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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

EU convido-te, mas TU pagas

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Recentemente fui convidado por um conhecido para almoçar. Perguntou-me se estava disponível no dia x às x horas e eu disse que sim. Ele escolheu o restaurante e eu, durante toda a refeição, pensei que, no fim, seria ele a pagar. E porquê? Porque foi ele quem convidou (e isso para mim seria o suficiente para ser ele a pagar), porque foi ele quem escolheu dia, hora e local, e porque ele, felizmente, está muito longe de ter problemas financeiros.

 

No entanto, e porque eu, nalgumas coisas, sou mesmo muito totó, quando chegou a conta e ele agarrou nela e disse "a conta é para mim", eu murmurei um "hã...", do género, obrigado pelo convite e por pagares. Não disse "deixa que eu pago", ou nada do género. Limitei-me a deixar que da minha boca saísse um som que poderia ser interpretado de mil formas diferentes.

 

Porém, o meu simples murmúrio acabou por ter uma única interpretação e, para meu espanto, não houve nem mais ai nem ui. A conta foi imediatamente empurrada na minha direção e eu, de boca aberta, lá a aceitei.

 

Eu sei, quem foi parvo fui eu. Devia ter ficado caladinho no meu canto e ele que pagasse. Ele é que tinha feito o convite, tinha decidido tudo e dito que pagava. Mas pronto, fui parvo. Resultado - lá paguei a conta, sem que ele sequer sugerisse que pagássemos a meio.

 

Agora pergunto: isto é normal? Não seria suposto que fosse ele a pagar, se foi ele a convidar? Não deveria ter ignorado o que quer que eu dissesse, ou murmurasse, porque isso não interessava? Mesmo que tivesse dito "deixa que eu pago", não deveria ter recusado a minha intenção?


Eu acho que não há lugar para dúvidas, mas pelos vistos, para algumas pessoas, não é assim tão certo.

 

Conclusão: Se vos convidarem para almoçar, deixem-se de jogos e de boa educação. Quando chegar a conta, ignorem-na e fiquem quietos. Se a outra parte também decidir o mesmo, não se preocupem. Pelo menos têm comida e bebida enquanto um não se decide a chegar à frente com a nota. Não morrem à fome.

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