Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Balanço de fim de ano

New-Yorks-Times-Square-on-004.jpg

 

Para mim todos os finais de ano são nostálgicos. Este não é exceção. Acabo sempre por fazer um balanço da vida que vivi no ano que passou. E fico sempre assustada com a perspetiva de todo um novo ano para encher, com tudo aquilo que de bom e mau nos pode trazer um novo ano. É evidente que isto faz pouco sentido, porque a cada dia que passa passou um ano sobre o ano que vivemos desde que esse dia aconteceu no último ano. Quando muito, poderíamos falar em ano novo quando celebramos o nosso aniversário...

 

Mas, enfim, para mim, o fim de cada ano civil implica um balanço e planos para o novo ano. Em relação a 2015, foi um ano incrível! Foi maravilhoso porque comecei o ano com um bebé de 10 cm na barriga, pude conhecê-lo a meio do ano e agora já o tenho aqui, junto a mim, sentado no chão a brincar, sempre com aquele sorriso fácil que me derrete o coração... Claro que, entretanto, viajámos, fomos aos dois melhores restaurantes do mundo (aqui e aqui) e a outros tantos igualmente bons ou menos bons, mas perante a gigantesca mudança que aconteceu nas nossas vidas com o nascimento deste filho tão desejado, o resto da vida passou a ser secundário!

 

E depois deste ano tão preenchido, o que esperar de 2016? Certamente não espero tanto como há um ano esperava de 2015. Mas, por outro lado, entro no novo ano mais tranquila do que há um ano. Com menos incertezas e menos medos. Com a vida mais preenchida e o coração mais cheio. E apenas espero que possamos, juntos, continuar a viver felizes como temos sido e que a cada novo dia vejamos o nosso filho crescer saudável e feliz.

 

Bom ano novo para todos!

Fomos ao melhor restaurante do mundo - El Celler de Can Roca

IMG_0279.JPG

 

Análises.png

 

Será o melhor restaurante do mundo o melhor restaurante do nosso mundo? Poderá um restaurante, eleito por alguns como o melhor, de acordo com opiniões altamente subjetivas, ser também o melhor restaurante onde estivemos?

 

Era a estas perguntas que eu queria responder, e depois da passagem pelo restaurante Osteria Francescana, eleito como o segundo melhor restaurante do mundo, e sobre o qual escrevi aqui, tinha dúvidas quanto a uma resposta afirmativa.

 

Afinal, o que é magnífico para um, pode ser bom, razoável, mau, ou até péssimo, para outro. E quem é que tem razão? Cada um, como é óbvio. Lá porque milhares de pessoas entendem que um restaurante é fabuloso, não quer dizer que eu ache exatamente o mesmo. Tal como pode acontecer o contrário.

 

Com estas questões em mente, fui então ao El Celler de Can Roca, certo de que não me deixaria influenciar por rankings, tal como aconteceu com a Osteria Francescana, e já com alguma “bagagem” de antemão (vários restaurantes “Michelin” visitados, tanto a nível nacional como internacional).

 

E depois de um magnífico jantar, junto com a mulher da minha vida, a resposta, afinal, acabou por ser positiva. Sim, o El Celler de Can Roca foi o melhor restaurante onde já estive e, como tal, é também o melhor restaurante do meu mundo.

 

Reserva

 

Depois de uma tentativa frustrada em 2014, foram precisos 11 meses de antecedência, e-mails trocados, dias à espera de resposta, e dedos cruzados atrás das costas, para conseguir reservar uma mesa no restaurante para dezembro de 2015. Presumo que as reservas estejam agora ainda mais difíceis do que no início do ano, mas nada como ser persistente e ter alguma sorte. Mesmo que o calendário online indique que não existe qualquer disponibilidade no dia/semana/mês que desejam, não deixem de telefonar, mandar mails e ficar em lista de espera.

 

Irmãos Roca e seus prémios

 

germans roca.jpg

 

O El Celler de Can Roca é gerido por três irmãos – Joan, o Chef executivo, Jordi, o Chef pasteleiro, e Josep, sommelier – sendo que todos já conseguiram o feito incrível de ser eleitos os melhores do mundo respetivamente em cada área. Para além disso, em conjunto levaram o El Celler de Can Roca ao topo do mundo gastronómico, com a nomeação como melhor restaurante do mundo em 2013 e agora em 2015 (ocupando o segundo lugar do ranking em 2011, 2012 e 2014).

