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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

No Alentejo come-se pessimamente mal!

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Há uns dias ouvi no meu local de trabalho:

"No Alentejo come-se pessimamente mal!"

Dei de imediato um salto da minha cadeira e fui ter com a pessoa em causa.

 

A frase não tinha sido dita em tom de ironia. Nem num tom natural. Tinha até sido proferida com algum desprezo, o que ainda me chocou mais. Todos têm direito à sua opinião (lembram-se daquele que disse que a comida portuguesa era horrível?), mas afirmar uma coisa destas merecia, pelo menos, uma justificação.

 

Enquanto me aproximava ouvi:

"Aquilo é horrível! Tudo cheio de gordura e a saber mal. E paga-se muito! São uns "careiros" e ainda servem comida que sabe mal."

 

Antes de continuar, deixem-me só referir que eu adoro o Alentejo (onde tenho casa de família) e considero que a riquíssima gastronomia alentejana é um verdadeiro tesouro nacional, como também o é a gastronomia de qualquer outra região portuguesa. Posto isto, e chegado ao local onde decorria a conversa, perguntei o que é que se estava a passar.

 

"Ela foi almoçar ao Alentejo e é claro que comeu mal...", disse a rir-se. "Do que é que ela estava à espera?"

"Como é que podes generalizar dessa forma?", perguntei.

"Ah, pelo menos é o que o meu marido diz. Que se come muito mal e levam imenso dinheiro. Ficamos sem nada na carteira e nada no estômago."

 

Depois de alguma troca de frases (não vale a pena perder muito tempo com pessoas assim) percebi o seguinte:

- a pessoa em questão almoçou apenas uma única vez no Alentejo;

- e contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o marido comeu num restaurante no Alentejo.

 

Perante isto, como é que se pode fazer uma afirmação destas, com tamanha leviandade e sem qualquer fundamento? Serei só eu a achar que isto é uma tristeza?

 

O que fazer (e não fazer) num restaurante Michelin

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 Foto ROSALPINA

Post de Fine Dining Lovers

Tradução livre da minha autoria

Original aqui

 

A primeira vez que se visita um restaurante Michelin é sempre inesquecível. Porém, e por vezes, pode não ser só a comida, vinho ou atmosfera a ser inesquecível, mas sim os momentos embaraçosos que passou, ou aquilo que não deveria ter feito naquele momento, demonstrando a sua pouca familiaridade com restaurantes deste género. 

 

Para ajudá-lo a evitar esses momentos mais constrangedores, temos 10 sugestões para aproveitar ao máximo a sua primeira ida a um restaurante Michelin e ter a certeza que parecerá um profissional a ter uma excelente experiência.

 

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O que fazer:

 

1. Informe-se primeiro

Lá porque um restaurante tem uma ou mais estrelas Michelin, isso não quer dizer que vai gostar dele. Leia primeiro na internet sobre o restaurante que quer visitar, ou então faça perguntas. Num restaurante poderá encontrar uma cozinha mais "familiar" e noutro a experiência poderá ser mais "cerebral" e com menos substância.


Evite ir para um restaurante sem estar preparado, senão pode apanhar uma surpresa. Em vez disso, escolha um restaurante cuja visão e filosofia você queira mesmo experimentar.

 

2. Faça uma reserva

Nem todos os restaurantes têm listas de espera de vários meses, mas em alguns terá de planear a sua visita com antecedência. E alguns restaurantes pedem um cartão de crédito durante a reserva, por isso pense duas vezes antes de cancelar no último minuto.

 

3. Informe o restaurante antecipadamente sobre alguma restrição alimentar ou intolerância

Vegetariano, vegan, intolerante à lactose, gluten free... Não se esqueça de avisar sempre das suas restrições no momento da reserva, senão o restaurante poderá não ser capaz de cumprir com as suas necessidades.

 

4. Extras

Tenha atenção aos extras. Nalguns restaurantes Michelin há extras pagos à parte. Um copo de espumante oferecido quando o cliente se senta, a seleção de pães, um amuse bopuche antes da entrada, uma pré-sobremesa antes da verdadeira sobremesa, ou os petit fours com o café. E tenha em atenção que se pedir por um algum aperitivo à sua escolha, terá de o pagar.

