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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

O melhor restaurante do mundo é... português!!

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A conceituada revista Monocle elegeu o Bistro 100 Maneiras como o melhor restaurante do mundo. 

 

Parabéns ao Chef Ljubomir Stanisic e a toda a sua equipa. É um feito incrível! Segue a lista dos 10 melhores restaurantes do mundo segundo a Restaurant Awards 2017:

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Quadro da semana #7 (Wolfgang Lettl)

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Autor - Wolfgang Lettl

Título - Contrabandistas

Ano - 1987

Coleção - Coleção Letll

Restaurante dentro da prisão foi eleito o melhor restaurante de Londres!!

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O restaurante The Clink, situado dentro de uma prisão do Sul de Londres (HMP Brixton), foi eleito pelos utilizadores do TripAdvisor como o melhor restaurante de Londres. 

 

Aberto em 2009 em HMP Brixton, o restaurante foi considerado o melhor numa lista de 18 mil restaurantes. Recebeu 5 estrelas e tem 97% de reviews como "excelente" ou "muito bom".

 

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O menu é composto por 3 pratos, custa £30 e representa a gastronomia moderna britânica, com influências mediterrâneas (exemplo de menu). 

 

Cerca de 30 prisioneiros trabalham 40 horas por semana no restaurante e estudam para concluir um curso na área, reconhecido a nível nacional. 

 

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O objetivo deste interessante projeto é providenciar aos presos educação e experiência nesta área, tentando facilitar a integração social pós prisão e reduzir as possibilidades de ser cometido um novo crime. 

 

Segundo um estudo recente, aqueles que trabalham no restaurante têm 41% menos probabilidades de voltar a cometer um crime. 

 

A empresa responsável pelo projeto tem ainda restaurantes em mais 3 prisões no Reino Unido, sendo que todos alcançaram igualmente o primeiro lugar nos tops dos restaurantes de cada área.

 

Este projeto não é único no Reino Unido, havendo também um restaurante de fine dining numa prisão em Milão.

 

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Fica a sugestão para fazerem o mesmo em Portugal.

 

Saibam mais sobre o restaurante aqui. E atenção que se estiverem a pensar reservar uma mesa, leiam bem as FAQ antes da reserva. Existe um grande número de regras de segurança (e não só) que têm de ser cumpridas, uma vez que o restaurante fica, efetivamente, dentro da prisão. E, já agora, só podem entrar no restaurante maiores de 18 anos. 


Fonte

Guerra dos Tronos (Game of Thrones) - 7ª temporada

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Estreia hoje no canal Syfy a sétima temporada de Guerra dos Tronos (e sim, eu vou esperar pelas 22:15 para ver o episódio), série sobre a qual já escrevi neste blog e eis algumas coisas que espero (e não espero) que aconteçam:

 

- que a Daenerys Targaryen não demore 7 episódios a atacar Westeros;

- que não nos façam perder muito tempo com as suas divagações e lutas secundárias;

- e já agora que o ataque a Westeros seja algo incrível e estupendo, como já fomos habituados em Game of Thrones, com dragões e eventualmente fogo vivo;

- que haja um belo confronto entre Tyrion e Cersei;

- e que Cersei (finalmente) morra (provavelmente seguida pelo suicídio do seu irmão/amor Jaime);

- gostava de ver Jon Snow e Sansa Stark a derrotar de uma vez por todas o Baelish (Mindinho);

- e adorava ver uma batalha épica com os white walkers;

- não queria ver muito da história de Bran Stark, apesar de achar que isso é quase impossível (e que é importante para o desenvolvimento da história);

-  gostava que houvesse finalmente um encontro entre os Stark;

- e estou bastante curioso para ver como se comporta a "nova" Arya Stark.

 

Independentemente de tudo, estou ansioso com este regresso. Parece que o Inverno chegou. 

Quadro da semana #6 (Frida Khalo)

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Autor - Frida Khalo

Título - A minha enfermeira e eu

Ano - 1937

Coleção - Museu Dolores Olmedo

Final de Dexter (spoilers)

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Este post tem spoilers para quem não viu o final de Dexter.