 

História

 

IMG_0350.JPG

 

A paixão pela cozinha que abrange os três irmãos vem dos seus pais, donos de um restaurante chamado Can Roca (a poucos metros do El Celler de Can Roca). Foi lá que cresceram, no meio de pratos, cheiros e clientes, tendo a mãe, Montserrat Fontané, ensinado os seus filhos a cozinhar com respeito, carinho e generosidade.

 

primer_celler.jpg

 

O primeiro El Celler de Can Roca abriu em 1986, ao lado do restaurante dos seus pais. Em 1996 foi totalmente renovado e em novembro de 2007 mudou-se para a Can Sunyer, sua localização atual.

 

IMG_0285.JPG

 

A proximidade do restaurante dos seus pais permite que os irmãos Roca, e os seus cinquenta empregados, percorram diariamente os 100 metros que separam o El Celler do Can Roca, para ir lá almoçar. Os irmãos almoçam sempre de pé, em homenagem à sua mãe que passa os dias de pé a cozinhar.

 

Localização

 

Como já referi, o El Celler de Can Roca fica situado na Can Sunyer, em Girona, a aproximadamente uma hora de carro de Barcelona. No nosso caso, optámos por passar uns dias em Barcelona, uma das nossas cidades favoritas, e alugar um carro por um dia. Como íamos jantar, e não queríamos regressar a meio da noite para Barcelona, reservámos uma noite num hotel perto do restaurante. Não faltam hotéis com bons preços.

 

Restaurante

  

IMG_0348.JPG

 

O restaurante está instalado numa magnífica vivenda, com parque de estacionamento gratuito do outro lado da rua.

 

IMG_0278.JPG

 

IMG_0283.JPG

 

A entrada faz-se por um portão de madeira e por um pequeno “corredor” que dá acesso a um jardim.

 

 Carregar nas laterais para ver mais fotografias

Pelas janelas da casa é possível vislumbrar a cozinha.

 

IMG_0290.JPG

 

As mesas do restaurante encontram-se direcionadas para um pequeno jardim repleto de árvores, separado do restaurante por paredes de vidro.

 

Serviço

 

IMG_0333.JPG

 

O serviço cumpriu com todas as expectativas que se pode ter daquele que é considerado o melhor restaurante do mundo. Educado, prestável, simpático, eficiente e rápido. Destaque para três pormenores:

- À chegada estava à nossa espera uma empregada que falava fluentemente português e que nos serviu e acompanhou ao longo de toda a refeição (tal como nos aconteceu no Azurmendi, sobre o qual escrevi aqui). Pode não ser nada de extraordinário para quem, como nós, não tem qualquer problema com o espanhol, mas é um cuidado que traz conforto e uma sensação de acolhimento especial;

 

- Todos os funcionários disponibilizam-se para dispor os pratos/garrafas para que sejam melhor fotografados. Num mundo em que se fotografa tudo, partilhando-se em seguida com todos, nada como “ajudar” quem quer eternizar os pratos servidos;

 

- Parte do faqueiro utilizado é da marca Cutipol (que para quem não sabe é uma marca portuguesa).

 

Menus

 

IMG_0297.JPG

 

Existem dois menus de degustação. Um de “clássicos” e um “festival”. O primeiro tem o preço de €180 por pessoa, mais €55 pelo acompanhamento de vinhos ao longo da refeição e são 7 pratos (sem contar com as “surpresas” iniciais e finais). O segundo custa €195, €90 pelos vinhos e são 14 pratos.

 

Apesar dos €15 de diferença e do segundo menu ter o dobro de pratos, optámos pelos “clássicos” face aos pratos apresentados. Lendo o rol de pratos em cada menu, não tínhamos qualquer dúvida de quais é que gostávamos mais. Além disso, o menu de “clássicos” permitia, em duas ocasiões diferentes, optar entre um de dois pratos, o que foi perfeito.

 

Como tal, optámos pelo menu de “clássicos”, tendo eu ainda escolhido a seleção de vinhos por Josep Roca.

 

Por curiosidade, a água para acompanhar a refeição custou €5,00.

