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Só entre nós

Só entre nós é um blog para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, aquilo de que gostamos ou não, sobre bons e maus momentos, restaurantes fantásticos, viagens fabulosas ou nem tanto... No fundo, sobre tudo.

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Animais abandonados

 

Em 2008 foram recolhidos pelos ganis e gatis em Portugal 13.399 animais. Em 2013, já foi mais do dobro - 29.645 animais. Os dados são revelados pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária e surgem numa notícia do Público. A "desculpa" para o abandono, parece ser a crise. 

 

Ora, sem querer ser injusto, é evidente que, nos últimos anos, a vida de todos os portugueses tem sofrido com a crise que se instalou. Muitos foram os que perderam os empregos, e não os chegaram a recuperar, outros tantos perderam as suas casas, tiveram de emigrar ou deixaram de conseguir poupar dinheiro. E aí, nesses casos, percebo que um animal represente um acréscimo de despesas difícil, ou impossível, de suportar. E imagino a dor sentida no momento em que têm de deixar num ganil ou gatil um animal que decidiram acolher nas suas casas e que lhes fez companhia, por vezes, durante muitos anos.

 

Como tal, até acredito que parte do aumento do abandono de animais se deva, efetivamente, à crise. Mas temos de ser honestos e concordar que esta também é uma "desculpa" inventada por muitos para abandonar animais, ocupando agora o lugar das alergias que os animais supostamente provocavam ou a agressividade que teriam, como revelam alguns veterinários ao Público.

 

Retirando a franja das pessoas que perdeu verdadeiramente a possibilidade de ter um animal, ainda são muitos, milhares, os que abandonam os animais porque estão fartos deles, porque cresceram demais, sujam muito, roem muito, já não são bonitos, dão muito trabalho, têm doenças, o filho já não brinca com eles... Enfim, ainda são milhares os portugueses que decidem abandonar cães e gatos porque não pensaram devidamente antes de os comprar.

 

A compra de um cão, gato, ou qualquer outro animal, não pode resultar de um impulso, nem ser feita de forma leviana. Tem de ser ponderada e demorar o tempo que for necessário, meses ou anos, se tiver de ser, até que não restem quaisquer dúvidas de que se quer ter um animal de companhia.


Os infortúnios estão sempre atrás da porta, e ninguém está livre de, efetivamente, perder, de um dia para o outro, a capacidade de ter um animal consigo. Mas se todos os outros não abandonarem os seus animais, tenho a certeza que os ganis e gatis não estariam sobrelotados e não haveria tantos animais a ser abatidos, depois do desgosto de terem sido abandonados por aqueles que eram os seus donos e companheiros.

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