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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

29
Fev16

CálcioSex - O produto que vai mudar a sua vida!

Só entre nós

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Hoje em dia os intervalos televisivos servem, quase exclusivamente, para publicitar dois tipos de produtos:
suplementos de cálcio
comprimidos para dar uma força extra nas relações sexuais

 

Ora apesar de estar farto de ver sempre os mesmos anúncios e produtos, fez-se luz na minha cabeça. Porque não juntar os dois? Afinal, para que é que quero força extra numa relação sexual, se os meus ossos não estiverem à altura?

 

Criei então o CálcioSex, que levarei à próxima temporada do Shark Tank para angariar investimentos.

 

Os resultados com os ratinhos de laboratório foram excelentes. 99% dos ratinhos desenvolveram uns ossos indestrutíveis e pareciam coelhos da Duracell.

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Entretanto, o produto já foi distribuído por alguns homens e os resultados foram melhores do que todas as previsões. Deixo aqui alguns testemunhos, absolutamente verídicos:

 

Maria, 73
Agora cada vez que o meu compadre vem visitar-me, chama-me sempre para a festa depois de correr a maratona. E olhe que ele corre 5 maratonas por dia! Tem sido uma alegria!

 

João, 64
Andava muito triste, mas agora já não pareço o mesmo! Vou às compras a pé e ainda faço umas conquistas novas pelo caminho! É claro que recomendo o CálcioSex!

 

Mário, 78
Nos Alunos do Apolo já ninguém tem a minha pedalada! Nem no salão de baile, nem nos balneários!

 

Antonieta, 55
Já tenho três caixas encomendadas de CálcioSex na farmácia. É que agora é um corrupio no meu prédio, parece que os vizinhos passaram a só saber tocar na minha campainha! Estou à adorar, o CálcioSex faz milagres!

 

Serafim, 42

Com o CálcioSex passei finalmente a dar uso ao Kamasutra! Já experimentei todas as posições, até as mais estranhas! Nenhuma escapa! Posição ou mulher!

 

O preço será de apenas 29,99€ e se for um dos primeiros 20 a encomendar, recebe uma segunda caixa de oferta e um par de chinelos.
Ligue já o 760 999 999 999 999.

23
Fev16

O nosso país é um sonho - Trás-os-Montes

Só entre nós

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18
Fev16

O meu bebé de 8 meses lê Shakespeare... em Hebraico

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O meu filho tem 8 meses. E sabe ler? Claro que sim, pfff! Adora Fernando Pessoa, e todos os seus heterónimos. Saramago já não o cativa, e agora anda encantado com Shakespeare. Mas prefere ler as edições em Hebraico. É que em Inglês antigo é demasiado previsível.

 

E sabe escrever? Que estupidez de pergunta... Com 5 meses transcreveu a Bíblia, antigo e novo testamento, numa semana (o que muito me preocupou, porque com 5 meses o máximo aceitável para transcrever tudo seriam 2 dias), e agora está cismado com a obra de Florbela Espanca, estando a produzir dez sonetos por dia.

 

Já tem dentes? Com 8 meses? Mal seria se não tivesse... Já os tem e já são os definitivos. E nem perguntem sobre a comida, porque com os dentes todos não aceita papa ou sopa. Adora é um belo joelho de porca e rosbife!

 

E anda? Não. Corre! Inscrevi-o no mês passado no SLB (orgulho!) como ultramaratonista, e anda a treinar para a sua primeira ultramaratona que é já para a semana. Ainda ontem fez 150 km, ao pé coxinho. Parece-me que vai pelo bom caminho.

 

E já sabe o que quer fazer quando for grande? Está ainda um pouco hesitante, o que me tem deixado nervoso. Já era altura de ter tudo definido. Mas pronto, anda a dedicar 15 horas por dia ao estudo, e penso que daqui a 2 meses (e já estou a ser pessimista) deve ter concluído o seu doutoramento em coluna e mestrado em engenharia nuclear. O resto logo se vê, mas espero que não demore muito para poder passar a assinar os seus e-mails com as iniciais PHD, MD, DR e VXFGZAAJ2.

