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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

04
Set17

Conselhos para reserva no restaurante Tickets, Barcelona

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Se estiverem a pensar reservar uma mesa no restaurante Tickets em Barcelona, deixo-vos aqui um conselho que, apesar de não fazer sentido, resultou na perfeição.

 

No dia em que forem abrir as reservas para o dia em que querem lá ir, alterem o fuso horário do vosso computador / tablet / telemóvel para o fuso horário de Espanha.

 

Quando li isto num fórum, achei que era uma perfeita parvoíce. Na melhor das hipóteses, ajudaria a ter melhor noção da hora de abertura das reservas (meia noite, horário de Espanha).

 

Porém, a verdade é que só depois de alterar o fuso horário do meu dispositivo é que consegui reservar uma mesa.

 

Quando chegava à meia noite (horário de Espanha) ou as reservas não abriam para o novo dia, ou quando finalmente abriam já não dava para reservar para mesas pequenas. No entanto, bastou mudar o fuso horário de Portugal para Espanha e, à meia noite em ponto, abriram as reservas e consegui uma mesa para dois.

 

Outro conselho - Sejam extremamente rápidos a escrever os vossos dados quando estiverem a fazer a reserva. Eu pensava que estava a ser rápido, mas a verdade é que quando terminei tudo, recebi uma mensagem a dizer que entretanto já não havia vagas para o horário que queria. Felizmente ainda havia disponibilidade para outra hora nesse dia. Mas se tivesse demorado mais um bocado, de certeza que já não ia conseguir fazer a reserva. Ou seja, a data e hora não ficam bloqueadas quando carregam em reservar. Ficam bloqueadas apenas após todos os dados.

 

Bem que já tinha lido que era uma das reservas mais difíceis de conseguir.

01
Set17

Quadro da semana #13 (Egon Schiele)

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Autor - Egon Schiele

Título - Auto retrato

Ano - 1911

Coleção - Leopold Museum

28
Ago17

A loucura de uma reserva no The Fat Duck (e a opinião do Chef sobre os €400 por pessoa)

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O destino gastronómico internacional 3 estrelas Michelin deste ano já estava escolhido. Depois de em 2014 termos ido ao Azurmendi, em Larrabetzu, Espanha, em 2015 à Osteria Francescana, em Modena, Itália, e El Celler de Can Roca, em Girona, Espanha, e em 2016 ao DiverXO, em Madrid, Espanha, tínhamos decidido ir ao Fäviken, em Järpen, Suécia. Local totalmente inóspito, comida muito diferente daquilo a que estamos habituados, uma viagem previsivelmente espetacular pelo meio da neve...

 

 

25
Ago17

Quadro da semana #12 (Pierre-Auguste Renoir)

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Autor - Pierre-Auguste Renoir

Título - La Grenouillère

Ano - 1896

Coleção - Nationalmuseum Sweden

 

23
Ago17

Estrelas na Uber ao estilo Black Mirror

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Para quem não sabe, na Uber os clientes podem classificar os motoristas após a viagem com uma estrela de 1 a 5. E os motoristas podem fazer exatamente o mesmo, classificando os passageiros com uma estrela de 1 a 5.

 

Mas esta parte não me choca, porque imagino que existam tantos clientes desagradáveis, mal comportados, e que chamam um Uber e não estão no local certo ou demoram imenso a aparecer, que fazem bem em classificar os passageiros e, desta forma, suspender ou bloquear contas se a nota for muito baixa. 

 

O que me faz confusão é se este sistema se alarga ao resto e passamos a viver numa realidade como a que é retratada no fantástico episódio da série Black Mirror - Nosedive (Em queda livre), onde, no fundo, todas as pessoas vivem preocupadas em agradar todos os que as rodeiam, de forma a obter boas notas e, com isso, poder usufruir de vantagens e não o contrário (más notas, fim de privilégios).

 

No início parece tudo muito bonito, mas depois...

 

Para quem não sabe do que estou a falar, um pequeno vídeo sobre este episódio da série. 

 

 

P.S. Já agora, tenho um rating de 4.94 na Uber (de 1 a 5) e já devo ter feito perto de 100 viagens com a Uber. Se fosse na série da Netflix, tinha de passar a levar uns cupcakes comigo para entregar aos motoristas da Uber. E seria eu quem perguntava se queria uma garrafa de água. E pegava no meu iPhone e punha música a tocar, perguntando se era o estilo de música que gostava, claro. Ah, e levava uma ventoinha comigo em dias de calor e uma botija de água quente em dias frios. Assim lá deveria chegar ao 5. Um pouco de limpa vidros e uma escova, mais um aspirador portátil, seriam um trunfo. Que tal?

21
Ago17

7ª Visita ao magnífico Esporão, de Pedro Pena Bastos

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Pedro Pena Bastos ainda nem tem 30 anos e já apresenta um trabalho bem mais maduro e bem conseguido que muitos Chefs mais experientes, com 3 estrelas Michelin ou com lugares cimeiros na lista dos 50 World Best Restaurants. Como é que consegue? Não sei, mas se é preciso ir várias vezes a um restaurante para aferir com exatidão a qualidade do trabalho de um Chef e sua equipa, então considero que estamos mais do que habilitados a fazê-lo.

 

 

 

18
Ago17

A heroína dos atentados de Espanha!!!

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Notícia atualizada - Afinal parece que era um homem. Um herói, portanto.

