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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

25
Jul16

Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

Só entre nós

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

 

Por Eli Rosenberg

06 de julho de 2016

Tradução da minha autoria

Original aqui

 

À primeira vista, parece um lugar estranho para deitar um bebé: pouca roupa de cama e um mini saco de dormir dentro de uma caixa de cartão.

 

Ainda assim, é este o primeiro lugar onde muitos bebés Finlandeses deitam as suas cabecinhas. E acredita-se que este simples berço é responsável por a Finlândia ter atualmente uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil no mundo - 2,52 a cada 1000 nascimentos, menos de metade da taxa nos Estados Unidos da América.

 

Na Finlândia todas as futuras mães recebem uma "caixa bebé", mas existe uma condição. Para receber essa caixa, as futuras mães têm de fazer exames médicos durante os primeiros quatro meses de gravidez.

 

Todos os anos o Governo dá aproximadamente 40.000 caixas que trazem roupa de cama e cerca de outros 50 produtos para bebé, incluindo roupas, meias, um casaco quente e até um gorro para suportar o gelado frio nórdico. (As futuras mães que não precisarem de todos estes produtos podem optar por receber €140,00).

 

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O pacote de produtos que vem dentro da caixa contem roupa de verão e inverno, fraldas, brinquedos, um termómetro e outros produtos úteis para o primeiro ano de vida do bebé.

 

Este programa começou no final dos anos 30, quando cerca de 1 em cada 10 bebés morria na Finlândia durante o seu primeiro ano de vida. As caixas eram uma forma barata de encorajar as mulheres a pôr de lado os velhos hábitos e consultarem um médico durante a gravidez. Por outro lado, as caixas também serviam como um lugar seguro fora da cama dos pais para os bebés dormirem, em casas onde apenas havia mobiliário rudimentar.

 

A Finlândia também oferece uma considerável proteção para os pais dos bebés: mais de 10 meses de licença paga e a garantia de que quem quer que fique em casa com o bebé poderá regressar ao seu trabalho quando quiser até o filho fazer 3 anos. 

 

Existem esforços para alargar a ideia da "caixa bebé" a um público maior. Recentemente um hospital em Londres começou a dar as caixas ainda numa fase de teste. No Minnesota, uma organização sem fins lucrativos distribuiu as caixas por famílias carenciadas, motivando o debate entre as entidades estatais. Um estudante de Harvard criou uma organização para distribuir caixas semelhantes no Sul da Ásia.

 

"Quando sais do país, apercebes-te que, "wow", nem todos os países têm uma "caixa bebé", disse Sanna Kangasharju, que trabalha na Embaixada da Finlândia em Washington.

 

"É um sistema muito eficiente".

22
Jul16

Jogas Pokémon Go? Vem salvar-me!

Só entre nós

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Os rebeldes do Exército Livre da Síria arranjaram uma nova forma de chamar a atenção para a guerra civil na Síria, pedindo a todos aqueles que jogam Pokémon Go para dar mais atenção às crianças Sírias, que tanto sofrem, do que aos Pokémon.

 

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"Vem salvar-me!", pedem as crianças nos cartazes que seguram. 

 

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250.000 crianças sofrem maus tratos na Síria e desde 2004 já foram mortas 4.200 crianças.

 

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A ideia é incentivar o mundo ocidental a ir salvar crianças sírias, em vez de Pokémons. Já explicámos no blog como ajudar as crianças Sírias, e nunca é demais fazer mais um apelo. Saibam mais aqui.

 

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Notícia daqui.

21
Jul16

Pizzeria ZeroZero, em Lisboa

Só entre nós

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A convite do Grupo Multifood fomos conhecer a Pizzeria ZeroZero, uma das mais recentes pizzarias de Lisboa, que promete levar a pizza a um outro nível graças à escolha criteriosa dos produtos utilizados, provenientes, na sua maioria, da região de Véneto, com Denominação de Origem Protegida ou Indicação Geográfica Protegida, como acontece no caso dos queijos, enchidos, vinhos e proseccos.