 

Isto tudo para comentar a estupidez de guerra que é travada por tantos pais, que só querem que os seus filhos sejam génios e, acima de tudo, muitíssimo melhores do que todos os outros, teimando em perguntar diariamente sobre os avanços e conquistas dos filhos dos outros, ao mesmo tempo que vão comentando como os seus filhos fizeram isso tudo, e mais um par de botas, bem mais cedo.

 

Sabem o que vos digo? Cresçam e deixem de ser crianças!

16
Fev16

Bom português?! (RTP)

Só entre nós

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Há anos que a RTP transmite no programa Bom dia Portugal a rúbrica "Bom Português", e eu habituei-me a vê-la diariamente.

 

Infelizmente, há já algum tempo que apenas transmitem "episódios" repetidos, alguns até poucos dias depois, mas bem pior do que isso é cometer erros. 

 

Na frase "Na casa onde nasceu Miguel Torga", é questionado se o correto é "onde" ou "aonde". A pergunta é fácil, ou pelo menos deveria ser, mas a resposta que surge como correta é "aonde". Apesar de a locutora dizer que o certo é "onde".

 

Como se tudo isto já não fosse suficiente, o "episódio" tem sido insistentemente repetido, e ainda não foi corrigido o erro. Já estava na altura de corrigirem o erro... Só entre nós, de certeza que Miguel Torga nunca escreveria "aonde".

14
Fev16

Vista Alegre é "from" Portugal

Só entre nós

 

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A Vista Alegre é uma empresa portuguesa e um exemplo de sucesso nacional e internacional, levando o nome do nosso país pelo mundo fora. Mas por mais internacional que seja, não deixa de ser portuguesa. Certo?

 

Em princípio sim, mas começo a julgar que não. Como sugestão de prenda para o dia dos namorados que se celebra hoje, a Vista Alegre sugere a peça "Love Birds" (um nome já bastante português). E a frase que acompanha o produto é:

"Deposite uma mensagem terna e simples neste gift e surpreenda o seu amor de forma original."

 

E agora pergunto: "neste gift"?!

 

A nossa língua tem sofrido diversas alterações nos últimos anos, e existem várias palavras novas nos dicionários, mas gift?

 

Convencido de que tinha sido um lapso, continuei a ler, percebendo que estava enganado:
"Cada pássaro tem um pergaminho que permite escrever uma mensagem personalizada, sendo um excelente gift para se oferecer a quem nos é mais próximo. (...) Um gift original e contemporâneo"

 

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Faço então nova pergunta: qual era a dificuldade de escrever "neste presente/prenda"? É menos fino do que "neste gift"? Deve ser isso.

 

Se é isso, então sugiro que utilizem esta metodologia em todas as frases que forem usadas no futuro. Ao estilo de emigrante português que passados poucos meses já mistura palavras estrangeiras com portuguesas na mesma frase.

 

Que tal:
"Vista Alegre, uma brand portuguesa"
Ou "Find na Vista Alegre o melhor gift"
E porque é que tem de ser em inglês? Que tal ser ainda mais fino e misturar palavras em alemão ou dinamarquês? Por exemplo, "Ofereça este fantástico geschenk"?

 

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Muito posh, não acham? Perfeito, só se mudarem o nome da marca para outra língua:
Happy view, em inglês?
Vista allegro, em italiano?
Hilarem faciem, em latim?
Vrolijk gezicht, em holandês?

 

Qualquer uma delas é muito melhor do que o português. "Vista Alegre" já é muito old fashion...

12
Fev16

Não me apetece pagar e não me podem obrigar!

Só entre nós

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De vez em quando ando de comboio, e são raras as vezes em que não tenho alguma história para contar. Recentemente, o revisor aproximou-se de um adolescente, com não mais de 16 anos, e pediu-lhe o bilhete.

 

"Não tenho.", respondeu o adolescente, 

"Como?"

"Não tenho.", reafirmou, encolhendo os ombros, sem demonstrar qualquer sentimento de receio ou vergonha.

 

A sua atitude era de alguém nada preocupado com o que se estava a passar. De tal forma que o adolescente poderia ter saído na estação anterior, porque já tinha visto o revisor na carruagem a pedir os bilhetes, mas decidiu ficar. Não tinha bilhete, e isso não era um problema dele.

