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soentrenos

Nova Iorque

 

Adoro Portugal, adoro cidades grandes como Lisboa ou o Porto, mas também cidades mais pequenas como Coimbra, Évora ou Braga, entre tantas outras. E adoro também pequenas aldeias e as paisagens maravilhosas de tantas regiões no nosso país, como as aldeias e as serras de Trás-os-Montes, as planícies infinitas do Alentejo, o verde do Minho ou as praias do Algarve.

 

 

Mas também adoro viajar e adoro tantos e tantos sítios que vou conhecendo por esse mundo fora. Um dos sítios que mais me surpreendeu e de que mais gostei foi Nova Iorque. Não é apenas uma grande cidade, cheia de luzes e carros e arranha-céus. Não é apenas o cenário de tantos filmes que nos ficaram na memória. Nova Iorque é um sítio único no planeta. É A Cidade. Reúne em si tudo aquilo que esperamos encontrar e muito, muito, muito mais. Superou todas as minhas expectativas.

 

 

Mais uma vez foi uma cidade que conheci no Inverno, em Dezembro, muito perto do Natal. Acho que todos nós já estivemos em Nova Iorque no Natal, pelo menos no nosso imaginário, resultado de inúmeros filmes gravados nesta cidade nessa época do ano tão especial... Pelo menos para mim foi um sonho tornado realidade. Sempre quis estar em Nova Iorque na época natalícia.

 

 

Sempre sonhei passear pela 5ª Avenida ao som de músicas de Natal, ver a árvore de Rockefeller Centre e o ringue de patinagem, os lagos gelados do Central Park, a neve a cair sobre o Empire State Building... Vi e fiz tudo isto, mas foi muito melhor do que tinha sonhado.

 

 

Chegámos muito tarde no primeiro dia e por isso não vimos nada, fomos directos ao hotel para dormir. Mas com a diferença horária, no dia seguinte acordámos muito cedo e às seis e meia da manhã já estávamos em Times Square à procura de um sítio para tomar o pequeno-almoço! Era ainda noite escura e a visão das luzes de Times Square, quase deserta àquela hora da manhã, será para mim uma sensação que nunca poderei esquecer. Chorei. Chorei de felicidade por estar ali, por a vida me ter permitido estar ali. Aquilo que senti naquele momento, só por si, já teria valido cada cêntimo do que custou a viagem.

 

 

Mas houve muito mais! A arquitectura desta cidade é impressionante. Muitos arranha-céus são dos anos 20! E isso parece impossível perante a sua robustez e a sua altura inacreditável! Ver as imagens da construção do Empire State Building deixa-nos ainda mais boquiabertos perante este edifício esmagador.

 

 

E estar lá em cima a ver nevar sobre Nova Iorque é uma sensação única e indescritível, que jamais esquecerei.

 

 

Passear pela 5ª Avenida, como tantas vezes fizemos, para cima e para baixo, apreciando os magníficos edifícios decorados para o Natal, "embrulhados" em luzes, com montras incríveis que nos obrigam a parar para assistir ao espectáculo que cada uma oferece, é uma experiência que não cansa.

 

 

Não fosse o frio, tão rigoroso e feroz que nos fazia gelar até aos ossos, acho que passaria a vida nesta avenida no Natal, sem enjoar!

 

 

E a árvore de Natal gigante sobre o ringue de patinagem? Corta a respiração ao primeiro olhar! Apetece ficar ali horas e horas... Mas depois há tanto para ver e fazer, tantas e tantas avenidas para percorrer, tantos museus para visitar, tantas lojas e armazéns para explorar... Os dias parecem pequenos nesta cidade!

 

 

E o Central Park? Uma paixão à primeira vista! Mesmo no Inverno, com as árvores despidas e sem flores! Como é que é possível? Não sei explicar. E acredito que na primavera ou no outono seja ainda mais bonito... Mas ver o gelo pendurado nos ramos nús das árvores, os lagos gelados, as últimas folhas pelo chão, os arranha-céus como pano de fundo...

 

 

Que passeios tão bonitos demos neste jardim sem fim, encolhidos nos nossos casacos, gorros, cachecóis e luvas... Não dá para esquecer!

 

 

E o passeio de barco até à Estátua da Liberdade? Quase me tornei numa estátua gelada, mas valeu a pena!

 

 

Ver o skyline da cidade ao fundo e a estátua cada vez mais perto, mais um sonho tornado realidade... E os chocolates quentes que tomámos tantas e tantas vezes para nos aquecermos a meio da manhã ou a meio da tarde?

 

 

 

E o Flatiron Building e a paixão que despertou em nós? E aquelas lojinhas à volta dele?

 

 

E aquele mercadinho biológico de Madison Square de que tanto gostámos?

 

 

E os pequenos-almoços no Le Pain Quotidien que viemos a encontrar mais tarde em Londres? E tantas outras recordações que ficaram e que é impossível traduzir em palavras... Só entre nós, temos mesmo que voltar! Pode ser na Primavera, no Verão ou no Outono, mas se for outra vez no Natal acho que será ainda melhor...

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