 

Acompanhamento de vinhos

 

IMG_0318.JPG

 

Não sou pessoa de beber vinho à refeição e, por norma, não costumo pedir vinho nos restaurantes. No máximo, opto por um copo de vinho. Como tal, não posso dizer que sou um grande apreciador e/ou conhecedor, apesar de já ter provado alguns dos melhores vinhos nacionais. Porém, e mesmo assim, decidi escolher o acompanhamento de vinhos. Por duas razões essenciais: a seleção seria feita por Josep Roca, considerado como um dos melhores sommelier do mundo, e já que estava no melhor restaurante do mundo, nada como aproveitar a oportunidade para passar pela experiência completa, casando os pratos com as bebidas consideradas mais adequadas para cada prato.

 

Ora apesar de todos os vinhos servidos serem verdadeiramente bons (há vinhos de que não gosto, ou de que gosto pouco, e no Celler gostei mesmo de todos), considero que a escolha do acompanhamento de vinhos foi um erro.

 

Não pelo vinho servido, como já expliquei, mas por causa da excessiva quantidade que é servida. Foram 6 copos de vinho, 2 flutes de champanhe e 2 copos de licor. Ou seja, 10 copos de bebida alcoólica. E atenção, não era colocado apenas "um ou dois dedos". Os copos eram bem servidos e eu, que não precisava de beber tudo (podia limitar-me a provar) bebi tudo. Como devem imaginar, no fim da refeição o álcool começou a fazer efeito.

 

Jantar

Entradas

 

IMG_0292.JPG

 

O jantar começou com duas flutes de champanhe Albet i Noya “Clàssic” El Celler Brut Rva D.O. Penedès para brindar e acompanhar uma sucessão de entradas que nos deixaram rendidos.

 

IMG_0300.JPG

 

Tudo começou com o mundo. Por baixo de um globo, aberto à frente dos clientes, encontravam-se cinco pequenas entradas, cada uma representativa de um país diferente. O prato tem o apropriado nome de “Comer o mundo”.

 

IMG_0301.JPG

 

Da Tailândia: molho “thai”, frango, coentros, coco, caril vermelho e lima.

 

Da Turquia: tartlete de folha de parra com puré de lentilhas, beringela e especiarias com shots de iogurte de cabra e pepino.

 

Da China: legumes em conserva com creme de ameixas.

 

Do Perú: causa de lima.

 

Da Coreia: pão frito com bacon, molho de soja, kimchi e óleo de sésamo.

 

IMG_0302.JPG

 

Todos cinco estrelas, sem nada de negativo a apontar.

 

Seguiu-se uma linda homenagem aos pais – “Memórias de um bar na periferia de Girona”.

 

IMG_0293.JPG

 

IMG_0305.JPG

 

Dando uso ao marcador, foi colocada uma folha que, depois de aberta, representava em três dimensões o restaurante dos pais, Can Roca. É possível ver Joan na cozinha, Josep ao balcão e Jordi a andar de bicicleta. Na “sala”, cinco miniaturas de pratos típicos do Can Roca, reinventados por Joan:

 

IMG_0306.JPG

 

Calamares à romana

Bombom de pombo

Tortilha de batata e cebola

Bacalhau com espinafres e rins

Campari

 

Apresentação, texturas e sabores perfeitos.

 

IMG_0307.JPG

 

Em seguida foi apresentado um trabalhoso e saboroso Crocante de camarão.

 

IMG_0308.JPG

 

IMG_0309.JPG

 

E uma oliveira bonsai. Não, a oliveira não era para comer, mas sim as pequenas “azeitonas” que estavam penduradas nos ramos e que são esferas de gelado de azeitona verde. O sabor é bastante intenso, mas é divinal. Até para quem, como eu, não é o maior apreciador de azeitonas.

 

IMG_0310.JPG

 

Numa escultura a representar um coral foi servido uma Ostra ying-yang, com alho negro, e um Ceviche de dourada. Mais uma vez, perfeitos.

 

Para terminar uma sucessão de pratos memoráveis, mais dois que ficarão para sempre na nossa memória, pelos seus sabores fortes e ricos.

 

IMG_0311.JPG

 

Bombom de trufa.

 

IMG_0312.JPG

 

Brioche de trufa.

 

IMG_0313.JPG

 

Antes do início do menu, foi ainda apresentado o tabuleiro de pão, com sete variedades diferentes. Do que foi provado, era tudo muito bom. O tabuleiro foi apresentado sucessivamente ao longo da refeição.

