Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

O novo Alma, de Henrique Sá Pessoa

IMG_9825.jpg

 

Desde o encerramento do restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa, em Santos que ansiava pela reabertura do mesmo. Foram muitas as vezes em que procurei nas redes sociais e internet por informações sobre o novo projeto, mas tudo o que encontrava era que o Alma ia reabrir, só não se sabia quando.

 

IMG_9832.jpg

 

Quando saiu, finalmente, a notícia de que já havia local e data prevista, vibrei com a ideia de poder voltar a um restaurante de Henrique Sá Pessoa (sem contar com o Cais da Pedra, sobre o qual já escrevi aqui), e não demorei muito a fazer a reserva para uma mesa.

 

IMG_9827.jpg

 

Só entre nós, as expectativas não podiam ser maiores. Henrique Sá Pessoa é um dos melhores Chefs nacionais, a nova localização prometia e as primeiras pessoas a provar os pratos teceram os maiores elogios.

 

Por isso, quando cruzei as portas do novo Alma, estava convicto que ia ter uma das refeições do ano. E, o melhor de tudo, é que as expectativas até foram ultrapassadas.

 

IMG_9831.jpg

 

Comecemos pela localização - Rua Anchieta, no prédio da "Vida Portuguesa" e tendo como vizinhos o "Largo" e o "Belcanto". Dificilmente poderia haver melhor localização e vizinhança. Valeu a pena o tempo de espera para conseguir arranjar um lugar assim. Até porque é esta mesma localização que permite que o restaurante tenha uma aura diferente, com um pé direito alto e colunas e arcos em pedra.

 

IMG_9830.jpg

 

A decoração, simples e elegante, ficou espetacular. Nota para as maravilhosas mesas de madeira, para as bonitas cadeiras (apesar de ligeiramente desconfortáveis), para os candeeiros e grande "garrafeira", à vista de todos, tal como a cozinha, com a mesa de empratamento virada para a sala. 

 

 

Tudo está lindo, sem esquecer os pormenores do serviço (Cutipol) e dos copos.

 

IMG_9826.jpg

 

A juntar a um espaço tão elegante, nada melhor do que um bom serviço. Todos os empregados foram extremamente simpáticos e educados, mostrando-se disponíveis para esclarecer dúvidas e primando sempre pelo cuidado ao dispor os talheres na mesa e servir os pratos. Não é perfeito, e percebe-se que ainda tem de amadurecer um pouco, mas parece ir pelo bom caminho. 

 

IMG_9839.jpg

 

Passando à comida, por agora só são servidos jantares, mas está prevista a abertura do Alma para almoços já em dezembro. Tanto existe serviço à carta, como menus de degustação, tendo, para esta primeira vez, optado pela carta (interessante, com boa variedade e preços expectáveis).

 

Antes das entradas, foi servido o couvert. E posso desde já adiantar que este foi dos melhores couverts que alguma vez provei. Henrique Sá Pessoa confessou recentemente que o couvert era um dos "problemas" do antigo Alma, por isso esmerou-se neste. E, quanto a isso, não temos qualquer dúvida, sendo o novo couvert do Alma apenas semelhante (em qualidade e segundo a nossa experiência) ao servido no Roca Moo, dos irmãos Roca, em Barcelona. 

 

IMG_9833.jpg

 

A primeira parte do couvert (magnificamente apresentado num tabuleiro feito à medida) é composto por um:

 

IMG_9834.jpg

 

Crocante de tapioca com chouriço de porco preto - tão bonito quando estaladiço e delicioso.

 

Brandade de bacalhau com sabores de castanha - não só fez recordar o Roca Moo, em Barcelona, como nos deixou rendidos ao sabor e textura da brandade. Melhor era impossível.

 

IMG_9835.jpg

 

Macaron de cacau e foie gras - a prova de que até pessoas que nem conseguem conceber a ideia de comer foie gras (caso da minha querida mulher) podem adorar pratos com foie gras, e como, afinal, o chocolate combina com foie gras. Perfeito.

 

IMG_9836.jpg

 

Depois de tamanha perfeição, seguiu-se uma tempura de pimentos vermelhos assados para molhar num coulis também de pimentos assados. Surpreendente, crocante, suave e intenso.

 

IMG_9837.jpg

 

Ainda não refeitos de tamanha qualidade, foi servido um azeite extra virgem, Alma, de Beja e uma incrível manteiga fumada, para acompanhar dois tipos de pão - broa de milho e pão de Mafra - que apenas pecaram pela pouca variedade.

