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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Só entre nós

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Segurança Social Direta - um serviço exemplar

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Ontem, no programa da RTP Sexta às 9 falaram sobre os atrasos no pagamento das baixas durante a gravidez e dos subsídios de parentalidade. Tudo isto acontece porque as pessoas vão aos serviços físicos da Segurança Social entregar os papéis e ficam a aguardar o processamento.

 

Pois eu também passei por isso. Estupidamente, no primeiro mês em que fiquei em casa de baixa por gravide de risco, fui logo cedo à repartição da Segurança Social mais perto de casa entregar os papéis. Apesar de ter ido bem cedo, aquilo já estava cheio de gente (coxos, ciganos e gente indignada com atrasos nos pagamentos que gritavam com as funcionárias, como se fossem elas as responsáveis). Felizmente, por estar grávida, tirei a senha prioritária e não fiquei muito tempo a assistir àquele triste espetáculo. Deixei lá os papéis, tudo certinho, mas fui logo avisada que nesse mês não ia receber. Enfim, para mim não era o fim do mundo, mas ainda assim fiquei aborrecida. Quando telefonei para lá no fim do mês a perguntar o porquê de não receber, responderam-me que tudo seria mais rápido se tivesse feito o pedido on-line, através da Segurança Social Direta.

 

No mês seguinte, já não saí de casa. Fiz o pedido on-line, anexei os documentos digitalizados e recebi a prestação devida no dia certo, sem nenhum problema, ainda antes de receber a prestação do primeiro mês. E assim correu tudo bem até ao final da gravidez. Pensei que depois talvez fosse diferente porque já tinha ouvido falar em atrasos nos subsídios de parentalidade. Mas decidi fazer o pedido on-line logo no dia em que cheguei a casa com o meu bebé. E não é que correu tudo lindamente? Recebi sempre a tempo e horas, a quantia certa, sem ter nenhum incómodo.

 

Por isso, o meu conselho a todas as mães na mesma situação é que usem este serviço público maravilhoso que é a Segurança Social Direta e esqueçam o resto.

Restaurante Areias do Seixo, Food by heart

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Aos 29 anos Leonardo Pereira decidiu regressar a Portugal, aceitando o desafio de ser Chef do restaurante do hotel Areias do Seixo, perto de Torres Vedras. Tinha saudades de cozinhar com os ingredientes portugueses e trouxe consigo 10 anos de experiência no estrangeiro, tendo passado por Dublin, Londres e Copenhaga, onde durante mais de 4 anos trabalhou no Noma, considerado um dos melhores restaurantes do mundo.

 

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A vivência no Noma reflete-se na sua cozinha - saudável e natural, onde se cozinha com o que a terra dá em cada estação, ou não tivesse Leonardo, à porta da cozinha, uma horta onde cultiva os vegetais, legumes e ervas que depois utiliza nos seus pratos, mais duas estufas e um galinheiro.

 

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O hotel, onde se encontra o restaurante, está virado para o mar, segue os princípios do turismo sustentável, e apresenta uma decoração bastante interessante e zen, pecando apenas nalguns pormenores decorativos (no restaurante) que seriam desnecessários.

 

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Mas passando à comida, fomos de mente aberta para provar uma cozinha diferente e (ainda) um pouco desconhecida dos portugueses, com recurso a alguns ingredientes e técnicas pouco familiares.

 

Perante a oferta de escolha entre um menu de degustação e a carta, e o facto de termos levado o nosso bebé, escolhemos a carta para não nos demorarmos muito.

 

A refeição começou então com duas ofertas do Chef:

 

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Tartelete de cenoura e acelgas - servida morna, o contraste entre a doçura da cenoura e a "agressividade" das acelgas era muito agradável.

 

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Inhame e cogumelos - magnífica apresentação e sabor ainda melhor. Extra estaladiço, era um "prato" que só apetecia pedir para repetir.

 

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Seguiu-se o couvert, com um pão feito no forno de lenha do restaurante, manteiga e azeite de Rio Maior. O pão era muito bom, tal como o azeite e a manteiga... Bem, a manteiga não foi consensual. E porquê? Porque esta manteiga tem por base uma cultura láctea (viili) produzida no próprio restaurante, que lhe confere um sabor... estranho. Mesmo assim, não sobrou muita manteiga.