 

Pratos principais

 

IMG_0315.JPG

 

Para começar o menu, foi servido aquele que foi o único prato que não considerei maravilhoso. E apenas por ser demasiado enjoativo. Gelado de espargos brancos e trufa. O gelado sabia efetivamente a espargos brancos e era saboroso, resultando muito bem com as trufas e com os pequenos apontamentos de alho negro, mas teria que ser servida uma quantidade bem mais pequena. Caso contrário, a intensidade dos espargos brancos torna-se enjoativa, tal como aconteceu.

 

IMG_0314.JPG

 

Para acompanhar este prato, foi escolhida uma garrafa de Joh. Jos. Prüm Sonnenuhr 2009 Kabinett V.D.P. Mosel.

 

IMG_0316.JPG

 

Depois dos espargos, nada como um prato que subiu “pata ante pata” até ao top dos meus pratos preferidos - Gamba marinada em vinagre de arroz, com o suco da cabeça, patas crocantes, velouté de algas e pão de fitoplâncton. Sabores fortes e excelentes, com a combinação certeira do crocante das patas.

 

IMG_0317.JPG

 

A acompanhar, um copo de Rocallís 2010 D.O. Penedès.

 

IMG_0320.JPG

 

Depois de um prato perfeito o que é que há? Mais um ao mesmo nível. Linguado na brasa com cinco molhos - de azeitonas verdes, erva-doce, pinhões, bergamota e laranja. O linguado estava no ponto e os molhos tanto resultavam bem isoladamente, como todos misturados num único e explosivo molho.

 

IMG_0319.JPG

 

Sasserra 2003 D.O. Penedès.

 

IMG_0322.JPG

 

IMG_0323.JPG

 

Bacalhau com gnocchis de batata, terrina de brandade e sames de bacalhau. Quando um prato é fabuloso, pouco há a dizer, ou neste caso a escrever. Por isso, limito-me a dizer que estava fabuloso.

 

IMG_0321.JPG

 

Para acompanhar, um copo de Nelin 2008 D.O. Qa Priorat.

 

IMG_0325.JPG

 

Para terminar os pratos salgados do menu, era exigível mais um prato perfeito. E tal foi conseguido com um Leitão à Rioja. O leitão estava delicioso, com a pele crocante, e era magnificamente acompanhado por sabores adocicados em pequenos apontamentos - pêra com canela, mirtilos com baunilha, laranja com cravo-da-índia e alcaçuz com cacau e pêra.

 

IMG_0324.JPG

 

Pedro Balda V.S. 2011 D.O. Ca. Rioja.

 

Sobremesas

 

 

IMG_0329.JPG

 

Entrando no campo das sobremesas, foi apresentada a Sobremesa láctea, composta por doce de leite, gelado de leite de ovelha, espuma de coalhada de ovelha, iogurte de ovelha e goiaba, tudo escondido por uma nuvem de algodão doce. A sobremesa não foi novidade para mim (que já a tinha pedido no Roca Moo, aqui), mas isso não retirou qualquer brilhantismo à mesma.

 

IMG_0326.JPG

 

Para acompanhar, Càligo Essència 2010 D.O. Penedès.

 

IMG_0334.JPG

 

Por fim, uma Anarquia de chocolate, onde o chocolate era o principal ator, como seria de esperar, servido com texturas diferentes.

 

IMG_0331.JPG

 

Para acompanhar, dois copos. Um de Café Panamá Geisha e outro de PX La Cañada D.O. Montilla Moriles.

 

IMG_0336.JPG

 

A refeição não estaria completa sem o “mítico” carro de mignardises, ao estilo de Willy Wonka. Foi-nos dado a escolher quais as mignardises que queríamos, mas como foi difícil escolher, optámos por escolher todas.

 

IMG_0340.JPG

 

Sempre foi mais fácil.

 

IMG_0341.JPG

 

Quando pensava que a refeição já tinha terminado, foi servido um bolo para comemorar uma data especial. Surpresa muito bonita (e deliciosa) que fechou com chave de ouro uma refeição perfeita.

 

Conclusão

 

IMG_0282.JPG

 

Tal como afirmei no início deste longo post, face ao serviço, espaço e comida apresentada, este foi o melhor restaurante onde já estive. Por acaso (ou talvez não), este é o melhor restaurante do mundo, mas penso que é importante deixar claro que a votação não influenciou esta conclusão.