 

5. Menu de degustação para todos

Os menus de degustação são por norma servidos a todas as pessoas da mesma mesa, ou seja, se uma pessoa quiser o menu de degustação, isso só será possível se as outras pessoas da mesma mesa também quiserem esse menu. 

 

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O que não fazer:

 

1. A presença constante

O empregado vai andar à sua volta - atrás de si, à sua frente e ao seu lado. Ele vai perguntar se está tudo bem, encher o seu copo de água, acompanhá-lo à casa de banho e substituir o guardanapo antes do seu regresso. Também irá limpar as migalhas da toalha no fim da refeição. Se isto lhe parecer demasiada atenção, e achar que está mais confortável com um serviço menos atencioso, então é melhor escolher um ambiente mais informal.

 

2. Não tenha medo de fazer perguntas

Não evite fazer questões se tiver dúvidas. Não há razões para se sentir estúpido por fazer perguntas - pedir mais informações e mostrar interesse no menu. Se os pratos são vagamente explicados ou são usados termos evocativos ("essência", "vermelho profundo", "perfume de Primavera") sem uma menção aos ingredientes, tem mais do que direito de saber extatamente o que vai comer. O mesmo se aplica aos vinhos: nem todos nascemos sommeliers. 

 

3. Preço 

Não reserve sem ter uma ideia prévia dos preços. Os menus de degustação são sempre a melhor maneira de conhecer o trabalho do Chef e ter uma experiência mais completa no restaurante. Mas é também a forma de gastar mais dinheiro. Se não quiser gastar tanto, peça da ementa.

 

4. Não fique zangado se o Chef não estiver

Contrariamente ao que pode pensar, o Chef nem sempre está presente. Quanto maior a sua popularidade, maior a possibilidade de estar em eventos ou a tratar de outros projetos. A restante equipa é perfeitamente capaz de dar conta do recado. Mas se quiser conhecer mesmo o Chef, pergunte durante a reserva se ele vai estar no dia em que está a pensar ir.

 

5. Não termine dizendo "Ainda tenho fome"

A sério, evite dizer isso. Para além de que é impossível ficar com fome depois de um menu de degustação, isso mostrará que não passa de um amador com pouco conhecimento na experiência da alta cozinha.

A falta de veracidade e cuidado nas notícias

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Ainda a propósito do Guia Michelin Portugal 2017, faltou comentar aqui no blog as reportagens feitas pela televisão naquele dia. Em vários canais ouvi coisas que me deixaram de boca aberta e de pé atrás, como por exemplo:

- O L.A. Vineyards voltou a conseguir uma estrela - Presumo que seja um restaurante em Los Angeles...

- O LOCO conseguiu uma estrela ao fim de vários anos - Anos???????

- Avillez conquistou a sua segunda estrela - A sério? Esta é que eu não sabia... Com que restaurante?

- The Yeatman duplicou o seu número de estrelas - Duplicou? Sim, quer dizer, passou de uma para duas, mas duplicou?? Enfim... Quando o máximo são três, se calhar dizer que as estrelas duplicaram é um pouco excessivo...

 

Mas houve mais, com trocas de terras e trocas de nomes de Chefs. Tanto por parte dos jornalistas na cerimónia e nos restaurantes premiados, como por parte dos apresentadores dos telejornais.

 

E o que é que isto quer dizer? Que, claramente, esta gente não estava preparada. Mas ainda quer dizer outra coisa.

 

Se me apercebo destes erros num tema que domino, isso quer dizer que noutros temas que não domine também há uma série de erros e "absorvo" esses mesmos erros sem dar por nada?

 

Será verdade aquele estudo recente norte americano que diz que 80% das notícias divulgadas têm, pelo menos, um erro, havendo um grande número percentual de notícias falsas? É bem capaz...

Live post num Uber

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Estou neste momento num Uber e a rádio não está sintonizada na Smooth FM, mas sim na TSF... Será que devo reclamar?