 

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A juntar à excelente qualidade dos ingredientes, as pizzas seguem técnicas tradicionais na sua confeção, estando o maior "segredo" na massa - a massa das pizzas é feita através de uma mistura de farinha 00 (importada de Itália e que dá o nome à pizzaria) e outras farinhas de moagem lenta em pedra, sofrendo uma pré-fermentação de 14 horas à temperatura controlada de 21ºc, seguida de uma maturação de no mínimo 48 horas do empasto à temperatura de 4ºc. O resultado final é muito agradável, com uma pizza fina e crocante.

 

19
Jul16

Presidente Marcelo, arrotos e Pokémons

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Depois do Presidente Marcelo ter condecorado os jogadores da seleção de futebol portuguesa, seguiram-se os campeões no atletismo e agora os campeões no hóquei.

 

E independentemente de fazer ou não sentido estar a condecorar os nossos atletas que conquistam algo a nível internacional, faz todo o sentido que o Presidente passe a condecorar todos os atletas. Se condecora os futebolistas, também tem de condecorar os outros.

 

Mesmo que para isso o Presidente tenha de deixar todos os seus afazeres para passar a dedicar-se exclusivamente à entrega de medalhas. Presumo que não tenha sido para isso que foi eleito e quem votou nele (não foi o meu caso) devia querer que ele fizesse mais alguma coisa. Mas enfim, haja prioridades!

 

Há é um problema. É que aberta a caixa de Pandora, o Presidente Marcelo vai ter de condecorar todos os nossos atletas. E em todos os desportos!

 

Por exemplo, um miúdo que ganhe as olimpíadas de matemática, como acontece tantas vezes, não poderá deixar de ser condecorado.

 

O mesmo deverá suceder com o vencedor do campeonato mundial de arrotos, que de certeza irá presentear o nosso Presidente com o seu arroto vencedor.

 

Ou com o vencedor do campeonato de mais cachorros quentes comidos em cinco minutos.

 

Ou com um eventual vencedor português de um campeonato internacional de Pokémon Go. Aquele que apanhar mais Pokémons terá necessariamente de ser condecorado. E se conseguir apanhar algum nos jardins do Palácio de Belém, ainda deverá receber uma condecoração extra.

 

E o Presidente não poderá ignorar eventuais portugueses vencedores dos seguintes campeonatos (todos verdadeiros):
Pedra, papel e tesoura
Mergulho na lama
Passar a ferro
Pólo com elefantes
Carregamento de esposas
Homem vs cavalo
Hóquei subaquático
Luta livre com óleo
Perseguição com queijo
Boxe xadrez

 

Espera-se que o Presidente dê entretanto instruções para contratar dezenas de pessoas para começar já a fazer várias fornadas de medalhas. É que ele não terá mãos a medir...

 

Mas no fim o nosso Presidente Marcelo será também condecorado. E bem merece! É que dificilmente haverá alguém que atribua tantas medalhas. E essa sim é uma razão para ser condecorado!

 

16
Jul16

Chefs refugiados e um sabor a casa

Só entre nós

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Versão original do New York Times,

Por Alissa J. Rubin

Tradução da minha autoria

Artigo de 5 de julho de 2016

Ver original aqui.

  

Chefs franceses e refugiados juntam-se num invulgar festival gastronómico em Paris.

 

PARIS - Os clientes deste bistrô na margem esquerda do Sena olham admirados para os pratos inesperados que surgem no menu num evento recente: puré de lentilhas laranjas, kebbeh e espinafres; cavala marinada com pimentos doces e tahini; codornizes servidas com freekeh, um grão encontrado no Mediterrâneo oriental.

 

Tudo muito diferente do servido habitualmente no L'Ami Jean, um bistrô tradicional francês, cujo efusivo Chef e proprietário, Stéphane Jégo, é conhecido pela sua interpretação da cozinha Basca.

 

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 Um dos pratos servidos no L'Ami Jean

Mas se naquela noite os clientes tivessem espreitado para a cozinha, teriam visto dois Chefs a preparar dois pratos: Jégo e Mohammad El Khaldy, um Sírio que trabalhou durante 20 anos como cozinheiro na sua cidade natal de Damasco até ser forçado a fugir por causa dos bombardeamentos. 

 

 

15
Jul16

Recordando Nice, com lágrimas nos olhos

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*** Post publicado a 04/11/2015 ***
 
Nice nunca esteve nos meus planos de viagem. Como nunca tinha ouvido ninguém a elogiar ou criticar a cidade, nunca pensei em visitá-la. No entanto, e por motivos profissionais, acabei por lá ir uns dias e não foi preciso muito para ficar rendido à sua beleza.