 

A meu ver, os irmãos Roca conseguiram algo único e especial, muito graças à ligação que têm e ao facto de se entenderem e conhecerem tão bem, e conseguem passar para quem os visita isso mesmo.

 

Perante tudo isto, a minha votação não poderia ser outra que não um perfeito 10.

Feliz Natal

adoration-of-the-shepherds-1617.jpg

 Adoração dos Reis Magos, Jacob Jordaens, 1617

 

Feliz Natal

Ajudar quem mais precisa?!? Nem pensar!!!

Imagem1.png

 

Recentemente, ouvi esta conversa numa loja Worten, que me deixou sem palavras... Há mesmo gente assim? É mesmo verdade? Nem o Natal é capaz de amolecer estes corações? Parece-me que não...

 

Funcionária da Worten, ao fazer a conta a uma cliente - Posso juntar vinte cêntimos à sua conta?

Cliente - Para quê?

Worten - Para ajudar as Aldeias SOS.

Cliente - Isso é o quê?

Worten - É para ajudar as crianças.

Cliente - Se for realmente para ajudar as crianças dou, mas se for para ajudá-la já não dou.

Worten - Para me ajudar?!

Cliente - Sim, eu sei lá se os vinte cêntimos não são para si!

Worten - Para mim?! Mas então está aqui escrito (afirmou apontando para os cartazes afixados junto às caixas de pagamento) que os vinte cêntimos são para as Aldeias SOS, como é que o dinheiro é para mim?

Cliente - Não sei. 

Worten - Não acredita? Já que está assim, eu até lhe passo uma fatura isolada dos vinte cêntimos para poder deduzir no IRS e para ver se acredita... Qual é o seu NIF?

Cliente - Deixe estar, já que insiste eu dou os vinte cêntimos. 

Worten - Olhe, deixe estar. Esqueça, prefiro dar eu vinte cêntimos do meu bolso. Eles não precisam do seu dinheiro!!

Cliente - Mas agora insisto! 

 

A conversa terminou num tom bastante elevado de ambas as partes, com a cliente a atirar a moeda de vinte cêntimos à funcionária.

 

Ainda não refeita do que tinha acontecido, decide atender a cliente seguinte. Depois de fazer a conta, ainda desabafa com a nova cliente - Isto há com cada uma... Tudo por vinte cêntimos... A senhora dá os vinte cêntimos, não dá?

Worten - Oh menina, já me pediu isso ontem, agora não dou outra vez.

Cliente - Por acaso isso é impossível, porque só hoje é que comecei a pedir o dinheiro... 

Worten - Pois então se não foi para isso, pediu-me dinheiro para outra coisa qualquer. Eu não dou nada.

 

Não me vou alongar muito em considerações, mas vou apenas reforçar dois pontos:

- a oferta sugerida era de vinte cêntimos;

- e o dinheiro servia para ajudar crianças necessitadas.

 

Como é que é possível haver estas reações?

A tranquilidade em Pequim, China

 

 

Carregue nas setas laterais para ver as fotos.

O melhor de 2015 - SAPO

transferir.jpg

 

28 autores de blogs do SAPO foram convidados para escolher o melhor de 2015. O Só entre nós foi um dos escolhidos, para a categoria "Teatro".

 

Vejam aqui os resultados.

Destinos em alta para 2016 (com uma ótima notícia)

porto2.jpg

 

Todos os anos o Tripadvisor anuncia quais os destinos “em alta”, e este ano não foi exceção. Eis o top 10 de destinos mundiais para visitar em 2016:

 

tulum.jpg

 

Tulum, México

 

cartagena.jpg

 

Cartagena, Colômbia

 

porto.jpg

 

Porto, Portugal

 

gatlinburg.jpg

 

Gatlinburg, Tennessee

 

moscovo.jpg

 

Moscovo, Rússia

 

brighton-pier.jpg

 

Brighton, Reino Unido

 

new-delhi.jpg

 

Nova Deli, Índia

 

banff-avenue-in-winter.jpg

 

Banff, Alberta

 

lima.jpg

 

Lima, Perú

 

iguaçu.jpg

 

10º

Foz do Iguaçu, Brasil

 

E a melhor notícia é que o Porto foi considerado como o terceiro destino mundial a ter mais em conta em 2016. Para nós não é nenhuma surpresa, pois o Porto está no nosso coração há muito tempo e é das cidades de que mais gostamos.