Artigo corrigido às 21h23: ao contrário do que foi inicialmente avançado, as notícias em vários espanhóis que citam a Agência EFE deixam de identificar o agente como uma mulher. - fonte

 

Ainda não se sabe o nome, mas não deve ser segredo por muito tempo. Certo é que uma agente da polícia (sim, uma, no feminino) matou quatro terroristas que se dirigiam para ela cheios de armas. 

 

Uma mulher, sozinha, perante quatro terroristas armados, que tinham acabado de atropelar pessoas em Cambrils, e que caminhavam na sua direção com facas, machados, machetes, cutelos, sacholas e cintos de explosivos, matou os quatro com a sua arma. 

 

Quem o confirmou foi o chefe da polícia dos Mossos, Josep Lluis Trapero, que explicou que ela está a receber apoio psicológico: “Matar quatro pessoas, mesmo que sejas um profissional, não é fácil de digerir”.

 

Absolutamente incrível. Uma heroína e uma lição. Muitos homens ou mulheres seriam incapazes de enfrentar terroristas armados a caminhar na sua direção. E ainda por cima ter a capacidade de matar todos. 

 

Fonte

 

 

18
Ago17

Poema ao Santo Drogon a pedir mais um leak... (Game of Thrones)

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Com eventuais spoilers do episódio 6 da 7ª temporada

 

Drogon, meu Santo,

Fofinho e querido,

Deves estar num pranto,

Mas sê meu amigo!

 

A HBO de Espanha, simpaticamente,

Decidiu o sexto episódio "leakar".

E agora o que eu queria realmente,

Era que tu me pudesses ajudar.

 

Eu sei que o Viserion,

Ups, spoiler, spoiler, spoiler...

Esquece Drogon, desculpa...

 

Já falei com a Daenerys,

E ela disse para me ajudares,

"Diz Dracarys, Dracarys",

E tu todos irias ameaçar.

 

Por isso, força nisso,

Quer dizer, fogo nisso,

E põe as asinhas a voar.

Obriga alguém a fazer leak do episódio 7,

Para que não tenha mais de esperar!

 

Amém

Quer dizer, Valar morghulis, ou qualquer coisa do género.

18
Ago17

Está na hora de acabar com estes massacres

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De que é que adianta enviar votos de pesar?
Telefonar para os soberanos dos outros países a mostrar solidariedade?
Disponibilizar ajuda?
Fazer marchas pela paz?
Decretar dias de luto nacional?
Debater durante horas/dias em todos os canais de televisão o que aconteceu?

 

De que é que adianta fazerem isto tudo, quando depois em 13 meses há 8 atentados? Quase um por mês. Mais de cem mortos. Centenas de feridos. O que é que precisa de acontecer para começarmos efetivamente a combater isto?

 

Eu sei que a maioria dos atentados é evitada graças aos esforços das nossas polícias e às ajudas de outras forças internacionais. Sei bem que os responsáveis não estão parados a assistir a estes massacres. Mas não poderia ser feita mais qualquer coisa?

 

Mais câmaras de vigilância. Em todas as ruas, todas as esquinas, com equipas a controlar as imagens 24/7 em direto. Permitia ver comportamentos suspeitos e, mesmo que não evitasse um atentado, permitiria seguir alguém ou alguma viatura. E serviria também para outros crimes que não atos terroristas. Tem custos elevados, evidentemente, e nada é 100% eficaz, mas serviria como um elemento atenuante e evitaria muita porcaria, de certeza.

 

Maior controlo das comunicações. Eu não tenho nada a esconder. Por isso não me importava que controlassem chamadas, mensagens, e-mails, tráfego na internet, etc. É uma invasão da privacidade? Sim. Um abuso? Sim. Mas se isso ajudasse a evitar atentados, então força.

 

Controlo da Dark web. Nenhuma muralha é 100% impenetrável. E de certeza que há muitas pessoas disponíveis, a troco de um salário, claro, para conseguir entrar nos meandros da Dark web. Como já acontece, eu sei, mas não é suficiente. Parece que nunca dá para estarmos à frente de quem quer mal, mas deve dar para estar mais à frente do que estamos agora, de certeza.

 

Controlo nas fronteiras terrestres. Esta ideia de fronteiras abertas e tudo como uma espécie de espaço único é muito bonita, mas num mundo cor de rosa. E o nosso mundo está bem mais preto do que rosa. Está na hora de controlar os acessos terrestres. Fechar fronteiras. Controlar efetivamente quem entra e sai.

 

E não só. Controlar quem não é nacional, entra e cá fica. Basta andar por Lisboa (e tantas outras cidades) para encontrar pessoas que de certeza absoluta não têm visto válido. Estão cá ilegais. São esses a causa do terrorismo? Provavelmente não. E os autores de atentados não podem ser locais? Claro que sim.

 

E tudo isto que eu escrevi não representa uma diminuição dos nossos direitos? Daqueles direitos que não tínhamos e que tantos sofreram para reconquistar? Não vai contra a nossa Constituição e ideias europeus? E não poderão estas ideias dar azo a outras mais restritivas? Sim. Claro que sim.

 

Mas todos concordamos que o nosso mundo não é o mesmo de há 20 anos. Nem de há 2 anos. E se nada for feito, vão continuar a aparecer animais capazes das maiores atrocidades. Nos nossos países. Nas nossas cidades. Nas nossas casas. A atacar os nossos nacionais. Os nossos conhecidos. As nossas famílias. Os nossos filhos.

 

Está na hora de acabar com estes massacres.

18
Ago17

Quadro da semana #11 (Giuseppe Arcimboldo)

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Autor - Giuseppe Arcimboldo

Título - Verão

Ano - 1563

Coleção - Kunsthistorisches Museum Wien