 

 

Black Friday - Descontos na educação

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Hoje é Black Friday, dia em que não há uma única loja que não anuncie descontos ultra mega espetaculares e cortes brutais nos preços (mesmo que os preços tenham subido dois dias antes para que agora pareça tudo incrível). Mas não é só nas lojas que há cortes. Se olharmos à nossa volta, verifica-se que cada vez há mais cortes... na educação. Cortes nos valores, mas não dos preços. Cortes nos princípios, naquilo que é mais básico. Deixo dois exemplos testemunhados por mim esta semana em Lisboa.

 

1 - Ao passar por um autocarro parado numa paragem ouvi um homem a gritar. Abrandei o passo e olhei para o interior. Pensei que eram passageiros a discutir, mas para minha surpresa era o condutor do autocarro que gritava. E com quem? Com um casal de idosos. E porquê? Porque, nas palavras do condutor, estavam a demorar demasiado tempo para saírem do autocarro, estavam a atrapalhar o trânsito e ele estava atrasado na sua ronda. Como se isto já não fosse suficiente, vejo ainda que o casal não só era bastante idoso, como o senhor tinha enormes dificuldades de locomoção, recorrendo a um andarilho para tentar andar.

 

Agora imaginem este cenário:

- o condutor gritava,

- a senhora, nervosa, tentava auxiliar o marido,

- e o senhor tremia por todos os lados com o seu andarilho, enquanto murmurava qualquer coisa que parecia um pedido de desculpa.

 

Felizmente um dos passageiros veio ajudar o casal a descer e logo a seguir ouvi-o gritar com o condutor.

 

2 - Numa conservatória em Lisboa, com mais de 100 pessoas de pé e poucas cadeiras disponíveis (todas ocupadas), um homem, sem qualquer dificuldade de locomoção aparente, levantou-se e dirigiu-se para um balcão. Uma senhora, mais velha do que ele, aproveitou esse facto e sentou-se. Dois segundos depois regressa o homem (tinha-se enganado e pensado que era a sua vez) e diz:

- Saia daí que esse lugar é meu! Saia! Xô!

 

A senhora levantou-se, mas houve imediatamente quem lhe deu um lugar. O homem ignorou tudo o que lhe chamaram em seguida (desde racista, ele era branco e ela negra, a mal educado) e permaneceu sentado tranquilamente a ler o seu jornal.

 

Nesta Black Friday, em que todos só pensam em consumismo e descontos, se calhar devíamos pensar nos outros tipos de descontos, nomeadamente na educação e valores...

 

Michelin 2017 - E a montanha pariu um rato

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Antes de mais, sempre me disseram que era feio queixar-me de barriga cheia. Mas não resisto a perguntar: Afinal o que é que se passou com o Guia Michelin Portugal 2017?

 

Em primeiro lugar, o que era expectável era que 2017 trouxesse apenas mais uma ou duas estrelas para o céu Michelin português, tendo em conta o triste histórico português neste campo gastronómico. E já não seria nada mau!

 

Eis senão quando o próprio Guia Michelin Portugal Espanha, de forma oficial e na pessoa de Ángel Pardo, vem comunicar a toda a imprensa que este seria um ano bombástico para Portugal. 17 estrelas novas, garantiu por telefone ao Miguel Pires, do Mesa Marcada. Nem mais, nem menos!

 

De imediato se fizeram sentir os efeitos desta declaração, com gritos de felicidade em muitas cozinhas portuguesas, sonhos (quase) concretizados e um sentimento de justiça (finalmente) no coração de quem se interessa por este mundo. Ao mesmo tempo, começaram as previsões. Quais eram essas 17 estrelas? Quem ia subir? Quem devia subir? Muitos deram os seus palpites, incluindo eu, com o Tiago do Ovo Cru a fazer, e muito bem, um resumo de algumas previsões.

 

Porém, e contra tudo o que se poderia antever, no dia da divulgação do guia é anunciado pelo próprio Ángel Pardo (que recordo tinha anunciado 17 estrelas), que afinal haveria 9 novas estrelas. E não 17.

