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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Decoração do quarto do bebé

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Manual para os homens durante a gravidez - Capítulo V

Decoração do quarto do bebé

 

Esta é uma das fases da gravidez mais aguardada por muitas grávidas - poder decorar o quarto do seu bebé. Principalmente para aquelas mulheres que adoram decoração. Escolher o berço, os móveis, comprar brinquedos, decidir a cor das paredes, o estilo de papel de parede... Pois... Tudo seria maravilhoso se as mulheres não estivessem grávidas. É que, nessa fase, já nem o gosto pela decoração é certo.

 

Portanto, não deixem cair a travessa com o jantar quando ouvirem a vossa querida grávida, desde sempre apaixonada por decoração, dizer: "Não me apetece nada pensar na decoração do quarto do bebé." Respirem fundo, pousem a travessa em segurança em cima da mesa, e só então tentem perceber o que se está a passar. Mas não demonstrem admiração, ou desconfiança. Nem exagerem nas perguntas. Aceitem aquela afirmação como uma fase. Porque uma hora depois ela vai estar a olhar para o iPad e a suspirar pelo papel de parede vermelho às bolinhas azuis que a não sei das quantas mandou colocar no quarto do seu bebé.

 

 

Pior do que as fases em que a decoração é um transtorno e é extremamente difícil, quando até então tinha sido sempre fácil e uma maravilha, são as fases "troca-tintas". Literalmente, ou não.

 

Como boas grávidas que são, nada é certo. Por isso, a cor das paredes do quarto do vosso bebé tanto podem começar por ser azuis, como podem passar por tons vermelhos, amarelos, pretos ou, simplesmente, pela cor branca. Tudo no mesmo dia. Mais uma vez, relaxem quando ouvirem: "Afinal quero algo mais discreto, como o branco.", cinco segundos depois de terem dito: "O amarelo fluorescente é a cor ideal, sem qualquer dúvida." Vão sempre concordando, mas sem grande entusiasmo, senão vão ser confrontados mais tarde quando disserem que sim ao vermelho, minutos depois de terem concordado com o castanho.

 

E nunca, mas mesmo nunca, arrisquem dizer o nome de uma cor sem saberem ao certo que cor é que é. Estão a ver, por exemplo, aquela cor que anda entre o verde e o azul, e que ninguém sabe na realidade que cor é que é? As grávidas sabem! E se acharem que é azul, e vocês disserem que é verde, está tudo estragado. Ainda acabam a ter de ouvir que não estão a dar demasiada importância à escolha da cor do quarto do filho, cor essa que vai influenciar toda a sua vida pessoal e profissional, blá blá blá, drama drama drama... Quando elas perguntarem "preferes esta ou esta?", limitem-se a apontar, em vez de arriscar com um nome. Mesmo que vos pareça que não há dúvidas. Até um amarelo, aos olhos de uma grávida, assume centenas de identidades distintas.

  

E também não se admirem se o berço mudar de marca e estilo vinte vezes. Ou até mesmo se a necessidade de haver um berço for posta em causa. Ou se os brinquedos todos os dias mudarem de poiso, como se tivessem vida e pernas inquietas. Ou se começarem a surgir dezenas de pequenos buracos nas paredes, fruto das constantes mudanças de localização dos quadros. Afinal, estamos perante uma mulher. Que ainda por cima está grávida. A indecisão faz parte da maneira de ser da mulher, agravando-se drasticamente durante uma gravidez.

 

Manual:

Introdução

Capítulo I - O humor

Capítulo II - Os desejos

Capítulo III - Os enjoos

Capítulo IV - O peso

 

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