 

Dexter foi uma das minhas séries preferidas e dificilmente sairá do top 10. É claro que não foi perfeita. Houve momentos claramente desnecessários, desenvolvimentos de personagens que não resultaram e histórias mal conseguidas. Mas, no geral, assistir às oito temporadas foi espetacular.

 

Por isto tudo estava à espera de um final que fosse tão grandioso como a série tinha sido. Pensei no que poderia acontecer várias vezes ao longo das temporadas e, para mim, só havia duas opções. Ou o Dark Passenger era descoberto e Dexter era preso, terminando a série com a sua execução ao mesmo tempo em que se ouvia um monólogo daqueles de nos deixar a chorar toda a noite; ou Dexter fugia com o filho e eventualmente com uma paixão (neste caso Hannah) e viviam felizes longe de tudo e todos, deixando a hipótese em aberto de Dexter continuar a matar no novo destino. Ou seja, um final fechado, com a execução de Dexter, ou um final aberto, com a fuga.

 

Porém, nada disso aconteceu. E porquê? Por falta de coragem dos argumentistas. Só pode ter sido isso. E porque é que escrevo sobre o final de Dexter em 2017? Porque apesar de não gostar de rever séries, decidi rever o último episódio de Dexter para ver se afinal aquilo era melhor do que me lembrava. Mas não. Infelizmente não.

 

Deb morreu e a sua personagem foi atirada para o mar, tendo um final igual ao dos assassinos mortos por Dexter (que maneira ingrata de tratar uma personagem como Deb), Dexter sobrevive miraculosamente a uma tempestade (a série poderia ter acabado com a tempestade e ficávamos a pensar no que teria acontecido - era menos mal), Dexter decide não ir com Hannah e o filho para a Argentina porque percebe o mal que lhes fez (depois de 8 temporadas em que nunca pensou muito nos outros) e decide abandonar tudo e todos fugindo para um sítio qualquer onde, supostamente, não fará mal a ninguém de que gosta.

 

Mas isto faz algum sentido? Só mesmo porque de facto dificilmente haveria maior castigo para Dexter, como defendem os argumentistas. Mas essa não é uma das hipóteses que me parece mais coerente.

 

Presumo que o Dark Passenger não tenha desaparecido e que tenha continuado a matar aqueles que no seu entender deviam morrer. Porque se a redenção foi total, e se Dexter passou a viver como um santo, então a decisão de abandonar o filho para o proteger é ainda mais ridícula. Podia ser um santo na Argentina.

 

Podia ter sido feito muito mais. E, por isso, gostava mesmo muito que decidissem fazer mais uma temporada para afinar algumas pontas (o que, pelas notícias, não está totalmente fora de hipótese).

 

Com Dexter a ir para a Argentina ter com a família, ou Dexter a continuar com o que sempre fez ao longo da série mas no seu exílio. Não precisava de ter um final fechado. Só precisava de ter um final que respeitasse mais as personagens.

Criticado por não ajudar o Banco Alimentar

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Eu já ajudei o Banco Alimentar por alguns anos. Tanto na sede em Lisboa, a separar as doações, como à porta dos supermercados. Tirando isso, contribuo sempre que há uma campanha. Normalmente comprando produtos no supermercado, mas já comprei vales e ajudei online. 

 

Seja como for, nem eu nem ninguém é obrigado a ajudar. Nem ninguém tem de comprar produtos no supermercado, como ninguém tem de ir ajudar a recolher produtos. 

 

Porém, nesta última campanha do Banco Alimentar, fui criticado por não ajudar. Quando na realidade tinha acabado de ajudar.

 

Fui ao Lidl com o meu filho, enchi um dos sacos do Banco Alimentar com produtos pedidos, e entreguei-o à saída. 

 

Imediatamente a seguir, fui ao Continente (mesmo em frente) comprar mais coisas, onde também estava uma equipa do Banco Alimentar que, com certeza por distração, nem me perguntou se queria um saco para contribuir. 

 

Quando ia a sair, com o meu filho ao colo, vem um menino na minha direção para recolher um saco que pensou que eu tinha no carrinho.

 

Antes de poder dizer alguma coisa, ouvi o homem que parecia ser o responsável por aquele grupo dizer ao miúdo:

 

"Não vale a pena que esse senhor não quis ajudar."