 

Por isso retomo a minha pergunta. O que é que se passou afinal? Só vejo três hipóteses, sendo todas bastante plausíveis:

1- Confirma-se que Portugal não tem qualquer relevância no mundo Michelin e que os responsáveis do guia nem sabem bem quantas estrelas existem ou quantas vão surgir. No fundo o que interessa é Espanha;

 

2- O único objetivo foi criar um hype e gerar uma explosão de publicidade;

 

3- Alguém estava cheio de fome e pôs-se a comer estrelas (Das três hipóteses esta é, sem dúvida, a mais provável. Malditos espanhóis esfomeados...).

 

Pondo de lado esta vergonha (não encontro outra palavra), é claro que fiquei (ficámos) satisfeitos com as 9 estrelas novas. Mas eu não consegui ficar plenamente satisfeito. Desde logo porque sinto que fui enganado. E se se fizeram justiças, há coisas que não consigo perceber...

 

Comecemos pela parte boa...

1 - LOCO ganhou a estrela. Merecida, sem qualquer sombra de dúvida. E espero que agora se calem de vez com aquela treta de que os restaurantes novos, ou muito inovadores, não podem ganhar estrelas;

 

2 - O Alma ganhou a estrela. De todas as estrelas foi a que me deixou mais emocionado. É o nosso restaurante preferido, o Henrique Sá Pessoa é uma pessoa espetacular e um profissional incrível, e todo o seu árduo trabalho só podia resultar numa estrela;

 

3 - O The Yeatman conseguiu a segunda estrela. Não fazia qualquer sentido só ter uma;

 

4 - O L'And reconquistou a estrela. Apesar de não concordar totalmente, de acordo com a nossa última visita lá, fico feliz por eles e conto voltar lá em breve;

 

5 - A estrela para a Casa de Chá da Boa Nova é tremendamente justa. Um dos melhores restaurantes nacionais. Grande Rui Paula;

 

6 - O Antiqvvm ganhou uma estrela, com Vítor Matos a conquistar estrelas por onde vai passando. Não fiquei apaixonado quando lá estive há pouco tempo, mas enfim...

 

Quantos às injustiças:

1 - O que é que aconteceu ao Feitoria? A sério, alguém me responda... O "guia" estava doente quando lá foi? Têm alguma embirração com o João Rodrigues? Não foram lá este ano? O Feitoria não é um restaurante de 1 estrela, é claramente de 2, e confesso que foi a minha maior surpresa/desilusão deste ano com este guia;

 

2 - O Ferrugem continua a ser marginalizado;

 

3 - E o Esporão, inacreditavelmente também...

 

Em resumo, temos portanto mais 9 estrelas. Excelente, muito bom, uma tristeza, uma desilusão (é mais ou menos assim o meu pensamento). Estamos ainda muito longe de um cenário perfeito, mas estamos sem dúvida no bom caminho.

 

Os nossos parabéns a todos aqueles que trabalham nos novos estrelados, mas também a todos aqueles que mantiveram as suas estrelas (um desafio muitas vezes menosprezado, mas mais difícil do que conseguir a primeira). 

  

Esperemos que 2018 seja ainda melhor. Aqui fica a lista definitiva:

 

2 estrelas:

Belcanto, Lisboa, José Avillez (análise aqui)

Vila Joya, Albufeira, Dieter Koschina (análise aqui)

Ocean, Alporchinhos, Hans Neuner

The Yeatman, Vila Nova de Gaia, Ricardo Costa (análise aqui)

Il Gallo d'Oro, Funchal, Benoît Sinthon

 

1 estrela:

Alma, Lisboa, Henrique Sá Pessoa (análise aqui)

LOCO, Lisboa, Alexandre Silva (análise aqui)

Feitoria, Lisboa, João Rodrigues (análise aqui)

Largo do Paço, Amarante, André Silva (análise aqui)

Eleven, Lisboa, Joachim Koerper (análise aqui)

Fortaleza do Guincho, Cascais, Miguel Rocha Vieira (análise aqui)

William, Funchal, Luís Pestana e Joachim Koerper

Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira, Rui Paula (análise em breve)

Antiqvvum, Porto, Vítor Matos (análise em breve)

L'And, Montemor-o-Novo, Miguel Laffan (análise aqui)

LAB, Sintra, Sergi Arola e Milton Anes

Henrique Leis, Almancil, Henrique Leis

Pedro Lemos, Porto, Pedro Lemos

São Gabriel, Almancil, Leonel Pereira

Willie's, Vilamoura, Willie Wurger

Bon Bon, Carvoeiro, Rui Silvestre

A estupidez do ataque a José Avillez

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Ainda hesitei algumas vezes em escrever sobre isto, mas acho importante deixar aqui o meu enorme repúdio pelo ataque sem sentido ao restaurante Cantinho do Avillez no Porto, do Chef José Avillez, e estupefação pelas ameaças de que tem sido alvo.