 

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Para entrada escolhemos "Rabanetes e folhas estufadas" (€14,00), regadas à mesa com manteiga de ovelha pelo próprio Chef Leonardo Pereira. E aqui, posso dizer que fui ao céu e regressei. Quem me viu e quem me vê... Se me dissessem há uns anos atrás que ia ficar tão extasiado com uma "salada", não acreditaria, mas este prato era muito mais do que uma salada. Ok, era uma salada, regada com manteiga... Mas era deliciosa. O contraste dos sabores, das texturas, das cores e feitios dos rabanetes, das temperaturas... Um dos melhores pratos que comi nos últimos tempos.

 

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Em seguida veio uma "Dourada, tupinambo e avelã" (€25,00). Mais uma vez, nunca diria que ia gostar de peixe com avelã, mas gostei. E muito. Único defeito para o ponto da dourada, que, na minha modesta opinião, passou um pouco do pretendido.

 

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Para terminar "Abóbora assada, tangerina e passas de uva"

 

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E "Figos, gelado de folha de figueira e queijo de São Miguel", ambas a €12,00.

 

Se a abóbora assada estava boa, os figos com o gelado de folha de figueira (!) estavam divinais, com o excelente contraste do intenso queijo de São Miguel.

 

Não são pratos nem conjugações de sabores consensuais, sei bem disso, mas para mim foi uma refeição muitíssimo boa.

 

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O único ponto negativo, que não o é totalmente, foi o serviço. Apesar de ter sido do mais simpático que possa haver, não combinava em nada nem com o estilo do restaurante nem com o hotel... É mau estar a queixar-me de um serviço onde não faltou simpatia, mas faz sentido que os empregados fiquem encostados às nossas cadeiras, a falar e fazer perguntas sem parar, não nos deixando comer à vontade?

 

Confesso que não gosto disso em lado nenhum, e muito menos num restaurante onde nunca estaria à espera de tal. Quero um serviço simpático e atencioso, mas não quero que estejam sempre em cima de mim e a fazer perguntas.

 

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9

Serviço (25%) - 7,5

Ambiente (25%) - 8,5

Pontuação final - 8,5

Novo blog - Cisco Pisco

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Não sou decoradora, nem arquiteta, nem designer. Aliás, a minha vida profissional é muito distante deste mundo. Sou apenas uma apaixonada por decoração de interiores e arquitetura, passando algum do meu tempo livre a explorar o que há de novo nestas áreas, em revistas e online. Por insistência do meu querido marido, e para não monopolizar o Só Entre Nós com esta temática, decidi criar este blog, chamado Cisco Pisco, para partilhar casas e espaços bonitos, com quem, como eu, gosta simplesmente de os apreciar. Espero que gostem e visitem muitas vezes.

Paris

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Sous le ciel de Paris
S'envole une chanson
Elle est née d'aujourd'hui
Dans le coeur d'un garçon
Sous le ciel de Paris
Marchent les amoureux
Leur bonheur se construit
Sur une air fait pour eux
Sous le pont de Bercy
Un philosophe assis
Deux musiciens, quelques badauds
Puis des gens par milliers
 
Considerada, ano após ano, como uma das melhores cidades a visitar, fazendo parte, consecutivamente, dos tops 5 de quase todos os guias, Paris conquista qualquer visitante e é incontestável a sua beleza ou romantismo. 
 

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Paris tem um charme único, que se sente imediatamente ao passear pelos Champs-Élysées, Quartier Latin, jardim das Tuileries ou Montmartre, subindo até à Basílica de Sacré Coeur, onde se consegue das melhores vistas, que nos deixa com vontade de querer prolongar as férias para poder “viver” mais a cidade. Tudo é apaixonante, desde a Torre Eiffel, e zona envolvente, à Igreja de Notre-Dame, zona moderna da La Défense, Sena e Palácio de Versailles, que merece a deslocação pela magnificência do palácio e imponência dos seus jardins.
 

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Tudo é particularmente belo.
 
Sous le ciel de Paris
Jusqu'au soir vont chanter
L'hymne d'un peuple épris
De sa vieille Cité
Prés de Notre-Dame
Parfois couve un drame
Oui, mais à Paname
Tout peut s'arranger
Quelques rayons du ciel d'été
L'accordéon d'un marinier
L'espoir fleurit
Au ciel de Paris
 

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Mas não são só os monumentos, mundialmente conhecidos, que atraem anualmente milhões de pessoas. É também a arquitetura uniforme, bela e bem conservada da cidade; o sentimento de romantismo que cada bairro reflete; a culinária que põe à prova a qualidade e técnica dos melhores Chefs; a luz e paisagens que, ainda hoje, inspiram os melhores artistas mundiais, e a língua aveludada que sabe tão bem ouvir.

