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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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O novo acordo ortográfico

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A partir de hoje passa a ser obrigatório o uso do novo acordo ortográfico. Até agora, já lá vão seis anos desde a entrada em vigor deste acordo em Portugal, era facultativo (período de adaptação).

 

Dizer novo acordo ortográfico é um enorme eufemismo, uma vez que a assinatura deste  acordo remonta a 1990. Sim, o "novo" acordo, a aplicar obrigatoriamente a partir de hoje, dia 13 de maio de 2015, tem afinal 25 anos! Enfim, talvez só seja velho lá para os 80 ou mais...

 

Claro que, quando se diz obrigatório, estamos a falar de organismos estatais, Diário da República ou instituições de ensino, onde, de resto, já está a ser aplicado há alguns anos de forma, necessariamente, obrigatória.

 

Obviamente, ninguém, na sua vidinha banal, será obrigado (no sentido mais lato do termo) a usar o acordo ortográfico. Ou seja, não há na lei nenhuma sanção prevista para quem não usar o acordo ortográfico nas cartas de amor, na lista do supermercado, nas reclamações no livro amarelo das finanças ou do hospital, nem mesmo no discurso para se candidatarem à presidência da Junta de Freguesia lá da terra. Ufa... Que alívio! Imaginem que a partir de hoje quem não escrevesse corretamente, segundo o novo acordo ortográfico, seria multado ou punido de alguma outra forma. O terror que isto causaria não tem nada a ver com o novo acordo mas sim com o escrever corretamente. É que encontrar quem escreva sem erros segundo o antigo acordo já não é fácil, quanto mais segundo o novo... Seria uma tragédia andar à caça de tanta gente...

 

Penso que já consegui tranquilizar muito boa gente que não pretende nunca vir a usar este novo acordo. Ou então talvez comecem a usá-lo quando ele for velho e já haja um novo assinado para aí há uns 10 anos... Os argumentos são muitos e todos muito válidos. Uns porque não gostam da nova ortografia, outros porque já estão velhos para mudar a forma como escrevem, ou porque sempre escreveram assim, ou porque não querem escrever como os brasileiros (faz de conta que é disso que se trata)... Em relação a este último argumento, a maioria ainda dá o exemplo brilhante do fato/facto, o que traduz o total desconhecimento do acordo e das suas regras mais básicas. Nem me dou ao trabalho de explicar, mas, de facto, é muito triste perceber que nem isto perceberam.

 

Só entre nós, eu não sou contra nem a favor deste novo acordo. Limito-me a acatar e a querer escrever corretamente de acordo com as regras em vigor. Sempre fui assim, desde os saudosos tempos em que a minha professora da escola primária me ensinou a escrever. Gosto de escrever sem erros ortográficos. E gosto de estar em consonância com a evolução da língua portuguesa. Imaginem se, nos dias de hoje, houvesse ainda quem escrevesse com a mesma ortografia usada por Camões para escrever Os Lusíadas... Talvez o Latim não fosse uma língua morta se a resistência à mudança tivesse sido sempre assim tão grande.

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