 

 

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Toda a Promenade des Anglais é maravilhosa, com destaque para a arquitetura tão cuidada dos prédios, com vista para o mar, e para a extensa e limpa praia, já considerada como uma das melhores praias de cidade do mundo.
 

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Mas não é só a Promenade que justifica uma visita à cidade.
 

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Vieille Ville - Zona antiga da cidade com ruas sinuosas, mercados de rua e lojas de antiguidades. Não faltam também restaurantes e cafés com boa comida, pequenas praças históricas e igrejas. Para visitar os mercados, onde poderão encontrar todo o tipo de recordações de Nice e da Provença, é aconselhável ir logo pela manhã, quando há menos turistas.
 

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Parc du Château - Pulmão verde da cidade, de onde se conseguem as melhores vistas. Tanto para o centro da cidade, como para a Promenade des Anglais, praia ou para a bonita marina. Vale a pena subir a pé, conhecer os diversos miradouros e cascata, e depois aproveitar o elevador para descer.
 

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Place Masséna - Praça perto da Vieille Ville, onde começa a Avenue Jean Médecin e onde se encontram algumas das melhores, e mais caras, lojas.
 

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Avenue Jean Médecin - Uma das principais avenidas da cidade, repleta de lojas e locais turísticos.
 

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Basílica Notre-Dame de Nice - antiga e linda por fora e por dentro. Sem dúvida, um bom local para descansar e meditar.
 

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Nice apresentou-se como uma cidade tranquila, bonita, bem cuidada, limpa, cheia de vida e história. Bastam dois dias para conhecer bem a cidade, mas justificam-se mais uns dias para poder desfrutar de toda a sua beleza.
 
14
Jul16

Previsões para o Guia Michelin 2017

Só entre nós

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No seguimento do anúncio da data de 23 de novembro para a divulgação do Guia Michelin 2017 Portugal e Espanha, muitos são aqueles que têm feito as suas previsões. Como tal, deixo aqui as minhas previsões (bastante otimistas) para o Guia Michelin 2017, tendo sempre por base as minhas experiências:

 

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3 estrelas

Portugal continua a não ter um restaurante 3 estrelas e, para mim, isso só acontece porque é Portugal- o "patinho feio" do guia. Porém, a verdade é que com o passar dos anos e com a consequente evolução gastronómica (bastante positiva) em Portugal, dificilmente poderemos continuar a ser um "patinho feio". Há limites para tudo e julgo que não deveremos ter de aguardar muito para a tão esperada terceira estrela.

 

Como é evidente, o campeonato para a terceira estrela resume-se aos atuais 2 estrelas: Belcanto, Ocean e Vila Joya. Como nunca fui ao Ocean, não me posso pronunciar, mas pelo que consta tem tudo para conseguir, finalmente, a terceira. Este ano ou no próximo.

 

Relativamente ao Vila Joya, estive lá em 2014 e, apesar dos trambolhões nos 50 World Best, penso que nem perderá a segunda estrela nem conseguirá a terceira.

 

Quanto ao Belcanto, aposto na conquista da terceira estrela. Os prémios não o largam, foram feitas obras recentes (tendo em vista a terceira estrela) e a qualidade apresentada é de um 3 estrelas (em comparação com outros 3 estrelas internacionais). A questão de ainda ser cedo para mim não faz sentido, pois a segunda estrela foi alcançada no guia de 2015 e dificilmente se poderá continuar a justificar a falta da terceira estrela.

 

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2 estrelas

Mantendo-se o Vila Joya com 2 estrelas (e eventualmente o Ocean e o Belcanto com 3, se bem que acho impossível que o "poupado" guia atribua logo duas 3 estrelas num só ano, pelo que aposto apenas no Belcanto), considero que existem dois fortes candidatos à desejada segunda estrela. O Feitoria e o The Yeatman. Nem um nem outro são restaurantes de 1 estrela. E tenho a certeza que se estes dois restaurantes fossem espanhóis já tinham a segunda estrela. Nem dá para entender como é que estes dois restaurantes só têm uma estrela, em comparação com os outros estrelados portugueses.

