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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Fortaleza do Guincho, 1 estrela Michelin - Maior desilusão 2016

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E depois da maior surpresa de 2016, é tempo de continuar com os prémios Só entre nós 2016 e com a categoria Maior desilusão de 2016. E o prémio vai para...

A Fortaleza do Guincho, do Chef Miguel Rocha Vieira.

 

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E antes que comecem a inundar-me com comentários negativos e ofensivos, quero esclarecer alguns pontos:

1.º Num blog que pretende ser sempre imparcial e honesto, não faz sentido elogiar sempre quando se está perante algo menos bom. Neste blog, e como podem ver em diversos posts, há lugar à crítica, mas sempre construtiva. Nunca encontrarão uma crítica sem fundamento. É claro que nem todos concordarão com as críticas ou com os fundamentos (e ainda bem que assim é), mas a partir do momento em que decidi eleger o melhor de 2016, não conseguia ignorar o que correu mal.

 

2.º A "maior desilusão" quer dizer isso mesmo. Desapontamento, dececão, frustração. Não estou a afirmar que a Fortaleza do Guincho foi o pior restaurante onde estive em 2016. Nem estou a afirmar que é um mau restaurante, ou que ninguém lá deve ir. Simplesmente foi o restaurante que me deixou mais desapontado, mais desiludido ao longo do ano passado. 

 

3.º Tenho perfeita consciência que nada pode correr sempre bem. Que os serviços podem ser perfeitos num dia e um desastre no dia seguinte. Sei bem que a presença de um Chef na cozinha pode influenciar o resultado final. E por tudo isto, sei também que para aferir a qualidade de um restaurante é suposto visitá-lo mais do que uma vez. Ora neste caso visitámos apenas uma vez a Fortaleza do Guincho e é unicamente com base nessa experiência que é escrito este post.

 

4.º Apesar de tudo o que escrevo, também não descarto a possibilidade de lá voltar e ter uma das melhores refeições da minha vida. Mas no dia em que fui, isso claramente não aconteceu.

 

Retomando então o post sobre a Maior desilusão 2016, podem ler aqui a crítica completa ao restaurante, mas deixo alguns pontos que justificaram esta escolha:

 

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Comida

- o pormenor incompreensível do carapau "mumificado"...

- filete de salmonete braseado com um caldo para onde deve ter caído o conteúdo de um saleiro inteiro.

- polvo extraordinariamente salgado (mesmo muito) com uma textura impossível de comer e um sabor estranho, que motivou um pedido de desculpa por parte da cozinha e um desconto na conta final.

- inconsistência no "polvo à lagareiro". Um prato com chips de alho, outro sem.

- lavagante que não estava no ponto e um elemento gelado no prato que não fazia sentido, muito menos em janeiro...

- inconsistência no prato do pargo. Um dos pratos não tinha os elementos crocantes. Mais uma vez...

- falta de criatividade no empratamento, com 5 pratos a seguir exatamente a mesma disposição (bonita, mas tudo o que é demais enjoa).

 

Espaço

- O restaurante tem uma estrela Michelin, está inserido num hotel de luxo, mas eram visíveis "remendos" na pintura das paredes do restaurante. O melhor de tudo era a vista soberba, mas não se consegue compreender tamanho desleixo.

 

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Serviço

- Exageradamente informal, em contraste com o espaço, com conversas e comentários inadequados com os clientes.

- Dificuldade em explicar os pratos (por mais do que um funcionário).

 

Volto a afirmar que há dias maus, compreendo, e este foi um dia mau, levando a um pedido de desculpas e desconto na conta, como já referi. As desculpas aceitam-se, mas há algo que é inegável. Para nós esta foi a maior desilusão gastronómica de 2016. Lamentavelmente.

 

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