 

Para quem não sabe, o restaurante Cantinho do Avillez no Porto foi vandalizado há uns dias, alegadamente, por ativistas pró-Palestina, tendo o Chef sido também alvo de algumas ameaças "virtuais". E isto porque Avillez participou no Round Tables, um evento gastronómico em Telavive, Israel, considerando estes "ativistas" que, desta forma, o Chef estaria contra a Palestina e aprovaria, e colaboraria, com a "ocupação sionista".  

 

A sério?! Portanto vamos lá ver se entendemos bem. Se uma pessoa vai a Israel, mesmo que não tenha absolutamente nada a ver com política, é porque é contra a Palestina?

 

Sendo assim, eu já estive em Israel, portanto colaboro com a "ocupação sionista".

 

E ainda há pouco tempo estive nos Estados Unidos da América. De certeza que isso quer dizer que apoio todos os ideais do Trump.

 

E já estive na China. Ui, é óbvio que aprovo uma série de violações a direitos humanos.

 

E esperem, também já estive na Turquia... Ditador! E em Marrocos, e nos Emiratos Árabes Unidos, e em Oman, e...

 

Até já estive na Rússia... Mau sinal, não é? Comunista!!!

 

E dentro de meses vou à Coreia... do Sul, o que significa que sou contra a Coreia do Norte. Sem dúvida!

 

E ao Japão, o que deve significar que sou totalmente a favor da caça às baleias. Aliás, até devo andar à caça de baleias no Tejo...

 

E já estive na Noruega, o que faz de mim um apoiante de Anders Breivik.

 

Só entre nós, devo ser um perigo para a sociedade, por isso é melhor parar de enumerar países. E já agora outra coisa. Deixem-se de parvoíces, para ser meigo nas palavras...

 

Smooth Uber

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Praticamente todas as semanas chamo um UBER e ainda não houve uma única vez em que o rádio do carro não estivesse sintonizado na Smooth FM. Nada contra a Smooth FM, se bem que há horas do dia em que não posso sintonizá-la sob pena de adormecer ao volante, mas o que é que se passa entre a UBER e a Smooth FM? Que relação amorosa é esta, de tal forma forte, que não há lugar a traições com outras estações de rádio?

 

Por norma quando entro no carro já se ouve jazz, mas houve um dia em que assim que me sentei no banco do UBER, o condutor mudou imediatamente do frenético hip hop que estava a ouvir para o calmo jazz da Smooth FM. Porquê?

 

A UBER patrocina a Smooth FM? É o contrário? Pertencem ao mesmo grupo? É política da UBER? Os condutores são obrigados a passar o dia como se estivessem num club de jazz? Ou é só uma tremenda coincidência ter ouvido sempre a Smooth FM nas dezenas de viagens que já fiz?

 

Fora de brincadeiras, já levei tantos anos com música horrível e "voz do cidadão" nos táxis, que até não desgosto de andar num UBER a ouvir uma música tranquila. Sabe bem, é verdade. Mas acho engraçado que haja esta aparente obrigatoriedade, quando há outras rádios que dão música "tranquila". Basta procurar.

A luxuosa penthouse de Donald Trump

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O novo POTUS é o tema do momento, por isso o blog Cisco Pisco não podia deixar de mostrar como é a luxuosa (e exagerada?) penthouse de Donald Trump. Parece que fica no 66º andar da Trump Tower e valerá cerca de 100 milhões de dólares. Coisa pouca...

 

Vejam aqui todas as fotos.

 

 

WHAT THE FUCK AMERICA...

Nem sei o que escrever...

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