 

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1 estrela

No campeonato de restaurantes com 1 estrela, e escrevendo apenas sobre os que conheço, considero que o Largo do Paço e o Eleven manterão a estrela (sendo que o Eleven está mais perto de uma eventual segunda). O mesmo deverá acontecer com a Fortaleza do Guincho, apesar de todas as mudanças que ocorreram (Chef, pratos, conceito...).

 

Para novos 1 estrela, aposto no Alma, LOCO, Ferrugem e Esporão. Mais uma vez, são restaurantes que se fossem espanhóis já tinham a estrela. Se o Alma e o LOCO não receberem a sua primeira estrela já este ano, será uma enorme injustiça. Mais uma vez, não interessa se abriram recentemente ou não, pois não faltam restaurantes estrangeiros que conseguem logo a estrela assim que abrem.

 

Igualmente injusto seria a não atribuição da estrela ao Ferrugem e Esporão, se bem que se tiver de ter em conta a "poupança" do Guia, aposto apenas no Alma e LOCO (devido à localização e Chefs).

 

Consta que a Casa de Chá Boa Nova e o LAB também podem alcançar a primeira estrela. Esperemos que sim, mas como não conheço não posso fazer apostas.

 

Quero acreditar que não haverá perdas de estrelas e apesar de ter estado pela última vez no L'And mesmo antes de perder a estrela, não acredito que a recupere este ano.

 

O Guia Michelin Portugal 2017 ficaria então assim:

 

3 estrelas:

Belcanto (análise aqui)

 

2 estrelas:

Vila Joya (análise aqui)

Ocean

Feitoria (análise aqui)

The Yeatman (análise aqui)

 

1 estrela:

Alma (análise aqui)

LOCO (análise aqui)

Largo do Paço (análise aqui)

Eleven (análise aqui)

Fortaleza do Guincho (análise aqui)

Henrique Leis

Il Gallo d'Oro

Pedro Lemos

São Gabriel

Willie's

Bon Bon

Herdade do Esporão (análise aqui)

Ferrugem (análise aqui)

11
Jul16

A perfeição no restaurante LOCO

Só entre nós

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O restaurante LOCO do Chef Alexandre Silva estava na minha lista de restaurantes a não perder desde o dia em que ouvi falar nele pela primeira vez, bem antes da sua abertura. Primeiro, porque era um projeto do Chef Alexandre Silva, o que só por si já motivaria uma visita, e segundo pela ousadia que o LOCO apresentaria em Lisboa.

  

 

08
Jul16

O regresso à Cevicheria

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Antes de começar esta análise, tenho de tirar o chapéu ao Chef Kiko pelo magnífico trabalho que tem desenvolvido. Os seus restaurantes são mesmo muito bons: O Talho (última crítica aqui) surpreende com sabores fortes e quentes, enquanto que a Cevicheria encanta com sabores frescos e explosivos que nos deixam a querer mais. Lisboa precisava de restaurantes assim, de um Chef como o Chef Kiko, e é sempre um prazer regressar um dos seus restaurantes.

 

Desta vez regressámos à Cevicheria. Hoje dedicar-me-ei apenas aos pratos provados, remetendo a minha opinião sobre o resto para o post que escrevi há uns meses.

 

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Couvert - bastante agradável, com um curioso contraste nas texturas e sabores intensos na manteiga e dip.

  

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Causa de polvo BBQ - polvo assado, puré de batata preto, cebola, pimento Padrón, courato e molho BBQ 

Sabores excelentes, com o polvo saboroso e muitíssimo bem acompanhado. 

  

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Ceviche de salmão - salmão, tapioca, puré de feijão, edamame, amendoins, e leite de tigre com coco

Prato verdadeiramente perfeito. O salmão conseguia manter o seu papel principal, mas os sabores que o envolviam eram extraordinários. Este é, sem dúvida, um dos maiores trunfos do Chef Kiko. O sabor que ele consegue dar aos pratos. E que sabor...

  

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Antes de passar às sobremesas, era impossível resistir à Mini sandes surf and turf - barriga de porco confitada, bife de camarão e pão de batata doce - que, tal como escrevi da outra vez, é do outro mundo. Imperdível.