 

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Paris é daquelas poucas cidades de que já se gosta, mesmo antes de visitar, e isso não só é raro, como também é incrível. 
 
Sous le ciel de Paris
Coule un fleuve joyeux
Il endort dans la nuit
Les clochards et les gueux
Sous le ciel de Paris
Les oiseaux du Bon Dieu
Viennent du monde entier
Pour bavarder entre eux
Et le ciel de Paris
A son secret pour lui
Depuis vingt siècles il est épris
De notre île Saint-Louis
 

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Apesar de todas as atracções de Paris serem fascinantes, não posso deixar de dar um destaque especial ao Museu do Louvre e ao Museu d’Orsay. Como grande apaixonado por museus, e já tendo tido a sorte de ter visitado largas dezenas, é engraçado como tanto o meu museu preferido, como aquele que eu considero mais bonito, estão localizados na mesma cidade. 
 

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Sem querer desvalorizar tudo o resto, o Louvre chega a valer, só por si, uma viagem a Paris. As pernas doem de tanto andar, mas o fascínio leva-nos, de mapa na mão, a querer percorrer mais umas centenas de metros para visitar mais uma ala e respectivas vinte salas, repletas dos melhores e mais bonitos quadros, ou de esculturas que sobreviveram à passagem de séculos e guerras, e que hoje podem ser calmamente observadas. Ao sair do museu, é quase certo que vamos ter pena por não ter visto tudo, ou por não termos tido tempo suficiente para ver tudo com mais calma. Mas o coração cheio e a sensação de plenitude fazem-nos esquecer tudo o resto.
 
Quand elle lui sourit
Il met son habit bleu
Quand il pleut sur Paris
C'est qu'il est malheureux
Quand il est trop jaloux
De ses millions d'amants
Il fait gronder sur eux
Son tonnerre éclatant
Mais le ciel de Paris n'est pas longtemps cruel…
Pour se faire pardonner, il offre un arc-en-ciel…
 

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O Museu d’Orsay exerce igualmente um grande fascínio sobre mim. Não só por causa da incrível e maior coleção do mundo de pinturas impressionistas (a minha expressão artística preferida), mas pelo próprio museu, instalado numa estação de comboios desativada. Tudo é lindo, desde a arquitetura exterior à estrutura do átrio principal e seu relógio. Tudo nos faz querer regressar. 
 
Tal como a cidade de Paris.
 
Partimos, com um desejo de regressar.

A influência de um BMW

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Existe em Lisboa um funcionário de um stand da BMW que utiliza como carro de serviço um BMW i8. Porém, na realidade, utiliza-o mais como carro de corrida do que como carro de serviço.

 

Já o vi mais do que uma vez a conduzir o i8 (com um preço base superior a 140 mil euros) como se fosse um verdadeiro piloto de Fórmula 1, acelerando a fundo nas avenidas lisboetas e quase derrapando nas curvas.

 

Não sei se o objetivo é testar os anunciados 4,4 segundos dos 0 ao 100, mas certo é que ele se comporta como se não houvesse regras de trânsito e, no seu entender, como se fosse alguém muito superior, estacionando o carro mal e em locais proibidos enquanto vai tomar o pequeno-almoço. Como se o carro, que não é dele, lhe conferisse algum poder...

 

Enfim, é triste de ver...

 

Bergen, Noruega

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Bergen, a segunda maior cidade da Noruega, deixou-me encantado pela sua baía, casas típicas de madeira, praças, zona histórica e montanhas que a rodeiam. Dizem os entendidos que Bergen é a cidade mais chuvosa da Europa, contudo, tive a sorte de visitá-la num dia inicialmente muito nublado, que foi progressivamente melhorando, o que facilitou a visita à cidade. 

 

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A parte de Bryggen, zona histórica da cidade e património da humanidade da UNESCO, é maravilhosa, principalmente graças às casas de madeira multicoloridas e ruas estreitas, onde não faltam lojas interessantes para visitar.
 

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O mercado ao ar livre junto à baía é especialmente interessante para os turistas, podendo-se encontrar todo o tipo de souvenirs, para além de produtos estranhos para nós, não noruegueses, como chouriço de baleia e rena, ou o famoso queijo castanho e doce norueguês, Brunost.
 

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Bergen é uma cidade que se vê facilmente em poucas horas, mas que deixa, em quem a visita, a vontade de permanecer por muitas mais. Os habitantes são simpáticos, a cidade é linda e limpa e isso faz de Bergen uma cidade a não perder durante uma viagem pela Noruega.