 

IMG_9838.jpg

 

Num restaurante como o Alma, eram expectáveis, pelo menos, quatro tipos de pão, sendo que alguns deveriam ser mais elaborados. Não me refiro a um pão de plâncton, mas algo com frutos secos ou azeitonas resultaria bem. Não é nada de grave, mas esta é a altura certa para acertar alguns pormenores.

 

Para entradas, escolhemos:

 

IMG_9842.jpg

 

Cenouras assadas, queijo de cabra, bulghur de frutos secos, azeite de cominhos €16,00

 

IMG_9841.jpg

 

Canneloni de sapateira e salmão, sabayon de marisco, estragão e salicórnia €17,00

 

E aqui a perfeição desvaneceu-se. Pelo menos para a minha mulher, que não conseguiu comer o prato das cenouras, devido aos intensos sabores relembrando a cozinha marroquina, nem os canneloni, por serem demasiado enjoativos, motivando a vinda do Chef (não o Chef Henrique, que naquela noite estava em terras algarvias) à nossa mesa. Depois de querer entender o porquê da recusa em comer os pratos, pediu muitas desculpas e disponibilizou-se para trazer uma nova entrada, que agradecemos, mas recusámos. Atitude certeira e mais do que louvável. 

 

Mas se a minha querida mulher não gostou das entradas, já eu adorei. As cenouras (que não tinham um sabor muito intenso), combinavam lindamente com o intenso queijo de cabra e com o "exotismo" do bulghur de frutos secos. Muito bom.

 

IMG_9840.jpg

 

Por sua vez, o recheio dos canneloni de sapateira e salmão era muito saboroso (apesar do sabor do salmão ficar ligeiramente anulado), e o sabayon de marisco era do outro mundo. Podiam trazer-me um copo de sabayon que eu bebia com gosto.

 

Após alguma desilusão, tudo voltou a ficar bem com os pratos principais.

 

IMG_9843.jpg

 

Calçada de bacalhau, puré de cebola, gema de ovo, €25,00 - mais uma reintrepretação do bacalhau à Brás, com um "Brás" de bacalhau sobre o qual repousava uma gema cozida a baixa temperatura (para rebentar pelo cliente), tapada por finas fatias de bacalhau e apontamentos de azeitona, fazendo recordar a tão típica calçada portuguesa.

 

IMG_9845.jpg

 

A acompanhar, um puré de cebolada e um gel de salsa. Todos os ingredientes certos, num prato excelente.

 

IMG_9844.jpg

 

Entrecôte de novilho, mousseline de aipo, pickle de beterraba, molho barbecue, €27,00 - o rei deste prato era o entrecôte de novilho, servido no ponto e com um sabor intenso, que deixava água na boca. A mousseline de aipo (muito agradável) e os pickles de beterraba conferiam um toque certo ao prato.

 

IMG_9850.jpg

 

Como pré-sobremesa, e limpa palatos, foi servido um incrivelmente saboroso e refrescante gelado de manjericão, acompanhado por uma fatia de ananás desidratado, esferas de ananás macerado e folhas de poejo. 

 

IMG_9851.jpg

 

Para terminar em beleza, uma tarte Tatin de pêra em mil folhas, que antes de ser servida vai ao forno por oito minutos e é acompanhada por um gelado de baunilha e cardamomo, €10,00. Deliciosa. 

 

IMG_9852.jpg

 

Houve ainda espaço para uma Bomba de chocolate e caramelo salgado com sorvete de avelã, €12,00. A bomba é uma espécie de mousse de chocolate negro, com um recheio de caramelo salgado. O segredo, é combinar tudo no prato. E o resultado é de ir ao céu. 

 

Como nota final, não podia deixar de mencionar a beleza de todos os pratos. Dá gosto comer pratos tão bem apresentados e com sabores tão incríveis. A continuar assim, aposto numa estrela já no próximo guia Michelin.

 

IMG_9853.jpg

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9,8

Serviço (25%) - 8,8

Ambiente (25%) - 9,4

Pontuação final - 9,45

Osteria Francescana - As votações

DSC05031.jpg

 

Análises.png

 

Para terminar a semana inteiramente dedicada à Osteria Francescana, eleita o segundo melhor restaurante do mundo, não podiam faltar as votações:

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9

Serviço (25%) - 9,7

Ambiente (25%) - 9,5

Pontuação final - 9,3

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9,4

Serviço (25%) - 9,8

Ambiente (25%) - 9,4

Pontuação final - 9,5

 

Perfazendo uma nota final de 9,4.

