, deixa estar, pagamos mais dois cêntimos.", continuou a mulher.

"Não é preciso!", exclamou o homem, num tom bastante satisfeito.

 

Surpreendido, olhei novamente para trás e vi

o homem a pegar num saco do Pingo Doce que estava pousado ao lado do banco da empregada da caixa de pagamento ao lado.


"Já temos aqui um, não precisamos de comprar! Ela nem notou!"

 

Sim... É verdade. Apercebendo-se que a empregada da caixa ao lado estava distraída a atender os seus clientes, o homem decidiu surripiar um dos sacos. Ou seja, ele achou que era preferível tirar e usar um saco que sabia que não era dele, e que sabia que não podia usar, em vez de pagar dois cêntimos.

 

A minha cara de estupefacção e reprovação deve ter sido tão grande que o homem, assim que a viu e percebeu que tinha assistido ao "roubo", decidiu devolver o saco à origem, cheio de cuidado para que a empregada não visse. E ainda lançou:

 

"Ela nem notou, mas pronto..."

 

E eu abanei a cabeça e virei-me para a frente. Como é que é possível haver gente desta que, sem necessidade, decide roubar algo? E que justificação é esta de dizer que a pessoa não notou? Então se eu pousasse o meu telemóvel na bancada, para fazer qualquer coisa, será que ele também o roubava se eu não notasse? Quem rouba um saco de dois cêntimos, não será capaz de fazer o mesmo com algo mais valioso?

 

Enfim, é muito triste...

 

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