Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Louca ao volante

 

Há uns dias atrás, estava a conduzir quando o carro que ia à minha frente entrou numa rotunda sem olhar para ver quem é que vinha. Por sorte, o carro que estava a contornar a rotunda conseguiu travar a fundo e evitar a colisão. Antes de retomar a marcha, e sair logo na primeira saída, apitou longamente ao condutor do outro carro, mas este limitou-se a contornar a rotunda, como se nada tivesse acontecido.

 

Ainda espantado com a sorte que o carro que ia à minha frente tinha tido, entrei na rotunda e contornei-a, saindo para o mesmo sítio que esse carro. Como havia duas faixas, e eu queria virar à direita mais à frente, meti-me na faixa da direita e fiquei, lado a lado, com o carro sortudo.

 

De repente, começo a ouvir apitar e apercebo-me que é a mulher que vai a conduzir o carro ao meu lado que apita loucamente. Vendo que estava a olhar para ela, começa a dizer palavrões, dos mais leves aos mais fortes. Pensei que não era comigo, mas a verdade é que não havia mais nenhum carro nas redondezas, e a mulher, de olhos bem abertos e virados para mim, continuava a apitar com toda a força que tinha e a lançar-me todas as asneiras que sabia. No banco de trás estavam os seus dois filhos, a ouvir aquilo tudo.

 

Após uns segundos de espanto e confusão, percebi que ela estava a confundir-me com o carro que lhe tinha apitado na rotunda. É que, logo por azar, tínhamos a mesma cor, apesar de serem carros bem diferentes.

 

Com a janela aberta, expliquei-lhe que não tinha sido eu a apitar-lhe. Resultado? As asneiras pioraram, os apitos continuaram com uma mão e a outra cumprimentou-me com o dedo do meio esticado, e ainda tive de ouvir se me apanhasse fazia-me não sei o quê. Só quando virei à direita, e ela continuou em frente, é que aquela loucura acabou.

 

Faz sentido, não faz? É a única culpada de toda a situação, por entrar numa rotunda sem olhar para o lado, não percebe a porcaria que faz, confunde os carros e ainda debita todas as asneiras existentes no seu porco vocabulário ao condutor ao seu lado, enquanto apita que nem uma louça, faz ameaças e estica o dedo. Tudo isto, com os filhos no banco de trás.

 

Mãe exemplar e condutora nata.

 

P.S.: durante isto, passaram-me duas ideias pela cabeça: não virar à direita e seguir em frente, continuando, lado a lado, enquanto lhe dizia também tudo o que me apetecia; ou acelerar a fundo e travar à sua frente, obrigando-a a parar, sair do carro e dar-lhe dois estalos. Mas, como é óbvio, não fiz nada disso. Não faltam por aí casos de problemas graves resultantes de desentendimentos na estrada, e, face à loucura daquela mulher, o melhor era ignorar e "desaparecer" assim que possível. E foi o que eu fiz. É claro que fiquei extremamente irritado, porque odeio injustiças e pessoas estúpidas, mas quero acreditar que foi melhor assim.

{#emotions_dlg.blink}

4 comentários

Comentar post