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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

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(Não) Dar sangue e aproveitar para almoçar

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Para quem não sabe, quando se vai dar sangue é normal que os profissionais presentes aconselhem que se coma algo antes e depois de dar sangue. Tudo depende do que se comeu e há quanto tempo, mas, no fundo, há comida e bebida disponível antes e depois de dar sange. Mais concretamente, há comida disponível antes de se ir à consulta com o médico, e, consequentemente, antes de se saber se se pode ou não dar sangue, e depois de dar sangue.

 

Não faltam sandes e bolachas de vários tipos, sumos, água e café (pelo menos nos locais onde dou sangue habitualmente).

 

Em jeito de resumo, é portanto possível que uma pessoa chegue a um dos locais existentes para dar sangue, faça a sua inscrição (respondendo a um questionário e lendo todas as situações que podem impedir que se dê sangue) e, enquanto espera pela sua vez para ser atendido pelo médico e lhe seja autorizada a doação de sangue, vá comer qualquer coisa.

 

E é exatamente isso que acontece muitas vezes. Enquanto dador de sangue que não falha uma doação a cada três meses, sem falhas, tenho visto muitas pessoas que, assim que preenchem o questionário, vão diretos à mesa, comer tudo o que podem.

 

Nada contra, apesar de nunca comer nada antes. A comida e bebida está lá para os dadores de sangue. Mas aí é que está a questão. A comida e bebida está lá para os dadores de sangue, e não para aqueles que ainda nem sabem se podem ser dadores de sangue. Ou, pior, a comida e bebida não está para aqueles que sabem perfeitamente que nunca poderão ser dadores de sangue (por diversos motivos).

 

E eu tenho visto imensa gente que vai comer antes da consulta sabendo bem que nunca poderão dar sangue. Até já ouvi umas raparigas a falar entre si a dizer isso mesmo.

 

Na maioria dos casos, verifico que são funcionários de empresas que recebem aquelas notificações a pedir para ir dar sangue para ajudar alguém, e vão em massa aos centros, essencialmente para passearem, não trabalhar e ainda almoçar à borla. Ou seja, para fazerem tudo menos dar sangue.

 

Esta, infelizmente, não é uma "teoria" apenas minha, já tendo sido comentada por profissionais do ramo. Mas como impedir que as pessoas comam e bebam, quando ainda nem se sabe se podem ser dadores?

 

Para mim é muito simples. Basta permitir apenas o acesso à mesa da comida após a consulta e um parecer positivo do médico.

 

Mas mesmo que isso aconteça, como não há diálogo entre o médico e o funcionário da receção, a pessoa pode dizer que foi aceite para dar sangue e comer à vontade.

 

No fundo, acho que tudo podia ser evitado. Mas, o melhor, era mesmo que as pessoas não se aproveitassem para comer algo, principalmente quando são pessoas que (felizmente) não passam fome e não lhes falta dinheiro para comer...

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