 

Naquele instante, convenci-me que o revisor ia passar-lhe uma multa. Afinal, existe cada vez menos tolerância, e já vi mais do que uma pessoa a ser multada somente porque não validou o seu bilhete (que tinha dinheiro para várias viagens).

 

Para minha grande surpresa, o revisor limitou-se a dizer:

"Está bem, mas então tens de sair na próxima."

 

E o que é que aconteceu a seguir? Sim, ele não saiu. Só quatro estações depois é que saiu. Nesse entretanto, esteve tranquilamente a olhar para a janela, ao mesmo tempo que o revisor, de pé ao lado dele, ia jogando no telemóvel.

 

Ou seja, o revisor não só não passou multa, como disse para ele se ir embora e ele só saiu na estação que queria.

 

Falta ainda referir que o adolescente tinha "bom aspeto", não representando o seu aspeto físico, e o medo do que poderia acontecer, qualquer justificação para a atitude do revisor. 

 

No fim, nem o rapaz quis comprar um bilhete, andando de comboio sem qualquer preocupação, nem o revisor quis exigir nada ao rapaz.

 

E porque é que isto me chateia? Por eu, e a larga maioria dos passageiros, tem de pagar os bilhetes, tem o cuidado de validá-los e, se não o fizer um dia por engano, leva logo com uma multa, independentemente da justificação. É triste, não é?

10
Fev16

Onde é que eu já vi isto??

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Jarra à venda na Zara Home.

 

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Jarra da Bordallo Pinheiro, à venda na Vista Alegre.

 

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Coincidência? É evidente que não.

08
Fev16

Almoçar com vista para a Catedral de Milão

Só entre nós

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Chama-se Maio, fica mesmo ao lado da Catedral de Milão, com uma excelente vista para a mesma, e é, só entre nós, uma boa sugestão se estiver a planear passar por Milão.

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Couvert para dois €6

 

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Risotto Parma €13

 

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Pizza quatro estações €14

 

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Tiramisu (não fotografado) €11

05
Fev16

A curta metragem que tem ganho tudo

Só entre nós

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Chama-se "O presente", conta a história de um rapaz viciado em jogos de vídeo e um cão de três patas, e já venceu mais de 50 prémios em cerca de 180 festivais de cinema por onde passou, incluindo em Portugal. 

 

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A curta metragem tem 4 minutos e merece muito ser vista:

 

03
Fev16

As pilhas NÃO são para o pilhão

Só entre nós

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Decidido a depositar num pilhão todas as pilhas acumuladas nos últimos tempos, fui pelas ruas de Lisboa, com um saco cheio de pilhas na mão, em busca de um ecoponto com pilhão.

 

Assim que encontrei um, apercebi-me com tristeza que teria de colocar praticamente pilha a pilha por causa do tamanho dos orifícios existentes, e que por isso não sairia dali tão cedo. 

 

Descontente, mas certo de que estava a fazer o mais correto e o melhor pelo nosso ambiente, comecei a inserir uma pilha de cada vez. No entanto, o barulho feito pela queda das pilhas fez-me olhar para baixo. No chão, repousavam alegremente todas as pilhas que tinha posto. 

 

Aparentemente, o fundo do ecoponto estava furado/partido, pelo que apanhei as pilhas e segui caminho até encontrar novo ecoponto. Inacreditavelmente, o mesmo voltou a acontecer no segundo pilhão e as pilhas foram diretas para o chão.

 

Já sem saber se deveria rir ou chorar, continuei teimosamente até descobrir novo pilhão. Algumas centenas de metros depois, e convencido que à terceira seria de vez, comecei a colocar as pilhas. E, finalmente, estas não foram diretamente para o chão.

 

Durante apenas alguns segundos, pois após cerca de 15 pilhas ouvi um estrondo e lá foi o fundo do pilhão, espalhando-se todas as pilhas pelo chão.

 

Depois tudo isto, concluí que afinal os pilhões não servem para pôr pilhas e o saco de pilhas acabou dentro de um caixote do lixo normal.

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