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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Eleven, em Lisboa, e Joachim Koerper

 

Já há algum tempo que tínhamos vontade de conhecer o restaurante Eleven, detentor de uma estrela Michelin. Porém, e apesar das expectativas, críticas positivas, dos prémios ganhos e da promessa de uma vista muito bonita sobre a cidade de Lisboa, nunca pensei que a experiência fosse tão boa, como acabou por ser.

  

 

Começando pelo edifício, o restaurante encontra-se localizado num dos pontos mais altos de Lisboa, com uma vista deslumbrante sobre o Parque Eduardo VII, Lisboa e rio Tejo, apreciável através das suas amplas janelas. O estilo arquitectónico é modernista e minimalista, com um interior requintado e cosmopolita, composto por algumas peças de arte interessantes.

 

  

O Chef é Joachim Koerper, um alemão convertido ao Mediterrâneo, que já trabalhou em restaurantes tão conhecidos como o Guy Savoy, ou o Moulin de Mougins. Sobre o Chef escreverei mais no fim do post, nomeadamente, sobre a sua atitude que me surpreendeu pela negativa.

  

A melhor surpresa do Eleven foram os pratos servidos. E, num restaurante, apesar de ser importante um bom ambiente e serviço eficiente, algo que o Eleven também consegue oferecer, é a comida que mais importa, independentemente de tudo o resto.

 

 

Perante a alternativa entre escolher um dos menus disponíveis, ou carta, optámos pelo Menu Eleven (€76,00 por pessoa). Até há algum tempo, era da opinião de que o melhor seria sempre optar pela carta - dá para escolher os nossos pratos preferidos e os preços dos menus são, normalmente, desencorajadores. No entanto, basta fazer algumas contas rápidas para perceber que um menu acaba por ficar mais em conta e a seleção dos pratos, sua coerência e diversidade, proporciona uma experiência gastronómica bem mais interessante.

 

 

Com o menu Eleven escolhido, começámos com um amuse bouche, composto por tártaro de novilho, mostarda antiga e casca de batata violeta. Apresentação muito bonita, o tártaro de novilho esta delicioso, bem temperado, e combinava muito bem com a mostarda antiga. A casca de batata violeta era crocante e, para mim, o único defeito a apontar, era a intensidade da tapenade de azeitona.

 

 

Em seguida, foi-nos servida uma salada de sapateira com abacate, maçã e pão fumado com oliveira. A sapateira era muito fresca e saborosa, a apresentação era impecável, mas havia alguns problemas: detetei um bocado pequeno da carapaça da sapateira e um resto de raízes nas verduras. Pequenos pormenores, é certo, desvalorizados perante o sabor do prato, mas importa não esquecer que se trata de um restaurante com estrela Michelin e que estas faltas de atenção e cuidado não devem ser toleradas.

 

A acompanhar o menu eram servidas quatro variedades de pão e manteiga.

 

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