 

Como se o terceiro lugar não fosse suficientemente bom, se analisarmos os destinos europeus, a maravilhosa Invicta fica em primeiro lugar. Segue o top 10 de destinos europeus para 2016, com mais uma boa notícia:

 

porto.jpg

 

Porto, Portugal

 

moscovo.jpg

 

Moscovo, Rússia

 

brighton-pier.jpg

 

Brighton, Reino Unido

 

liverpool.jpg

 

Liverpool, Reino Unido

 

granada.jpg

 

Granada, Espanha

 

funchal.jpg

 

Funchal, Portugal

 

oia.jpg

 

Oia, Grécia

 

krakow.jpg

 

Cracóvia, Polónia

 

valencia.jpg

 

Valência, Espanha

 

cologne.jpg

 

10º

Colónia, Alemanha

 

Os aproveitadores de más prendas de Natal

natal.jpg

 

Já é quase Natal e, como tal, é época de dar e receber. Como nem todos têm o dom de saber escolher presentes, ou não estão minimamente interessados em pensar no assunto, dando a primeira coisa que encontram à venda, acabamos todos por receber verdadeiros erros de casting no que toca a presentes. A diferença está no que é feito a esses presentes. Enquanto que algumas pessoas decidem deitá-los para o lixo, outros acabam por guardá-los num canto de casa a ganhar pó. Mas há ainda aqueles que vêem nestes presentes uma excelente oportunidade para o futuro.

 

Já de pé atrás, essas pessoas abrem os presentes com o maior cuidado do mundo, dizendo a quem os ofereceu que estão a ter cuidado porque adoram papel de embrulho e até é pena estar a rasgar. Depois de verem o que é, e enquanto dizem que é lindo, maravilhoso e super útil, já estão a pensar nas múltiplas hipóteses de amigos e familiares a quem poderão dar a prenda numa próxima ocasião.

 

Caso já saibam que as prendas de uma determinada pessoa são sempre más, optam por dizer que preferem abrir a prenda em casa, porque é muito mais bonito e emocionante, e confirmam apenas se não há nenhum autocolante com o seu nome, rezando para que a prenda seja efectivamente uma porcaria, já que se vão desfazer dela.

 

Se, por algum acaso, o papel de embrulho ou o saco já não estiver em condições, basta ir a uma gaveta, onde estão propositadamente guardados papéis e sacos semelhantes, e já está. Mesmo que o logótipo do saco novo tenha deixado de ser usado há três anos, o que importa é que não gastaram dinheiro com a prenda.

 

Até há quem dê presentes com a marca do autocolante arrancado, com o nome previamente escrito no autocolante apagado com corrector - "enganei-me no nome, desculpa, foi da emoção" - ou, o pior de tudo, quem ofereça alguma coisa já usada, como uma caneta quase sem tinta e com marcas de uso - como já me aconteceu -, ou um bule ainda com marcas do último chá preparado.

 

Como se tudo isto já não fosse suficiente, ainda há aquelas pessoas que guardam as prendas à espera de uma boa oportunidade e depois, como já passou muito tempo, acabam por já não saber quem é que deu a prenda e dão-a à mesma pessoa que tinha dado o presente. Neste caso, e se têm má memória, escrevam num papelinho o nome de quem deu a prenda e colem-no (com cuidado) no embrulho. Assim nunca correrão riscos.

As pazes entre a Microsoft e a Apple

 

Abóbora manteiga assada no forno com costeletas de porco

IMG_0615.JPG

 

1 abóbora manteiga

2 costeletas de porco

Flor de sal q.b.

Pimenta preta q.b.

Alecrim seco q.b.

Azeite q.b.

 

Comece por lavar bem a abóbora, cortar ao meio e depois em pedaços mais pequenos, retirando as pevides.

 

Disponha num tabuleiro de ir ao forno e à mesa, temperando com a flor de sal e a pimenta, regue com azeite e polvilhe com o alecrim. Leve ao forno pré aquecido a 200º durante 50 minutos.

 

Tempere as costeletas com flor de sal e pimenta preta moída na hora. Polvilhe com alecrim. Numa frigideira, frite as costeletas num pouco de azeite.

 

Sirva tudo bem quente com uma salada de alface. Bom apetite!

Pág. 1/2