 

Para sobremesas, escolhemos:

 

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Batata doce e maracujá - batata doce, gel e crocante de maracujá e mousse de chocolate branco

Ponto alto - a beleza do empratamento e o delicioso sabor do maracujá

Ponto menos positivo - a batata doce ao centro, que pouco ou nada acrescentou (a não ser alguma textura)

 

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Dulce de leche, quinoa e espuma de avelãs - dulce de leche argentino, quinoa cremosa, espuma de avelãs e rapadura

Doce, quente, cremoso, diferente, saboroso... Muito bom.

 

Em jeito de conclusão, pouco tenho a escrever a não ser dar os parabéns ao Chef Kiko e à sua equipa. Fica apenas um desejo: possibilidade de fazer reservas. Ou então ter um funcionário à porta (assim que começam a aparecer clientes meia hora antes de abrirem as portas) para anotar a ordem de chegada. Caso contrário, é sempre uma confussão e acaba por haver sempre um que se acha mais esperto e passa à frente dos que estão à espera à meia hora pela abertura das portas...

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9,7

Serviço (25%) - 8,5

Ambiente (25%) - 9

Pontuação final - 9,225

07
Jul16

Sai um h3 a dobrar!

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Os hambúrgueres do h3 são deliciosos. É rara a vez em que não vá a um H3 quando vou almoçar a um centro comercial e nunca saio desiludido. Hambúrgueres parecidos com aqueles que fazemos em casa, saborosos, bem temperados, bem grelhados e muito bem acompanhados. A meu ver, dificilmente se poderia fazer melhor num restaurante deste tipo.

 

Mas isto não é um post publicitário ao h3. Este post serve para relatar o que me observei esta semana num h3 de Lisboa:

 

Chega a vez de um senhor fazer o seu pedido e diz:

"Quero um cheese duplo mal passado no prato."

"Peço desculpa, como é que disse?", perguntou a empregada.

"Quero um cheese duplo. Como num McDonalds ou Burger King. Quero um cheese duplo. Mal passado e no prato." 

"Mas nós não temos nenhum cheese duplo..."

"Claro que têm.", interrompeu o cliente. "Se os outros têm, vocês também têm de ter."

"O que eu posso fazer é pôr dois hambúrgueres no prato..."

"Sim, isso mesmo. Ponha dois hambúrgueres no prato. Mas ponha também o dobro do queijo. Ponha um por cima do outro e o dobro do queijo por cima."

"Com certeza. E quer o quê de acompanhamento?"

"Batatas fritas. Encha bem o prato. E ponha mais queijo, eu pedi o dobro."

 

Enquanto olhava para o homem e pensava no quanto ia comer, ele comenta:

"Tem de ser assim, senão fico cheio de fome. No McDonalds peço sempre um duplo."

 

Ora para quem não sabe, os hambúrgueres do h3 pesam 200g. Cada um. Como tal, aquele senhor comeu 400g de carne ao almoço. Quero acreditar que não vale a pena mencionar o exagero que isso é, essencialmente em termos de proteínas consumidas.

 

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Seja como for, o mais engraçado é a referência ao McDonalds. Segundo informações do McDonalds, um double cheeseburger pesa 173g. E, por exemplo, um Big Mac, 219g. 

 

Ou seja, em termos de peso (e nem estamos a comparar apenas o peso da carne), dois hambúrgueres do h3 pesam mais do dobro do que um double cheeseburger, e pouco mais do que um Big Mac. 

 

E vendo a informação nutricional, um Big Mac corresponde a 53% das proteínas que se devem consumir num dia, ao passo que dois hambúrgures do h3 correspondem a 68,6%. Em termos de energia, cada cheese bem passado do h3 tem 464 calorias, ao passo que um Big Mac tem 509. Ou seja, dois cheese do h3 são, só, 928 calorias. 

 

Resumindo, um cheese do h3 bem passado tem quase as mesmas calorias de um Big Mac, mas como o senhor pediu um mal passado, as calorias ultrapassam um Big Mac. 

 

Ora o senhor pediu dois... E porquê? Porque num lado come dois hambúrgueres e no h3 não podia comer só um porque ficaria com fome. Quando, na realidade, no h3 até consumiria mais calorias com um hambúrguer do que com um duplo no McDonalds.

 

Não há dúvida que a ideia de ficar com fome era tão grande, que o senhor nem pensou muito no assunto e nem olhou para as letras em tamanho grande que dizem que cada hambúrguer pesa 200g... 

 

Dados retirados daqui:

McDonalds

h3

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