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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

É hoje...

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É hoje que o nosso mundo pode mudar drasticamente... Mas temo que o primeiro passo já tenha sido dado.

 

Tenho seguido as eleições para Presidente dos Estados Unidos da América com muita atenção e interesse. Porque gosto de política, porque achei sempre interessante o tipo de campanha realizada nos EUA e toda a monstruosa máquina necessária para levar a cabo a eleição de um Presidente no país do Tio Sam, e porque estas eleições podem mudar completamente o nosso mundo.

 

Divergências à parte, os EUA continuam a ser um dos países mais importantes do mundo, pelo que o seu Presidente, necessariamente, é um dos homens mais poderosos do mundo. Ora colocar todo esse poder nas mãos de um lunático, xenófobo, racista, propagador de violência, machista e louco é dizer adeus ao mundo que conhecemos.

 

Será que a nossa História não deu já exemplos suficientes de que será um erro astronómico eleger Trump?

 

O problema, como comecei por escrever, é que temo que o primeiro passo já tenha sido dado... É que mesmo que Trump venha a perder hoje, os seus ideais já foram largamente difundidos, dividindo uma América (e talvez um Mundo) frágil e sugestionável. Será impossível apagar Trump da História, retirá-lo da ribalta depois das eleições (agora será ainda pior) ou evitar que as sementes por si largadas não germinem nas cabeças de pessoas espalhadas pelo mundo.

 

E não, não estou a exagerar. Quantos terão sido aqueles que ouviram três segundos de um discurso do Trump, ou leram um Tweet qualquer, e pensaram: "este gajo é louco, mas será que não tem alguma razão?". Contra mim escrevo. Tudo o que sai daquela boca é um crime. Mas ao mesmo tempo, já dei por mim a pensar: "em parte até é verdade...". Não em relação às brutalidades que disse sobre as mulheres, mas relativamente a algumas "promessas eleitorais" que são efetivamente capazes de melhorar os EUA em alguns pontos mas, ao mesmo tempo, põem em causa alguns dos princípios mais básicos da Humanidade.

 

E se formos todos honestos, se calhar pensámos todos no mesmo. E isso é bom? Claro que não! Nem pensar! O Trump não é o Diabo. E há milhares bem piores do que ele. Mas o Trump tem um poder incrível. O de entrar nas nossas casas sempre que quiser, através da televisão, internet, jornais (...) e ir martelando-nos com os seus ideais.

 

Donald Trump é perigoso, e ele sempre teve protagonismo, mas estas eleições deram-lhe aquilo que lhe estava a faltar. Foram como uma catapulta, levando o seu nome e pensamentos a todos os países do mundo, e não apenas aos que costumam seguir o The Apprentice. E agora não há nada a fazer, a não ser ter fé na Humanidade e esperar que todos percebam que este lunático, xenófobo, racista, propagador de violência, machista e louco não passa disso mesmo.

 

E por isso merece a nossa total descredibilização. Merece que não lhe demos qualquer importância.

 

Hoje é o dia. Mas é o dia em que espero que os Estados Unidos escolham pela continuidade, em detrimento da loucura e do racismo, e o dia em que Trump sai como derrotado, política e pessoalmente, de forma a calar vozes que têm vindo a aparecer defendendo os seus perigosos ideais.

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