 

Hotéis de sonho - Grace Santorini Hotel

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Tem apenas 20 quartos, uma piscina e vista de sonho, e fica em Santorini.

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SushiCorner

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Recentemente fui experimentar o SushiCorner e fiquei rendido.

 

Pertencente ao SushiCafé, o SushiCorner, presente em diversos espaços comerciais, tem uma ementa bastante diversificada, da responsabilidade de Daniel Rente, o conhecido Chef do SushiCafé Avenida, que tem como objetivo agradar a todos, incluindo aqueles que não gostam de peixe cru.

 

Do já provado, o sushi, nigiri e temaki são frescos e deliciosos, e os preços adequados à quantidade e qualidade servida.

 

Por exemplo:

  

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Super Moriwase (€10,95) - 4 rolos sushi harumaki, 3 rolos salmão maki, 3 nigiri de salmão, 1 nigiri de peixe manteiga, 1 nigiri de robalo e 2 nigiri de atum.

 

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Sushi Mix (€8,95) - 1 temaki simples à escolha, 4 rolos sushi harumaki e 4 rolos sushi califórnia. Neste caso, escolhi um temaki de salmão crocante, que é composto por salmão com maionese japonesa e batata doce crocante.

 

Aos menus é sempre possível juntar uma sopa miso com algas, tofu, alho francês e sésamo por apenas mais €1,00.

 

Podem conhecer a carta completa aqui.

A Gestora de conta

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Há dias recebi uma chamada da minha gestora de conta. Nunca tinha falado com ela e nem sequer sabia da sua existência.

 

Num tom de voz bastante áspero, disse-me que tinha de ir ao balcão ter com ela para falarmos. Quando lhe perguntei porquê, explicou-me que tínhamos de falar sobre o meu dinheiro porque as aplicações que tinha não faziam qualquer sentido face à minha faixa etária, e o dinheiro que tinha na conta à ordem não poderia estar lá. Tinha de ser aplicado.

 

Ao longo da conversa ouvi, diversas vezes, "isso não faz sentido", "tem de passar a saber aplicar o seu dinheiro", sempre num tom severo, como se lhe tivesse feito algum mal, e a conversa começou com ela a tratar-me por doutor, a meio passou para senhor e no fim usou o meu nome próprio.

 

Eu permaneci praticamente todo o tempo em silêncio, fingi que escrevia os seus contactos e desliguei a chamada quando ela terminou de falar, certo que nunca mais daria um único segundo de tempo de antena àquela mulher.

 

Percebo que, na qualidade de gestora de conta, estivesse a desempenhar o seu papel ao aconselhar melhores formas de aplicar dinheiro, mas não pode ser insistindo que tudo o que cliente fez, e faz, está mal, ao mesmo tempo que fala ao estilo de professora (neste caso de economia) e intima para ir ao balcão falar com ela.

 

Nunca precisei de uma gestora de conta e, felizmente, sei bem analisar os produtos financeiros à minha disposição. Tal como sei que esta senhora desempenha pessimamente a sua função, conseguindo a proeza de afastar clientes em vez de os garantir.

 

Haja paciência!

Jerusalém, a cidade que me fez chorar

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É comum dizer-se que os homens não choram, mas eu não tenho problemas em dizer que chorei ao chegar a Jerusalém. Quando observei a cidade, ao pôr-do-sol, do alto do Monte Scopus, junto à Universidade Hebraica de Jerusalém, não consegui conter as lágrimas e chorei. 
 
Existem poucos lugares no mundo que nos despertam emoções tão fortes que nos fazem chorar, e Jerusalém é um deles.
 

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Chorei ao observar a cidade que se estendia aos meus pés, tão bonita, milenar e serena, com a proeminente cúpula dourada da Mesquita de Omar a marcar um dos locais mais importantes para a religião muçulmana, católica e judaica;
 

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Emocionei-me ao percorrer a via-sacra;
 

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Chorei, no Yad Vashem, ao ouvir a história de vida de Janus Korczak;
 

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E chorei na Basílica do Santo Sepulcro, ao observar o local onde Jesus morreu e ressuscitou.
 
É lógico que o facto de ser crente influenciou o meu estado de espírito, porém, julgo ser impossível que uma pessoa, mesmo que totalmente não crente, passe por Jerusalém indiferente.
 

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Há algo no ar que nos atrai e fascina. Que nos faz olhar à volta e pensar que tudo é irreal. 
 
Jerusalém não é só uma cidade bonita, histórica e diferente.

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Jerusalém é mágica. 

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