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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Dinheiro para tudo, menos para o que interessa

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Imaginem o seguinte cenário:

- casal com dois filhos menores

- três carros

- ambos fumam

- dois cães

- dois gatos

- ambos desempregados

 

Qual é o erro que detetam imediatamente?

 

Vou dar uma dica. Desempregados, fumadores, três carros… Eu imagino que não deva ser fácil deixar um vício, mas, se calhar, se não há dinheiro ao fim do mês, é preciso cortar nalguma coisa, certo? E nada melhor do que cortar numa coisa que faz tão mal.

 

Por outro lado, eu também adorava ter uma frota automóvel que me permitisse escolher um carro diferente todos os dias, mas três carros para quem não trabalha, e cujo único filho em idade escolar vai de autocarro para a escola, é ligeiramente demais.

 

A questão dos animais não comento, porque é óbvio que não equaciono a hipótese de se “desfazerem” dos bichos para poupar, quando têm outras hipóteses para não gastar. E o segundo filho, concebido pós desemprego, também não merece o meu comentário. Fiquemos “só” pelos carros e cigarros.

 

Imaginando, novamente, que o casal fuma um maço e meio por dia, e fazendo contas a €4,00 o maço, a poupança mensal seria de €180,00.

 

 

Quanto aos carros, tirando a gasolina que não gastam, temos seguros e IUC (acreditando que os pagam), mais as prestações dos carros. Sendo muito simpático nas contas, imaginemos que gastam €300,00 por mês com os carros.

 

Ora se vendessem dois carros (e esquecendo o valor que iam ganhar com a venda) e deixassem de fumar, poupariam cerca de €380,00 por mês.

 

E agora perguntam? Porque é que eu estou interessado nas contas deste casal? Ou o que é que eu tenho a ver com a vida deles?

 

A resposta deveria ser – Nada, e não tenho nada de me meter na vida dos outros. O problema, é que este casal faz-se valer da sua vida difícil (desemprego e dois filhos para criar), que eu não contesto, para não pagar o condomínio do prédio onde moro.

 

Consequência: não é possível à administração do condomínio liquidar algumas contas dos fornecedores, porque este casal nunca pagou as quotas desde que ficou desempregado, acumulando, à presente data, um valor bastante avultado de quotas em atraso.

 

Ora sendo a quota mensal correspondente a, apenas, 8% do valor que poupariam com a venda de dois dos três carros e o fim do tabaco, não seria evidente que havia despesas que deveriam ser evitadas para pagar as contas com que se comprometeram?

 

Notas finais:

- Este caso não é, infelizmente, único no país. Muitos são aqueles que, por verdadeira necessidade, ou não, decidem cortar nas despesas e começam pelo condomínio, porque consideram que é uma despesa menor. O problema, é que não pensam que com essa atitude, e não havendo verdadeiras razões para não pagar as quotas, estão a prejudicar os restantes moradores e, principalmente, os credores e as suas famílias. Sem falar neles próprios, que passam a morar num prédio cujo condomínio não tem, por exemplo, dinheiro para substituir extintores ou pagar reparações de elevadores.

 

- Respeito este casal e lamento sinceramente as dificuldades que estão a passar. Porém, isso não me impede de constatar estes factos.

 

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