 

Esperamos que tenham gostado desta semana. Aqui ficam os links para todos os posts:

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

- Never Trust a Skinny Italian Chef

- O carro de Massimo Bottura

- Serviço

- A minha visão

- Conclusão

- Votações

 

Osteria Francescana - Conclusão

IMG_0685.JPG

 

Não só de boas ideias vive o homem. Esta é, para mim, a frase que melhor define aquilo que senti no fim da refeição no segundo melhor restaurante do mundo.

 

Massimo Bottura é, reafirmo, um verdadeiro génio (aconselho seriamente o episódio sobre ele da Chefs Table, disponível no Netflix). A sua capacidade para olhar para um prato tradicional e desconstruí-lo, dando-lhe uma roupagem completamente nova, despertando novos sabores, texturas e sensações, é incrível. Não é qualquer um que consegue transpor para um prato tantas ideias e loucuras, revolucionando a gastronomia italiana.

 

Porém, mais importante do que a criatividade, apresentação e beleza do prato, é o sabor. E se no resto tudo era perfeito, no sabor de alguns pratos Massimo Bottura falhou.

 

Quando vamos a um restaurante, em princípio preferimos comer algo menos bonito, mas delicioso, do que algo lindo, mas com um sabor bastante inferior. Mas a verdade é que é possível encontrar uma harmonia entre criatividade, apresentação e sabor.

 

Considero que já tenho alguma experiência neste mundo dos melhores e mais estrelados restaurantes do mundo, e sei que existem Chefs que conseguem alcançar grandes sabores, sem esquecer a criatividade - lembro-me, por exemplo, de Eneko Atxa, Chef do Azurmendi, 19º melhor restaurante do mundo, sobre o qual escrevemos aqui.

 

Massimo Bottura acertou, na perfeição, nos sabores do crocantino, da enguia, da carne e do parmesão em cinco texturas, temperaturas e idades. Mas e a parte crocante da lasanha? E a Caesar salad? E a torta de riso? E a tarte de limão?

 

Alguns, possivelmente muitos, não concordarão. Afinal, a Osteria tem três estrelas e está em segundo lugar no ranking mundial de restaurantes. Mas se fosse para avaliar o restaurante de acordo com os seus prémios, não precisava de sair de casa.

 

Se foi o melhor restaurante onde já estive? Não. Já tive melhores refeições e experiências, tanto em Portugal como no estrangeiro.

 

Se valeu a pena ir à Osteria? Sim, muito. Conheci o segundo melhor restaurante do mundo, concorde-se ou não, conheci pessoalmente o Massimo Bottura, experimentei pratos incríveis, mesmo que alguns só em apresentação, e conheci a bela cidade de Modena.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

- Never Trust a Skinny Italian Chef

- O carro de Massimo Bottura

- Serviço

- A minha visão

 

A minha visão da Osteria Francescana

IMG_0697.JPG

 

Análises.png

 

A ideia de irmos a Modena e ao segundo melhor restaurante do mundo surgiu assim de repente, e meio ao acaso, em pleno verão, já depois de termos o nosso bebé. Curiosamente, foi possível fazer a reserva para novembro, altura em que era possível tirarmos uns dias de férias para visitarmos uma cidade europeia e levarmos o bebé connosco. Convenhamos que na altura não pensámos lá muito bem se seria fácil ou não levar o bebé a um destes restaurantes. Mas depois de, ainda com 2 meses, termos decidido fazer um périplo por três bons restaurantes do norte de Portugal com ele ao colo (a dormir) ou no carrinho (ora a rir, ora a chorar), concluímos que não seria fácil aguentá-lo bem disposto durante três horas num restaurante de tão alto nível. Mas enfim, a reserva estava feita, eles aceitavam bebés e nós lá fomos.

 

Para começar, Modena. Só para conhecer esta bela cidade italiana, já valeria a pena ir à Osteria Francescana. É mais uma cidade encantadora em Itália, com uma arquitetura fabulosa, igrejas encantadoras e muitos recantos charmosos. Claro que um dia de sol em pleno outono também ajudou.

 

O restaurante fica numa rua estreitinha, num prédio antigo pintado de cor de rosa, como muitos outros edifícios na cidade. Quando chegámos vimos o Chef na rua a participar de uma gravação de mais um (provável) documentário a seu respeito. À porta, um carro preto de alta cilindrada que presumimos ser dele. Fomos até ao fundo da rua fazer tempo (chegámos uns minutos antes da hora) e, de repente, vemos chegar três orientais que tocaram à campainha. Aproveitámos a boleia e entrámos.