 

Apeteceu-me ir ter com ele e explicar que tinha acabado de dar noutro supermercado.

 

Apeteceu-me dizer que mesmo que não o tivesse feito, ninguém é obrigado a dar.

 

Apeteceu-me mandá-lo à merda.

 

Limitei-me, talvez erradamente, a respirar fundo e seguir em frente com o meu filho, fingindo que não tinha ouvido aquilo.

 

Percebo, porque também já estive no seu lugar, que o que mais queremos é encher carrinhos com sacos. Mas foi muito triste ouvir aquela acusação totalmente desnecessária e injusta.

Muda de vida se não viveres satisfeito

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Muda de vida se não viveres satisfeito. É muito comum ouvir/ler esta frase. E faz todo o sentido. A vida, ao que tudo indica, é só uma, e é curta. Mesmo que se viva 100 ou mais anos. Por isso, se não estamos satisfeitos, devemos mudar de vida. Mudar de parceiro. Mudar de trabalho. Mudar de cidade. Mudar de país. Mudar qualquer coisa. Mas quantos é que realmente mudam? Mais concretamente, quantos é que mudam só porque não estão satisfeitos e não porque necessitam?

 

A minha mulher termina esta semana mais de uma década no seu local de trabalho. Onde tinha, e teria sempre, trabalho garantido e um ordenado (independentemente de ser tremendamente injusto para as horas de trabalho e responsabilidade inerente) acima da média. E termina esta semana por decisão própria. Porque não estava satisfeita. Porque queria mais e melhor.

 

A minha mulher teve a coragem de mudar. De mudar não porque precisava, mas porque não estava satisfeita. E começará agora uma nova fase onde nada é garantido. Trocou a segurança pela "insegurança", mas uma vida insatisfeita por uma vida em princípio mais satisfeita e melhor.

 

A minha mulher tem muito mais coragem do que alguma vez teria, e deixa-me cada vez mais orgulhoso por ela e pela sua decisão. Apoiei-a desde que começou a pensar em mudar e apoiarei sempre. Dando certo ou errado.

 

Tenho a certeza que a mudança será para muito melhor, mas não podia deixar de enaltecer aqui a sua coragem e determinação, a sua força incrível, e desejar a maior da sorte no novo trabalho que começará para a semana.

 

Só entre nós, és uma inspiração. Adoro-te!

Quadro da semana #5 (Anna Ancher)

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Autor - Anna Ancher

Título - Ceifeiros

Ano - 1905

Coleção - Skagens Museum

Está tudo louco na estrela Michelin Alentejana

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As minhas experiências no L'And, o único restaurante com um estrela Michelin no Alentejo, nunca foram extraordinárias (último post aqui). 

 

Mas a reconquista da estrela dava curiosidade em ir ver como estava entretanto o serviço e a criatividade na cozinha. 

 

Telefonei para lá e fiquei a saber:

  • que o restaurante não está aberto para o público todos os dias;
  • e que mesmo nos dias em que supostamente está aberto, depende da ocupação do hotel onde está inserido o L'And.

 

Em concreto, foi-me dito que no dia que queria ir o restaurante supostamente estaria aberto, mas como o hotel estava com quase todos os quartos reservados, não podiam aceitar reservas para o restaurante por parte de não hóspedes. Tinham de ter mesas disponíveis para os hóspedes.

 

Mais fiquei a saber que para aquele dia ainda não havia reservas de hóspedes para o restaurante, mas podia vir a haver, por isso não dava para mim. 

 

Ou seja, no L'And preferem passar um dia inteiro com a sala praticamente vazia, para poderem ter mesas para hóspedes que não sabem se querem ou não comer lá, em vez de garantirem logo casa cheia com quem quiser reservar. 

 

Não sei se os responsáveis pelo L'And estão loucos, ou se eu que estou errado, mas sei que por mim não contam comigo para lá voltar. Principalmente depois de ouvir:

"Faça assim. Vá telefonando para saber como está a ocupação do hotel e assim pode ser que consiga um dia para cá vir comer."

 

Começo a recear que isto se alastre aos outros restaurantes de hotéis (se é que já não acontece algo semelhante noutros locais). É que bloquear mesas para hóspedes, até faz sentido. Mas bloquear uma sala inteira já é demais. 

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