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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

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Lugares (não) reservados

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Por causa da gravidez da minha querida mulher, ultimamente temos deixado o carro nos lugares destinados às grávidas, pais com crianças de colo, idosos e pessoas com problemas de locomoção. Porém, isso nem sempre é possível, porque muitos são aqueles que decidem ignorar a sinalética e estacionam o carro onde bem lhes apetece.

 

Se são lugares vagos, e ainda por cima bem localizados, não interessa se estão pintados a azul e têm placas em todos os lados a dizer que são destinados a determinado tipo de pessoas.

 

Tal como aconteceu recentemente connosco, num parque no Chiado. Um carro que ia à nossa frente estacionou no único lugar destinado às grávidas e nós, logicamente, tivemos de continuar à procura de outro. No entanto, ainda conseguimos ver que desse carro saíram dois homens e duas mulheres, sem qualquer criança e aparente problema de locomoção, cujas mulheres, se estavam grávidas, deveria ser de duas semanas, no máximo.

 

Por acaso voltámos a encontrá-los mais tarde, à entrada para o elevador, e eles, cansados de esperar pelo elevador, decidiram subir os degraus (estávamos no -4), o que só veio confirmar que as mulheres não estavam grávidas e que nenhum dos quatro tinha qualquer problema de locomoção. Ou seja, não tinham qualquer razão para ocupar um lugar que poderia ser útil para outros.

 

É claro que podíamos ter chamado a atenção, mas de que é que isso adiantaria? Aquele não era o único lugar disponível, e tenho a certeza que pelo menos um deles viu que o lugar era especial. A questão prende-se mesmo com a falta de respeito que as pessoas têm pelos outros e que, infelizmente, tem vindo a aumentar.

 

E, por acaso neste dia, vimos quem eram os passageiros do carro, mas normalmente não temos como saber quem são porque, ao contrário dos deficientes físicos, não existem sinais para pôr no carro a atestar, por exemplo, uma gravidez. Como tal, não podemos saber se aqueles quatro carros que ocupam a totalidade dos lugares especiais são, ou não, de pessoas que preenchem realmente os requisitos para os usar.


Mais uma vez, temos de nos conformar com o desrespeito dos outros e esperar que, quando um dia precisem de utilizar esses lugares, nunca os tenham disponíveis...

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