 

Mal entrámos, para não variar, o nosso bebé acordou. Todo o staff foi de uma enorme simpatia para connosco e o nosso bebé durante o almoço.

 

Das três ementas possíveis, escolhemos os clássicos. Sobretudo por ter menos pratos e, por isso, demorar menos tempo a ser servido. Eu sempre com medo que o bebé se fartasse e começasse a chorar, numa sala muito pequena, onde as outras quatro mesas estavam cheias...

 

Sinceramente, se dependesse de mim, este restaurante nunca seria o segundo melhor do mundo. Não houve nada na ementa que me fizesse querer voltar. Nada que me tenha provocado uma paixão avassaladora. Nada que me tenha encantado de verdade. Gostei muito dos grissini e da carne. Tirando isso, o resto comi por comer, sem ter apreciado muito, ou então não gostei mesmo e dei ao meu marido ("gelado" de foie gras e Caesar salad).

 

O que eu gostei mesmo foi da apresentação e da criatividade. Nisso, de facto, parece-me que este Chef é ímpar. Mas nos sabores ficou muito aquém das minhas expectativas...

 

Gostei do Chef, que veio à mesa e foi muito simpático, sobretudo para o bebé (que, verdade seja dita, e com muito esforço nosso para o distrairmos, se portou exemplarmente!).

 

No final, soube a pouco. Acho que por ser o segundo melhor do mundo e por ser em Itália, esperava muito mais!

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

- Never Trust a Skinny Italian Chef

- O carro de Massimo Bottura

- Serviço

Serviço - Osteria Francescana

IMG_0709.JPG

 

Análises.png

 

Como seria de esperar no segundo melhor restaurante do mundo, o serviço esteve à altura.

 

Desde ao atendimento telefónico, contactos por e-mail, recepção à chegada, preocupação e atenção dada ao nosso bebé, tudo foi perfeito.

 

O serviço foi mais rápido do que estávamos à espera (no total, foram pouco mais de duas horas de refeição), as descrições dos pratos foram muito bem feitas, sempre com o cuidado de contar alguma da história por detrás dos pratos, e voltámos a ver algo que não víamos desde o Vila Joya - a substituição do guardanapo quando se vai à casa de banho. Não tem qualquer relevância, mas era algo que estávamos sempre à espera de voltar a ver. O mais aproximado tinha sido no Azurmendi, com o dobrar do guardanapo pelo empregado depois de nos levantarmos da mesa.

 

Outro ponto positivo foi a rapidez na entrega da conta, graças a Deus! (Post a propósito desta questão).

 

A única questão menos positiva (para aquilo que seria expectável), foi o facto de nem sempre servirem pelo lado direito do cliente. Mas isso é, de tudo, aquilo que menos interessa.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

- Never Trust a Skinny Italian Chef

- O carro de Massimo Bottura

 

O carro de Massimo Bottura

IMG_0707.JPG

 

Por curiosidade, eis o carro de Massimo Bottura, estacionado à porta do restaurante. Um maravilhoso Maserati Ghibli S Q4, totalmente personalizado de acordo com as preferências do Chef.

 

Massimo Bottura e a Maserati, ambos de Modena, são o exemplo perfeito da frase que representa a cidade - carros velozes e comida lenta - daí que Bottura tenha sido escolhido pela Maserati para ser o seu embaixador.

 

Só entre nós, parece-me uma excelente escolha de carro para o caso de me sair o Euromilhões.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

- Never Trust a Skinny Italian Chef

 

Never Trust a Skinny Italian Chef

9780714867144-940-11.jpg

 

Apesar de todas as descrições dos pratos, e respetivas histórias, que nos foram contadas pelo chefe de sala, foi com a ajuda do livro de Massimo Bottura que aprendi mais sobre cada prato e sobre a sua vida.

 

Never Trust a Skinny Italian Chef permite conhecer melhor Massimo Bottura, a sua genialidade e percurso profissional, para além de trazer ainda um bónus que não tem preço. As receitas de todos os pratos que fizeram, e continuam a fazer, história na Osteria Francescana.

