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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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O final de uma das melhores séries de 2014

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Já aqui escrevi sobre a série The Missing, da BBC, que conta a história de um casal inglês, de férias por França, e do desaparecimento do seu filho. A ação é passada em dois momentos temporais diferentes (2006 e 2014), tanto no Reino Unido como em França, e desde o primeiro episódio que deu para perceber que se estava perante uma das melhores séries de 2014.

 

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Principalmente graças a James Nesbitt e a uma interpretação que me deixou, por diversas vezes, sem palavras. A dor, incerteza, medo, tristeza e raiva por ter perdido o filho estavam espelhados na sua cara. Chegava a parecer que não estávamos a ver uma série, mas sim um documentário.

 

A crítica foi praticamente unânime nos elogios à série, a audiência foi bastante positiva e, apesar de se tratar de uma série pesada, foi das que me deu mais vontade de assistir nos últimos tempos.

 

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Com apenas oito episódios, a série depressa chegou ao fim (para grande pena minha) com um final nada unânime (SPOILERS a seguir).

 

 

É certo que ficámos a saber toda a verdade sobre o que tinha acontecido a Oliver. Porém a explicação dada não foi do agrado de todos. Muitos menos o derradeiro minuto do episódio.

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Quanto ao que aconteceu a Oliver em 2006, não me chocou que ele tivesse desaparecido do bar da piscina para ir atrás de uma raposa. Desde o início da série que se fazia referências ao gosto de Oliver por raposas. E o facto de toda a série ter sido feita de forma a que o espectador pensasse que tinha havido um rapto levado a cabo por um pedófilo, tornou ainda mais interessante a verdade.

 

A parte do atropelamento, da envolvência do homem do hotel (que quase não teve protagonismo, o que ajudou a não pensar nele) da ligação ao Mayor Georges (desde cedo que pensei que ele estava envolvido) e da parte da "limpeza" do corpo também não me deixou zangado, ao contrário de muitos.


A parte final é que me deixou mais chateado. Eu até não desgostei do final e, normalmente, aprecio finais em aberto. Mas, neste caso, preferia um verdadeiro final. Não queria ficar a pensar se, afinal, Oliver tinha sido levado para a Rússia ou não. Não queria ver o pai a enlouquecer (apesar do desempenho do ator). Preferia que me mostrassem o corpo sem vida na carrinha, ou então que o Tony encontrasse finalmente o filho.

 

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Julien Baptiste teve razão ao mencionar que poderia ser pior se Tony descobrisse que o filho tinha vivido entretanto preso numa cave de uma casa, sujeito a maus tratos de alguém, mas eu acho que a série tinha a ganhar se mostrassem o que tinha acontecido.

 

Contudo, depois de andar a ler comentários na internet, percebi que, afinal, o final é capaz de não ter ficado assim tão em aberto.

 

Lembram-se do episódio em que mostraram um jornal com a previsão de como seria Oliver oito anos depois?

B5Axy-kIIAAymoM.jpgComparemos agora com o rapaz que Tony encontrou naquela casa da Rússia.

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É certo que existem algumas diferenças (porque os atores não são os mesmos, lógico), mas as semelhanças entre o desenho e o rapaz que aparece na Rússia são tremendas. E isto não foi uma mera coincidência. É óbvio que os responsáveis da série quiseram que se pensasse que era o mesmo. Que aquele era Oliver. Como tal, acredito piamente que Oliver não foi morto, mas sim levado para a Rússia, onde foi posteriormente encontrado por Tony.

 

Por tudo isto, mais uma razão para que "The Missing" mereça uma continuação. Não uma segunda temporada, como a que foi entretanto confirmada, com uma história e atores diferentes, mas sim uma continuação desta história, com Tony a tentar tudo para recuperar o seu filho.

 

Dava uma excelente temporada. De certeza.

 

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