 

Só entre nós, é uma excelente sugestão de prenda de Natal, podendo ser comprado, por exemplo, no Book Depository, com entrega gratuita para Portugal.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

- Massimo Bottura

 

Massimo Bottura - Osteria Francescana

MB.jpg

 

Massimo Bottura é um génio, tem a seu cargo aquele que é considerado o segundo melhor restaurante do mundo e é um dos melhores Chefs. E, mesmo ocupando um lugar no top mundial, não deixa de ser humilde, atencioso, simpático e divertido.

 

No dia em que fomos à Osteria, Bottura estava ocupado a gravar um programa de televisão. Mas isso não o impediu de ir falar com os clientes no final da refeição. Com um sorriso na cara, Massimo Bottura brincou com uns orientais que falavam francês, disponibilizou-se para tirar fotografias, escolhendo os locais onde achava que elas ficavam melhor, respondeu a perguntas, brincou com o nosso filho, tirou uma foto comigo e com ele, e ouviu-nos com atenção, enquanto dávamos a nossa opinião sobre o restaurante. Bottura percorreu cada mesa, cada cliente, com tempo, sem pressas, querendo, honestamente, falar com quem tinha ido ao seu restaurante.

 

Hoje em dia é cada vez mais frequente não ver o Chef. Ou porque não está, ou porque se considera demasiado importante para ir à sala, não tem vontade ou não tem "tempo". Se quisermos falar com ele, temos de pedir por favor e, mesmo assim, é preciso ter sorte. Pois Massimo Bottura, anos luz à frente de muitos Chefs que se escondem nas cozinhas, não tem problemas em perder parte do seu tempo para estar com os clientes, dando uma lição de humildade a muitos.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

- Mignardises

Mignardises - Osteria Francescana

IMG_0670.JPG

 

Análises.png

 

Depois de duas sobremesas que não convenceram, foram precisas as mignardises para nos deixar satisfeitos. Deliciosas e sem uma única crítica a apontar, sendo o chocolate o ingrediente predominante.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

- Oops! I dropped the lemon tart

Oops! I dropped the lemon tart - Osteria Francescana

IMG_0683.JPG

 

Análises.png

 

Este é, provavelmente, o prato mais conhecido de Massimo Bottura. E o mais engraçado é a história por trás desta tarte de limão partida.

 

Depois de um Chef pasteleiro ter abandonado a Osteria Francescana sem aviso, Kondo Takahiko, ajudante de Bottura e mais conhecido por Taka (um cliente que uns anos antes se tinha apaixonado pela Osteria e que acabou por ser convidado por Bottura para trabalhar no restaurante), teve de assumir o lugar, de Chef pasteleiro, ficando encarregue das sobremesas. Numa movimentada sexta à noite, Taka estava a preparar a tarte de limão, com misturas de ingredientes do Sul de Itália: camadas de limão, bergamota, alcaparras, malaguetas e óregãos. Duas tartes idênticas estavam a sair do balcão de pastelaria, quando uma escorregou da mão de Taka e deslizou pelo balcão. O prato e a tarte quebraram-se numa espécie de mosaico dourado, e ninguém se atreveu a tocar no desastre.

 

IMG_0696.JPG

 

Segundo Taka, só lhe apetecia fugir e nunca mais regressar à Osteria, mas foi nessa altura que a sobremesa se revelou pela primeira vez a Massimo Bottura. E, desde então, a tarte de limão nunca mais foi a mesma. A tarte passou a ser partida, sucessivamente, afirmando Bottura que esse ritual de partir é um início, e não um fim. Partir, transformar e recrear.

 

Pela história, criatividade e genialidade de Bottura, este era o prato que tinha mais curiosidade de provar e, só entre nós, não consegui deixar de me sentir um pouco emocionado quando me foi servida a tarte. Porém, o sabor não me surpreendeu, infelizmente. Talvez por causa das expectativas muito altas, mas a verdade é que o sabor da tarte não era nada de extraordinário, sendo talvez o melhor a consistência da massa da tarte, que mesmo assim não deixava de ser uma massa normal. Nem o gelado de lemongrass me convenceu.

 

Semana da Osteria Francescana

- Introdução

- Como chegar a Modena, Itália

- Modena, Itália

- Reservar mesa na Osteria Francescana

- A arte na Osteria Francescana

- O pão e o azeite

- Grissini

- Tosta de parmesão

- Macaron de coelho

- Memórias de uma sandes de mortadela

- Croccantino de foie gras

- Uma enguia subindo o rio Pó

- Caesar salad

- Cinco idades de Parmigiano Reggiano

- A parte crocante da lasanha

- Beautiful, Psychedelic Spin Painted Veal, Not Flame Grilled

- Torta di riso

Pág. 1/5